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Curso de Doenças Colorretais com Prof. Alberto Peña ocorre em janeiro em SP

Ribeirão Preto, em São Paulo, sediará o Curso de Doenças Colorretais em Crianças, ministrado pelo Prof. Dr. Alberto Pena e pela Dra. Andrea Bischoff.

O evento será realizado de 21 a 23 de janeiro de 2020 (terça a quinta-feira) e será organizado pela CIPESP em parceria com a Divisão de Cirurgia Pediátrica HC-FMRP-USP/Departamento de Cirurgia e Anatomia FMRP-USP.

O curso contará com cirurgias por vídeo, além de conferências e discussões interativas em tempo real.

As vagas são limitadas. O valor da taxa de inscrição ainda não está definido. Em breve o mesmo será divulgado.

Interessados devem preencher a ficha de pré-inscrição.

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Instruções gerais sobre a eleição do CFM

fonte: CREMERJ

Os médicos estão recebendo, pelos Correios, o material eleitoral para o pleito que definirá a gestão 2019-2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM), a partir do mês de julho. O kit contém instruções, uma papeleta de identificação e a cédula eleitoral, além de envelope próprio para postagem de retorno. Assim que receber este material, o médico deverá efetuar o seu voto, direto, secreto e obrigatório, e enviá-lo, no menor prazo possível após o recebimento, também pelos Correios ao CREMERJ.

A apuração da eleição ocorrerá no dia 28 de agosto, de acordo com a Resolução CFM 2.182/2018, que dispõe sobre a eleição dos membros titulares e suplentes do Conselho Federal de Medicina (CFM). O pleito será realizado, exclusivamente, por correspondência, não havendo voto presencial.

Serão considerados válidos apenas os votos cujos envelopes contiverem a chancela dos Correios e que forem RECEBIDOS até o dia 27 de agosto de 2019, na Caixa Postal do CREMERJ, dentro da Agência dos Correios, para que haja tempo hábil de recolhimento para apuração. Está prevista, em lei, multa para aqueles que não votarem, exceto quando justificado até 60 dias após o encerramento do pleito.

O médico que estiver inscrito em mais de um Conselho Regional de Medicina deverá votar em pelo menos um deles, justificando nos demais.

Médicos estrangeiros
O médico estrangeiro que estiver regularmente inscrito no CREMERJ e que atenda às demais exigências da Resolução CFM 2.182/2018 também deverá votar. O kit será enviado pelos Correios ao endereço registrado no Conselho e o médico precisa enviar seu voto conforme instruções acima.

Regularize sua situação financeira
Os votos dos médicos que estiverem com sua situação financeira regularizada junto ao CREMERJ, serão considerados válidos. Caso haja débitos junto ao CREMERJ, o mesmo deverá ser solucionado até o dia 28 de agosto de 2019. Não será permitido o envio de valores (cheque ou dinheiro) junto ao material eleitoral, sob nenhuma hipótese. Para obtenção das certidões éticos-profissionais e de quitação de débitos junto ao CREMERJ, os candidatos devem acessar a Área do Médico.

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CFM comemora carreira federal para médicos

fonte: CFM

“Hoje é um dia de júbilo para a classe médica brasileira porque o Governo Federal concretizou uma luta de 30 anos dos médicos, das entidades médicas. O Programa Médicos pelo Brasil vem resgatar o que realmente importa: levar saúde aos necessitados, aos hipossuficientes através da carreira federal para médicos – o que é uma responsabilidade tanto do governo quanto das entidades médicas”, destacou o 1º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Ribeiro, durante lançamento do programa na última quinta-feira (1º) no Palácio do Planalto, em Brasília.

O Programa Médicos pelo Brasil amplia tanto a oferta de serviços médicos em locais de difícil provimento ou de alta vulnerabilidade quanto a formação de médicos especialistas em Medicina de Família e Comunidade. Segundo o Ministério da Saúde, a estratégia aumentará em cerca de 7 mil vagas a oferta de médicos em municípios onde há os maiores vazios assistenciais quando comparado ao Programa Mais Médicos, sendo que as regiões Norte e Nordeste juntas têm 55% dessas vagas. Ao todo, serão 18 mil vagas previstas, sendo cerca de 13 mil em municípios de difícil provimento.

Seleção – Os médicos interessados serão selecionados por meio de processo eliminatório e classificatório para médicos de Família e Comunidade e para tutor médico. Para a função de médico de Família e Comunidade, serão selecionados médicos com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) da respectiva jurisdição. Se aprovados na prova escrita, serão alocados em USF pré-definidas pelo Ministério da Saúde para realização do curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade.

Para a função de tutor médico, serão selecionados especialistas em Medicina de Família e Comunidade ou em Clínica Médica também com registro no CRM. Nessa modalidade, os profissionais aprovados na prova escrita já ingressam, por meio de contratação via CLT, e ficam responsáveis pelo atendimento à população nas Unidades de Saúde da Família (USF) a que forem designados e pela supervisão dos demais médicos ingressantes no Programa Médicos pelo Brasil durante o período do curso de especialização.

