Arquivo mensal novembro 2019

porCIPERJ

Inscrições abertas para curso de aperfeiçoamento no INCA

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) está com inscrições abertas para cursos de aperfeiçoamento nos moldes fellow. A Cirurgia Pediátrica conta com duas vagas.

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Almoço de final de ano da CIPERJ acontece em 14 de dezembro na Barra da Tijuca

A Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro realiza no dia 14 de dezembro, sábado, a partir das 13h, um almoço de final de ano para os associados da CIPERJ, que ocorrerá no Espaço Gourmet do condomínio Quintas da Península, situado na Rua dos Jacarandás da Península, 1.160, na Barra da Tijuca.

O evento é por adesão e o valor é de R$ 100 por pessoa, sendo que crianças de até seis anos não pagam e de sete a 11 anos pagam R$ 50 cada.

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Após o envio dos dados do formulário, é necessário efetuar o pagamento do valor referente à (s) adesão (ões), que pode ser feito através de cartão de crédito ou transferência bancária:

  • CARTÃO DE CRÉDITO

  • TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA

Bancoob (756)

Agência: 4327

Conta-corrente: 4551-9

Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro

CNPJ: 68.613.801/0001-66

CONFIRA O CARDÁPIO DE COMIDAS E BEBIDAS

Entrada: Salsichão, fraldinha, filé de frango, drumete e pão com pasta de alho.

Almoço:

  • Carnes: Maminha, alcatra, fraldinha, linguiça suína, salsichão, lombo, costelinha suína, filé de frango, drumete, coração de frango e costela gaúcha (servido self service);
  • Acompanhamentos: Arroz branco, maionese de batata com cenoura, farofa, molho a campanha, ovo de codorna e salada de alface com tomate (servido self service);
  • Sobremesa: Banana assada com açúcar, canela e sorvete de creme.

Bebidas:

  • Caipivodka e caipirinha de limão, cerveja Antárctica, Coca-Cola normal e zero, Guaraná normal e zero, Mate, Fanta Uva e Fanta Laranja, Sprite, água mineral com e sem gás e sucos.

SAIBA COMO CHEGAR

Rua dos Jacarandás da Península, 1.160, Barra da Tijuca

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ARTIGO: “O SUS está vivinho da Silva. É o sonho de consumo em muitos países”

fonte: Viva Bem/UOL

O médico Renato Tasca, coordenador de sistemas e serviços de saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, é italiano de Turim. Não perdeu o sotaque, mas incorporou expressões e gírias brasileiríssimas em uma década de andanças pelo país. Observador atento dos sucessos e desafios do Sistema Único de Saúde (SUS), Tasca acredita que ele está “vivinho da Silva” e precisa ser valorizado pelos brasileiros. “O SUS é o sonho de consumo dos cidadãos de muitos países”.

Por que o sr. diz que o SUS está vivinho da Silva?

Renato Tasca: Existe certa opinião negativa em relação ao SUS e à administração pública em geral. Pensam que o Estado tira o dinheiro dos cidadãos, por meio de impostos, como se isso fosse uma função predatória. Acham que funcionários públicos são parasitas que aquecem cadeiras e se envolvem em corrupção. Uma das formas de destruir esse mito é dar visibilidade aos heróis silenciosos que trabalham, cotidianamente, em situações muito complicadas, com poucos recursos, em contextos difíceis e com chefes que não ajudam. E, mesmo assim, realizam coisas muito importantes no SUS.

É essa força de trabalho tão comprometida que mantém o SUS vivinho da Silva?

Renato Tasca: O SUS é feito de pessoas. Não são os equipamentos, os hospitais. São as pessoas: os médicos, as enfermeiras, os profissionais de saúde etc. É fundamental manter a motivação deles. O setor público não é como o setor privado, no qual os profissionais são incentivados para produzir lucro. O setor privado produz um valor monetário. As pessoas são recompensadas de acordo com a contribuição delas para a obtenção desse lucro. Se eu vendo 10 planos de saúde e o meu colega vende 20, ele vai ter que ganhar mais do que eu. O resultado é muito visível.

