Arquivo mensal agosto 2019

porCIPERJ

Quando a porta se abre

fonte: CBC

por Alfredo Guarischi

Na comédia de animação Monstros S.A., produzida em 2001, os habitantes de Monstrópolis, uma cidade como outra qualquer metrópole, são caricaturas de seres humanos devido à sua aparência, com chifres, pêlos de cores aberrantes e desproporções corporais, e por possuírem, como nós, desejos, vontades e dificuldades de relacionamento.

Todas as noites, duplas de monstros abrem portas de armários dos quartos das crianças e as surpreendem, assustando-as. Elas então emitem gritos captados por sensores ligados a cilindros especiais que os transformam em energia.

Para obter maior eficiência, a empresa responsável pelo sistema mantém uma linha de produção de portas idênticas aos mais diferentes armários encontrados nos quartos de crianças, em todo o mundo. Há também uma competição para a dupla de monstros que consegue fazer as crianças gritarem mais alto.

Mike e Sulley são monstros recordistas da empresa. Sulley assusta as crianças, Mike é seu auxiliar – manuseia o equipamento que controla as portas e armazena a energia.

No entanto, nesse lucrativo negócio globalizado, existe a crença de que humanos são potenciais transmissores de doenças e de que os assustadores devem ser cautelosos com o contato físico com as crianças, as quais devem ser eliminadas se chegarem ao mundo dos monstros.

Um dia uma porta abre fora de horário; sai uma pequena criança de olhos brilhantes, que, ao encontrar Mike e Sulley, passa a brincar alegremente com aqueles “brinquedos simpáticos” e não “desgruda” mais dessa dupla. Com o passar do tempo, esse encontro se transforma num amor de pais e filha. Os “monstros” percebem como é saudável o contato com humanos e que fazer crianças sorrirem dá muito mais energia que um grito de pavor.

Mas a porta não foi aberta acidentalmente. Integrava um plano maléfico da chefia da empresa e de alguns colaboradores para capturar crianças para dentro da fábrica e, com uma aparelhagem especial, aumentar a produção de energia, impondo a elas mais medo.

Entretanto, Mike e Sulley haviam se transformado e amavam a pequena Boo. Conseguem desmascarar a trama e demonstrar à população a necessidade de uma reformulação em seus princípios. As turmas de assustadores passam a ser de “divertidores”. O clima na fábrica torna-se mais ameno e estável.

Lembrei desse filme após uma paciente me dizer que ficava assustada toda vez que cruzava uma porta em busca de saúde. Creio que ela devia conhecer parte da história de Boo.

Conversamos muito, de mãos dadas, até ela adormecer como uma criança. No dia seguinte me contou que não ouvira gritos.

Portas na saúde se abrem e fecham sorrateiramente, causando medo ou insegurança. A maioria dos profissionais de saúde e hospitais não são fonte de desperdício, mas de esperança. Todos sonhamos em dar e receber tratamento igualitário e justo. Buscamos energia no sorriso do paciente, mesmo que isso ocorra pela última vez.

porCIPERJ

Congresso Paulista de Cirurgia Pediátrica começa nesta sexta-feira

O XII Congresso Paulista de Cirurgia Pediátrica será realizado de sexta-feira a domingo (15 a 18), no auditório do Centro de Integralidades (área de eventos do Hospital Servidor Estadual), situado na Avenida Ibirapuera, 1215, na Zona Sul da capital.

Quem ainda não garantiu presença pode se inscrever nos dias de evento. A taxa de inscrição é de R$ 1.000 para sócios quites CIPE.

Juntamente serão realizados o VI Simpósio das Ligas Acadêmicas de Cirurgia Pediátrica e a VII Jornada Brasileira de Residentes de Cirurgia Pediátrica.

Não perca!

Mais informações com a CIPESP, através de (11) 3815-9380 ou contato@cipesp.com.br.

porCIPERJ

ARTIGO: Medicina sem hospitais

fonte: O Globo

Por Lígia Bahia, professora da UFRJ

Polêmicas sobre quantidade, localização e formação de médicos vieram para ficar. Abertura de faculdades, número de vagas, requerimentos mínimos para os cursos — assuntos antes restritos ao circuito Ministério da Educação e entidades médicas —se tornaram mais familiares. Seja por desconfiança ou aprimoramento democrático, interessa saber quem é o médico, onde foi formado, onde fez pós-graduação. A ideia de que todos os médicos são igualmente competentes tem sido interrogada pela própria categoria e pelos pacientes.