Remuneração – Durante os dois primeiros anos no Programa, os profissionais realizarão o curso de especialização, recebendo bolsa-formação no valor de R$ 12 mil mensais líquidos, com gratificação de R$ 3 mil adicionais para locais remotos (rurais e intermediários) e de R$ 6 mil adicionais para Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), além de localidades ribeirinhas e fluviais.

Se aprovados no curso, os médicos realizarão uma prova para adquirirem titulação de especialista em Medicina de Família e Comunidade e poderão ser contratados via Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permanecendo nas USF em que realizaram a formação.

A contratação via CLT apresenta quatro níveis salariais, com progressão a cada três anos de participação no programa, além de gratificação por desempenho vinculada ao alcance de indicadores de qualidade de atendimento e satisfação das pessoas atendidas. O adicional por desempenho pode variar entre 11% e 30% em relação ao salário. O primeiro nível salarial pode chegar até R$ 21 mil e, gradativamente, até R$ 31 mil, considerando o acréscimo máximo da gratificação por desempenho e local de difícil provimento. Esses valores também incluem gratificação de R$ 1 mil mensais para os médicos que acumularem o cargo de tutor.

Durante a participação no programa, os médicos serão avaliados através de métodos científicos e indicadores de saúde da população, a partir da valorização da opinião das pessoas e de critérios de desempenho clínico. O médico também avaliará a estrutura de USF e da rede de serviços do município em que trabalha. Essa avaliação ajudará no fortalecimento da qualidade da Atenção Primária à Saúde no Brasil.

Formação – O curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade será obrigatório para a contratação federal via CLT. O médico cumprirá jornada semanal de 60 horas, sendo 40 horas voltadas à integração ensino-serviço, desenvolvendo atividades de atendimento direto à população, e 20 horas de atividades teóricas.

Os médicos serão supervisionados por seus respectivos tutores e passarão uma semana, a cada dois meses, na Unidade de Saúde da Família do tutor, realizando atendimentos em conjunto. Além disso, o tutor deverá estar disponível para supervisão de casos à distância a qualquer momento. Os médicos também contarão com a possibilidade de discussão de casos via telessaúde, de médico para médico, utilizando os recursos já ofertados pelo Ministério da Saúde.

O componente teórico será realizado por instituição de ensino superior parceira, com a participação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), na modalidade de ensino à distância. As avaliações serão semestrais, com aprovação obrigatória para continuidade no Programa. Ao final do curso, o médico deverá realizar um trabalho de conclusão que consistirá na identificação e priorização de um problema existente na população vinculada a sua USF, acompanhado da intervenção para a melhoria desse problema.

“A boa formação é um ponto fundamental porque um médico mal formado é muito caro à sociedade. Ele não tem capacidade para dar diagnósticos e sobrecarrega o sistema com a solicitação de exames – haja vista as dificuldades dos gestores públicos em utilizar as verbas já deficientes. Nesse sentido, precisamos também manter a moratória das escolas médicas e estabelecermos em lei os critérios para abertura de cursos, além de avaliar todos os médicos formados no exterior através do Revalida”, pontou o diretor do CFM Mauro Ribeiro.

Atuação – A Atenção Primária à Saúde (APS), onde os médicos do Programa Médicos pelo Brasil vão atuar, é a base do Sistema Único de Saúde (SUS), onde as doenças mais frequentes são acompanhadas, como diabetes, hipertensão e tuberculose. A proximidade da Equipe de Saúde da Família (ESF) com a comunidade permite que se conheça melhor o cidadão, garantindo maior adesão aos tratamentos e às intervenções médicas propostas. Assim, neste nível de atenção, é possível resolver cerca de até 80% dos problemas de saúde, sem a necessidade de intervenção na emergência de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA 24h) ou de hospitais.

“A ampliação do acesso a esses serviços nas Unidades de Saúde da Família é prioridade do Governo Federal. Assim, vamos promover a qualidade de vida da população e intervir nos fatores que colocam a saúde em risco, como falta de atividade física, má alimentação, uso de tabaco, dentre outros. Também vai trazer para perto da comunidade serviços como consultas médicas, exames, vacinas, radiografias e pré-natal para gestantes”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Municípios – O Governo Federal priorizará a participação de municípios em regiões carentes divididos em 5 categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediários remotos, intermediários adjacentes e urbanos.

Serão priorizados os municípios rurais remotos, rurais adjacentes e intermediários remotos, que concentram 3,4 mil cidades, e poderão incluir todas as equipes de Saúde da Família no Programa Médicos pelo Brasil. Todas as Unidades de Saúde da Família ribeirinhas e fluviais e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas também serão consideradas como prioritárias.