O desafio de medir desempenho

Medir desempenho no setor público é mais difícil? Renato Tasca: É complicado definir o que é performance. O valor que se produz é um valor público – não é o lucro. E não basta apenas verificar se a doença foi curada ou controlada. Existe também uma parte intangível. É o caso da humanização, por exemplo. Há pessoas (principalmente os idosos) que procuram a unidade de saúde só para conversar. Fazem isso porque é a única forma de contato que eles têm com outras pessoas. Isso é eficiência? Possivelmente, não. Mas tem um valor público enorme. São valores difíceis de medir com indicadores clássicos.

O etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que a atenção primária é o lugar onde se ganha ou se perde a batalha da saúde humana. O sr. concorda?

Renato Tasca: No futuro, com inteligência artificial, não sei como serão as coisas – pode ser que elas mudem para pior. Mas hoje não há como manter um sistema universal como o SUS sem fortalecer a atenção primária. Ela é o ponto mais próximo entre o Estado e o cidadão. É o momento do encontro. É ali que você vai interceptar a demanda que chega. É por meio dessa primeira porta de acesso que você organiza a rede de serviços. Se não tem isso, se a pessoa vai direto a uma unidade  de pronto atendimento (UPA), aquilo ali não tem continuidade. É um atendimento episódico. Com uma atenção primária forte, o sistema tem melhor resultado, mais satisfação dos usuários, menos erros médicos, melhores encaminhamentos. Não basta ter apenas atenção primária, mas ela viabiliza o funcionamento orgânico racional de todos os serviços.

O Ministério da Saúde anunciou recentemente um novo formato de financiamento da atenção primária. Qual é a opinião do sr. sobre essa mudança?

Renato Tasca: A opinião da OPAS sobre isso não é relevante. É uma questão muito específica, que diz respeito a mudanças de cadastramento e de modelo de financiamento. Acho que o debate não é tanto sobre como financiar. O debate é se esse novo modelo terá realmente condição de fortalecer a APS. A princípio não opino, não formo nenhum julgamento. Essa é uma medida que tem que ser aprovada e implementada. Depois veremos os resultados. Se eles forem bons, seremos os primeiros a aplaudir. A priori, ninguém pode dizer se é bom ou ruim. Se eu der alguma opinião, será achismo. No papel, toda proposta é boa. Concordamos com os pressupostos dessa iniciativa. Ouvi muitas opiniões contra e muitas a favor. Acho que cada um tem argumentos.

O papel do setor privado

Existe uma onda que defende a privatização como única alternativa possível para o SUS?

Renato Tasca: Essa narrativa existe, mas algumas argumentações são míticas. Há uma construção teórica segundo a qual o SUS é ineficiente, um projeto perdedor. Outro mito é a crença de que o SUS não precisa de mais dinheiro. Bastaria torná-lo mais eficiente. Não é verdade. O SUS é claramente subfinanciado. Em todos os países que têm sistema de saúde universal, a maioria dos gastos em saúde deveria ser para o setor público. No Brasil, gastamos quase 9% do PIB em saúde em 2015. Só que menos da metade desse dinheiro foi para o SUS. Somos um país com um perfil totalmente desequilibrado de gasto em saúde. Temos um gasto privado muito importante e um gasto público insuficiente. Não chegamos a 4% do PIB quando, internacionalmente, se diz que um sistema público universal deveria chegar a 6% do PIB. Estamos muito atrás. O subfinanciamento é real, mas melhorar a gestão é fundamental.

Qual é o papel do setor privado na gestão do SUS?