Testes apenas para médicos estrangeiros ou também para os brasileiros? Diplomas nas paredes dos consultórios particulares querem dizer alguma coisa? Insinuam diferenças. Os que se formaram em instituições públicas são superiores? Modelos públicos, privados e terapêuticos e a formação e inserção de médicos não são lineares. Ao contrário da intuição prevalente, os “médicos de pés descalços” chineses não eram funcionários públicos. Foram financiados por cooperativas agrícolas. Durante a Revolução Cultural, nos anos 1960, e com as discordâncias com a então União Soviética sobre a hegemonia da medicina ocidental, houve valorização da formação simplificada para a prevenção e permissão do uso de ervas e técnicas tradicionais. A experiência durou pouco. Tornou-se exemplar, por evidenciar a associação positiva entre a qualificação, mesmo de curta duração, e a melhoria das condições de saúde, bem como relevância do trabalho de médicos com formação completa. Atualmente, os currículos na China são similares aos do resto do mundo, mas incluem disciplinas de matrizes orientais do conhecimento médico, antes consideradas feudais e conservadoras. Mais tempo e melhor formação do pessoal tornaram-se elementos-chave para a organização da atenção à saúde. Países europeus exigem que os médicos contratados para seus sistemas públicos sejam muito qualificados, aqueles que não tenham passado por cursos de residência médica tendem a assumir postos de trabalho marginais. Recentemente, o Brasil deixou de seguir essa orientação. A abertura de faculdades de medicina privadas, sem hospitais universitários ou centros complexos de assistência e pesquisa, empurra o sistema de saúde para o abismo da má qualidade assistencial. Seria demais pretender instituir aqui e agora a harmonia plena entre mercado de trabalho e direito à saúde. Mas, é pouco, é o de menos, formar um contingente de médicos que cursam faculdades por seis anos sem exposição às diversas práticas e especialidades da carreira e com poucas chances de admissão à residência.

Entre 2013 e 2019, o número de vagas para a graduação em Medicina dobrou, e as faculdades privadas passaram a concentrar 65% das matrículas. Para que esses profissionais tenham acesso à residência médica, seria necessário ampliar a capacidade instalada de hospitais universitários ou públicos de grande porte, aqueles nos quais ocorre o trabalho supervisionado de recém-formados. Do jeito que está, os médicos das faculdades públicas se tornarão mais especializados e inseridos em unidades assistenciais excelentes. Enquanto isso, a maioria, os que pagam pelo ensino — em faculdades que improvisam a obrigatoriedade do cumprimento da carga prática de seus alunos em hospitais não próprios —fica para trás. Parece pouco provável que as nascentes faculdades privadas construam hospitais universitários e, pelo lado do setor público, as iniciativas de qualificação da formação médica são pouco promissoras. Cortes de recursos para as universidades e reedição da proposta de convênios privados (duplas portas) para os hospitais universitários públicos —inserida no projeto Future-se, do Ministério da Educação — impedem a expansão da residência médica, vinculada ao ensino e à produção científica. Conformou-se um estranho consenso em torno da privatização do ensino, descaso com a qualidade da formação de médicos, desprezo pelo sofrimento humano e ignorância sobre o custo elevado da incidência e disseminação de doenças. Espera-se que a indiferenciação entre papéis do público e do privado seja breve. A outorga de diplomas médicos e a qualidade e segurança dos atos médicos são responsabilidades inescapáveis, ainda que compartilhadas, de instituições governamentais.

porCIPERJ

ANS analisa propostas para atualizar Rol de Procedimentos em Saúde

fonte: ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) finalizou a análise de elegibilidade das propostas de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que foram enviadas pela sociedade através do formulário online (FormRol). Ao todo, a agência recebeu 1.137 propostas de atualização, sendo 285 (25%) relativas a medicamentos, 671 (59%) a procedimentos e 181 (16%) a termos descritivos. Ao final do processo de verificação, 215 propostas foram consideradas aptas para seguir para a análise técnica e posterior discussão no âmbito do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (Cosaúde), pois atenderam aos critérios de elegibilidade necessários.

O envio das contribuições pelo FormRol foi a primeira fase do novo processo de atualização da lista mínima de procedimentos que devem ser cobertos pelos planos de saúde. As etapas estão estabelecidas na Resolução Normativa nº 439/2018. Essa normativa aprimorou a revisão da cobertura mínima obrigatória dos planos de saúde e ampliou a participação social.