Os municípios intermediários adjacentes e urbanos receberão médicos em USF consideradas de alta vulnerabilidade, a partir de critérios como proporção de pessoas cadastradas que recebam benefício financeiro do Programa Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou qualquer benefício previdenciário até o limite de dois salários-mínimos.

Os municípios que quiserem participar do Programa Médicos Pelo Brasil deverão assinar Termo de Adesão onde serão definidas pelo Ministério da Saúde as responsabilidades dos gestores municipais, especialmente quanto à oferta de estrutura adequada para a realização do trabalho do médico.

A saída dos municípios e das Unidades de Saúde da Família do programa devem ocorrer na medida em que forem sendo alcançados melhores indicadores de desempenho no cuidado à saúde da população, influenciados ainda pela melhoria da economia. Isso porque a prioridade do Médicos pelo Brasil é levar médicos para áreas mais carentes.

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ANS atualiza informações sobre preços de planos de saúde

fonte: ANS

A publicação que apresenta o panorama da formação de preços de planos de saúde no país foi atualizada e está disponível para consulta. O Painel de Precificação de Planos de Saúde, estudo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), está em sua 7ª edição e informa dados sobre os valores médios praticados pelo mercado de saúde suplementar em 2018. O documento apresenta as informações de planos de acordo com a segmentação assistencial e tipo de contratação e aborda diversos componentes da precificação, como o reajuste por mudança de faixa etária e custo médio das despesas assistenciais (consultas médicas, exames, internações, outros atendimentos ambulatoriais e terapias).   

Acesse aqui o Painel de Precificação 2018.

As informações são elencadas a partir dos números fornecidos pelas operadoras nas Notas Técnicas de Registro de Produtos (NTRPs). Essas notas reúnem as estatísticas consideradas para a formação do preço inicial dos planos que serão comercializados pelas operadoras, ou seja, os valores iniciais que podem ser cobrados do consumidor. É possível que haja uma variação dos preços informados de até 30% acima ou abaixo na comercialização do plano de saúde. As operadoras devem respeitar esse limite. Assim, não é adequado utilizar a média de preços do Painel para comparar com os valores praticados pelo mercado, pois pode haver mudanças em relação ao preço final. 

“Para compreender a formação de preço dos planos de saúde, é importante conhecer os custos desse setor, refletidos por fatores como o aumento na utilização dos serviços. O Painel de Precificação se tornou um aliado importante para entender como esse custo tem se apresentado para os diversos atores desse mercado”, explica Rogério Scarabel, diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS. 

A partir das informações da publicação, é possível verificar e comparar, por exemplo, a variação percentual de preço por região e Unidade Federativa segundo a segmentação e o tipo de contratação do plano de saúde (individual ou coletivo); as médias dos reajustes por mudança de faixa etária; os itens de despesa assistencial que fundamentam a precificação dos produtos disponíveis para comercialização; e as despesas não assistenciais que são adicionadas na composição do preço de venda dos produtos, como custos administrativos e comerciais das operadoras. 

O diretor Rogério Scarabel lembra, ainda, que a proposta da publicação não é acompanhar os preços cobrados pelas operadoras, uma vez que a Agência não define valor de produto, mas perceber a evolução dos custos e dar mais transparência aos dados do setor para reduzir falhas decorrentes da assimetria de informações. 

Aumento dos custos 

O aumento dos custos da saúde suplementar reflete-se na precificação, conforme se pode verificar no Painel. No período de 2014 a 2018, o item “terapias” aumentou 107,5%; “internações hospitalares” cresceu 73%; “exames”, 46,3%; e o item “consultas médicas” aumentou 41,8%. Os dados contemplam o acompanhamento feito no conjunto dos planos individuais e coletivos, considerando-se os valores da faixa etária dos 44 aos 48 anos. Pela publicação também é possível observar o comportamento da frequência de utilização do plano, importante componente dos custos da saúde suplementar. 

A publicação mostra ainda que, no geral, o custo médio por evento é 1,5% menor nos planos individuais do que nos planos coletivos. Entretanto, a frequência de utilização anual e o custo por beneficiário (custo por exposto) são mais altos nos planos individuais do que nos planos coletivos – frequência 35,4% maior e custo 11,8% maior. Quando desagregados os itens de despesas assistenciais, é possível verificar que o custo médio em consultas e exames nos planos coletivos é maior, enquanto nos planos individuais o maior custo é com internações. 

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SBP: Brasil desativou 16 mil leitos pediátricos desde 2010

fonte: Agência Brasil

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostrou que nos últimos nove anos o Brasil desativou 15,9 mil leitos de internação pediátrica, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer no hospital por mais de 24 horas. Segundo a SBP, dados obtidos no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mantido pelo Ministério da Saúde, indicam que em 2010, o país dispunha de 48,8 mil leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, segundo dados relativos ao mês de maio, o número baixou para cerca de 35 mil. 