Renato Tasca: O setor privado, quando é chamado segundo uma lógica saudável, pode contribuir. O SUS já nasceu com o privado em seu DNA, mas acho que deveríamos procurar uma relação diferente entre o público e o privado. Hoje parece que eles são dois boxeadores, um tentando acertar o outro primeiro. É preciso achar outros caminhos para que seja, realmente, uma relação ganha- ganha. Não pode ser como é hoje, em que ganha um ou ganha o outro, mas a população pode perder. O setor privado pode dar ideias e, de alguma forma, contribuir para a gestão. A gestão do SUS é participativa. Todos os agentes sociais (cidadãos, empresas etc) estão envolvidos. Mas o fato de o setor participar diretamente na execução não quer dizer que ele tenha que participar do planejamento do sistema. Até porque há conflitos de interesse aí. A principal crítica feita às agências reguladoras é que, quando os interesses privados entram nas agências, começa a dar problema. O Estado tem que cuidar dos interesses da população. O setor privado tem que pensar na sua responsabilidade social para com o país, mas fundamentalmente, ele pensa no lucro.

Qual é o efeito de políticas de austeridade, como a Emenda Constitucional 95, de 2016,  que congelou os investimentos em saúde por 20 anos?

Renato Tasca: O último lugar onde eu colocaria austeridade seria em um programa social – sobretudo na área da saúde. O SUS tem que ser fortalecido. Ele tem mais impacto que o Bolsa Família. Para receber o Bolsa Família, as pessoas precisam vacinar os filhos e cumprir outras exigências. Um programa potencializa os efeitos do outro. O Brasil vive uma crise econômica danada que afeta principalmente os mais pobres. Isso se reflete negativamente nos indicadores de saúde. A perspectiva não é positiva.

O problema do SUS é a administração direta?

Renato Tasca: Esse é outro mito. Falam do SUS como se houvesse nele uma ineficiência intrínseca. Uma coisa podre que não pode mais melhorar. Segundo esse mito, a única forma de tornar o SUS mais eficiente seria tirar a gestão da administração direta e passar para outros tipos de organização. Não estou dizendo que as Organizações Sociais de Saúde (OSS) são ruins, mas elas são apenas um instrumento. É como um carro. Quem faz a OSS funcionar são as pessoas. Há OSS maravilhosas e outras muito ruins – coisa de tubarões, de tiranossauros. Alguns serviços públicos são uma porcaria, mas o mesmo acontece no setor privado. O privado tem mais eficiência no que diz respeito à flexibilidade operacional, pode contratar recursos humanos e fazer compras mais facilmente.

Ser eficiente ou ser eficaz?

Ser eficiente (fazer mais com o orçamento disponível) deve ser o foco do SUS?

Renato Tasca: Quando fala em eficiência no SUS, o Banco Mundial, por exemplo, foca muito em eficiência operacional administrativa: compras, corrupção, abusos, fraudes etc. Mas eles não se debruçam sobre o tema da pertinência dos serviços. Um hospital pode ser muito eficiente em fazer ressonância magnética. Com um orçamento X, ele consegue fazer 200 exames de alta qualidade. O problema é que, talvez, a maioria dessas ressonâncias seja desnecessária. O que isso quer dizer? Esse hospital é muito eficiente em desperdiçar dinheiro. O SUS tem que se preocupar em ser eficaz.Ele tem que resolver os problemas de saúde. O objetivo principal não deve ser eficiente. Para ser eficiente, o SUS não poderia ser universal. Como vou atender regiões ribeirinhas, ir a aldeias indígenas? É tudo longe, complicado. Se pensarmos em eficiência, concluímos que não vale a pena ir até lá. Mas a Constituição diz que a saúde é para todos. Ou seja: o SUS assume ações que têm ineficiência intrínseca. Esse papo de que o SUS é ineficiente é muito superficial. É óbvio que o SUS precisa adotar medidas para ser mais eficiente, mas a eficiência não pode acabar com os princípios de universalidade, integralidade e gratuidade dos serviços.

De que forma o SUS ameniza a desigualdade social?