Os 1.137 formulários recebidos pela ANS passaram por uma primeira triagem, na qual foram identificadas as propostas relativas à inclusão de medicamentos e procedimentos que eram passíveis de seguir para análise quanto ao cumprimento dos critérios de elegibilidade. Em relação aos formulários dos termos descritivos, a seleção foi realizada a partir a verificação da completude e validades dos campos dos respectivos documentos.

A análise de elegibilidade considerou aptos 459 formulários enviados (o que representa 40% do total recebido). Em nova etapa de triagem, foram verificados se esses formulários atendiam a condições legais e a requisitos de informação previstos na RN nº 439. Constatou-se, então, que 215 propostas atenderam a todos os critérios elencados na norma, sendo 116 referentes a medicamentos, 74 a procedimentos e 25 a termos descritivos. Dentre os requisitos estão a descrição das evidências científicas relativas à eficácia, efetividade, acurácia e segurança da tecnologia em saúde, bem como a avaliação econômica, análise do impacto orçamentário da incorporação da tecnologia e os dados sobre capacidade instalada.

A maior parte das contribuições elegíveis (118 propostas) foram enviadas por entidades representativas de profissionais médicos. Também houve contribuições de entidades representativas de pacientes, operadoras, indústria farmacêutica, outros profissionais (não médicos), prestadores de serviços de saúde e cidadãos de forma geral (pessoa física).

As sugestões foram recebidas durante os dias de 04/02 a 04/05. Agora, as 215 propostas elegíveis seguem para a fase de análise crítica, quando então a ANS contará com o auxílio de entidades parceiras – através de acordos de cooperação técnica, convênios, contratos ou instrumentos congêneres – e do Cosaúde. Ao final de todas as análises, ainda está prevista consulta pública à sociedade.

O Rol de Procedimentos passa por revisões periódicas a cada dois anos. Esse é o intervalo mínimo, tendo em vista as etapas a serem cumpridas e a complexidade do processo. “O Rol é um importante instrumento de regulação da ANS e é fundamental que a sociedade acompanhe e participe do processo de atualização da lista de coberturas. Dessa forma, contribuímos para ampliar a transparência no setor e engajamos todos os interessados – incluindo os beneficiários – nas políticas de saúde”, destaca o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos, Rogério Scarabel.

Clique aqui para saber mais sobre o processo de atualização do Rol e confira as propostas recebidas.

porCIPERJ

Calendário de cursos e eventos de Cirurgia Pediátrica

Nosso site conta com a seção Cursos e Eventos, onde há a programação de atividades científicas da Cirurgia Pediátrica no Brasil e no mundo.

CONFIRA!

porCIPERJ

Verticalização e retrocesso

fonte: CBC

por Alfredo Guarischi – diretor de Comunicação e TI do CBC

O automóvel já era fabricado desde 1880. Tinha um custo extremamente elevado, mas a partir da produção do modelo Ford T, em 1908, passou a ser acessível à classe média, tornando-se um enorme sucesso de venda.

Fabricado nos EUA, foi posteriormente montado em diversos países, como Canadá, Inglaterra, França, Alemanha e Japão. Para conseguir isso Ford criou o conceito de “knockdown” ou “KD”, conhecido como “equipamento para derrubar”. Nessa metodologia as partes do carro são fabricadas em diferentes países ou regiões nos quais o custo de produção é menor. Posteriormente são exportadas para a montagem final em países com mão de obra barata. Dessa forma foram produzidos e vendidos milhões de carros, sem a Ford perder o controle da fabricação das “partes”, além de baratear o custo comparado à importação do produto finalizado.

Como o centro da atenção do sistema de saúde é o paciente, será que uma de “linha de montagem em medicina” entregaria um atendimento como planejado, eficiente e com menor custo?

Os custos em medicina são o somatório dos gastos administrativo e comercial e das despesas médico-hospitalares; e valor em medicina, no dialeto econômico, é o resultado da eficácia do tratamento dividido pelo seu custo. Se o resultado do tratamento for melhor, e o custo, igual, o paciente ganha, e o sistema nada perde.

A verticalização na saúde não produz um efeito homogêneo sobre os gastos, e a burocracia, que proporcionalmente consome mais do que o cuidado do paciente, distorce o foco da matemática financeira na busca de diminuir custos.