A pesquisa também mostra que os leitos disponíveis nos planos de saúde ou em unidades privadas caíram em 2.130 no mesmo período, com 19 estados perdendo leitos pediátricos nessa rede. São Paulo desponta com a maior queda: ao todo foram 762 unidades encerradas, seguido do Rio Grande do Sul (-251) e Maranhão (-217).

Segundo os dados, os estados das regiões Nordeste e Sudeste foram os que mais sofreram com a redução de leitos de internação no SUS, com 5.314 e 4.279 leitos a menos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Sul (-2.442 leitos), Centro-Oeste (-1136) e Norte (-643).

São Paulo foi o estado que mais perdeu leitos de internação infantil entre 2010 e 2019, com 1.583 leitos pediátricos desativados. No sentido contrário dois estados tiveram aumento no número de leitos SUS: Amapá, que saltou dos 182 leitos pediátricos existentes em 2010 para 237 no fim do ano passado, e Rondônia, foi de 508 para 517.

Entre as capitais, São Paulo lidera o ranking dos que mais perderam leitos na rede pública (-422), seguidos por Fortaleza (-401) e Maceió (-328). Três capitais, Salvador, Macapá e Manaus, conseguiram elevar a taxa de leitos, o que sugere que o grande impacto de queda tenha recaído sobre as demais cidades metropolitanas ou interioranas dos estados. 

Infraestrutura precária

Segundo a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, as informações coincidem com o panorama de limitações e precária infraestrutura que se apresenta àqueles que diariamente atuam nos serviços de assistência pediátrica. “A queda na qualidade do atendimento tem relação direta com recursos materiais insuficientes. Essa progressiva redução no número de leitos implica obviamente em mais riscos para os pacientes, assim como demonstra o sucateamento que se alastra pela maioria dos serviços de saúde do país”, disse.

De acordo com Luciana, entre os agravos que mais têm levado as crianças a precisar de internação estão as doenças respiratórias, com prevalência acentuada nos períodos de outono e inverno, como bronquiolites, crises de asma e pneumonias. Os problemas gastrointestinais, casos de alergias e as chamadas arboviroses, também de ocorrência sazonal, completam a lista que contribuem para o crescimento dessa demanda.

UTIs neonatais

De acordo com a SBP, levando em conta o número de prematuros que nascem no Brasil (912 por dia), faltam pelo menos 2.657 leitos intensivos neonatais em todo o Brasil, sendo que o ideal seria haver no mínimo quatro leitos para cada grupo de mil nascidos vivos. 

“Atualmente, no entanto, dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (Cnes) indicam a existência 9.037 leitos do tipo no país, públicos e privados, que correspondem a 3,1 por mil nascidos vivos. Se considerados apenas os leitos oferecidos no SUS, esta taxa cai para 1,6 leitos por mil 1.000, considerando as 4.764 unidades existentes”, diz a SBP.

Entre os estados, o pior resultado apurado pela SBP consta em Roraima, onde os 12 leitos de UTI neonatal disponíveis compõem a taxa de 1,02 leito por mil nascidos vivos.  Na segunda pior posição, o Amazonas, com 1,29 leito por um milhar, seguido do Acre, onde o mesmo grupo de recém-nascidos tem 1,34 leito. Na outra ponta, três unidades da federação atingiram a taxa mínima preconizada pelos pediatras: Rio de Janeiro, com 5,53 leitos por mil nascidos vivos; Espírito Santo, com taxa de 4,82 leitos; e Distrito Federal, com 4,22.

Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que, de 2010 a maio de 2019 foi registrado aumento de quase três vezes no número dos leitos complementares no SUS, incluindo os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando de 10.787 para 30.855, dos quais 4.764 de UTI Neonatal e 2.525 leitos de UTI Pediátrico. Os leitos de UTI são os de maior complexidade, que exigem estrutura e esforço de profissionais, além de serem destinados a pacientes em casos graves. 

“O Ministério da Saúde, nos últimos anos, investiu na expansão de leitos pediátricos e neonatais para atendimento de maior complexidade, destinados a pacientes graves e que exigem maior estrutura e esforço de profissionais. O crescimento da oferta de leitos de cuidados intermediários e intensivos para esses casos foi de 25% entre 2010 e 2018, totalizando atualmente mais de 11,6 mil leitos no SUS, de julho de 2010 a março de 2019”, diz a nota.  

Segundo o Ministério, a habilitação de novos leitos deve ser solicitada pelos gestores locais. A habilitação e a liberação de recursos são feitas mediante apresentação de projetos, que são analisados pela pasta. “O gestor local também tem autonomia para ampliar o número de leitos com recursos próprios, a partir de sua avaliação em relação a demanda e necessidade e capacidade instalada de oferta assistencial. A habilitação de leitos pelo Ministério da Saúde assegura recursos adicionais para o custeio do serviço”.