Renato Tasca: O SUS é o maior programa social do Brasil. Imagine os pobres, as pessoas sem emprego, as mais afetadas pela crise… Imagine se elas tivessem que usar o pouco dinheiro que têm para vacinar os filhos, fazer pré-natal e ir ao médico – tudo no sistema privado. Seria uma coisa terrível. Na maioria dos países e, sobretudo, naqueles do tamanho do Brasil (China e Índia), não existe nada como o SUS. Se o pobre quiser uma cura, tem que pagar. Ter um SUS é o grande sonho de consumo dos cidadãos de muitos países. Nos Estados Unidos, o número de famílias que se ferram, que perdem tudo por causa de contas de hospital é enorme. O avô teve um AVC, foi para a UTI, morreu, e a família recebe uma conta de US$ 200 mil ou mais. Tem que vender a casa, o carro, tudo o que tiver. No SUS, isso não acontece. Os brasileiros não percebem, mas o SUS tem uma relevância enorme no mundo. O Brasil é o único país com mais de 100 milhões de habitantes com um sistema universal que funciona. O SUS foi criado como um programa social que vai muito além da atenção médica. É uma pena que hoje todo o esforço na criação e desenvolvimento do sistema não seja reconhecido. Hoje as pessoas acreditam mais em fake news do que em um artigo científico publicado no The Lancet. Não podemos desistir. É preciso acabar com a narrativa de que o SUS não funciona.

porCIPERJ

Mais de 80% dos adolescentes do mundo não fazem exercícios o suficiente

fonte: Deutsche Welle

Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que jovens em todo o mundo praticam atividades físicas em níveis bem menores do que o ideal.

Segundo a OMS, 81% dos adolescentes não se movimentam de maneira suficiente. Eles praticam menos de uma hora por dia de atividades físicas, o que pode acarretar sérios danos à saúde. Chama a atenção o fato de que o problema é maior entre as meninas.

No Brasil, essa taxa é de 83,6%, ou seja, maior que a média mundial.

O relatório, publicado pela revista científica The Lancet Child & Adolescent Health Journal se baseia em pesquisas realizadas entre 2001 e 2016 com mais de 1,6 milhão de estudantes de idades entre 11 e 17 anos em 146 países. Entre eles, 81% não se enquadravam na recomendação da OMS de exercer ao menos uma hora diária de atividades físicas como caminhadas, jogos, andar de bicicleta e práticas esportivas em geral.

Apesar de metas globais ambiciosas para aumentar as atividades físicas entre os jovens, o relatório afirma que não houve mudanças no período de 15 anos avaliado no levantamento.

A OMS não especificou os motivos da inatividade entre os jovens, mas a coautora do estudo Leanne Riley observou que “a revolução eletrônica […] parece ter transformado os padrões de movimentação dos adolescentes e os encorajado a passar mais tempo sentados e serem menos ativos”. Muitas vezes, a falta de infraestrutura e de segurança dificulta que os jovens possam caminhar ou utilizar bicicletas para ir à escola.

O estudo revela que os níveis de inatividade física se mantiveram no patamar mais alto entre os adolescentes de diversas regiões e países, variando de 66% em Bangladesh para 94% na Coreia do Sul. “Encontramos níveis altos em praticamente toda parte”, disse a autora principal do estudo, Regina Guthold. Ela afirma que em muitos países, entre 80% e 90% dos adolescentes não se enquadram nas recomendações da OMS.

A questão é ainda mais preocupante no que diz respeito às meninas. Apenas 15% delas estão dentro das recomendações da OMS, contra 22% dos meninos. As jovens são mais ativas em apenas quatro países avaliados: Afeganistão, Samoa, Tonga e Zâmbia.

Enquanto a situação dos meninos apresentou leve melhora entre 2001 e 2016, com os índices de inatividade caindo de 80% para 78%, o percentual entre as meninas se manteve em 85%. Em muitos países, as disparidades de gênero parecem estar ligadas a pressões culturais para que as jovens permaneçam em casa ou evitem práticas esportivas, além de preocupações com a segurança em ambientes externos.

Isso, porém, não explicaria o motivo pelo qual a maior disparidade entre os gêneros foi registrada nos Estados Unidos e na Irlanda, países onde a diferença entre os níveis de atividade de meninos e meninas é de mais de 15%.