Os pacientes que contratam planos de saúde verticalizados são atendidos nos ambulatórios e hospitais do próprio plano, que restringem a autonomia na decisão sobre exames e tratamentos. Mesmo com a medida adotada pela ANS criando a Notificação de Investigação Preliminar, que permite multar as operadoras em caso de comprovada negação de procedimentos, a judicialização é constante.

No ranking dos melhores hospitais americanos a competição é pelo real significado do valor em medicina, que é avaliada principalmente pela segurança do paciente, pela baixa mortalidade hospitalar e pela qualificação profissional.

Sir Cyril Chantler, pediatra inglês, alertou que no passado a medicina era simples, ineficaz e relativamente segura, tornando-se complexa, mais efetiva, potencialmente perigosa. Flavio Kanter, cardiologista gaúcho, escreveu, que “a única certeza que temos é a de lidarmos com a incerteza; mesmo que tudo mude, isso não muda”.

A verticalização (“KD”), como vem sendo proposta, não será a melhor solução e aumenta a incerteza. Pode resultar no nocaute – Knock Out  (“KO”) de pacientes, profissionais de saúde e hospitais. Chandler e Kanter estão corretos, além do que a autonomia dos profissionais de saúde vem sendo desautorizada, o que, com certeza, é um retrocesso.

porCIPERJ

Serviços básicos podem parar de funcionar já, diz reitora da UFRJ

fonte: O Globo

Um dia de cada vez. Essa é a filosofia que a nova reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) diz ser obrigada — pelo contingenciamento de verbas — a seguir. No início desta semana, a instituição recebeu R$ 16 milhões para pagar as despesas de agosto. Segundo Denise Pires de Carvalho, no cargo há um mês, é necessário quase o dobro — R$ 30 milhões — para manter os serviços em dia.

Com o contingenciamento a universidades federais anunciado em maio, a UFRJ sofreu um corte de 44% de suas verbas de custeio — de R$ 331,6 milhões, previstos pela Lei Orçamentária Anual, para R$ 185,8 milhões. Já o valor destinado a investimentos (aquisição de equipamentos e realização de obras, entre outros) desabou 86% — passando de R$ 9,1 milhões para R$ 1,2 milhão. As bolsas estudantis não foram afetadas.

Anteontem, a instituição pagou parcialmente a dívida com a empresa fornecedora de alimentos do restaurante universitário, impedindo que o serviço fosse interrompido neste mês. Mas outras despesas necessárias à manutenção da UFRJ podem ter seus serviços suspensos a qualquer momento pelos fornecedores —entre eles, os de energia elétrica, água e gás para laboratórios, limpeza, vigilância e telefonia.

—Vou saber mais tarde com a pró-reitoria de Finanças quais são os contratos que podem ser honrados com o valor recebido (R$ 16 milhões). Não está sobrando nada, temos dinheiro apenas para pagar os atrasados —diz Denise. —Muitos serviços podem ser descontinuados pelos fornecedores caso eles fiquem três meses sem receber. É o caso do restaurante: fizemos um trabalho hercúleo para garantir que a universidade tivesse refeições já no primeiro dia de aulas.

A reitora adverte que, se um dos contratos for rompido, o prejuízo para reestruturar o serviço, desta vez com outra empresa, será ainda maior.

—Hoje, as empresas (que prestam serviço à UFRJ) estão honrando os salários sem ter garantia de que serão pagas pela universidade —assinala. —Digamos que uma delas tenha

seu contrato vencido e precisemos abrir uma licitação para achar alguém que preste esse serviço. Essa busca será cada vez mais difícil e cara, porque ficaremos conhecidos como maus pagadores.

Denise alerta que, se não houver vigilância e manutenção, o “mato vai crescer no campus da Ilha do Fundão”, e o campus será “um lugar de desova de cadáveres”.

A universidade foi obrigada a apertar o cinto, como a redução de despesas com passagens, e já estuda a suspensão de investimentos previstos para 2019. Ainda há esforços para manter o transporte entre os campi, já que alguns cursos exigem a locomoção de estudantes por diferentes regiões.

Estima-se que a dívida prevista da UFRJ seja de R$ 170 milhões — de acordo com Denise, esse foi o valor divulgado pela gestão de seu antecessor, Roberto Lehrer (2015-2019).