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Médicos pelo Brasil é lançado com proposta de contratar 18 mil médicos

fonte: Agência Brasil

O governo federal vai ampliar em pouco mais de 7,3 mil o número de médicos nas áreas mais carentes do país, sendo que 55% dos profissionais serão contratados para atender as regiões Norte e Nordeste. O Programa Médicos pelo Brasil, lançado hoje (1º), em substituição ao Mais Médicos, define novos critérios para realocação dos profissionais considerando locais com maior dificuldade de acesso, transporte ou permanência dos servidores, além do quesito de alta vulnerabilidade. A nova proposta ainda prevê formação de médicos especialistas em medicina da família e comunidade.

Ao todo, serão 18 mil vagas. O novo programa vai coexistir com o Mais Médicos até o fim dos contratos que estão vigentes. Os médicos que quiserem migrar para o Médicos pelo Brasil também terão que participar do processo seletivo.

De acordo com o Ministério da Saúde, na atenção primária – base do Sistema Único de Saúde (SUS) – é possível resolver cerca de até 80% dos problemas de saúde, como diabetes, hipertensão e tuberculose. “É o momento que olhamos decisivamente para a atenção básica. Vamos reestruturar o sistema de saúde brasileira partindo da atenção primária. Isso vem de uma sequência de ações”, disse o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante cerimônia no Palácio do Planalto. “Embora o nome seja atenção básica ela é muito mais complexa do que a atenção especializada, ela mexe com a dinâmica da sociedade, é ali que se faz a porta de entrada e a responsabilização da vida do indivíduo”, completou.

Os médicos do novo programa serão selecionados por processo seletivo para duas funções: médicos de família e comunidade e tutor médico. Todos deverão ter registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Os médicos formados no exterior, inclusive os cubanos que deixaram o Mais Médico e continuaram no Brasil, deverão passar pelo processo de revalidação do diploma (Revalida) para obter o registro e atuar no programa.

A medida provisória que cria o Médicos pelo Brasil foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro hoje e será encaminhada para avaliação do Congresso Nacional. Segundo o ministro, assim que for aprovada, o governo vai lançar edital para a seleção e contratação dos profissionais. Atualmente, existem 3,8 mil vagas, mas, até o final de 2020, o governo espera ocupar todas as 18 mil vagas, que hoje são Mais Médicos e passarão para o novo programa. O orçamento previsto para o Mais Médicos (R$ 3,4 bilhões, em 2019) será, gradativamente, transferido para o novo programa.

Contratação

Para a função de médico de família e comunidade, os profissionais que forem aprovados em teste escrito serão alocados nas unidades de Saúde da Família predefinidas pelo Ministério da Saúde. Eles terão dois anos para concluir o curso de especialização em Medicina de Família e Comunidade, recebendo bolsa-formação de R$ 12 mil mensais e gratificação de R$ 3 mil adicionais para locais remotos ou R$ 6 mil adicionais para distritos indígenas, além de localidades ribeirinhas e fluviais.

Para a função de tutor médico serão selecionados especialistas em Medicina de Família e Comunidade ou de Clínica Médica. Após aprovação em processo seletivo, estes profissionais serão contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e serão responsáveis pelo atendimento à população nas unidades definidas e pela supervisão dos demais médicos durante o período do curso de especialização.

Os contratos com carteira assinada podem variar entre quatro níveis salariais que variam entre R$ 21 mil e R$ 31 mil, já incluído os acréscimos por desempenho que pode variar entre 11% a 30% do salário- medido pela qualidade de atendimento e satisfação da população – e dificuldades do local. O valor também inclui gratificação (R$ 1 mil/mês) para os médicos que acumularem o cargo de tutor. Além disto, há previsão de progressão salarial a cada três anos de participação no programa.

Áreas vulneráveis

Para classificação dos locais, o novo programa foi elaborado a partir da metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseada em estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os municípios são divididos em cinco categorias: rurais remotos, rurais adjacentes, intermediários remotos, intermediários adjacentes e urbanos. Serão priorizados os municípios rurais remotos, rurais adjacentes e intermediários remotos que, juntos, concentram 3,4 mil cidades, além das unidades de Saúde da Família ribeirinhas e fluviais e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Do total de vagas do Médicos pelo Brasil, 13 mil serão para essas localidades de difícil provimento. No Mais Médicos, pouco mais de 5,6 profissionais estão nesses locais. O Ministério da Saúde informou que será criado um novo modelo de financiamento da atenção básica de saúde para compensar a transferência de vagas das regiões urbanas e intermediárias adjacentes.

AMB

Para a Associação Médica Brasileira (AMB), o programa representa um avanço para a saúde no país. A AMB destaca ainda que a iniciativa marca uma posição importante para assegurar a qualidade do atendimento médico no Brasil, com a determinação do Revalida como requisito mínimo para que médicos estrangeiros atuem no país, dentro ou fora do programa. “O Médicos pelo Brasil indica o caminho para a resolução dos conflitos envolvendo os intercambistas que atuam no Mais Médicos. Entendemos que são necessárias ações humanitárias de acolhimento dos profissionais que estão em situação de refúgio e vulnerabilidade no Brasil. Muitos deles não têm, sequer, a documentação que comprova a formação em medicina. Por isso, é legítima a ideia de apoio à preparação deles para o Revalida. Porém, é preciso considerá-los inaptos para a prática de medicina no país até que eles tenham o diploma comprovado e revalidado”, reforça Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da associação.