As atividades físicas trazem enormes benefícios à saúde, como melhoras nas condições cardíacas e respiratórias e nas funções cognitivas, facilitando o aprendizado. Além disso, os exercícios são fundamentais no combate à epidemia sistêmica de obesidade.

A OMS estabeleceu como meta a redução da inatividade dos jovens entre os jovens de 11 a 17 anos em 70% até 2030. “Precisamos certamente fazer mais ou veremos um quadro bastante negativo em relação à saúde dos adolescentes”, afirmou Leanne Riley.

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Associado quite CIPERJ pode inserir seu consultório em nosso site. Saiba como

O site da CIPERJ possui a seção Ache seu cirurgião pediatra, onde os associados quites podem divulgar seus consultórios e telefones tendo em vista os usuários que acessam nosso site em busca de cirurgiões pediatras para seus filhos (as).

Para inserir seu consultório no espaço, basta preencher e enviar o formulário abaixo. Assim que nossa equipe de comunicação receber os dados irá publicar no site e enviará um e-mail confirmando a ação realizada.

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Nota técnica: desabastecimento dos hospitais

Rio de Janeiro, 20 de novembro de 2019

Em nome de seus associados, a CIPERJ vem a público comunicar a falta de insumos básicos que afeta neste momento vários hospitais da rede SUS no Rio de Janeiro. Tais problemas variam entre o desabastecimento agudo de material cirúrgico essencial (escovas de antissepsia, canetas de eletrocautério, etc), desabastecimento agudo e crônico de materiais de consumo específico de uso em cirurgia pediátrica (cateteres venosos profundos, fios de sutura apropriados para cirurgia em crianças pequenas, etc) e desabastecimento crônico de materiais de uso permanente, em especial material apropriado para endoscopia urológica, cirurgia videolaparoscópica pediátrica e ultrasonógrafos para uso em tempo real em atos de inserção de cateteres venosos profundos (estes, por exemplo, constituem o estado da arte e possibilitam maior segurança e substituição de métodos de dissecção venosa por métodos de punção venosa com preservação do vaso afetado). Problemas têm sido verificados e denunciados à CIPERJ, em vários hospitais da rede, em graus e especificidades variáveis, afetando instituições federais, estaduais e municipais, seja com gerência pública direta ou por operadoras terceirizadas (OS). Há uma nítida piora dos problemas envolvendo materiais de consumo a partir de novembro de 2019.

Gostaríamos de destacar e tornar público que estas restrições têm obrigado várias instituições a adiar e cancelar procedimentos cirúrgicos ou, em situações de emergência extrema, a recorrer a manobras técnicas de segunda linha para resolver problemas clínicos.

Algumas implicações destes problemas são óbvias, como por exemplo, sobre as filas de espera. Outras são menos evidentes, e implicam, por exemplo, enormes coeficientes de estresse sobre profissionais e pacientes. Os níveis de esgotamento profissional (síndrome de burn-out) entre médicos são enormes neste momento, os níveis de suicídio entre profissionais, segundo algumas fontes, quintuplicaram nos últimos anos e as notícias de agressões contra profissionais de saúde proliferam largamente, inclusive na imprensa profissional. As taxas de complicações procedurais podem aumentar significativamente mesmo com a execução e indicação perfeitas de procedimentos, seja pelo uso emergencial necessário de materiais ou métodos de segunda linha ou pela espera significativamente aumentada para cirurgias.

A CIPERJ considera essencial que estes problemas sejam resolvidos e que a população, incluídos aqui os agentes de controle público, estejam cientes. É necessário registrar que os profissionais médicos e os cirurgiões pediátricos não são culpados, omissos ou descomprometidos. É impossível fazer cirurgia usando apenas a voz e a boa vontade.

Associação de Cirurgia Pediátrica do Rio de Janeiro – CIPERJ

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HUAP/UFF conta com uma vaga para Cirurgia Pediátrica em concurso

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) abriu concurso público com uma vaga para Cirurgia Pediátrica no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP/UFF).