A reitora queixa-se da falta de diálogo com o ministro da Educação, Abraham Weintraub. Apesar dos diversos pedidos de audiência no MEC, Denise diz ter encontrado o ministro apenas uma vez, quando ela tomou posse. A ordem é que ela procure o secretário de Ensino Superior, Armando Barbosa. O contato, porém, ainda não resultou em liberação dos recursos contingenciados.

Na próxima sexta-feira, o Conselho Universitário fechará documento que será encaminhado ao MEC com críticas ao programa Future-se, apresentado em julho por Weintraub, que prevê novas formas de financiamento das universidades federais.

Segundo opositores do plano, que será enviado no fim do mês ao Congresso, o texto prioriza parcerias com organizações sociais (OS), que são entidades privadas sem fins lucrativos. A comunidade acadêmica tem denunciado o Future-se como uma tentativa de “privatização” do ensino superior.

Procurado pelo GLOBO, o MEC afirmou em nota que, “embora o contingenciamento não tenha impacto imediato sobre o orçamento das instituições, o ministério mantém diálogo permanente com os dirigentes das universidades e institutos federais, estando à disposição para intermediar a resolução de questões pontuais concernentes à liberação de limite orçamentário necessário à execução das atividades das instituições”.

porCIPERJ

Pesquisa sobre telemedicina

A pedido da Câmara Técnica de Cirurgia Pediátrica do Rio de Janeiro segue abaixo pesquisa de opinião a respeito do uso de telemedicina em Cirurgia Pediátrica.

Isto se deve à solicitação do CREMERJ quanto à opinião de cada área de especialidade quanto à futura regulamentação da telemedicina no Brasil e é extremamente importante.

Por favor, reflitam sobre as respostas e nos encaminhem. Esta pesquisa vai fundamentar a manifestação oficial da CIPERJ a respeito:

DADOS PESSOAIS

Sexo
FemininoMasculino

Idade
≤ 30 anos31-40 anos41-50 anos51-60 anos61-70 anos70 anos

Tempo de exercício da Cirurgia Pediátrica
Residente/pós graduando1-5 anos6-10 anos11-15 anos16-20 anos21-25 anos26-30 anos30-35 anos> 35 anos

Tempo de exercício da Medicina
1-5 anos6-10 anos11-15 anos16-20 anos21-25 anos26-30 anos30-35 anos> 35 anos

Exerce Cirurgia Pediátrica como única atividade profissional?
Sim, trabalho em tempo integral como especialistaNão, trabalho também em outras áreas cirúrgicasNão, trabalho também em outras áreas clínicasNão, trabalho também como médico emergencistaNão, trabalho também na área de gestãoNão, trabalho como profissional não médico paralelamente

Exerce a Cirurgia Pediátrica em:
CapitalCidade de grande porteCidade de médio porteCidade de pequeno porte próxima a grandes centrosCidade de pequeno porte afastada dos grandes centros

Em sua opinião o uso da telemedicina deve ser aplicado a (podem ser assinaladas múltiplas alternativas):
Atendimento básico em saúde entre médico e paciente (teleconsultas)Aconselhamento de dúvidas de pacientes com relação à busca de atendimentoAconselhamento de dúvidas de pacientes com relação a pós operatório imediatoAconselhamento de dúvidas de pacientes em pós operatório tardioAconselhamento a respeito de condutas e diagnóstico entre não-especialistas e especialistasAconselhamento a respeito de condutas e diagnóstico entre outros profissionais de saúde e especialistasAconselhamento aos mecanismos de gestão administrativa para direcionamento de pacientesTelecirurgia para terapêutica à distânciaTelecirurgia para demonstraçãoDivulgação científica e educação continuadaDivulgação científica e educação continuada com marketing direto de provedores de serviçosDescrever

Em sua opinião são meios lícitos para exercício da telemedicina:
aplicativos de mensagens (whattsapp e telegram)redes sociais direcionadas (facebook e similares)redes de comunicação restritas entre serviços de saúderedes de transmissão fechada de atendimentos, discussões de casos e cirurgias/procedimentosredes de transmissão aberta de atendimentos, discussões de casos e cirurgias/procedimentos

Em sua opinião como devem ser os pagamentos de serviços médicos prestados à distância?
remuneração equivalente ao serviço presencialremuneração menor para serviços à distânciaatuação apenas como colaborador para colegas, não remuneradoatuação apenas como orientador para pacientes, não remunerado