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Filhos reclamam que pais ficam tempo demais no celular e não dão atenção a eles

fonte: Folha de SP

“Poxa mãe, você só fica aí nessa fazendinha”, dizem os três filhos da dona de casa Carla Daniela de Freitas Giamundo, 32. Ela conta que gruda no celular para ver séries e curtir alguns jogos, mas que, quando extrapola, leva bronca de Lucas, oito anos, e dos gêmeos, Pedro e Rafael, de seis. 

Essa situação está ficando cada vez mais comum. Subiu o número de crianças que reclama do tempo em que seus pais passam em frente ao celular, segundo pesquisa da ONG Common Sense Media. Se em 2016 eram 28% dos filhos americanos insatisfeitos, hoje são 39%. E, também, caiu o número de crianças que vê o uso de celulares por seus responsáveis de forma equilibrada: de 64% para 42%.

Isso também se reflete no Brasil. “Recentemente, uma adolescente disse que a mãe os proíbe de ficar no celular durante o jantar, mas ela mesma não conversa com ninguém justamente porque está de olho no aparelho”, conta o psicólogo clínico Alessandro Vianna, que tem visto com frequência a mesma queixa.

Ele pediu pediu que a menina levasse uma conversa franca com a mãe para alertá-la de que o uso excessivo do aparelho interferia no relacionamento familiar. E esse uso é excessivo porque se confunde com o momento de trabalho e de lazer. A tecnologia serve para tudo: trabalho, diversão, distração.

Giamundo afirma fazer de tudo para manter o controle e não deixar que isso afete seus filhos. “Eles têm o momento deles de ficar um pouco no tablet e é quando eu faço o jantar, por exemplo. Procuro fazer minhas coisas depois que eles já foram dormir, mas, às vezes, acabo perdendo um pouco a noção de tempo.” 

“Mas, eu converso muito com eles sobre isso. Acho que o mais importante da relação com os filhos é a demonstração de amor, de carinho, de atenção”, afirma a dona de casa, que também reclama da própria mãe. “Ela tem 50 anos e trabalha como gerente de balada. Ela vem visitar os netos e fica no celular, já dei bronca nela também”, conta Giamundo.

Já para a empresária Patricia Limeira, 40, mãe de Gabriela, 12, e Antonio, 10, o trabalho é o que faz com que ela fique distraída no celular. Ela diz que chegou a levar bronca da filha, que é atriz e modelo mirim, durante uma seleção de fotos. 

“Enquanto faziam as fotos, eu respondia mensagens no celular, e ela ficou muito brava, quase chorou”, relata Limeira, que diz que ainda não encontrou uma solução. “Tenho clientes que esperam resposta rápida, mas tento encontrar um limite de horário para deixar para depois ou para o outro dia.”

História semelhante é o da veterinária Vanessa, 36, que não quis dar sobrenome para preservar a própria mãe, de 60 anos –ela tem três netos, e o mais velho já está sentindo os efeitos de ter a avó viciada em tecnologia. “Ele tem um ano e meio e não chama pela vovó –que está sempre conectada–, só pelo vovô”, afirma a filha, já preocupada.

Especialistas afirmam que não há uma solução rápida porque essa questão é relativamente nova. “Não temos repertório para lidar com isso ainda. Antes, havia o horário de expediente, você baixava as portas de aço, e o bloco de notas e o telefone ficava lá dentro. Agora, estamos o tempo todo conectados e seus clientes e amigos esperam que você esteja sempre à disposição”, afirma a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em psicologia do desenvolvimento pela USP (Universidade de São Paulo).

Há um outro ponto de vista dessa questão, como lembra Andrea Jotta, psicóloga do Janus (Laboratório de Estudos de Psicologia e Tecnologias da Informação e Comunicação) da PUC de SP. “Os pais estão deslumbrados [com a tecnologia], e as crianças agem de forma mais normal com a tecnologia. Como eles não tiveram tablets e celulares na infância, ficam o tempo todo grudados nesses aparelhos e, muitas vezes, identificam isso como símbolo de status, ter o melhor celular, a melhor tecnologia.”

O problema é justamente quando os pais transferem esses valores aos filhos. “Para a criança, o celular ou tablet não é aquele brinquedo que brilha mais no baú, é apenas uma das opções, porque eles nasceram em meio a toda essa tecnologia”, explica Jotta. Por isso, se os pais se comportarem com equilíbrio ao usar a tecnologia, será natural que as crianças também não se tornem viciadas em eletrônicos.

Os adultos estão grudados nos aparelhos também porque as redes sociais funcionam como uma fuga da vida difícil, lembra o psicólogo Vianna. “Tem a pessoa que teve um dia difícil, e bebe, outras pegam o celular e olham as redes sociais. Já foi comprado que as curtidas e belas fotos causam reações químicas no nosso organismo, relacionadas ao prazer.”

A geração de avós ou mães na terceira idade também pode perder o controle por se ver tendo acesso a tanta informação de uma hora para outra. “Já disse que me arrependi de ter comprado celular para ela e a ensinado a mexer”, brinca a professora Ana Lúcia Bianchi Centenaro.

Centenaro tem 32 anos e cobra da mãe de 59 anos o contato perdido com a família. Ela passa todo o tempo dedicada a mensagens de whatsApp e ligada a cada publicação dos amigos nas redes sociais. “Ela chega a responder por mim nas publicações dos que os amigos deixam na minha página. E ela nunca mais concordou com a gente, porque sempre quem tem razão é o Google”, brinca.

Para tentar fazê-la mudar de comportamento, Centenaro explicou que ela e o pai sentem falta da companhia e da presença de fato dela na casa. “Digo que está no celular pode esperar, nós que estamos presentes, não”, lembra a filha. Ela conta que o problema piorou quando a mãe se aposentou e ficou com o tempo todo livre, e grande parte do dia sozinha. “Muitas vezes, vejo que o celular é a companhia dela”. 

A recém-aposentada Maria de Fatima Bianchi Centenaro entendeu o recado da filha. “De início, eu fiquei brava, porque não era justo eles nos dão o celular, nos ensinam a brincar e depois acham ruim?”, brinca Centenaro. “Quando eu comecei a achar que o mundo se fechava para mim, veio o celular e me abriu para um mundo novo. Mas eu entendi agora que é preciso se policiar. No jantar, já ficou proibido ter celular na mesa.”

RISCOS PARA A SAÚDE MENTAL E EMOCIONAL

Para o psicólogo Alessandro Vianna muitos adultos apenas reproduzem o efeito manada. “Você vê todo mundo correndo para a direita na rua, e você sai atrás. As pessoas apenas estão reproduzindo a forma como lidam com tecnologia. Muitas vezes, elas pegam no celular sem saber nem porque pegou”, afirma o especialista. Para mudar, é preciso sair do automático e prestar atenção a cada momento em que se usa o aparelho.

Os perigos de pais, avós e filhos conectados em seus próprios mundos são muitos. O pior, segundo o psicólogo Alessandro Vianna, é que crianças e adolescentes sejam criados em um ambiente muito frio. “Quando a criança chega a dar bronca, é sinal de alerta. Se os filhos sentem falta da conversa franca, do olho no olho, é porque a relação está fria, distante. Essa criança adulta não vai saber lidar com frustrações reais, porque só lidou com o mundo virtual. Índices de depressão e suicídio entre jovens vêm também dessa questão.” 

Vianna afirma que é preciso relativizar cada momento que se perde na tela. “Qual o benefício de se passar uma mensagem para um grupo no celular em detrimento de um bate-papo com a família sobre aquele mesmo assunto?”, questiona.

Estamos em um tempo em que é comum ver famílias inteiras conectadas, até mesmo quando vão jantar fora, sem conseguir mais se comunicar. “Brinquem de montinho de celular, deixem todos os aparelhos em um canto e passem mais tempo juntos porque, afetivamente, estamos ficando cada vez mais frios”, afirma o psicólogo.

Uma conversa é franca sempre a melhor solução, segundo os especialista. “Quando o filho chega e fala franco e sério com a mãe ou com o pai, não será só mais uma reclamação. Eles vão começar a ouvir a criança”, afirma Vianna. 

A partir daí, é preciso mudar o comportamento. A neuropsicóloga Deborah Moss dá seu próprio exemplo. Ela trabalha em casa e nem sempre está pronta a ouvir os filhos. “Quando minha filha quer contar algo, eu peço para ela guardar no coração a informação. Em um certo horário, eu me desconecto totalmente e ouço com atenção. É preciso reservar esse tempo todos os dias”, afirma Moss.

Ela lembra que é muito importante retomar assuntos perdidos para que a criança ou o adolescente não deixe de falar o que estava sentindo ou o queria dividir naquele momento. E, claro, é importante ensinar a esperar. “Não será uma conversa no WhatsApp que vai causar falta de autoestima em uma criança. A diferença é que todos tenham a noção de que tudo tem seu tempo”, lembra Andrea Jotta. 

O importante é escolher um tempo em que se possa dar atenção de qualidade e verdadeiramente fazer companhia aos filhos. “As crianças são esponjas até os oito anos, e é a fase em que elas aprendem tudo. É preciso se dedicar a elas, principalmente nessa fase. E criança hoje percebe tudo, não adianta mentir, não”, lembra Jotta.