Você teme eventuais riscos legais no exercício da telemedicina?
simnãodependerá da regulamentação ética e técnica desta nova atividade profissional

Em sua opinião, o que o advento da telemedicina vai representar para o exercício da profissão de médico (podem ser assinaladas múltiplas opções)?
uma nova oportunidade com ampliação do mercado de trabalhoa criação de mecanismos invasivos de solicitação de opiniões e orientações a pacientesa criação de mecanismos invasivos de solicitação de opiniões e orientações a colegasnovos riscos legais no exercício da profissãoaumento da demanda de trabalho fora das horas regulamentarespiora dos mecanismos de controle do segredo profissionalinvasão do mercado de trabalho do médico por outros profissionais de saúdeum desafio evidente ao cumprimento da ética profissionaloutros (descrever)

No caso da cirurgia pediátrica, que metodologias de exercício profissional serão adequadas para o uso da telemedicina (podem ser assinaladas múltiplas opções)?
Atendimento em saúde entre médico e paciente (teleconsultas)Aconselhamento de dúvidas de pacientes com relação à busca de atendimentoAconselhamento de dúvidas de pacientes com relação a pós operatório imediatoAconselhamento de dúvidas de pacientes em pós operatório tardioAconselhamento a respeito de condutas e diagnóstico entre não-especialistas e especialistasAconselhamento a respeito de condutas e diagnóstico entre outros profissionais de saúde e especialistasAconselhamento aos mecanismos de gestão administrativa para direcionamento de pacientesTelecirurgia para terapêutica à distânciaTelecirurgia para demonstraçãoDivulgação científica e educação continuadaDivulgação científica e educação continuada com marketing direto de provedores de serviços

Por favor, acrescente aqui opiniões pessoais ou outros dados que queira acrescentar

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porCIPERJ

Eleição CFM: kit eleitoral chegará pelos Correios

fonte: CREMERJ

O CREMERJ informa que o kit eleitoral das Eleições do CFM já está sendo entregue pelos Correios no endereço cadastrado. Lembramos a todos os médicos que a votação será exclusivamente via Correios e que o voto é obrigatório.

Para saber como realizar a votação, acesse: http://eleicoes.cremerj.org.br/index.php/duvidas-frequentes

porCIPERJ

Nota de falecimento: Dr. Keith W. Ashcraft

fonte: Legacy

O Dr. Keith W. Ashcraft, 83 anos, morreu na segunda-feira, 29 de julho de 2019.

Autor do livro de Cirurgia Pediátrica mais utilizado em todo mundo, ele nasceu em 1º de setembro de 1935, em Hillsboro, Kansas. Tornou-se estudante de medicina na Universidade do Kansas e depois frequentou a Escola de Medicina da KU. Após terminar o curso de medicina e sete anos de residência em cirurgia geral e pediátrica, todos na KU, Ashcraft completou seu treinamento cirúrgico cardíaco no Great Ormond Street Hospital for Sick Children, em Londres. Com três certificações do conselho em geral, cirurgia cardiotorácica e urológica, ele retornou aos EUA com em 1973. Ele ocupou o cargo de Chefe da Seção de Urologia do Mercy Children´s até 1993, quando foi nomeado Cirurgião-Chefe em 1994, servindo nesse cargo até se aposentar em 1999.

O Dr. Ashcraft também ajudou a treinar gerações subseqüentes de cirurgiões pediátricos como Diretor do Programa de Treinamento de Cirurgia Pediátrica da Children’s Mercy, Professor de Cirurgia no Universidade de Missouri, Kansas City School of Medicine, e Professor Clínico Adjunto de Cirurgia da KU School of Medicine.

Fora da sala de cirurgia e da sala de aula, o Dr. Ashcraft era ativo em organizações cirúrgicas pediátricas. Ele foi eleito para o cargo em ambas as principais organizações cirúrgicas pediátricas dos Estados Unidos, servindo como presidente da Seção Cirúrgica da Academia Americana de Pediatria e como Presidente da American Surgery Pediatric Association. Ele também se tornou ativo internacionalmente e serviu como presidente da Federação Mundial de Associações de Cirurgia Pediátrica.

O Dr. Ashcraft publicou mais de 100 artigos em revistas especializadas e foi autor e editor de vários livros, incluindo Cirurgia Pediátrica, que passou por quatro edições e se tornou a publicação de cirurgia pediátrica mais utilizada no mundo.