A psicóloga lembra que todos os valores passados nessa fase serão bem entendidos pela criança. “Elas aprendem de forma mágica, mas é preciso estar disposto a ensinar”, conclui a psicóloga. Os pais conectados também precisam de muita auto-observação. “Celular é um vício e ninguém vai se desconectar da noite para o dia. É como uma dieta. Você pensa no chocolate e come uma banana, mas isso é feito aos poucos”, sugere Moss. 

COMO MUDAR DE ATITUDE?

  1. Observe quais são os momentos em que você usa o celular. É para trabalho ou diversão? É possível reservar um tempo do dia para essas tarefas?
  2. Se o dia é muito ocupado, reserve um tempo de qualidade para os filhos. Brinque com os pequenos em plena atenção e converse com os adolescentes. Se for possível, desligue o aparelho nessa hora
  3. A crise financeira gera o medo de perder o emprego e faz com que funcionários em todos os níveis fiquem muito tempo disponíveis para atender a demanda a qualquer tempo. Tente impor limites, principalmente de horário
  4. Seja o exemplo. Se pais ficam muito no celular e acham que estar bem nas redes sociais é importante, esse mesmo valor será passado para os filhos
  5. Tenha em mente que as pessoas que estão presentes em um ambiente sempre vão ter prioridade aos que estão no celular. Nem sempre todas as mensagens precisam ser respondidas na hora. O que é importante agora, continuará sendo importante depois
porCIPERJ

Aumento de intervalo para atualização do rol pode prejudicar pacientes

fonte: Associação Paulista de Medicina

Na esteira das discussões sobre as mudanças aventadas para a saúde suplementar, noticiou-se a possibilidade de que um Projeto de Lei deixe ao cargo de um conselho governamental a atualização do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que passaria a ser realizada não mais a cada dois anos, mas a cada três.

O diretor Administrativo da Associação Paulista de Medicina, Florisval Meinão, declarou que a possibilidade é preocupante e que a sua concretização privaria pacientes da saúde suplementar de contarem com a possibilidade de serem submetidos ao que há de mais moderno na prática médica.

“Com o avanço da Medicina, novos procedimentos são incorporados à rotina quase que diariamente. O rol já é muito defasado em relação à evolução técnico-científica. A cada dois anos, já não é possível incorporar tudo que foi introduzido na prática. Passar a sua atualização para cada três anos é injustificável”, completou o ex-presidente da APM.

Marcos Pimenta, assessor médico da diretoria da Associação, concorda com a leitura. “Um período de dois anos já é muito extenso, tendo em vista que a prática médica sofre transformações de maneira muito ágil. Nesse intervalo, os procedimentos já existem e acontecem, mas não são cobertos.”

A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) também manifestou preocupação. Em nota, a instituição declarou: “Entende-se como dever ético disponibilizar terapias que sejam seguras e eficientes aos beneficiários de planos de saúde, quando não há alternativa capaz de surtir o mesmo efeito. Portanto, caso a atualização do rol de procedimentos tenha a periodicidade ampliada para três anos, será inevitável um prejuízo à saúde dos beneficiários”.

O rol de procedimentos garante e torna público o direito assistencial dos pacientes dos planos de saúde, contemplando os procedimentos considerados indispensáveis ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento de doenças e eventos em saúde. A incorporação de novas tecnologias em saúde, bem como a definição de regras para a sua utilização, é definida atualmente pela ANS por meio dos ciclos de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, que ocorrem a cada dois anos.

porCIPERJ

Empresas ampliam aposta em serviços de saúde digitais

fonte: O Globo

À espera da regulação da telemedicina no país, em elaboração pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), cresce o número de projetos e serviços ancorados em saúde digital. O aplicativo Doctoralia, plataforma digital para agendamento de consultas e que permite ao usuário tirar dúvidas com especialistas, prevê dobrar o faturamento no países teano para €11 milhões. Operador ascomo Sul América e Amil também avançam nessa direção.

— O Brasil já é o maior mercado do grupo da Doctoralia no mundo — diz Cadu Lopes, presidente do Doctoralia no Brasil.

A plataforma soma 600 mil médicos, psicólogos, nutricionistas e dentistas, diz Lopes. A empresa inaugurou a terceira expansão da sede em Curitiba.

— Não temos teleconsulta, seguimos as orientações dos órgãos brasileiros. Mas, na medida em que a regulação permitir a telemedicina, teremos tecnologia para isso —afirma o executivo.

O atendimento médico remoto é proibido pelo Código de Ética do Conselho Federal de Medicina (CFM), podendo ser usado apenas quando é comprovadamente inviável ser feito de forma presencial ou em caso de emergência.

O órgão chegou a editar resolução em fevereiro, mas ela acabou revogada. Agora deve elaborar nova proposta a partir de colaborações.

As operadoras de saúde estão atentas ao movimento. Com 2,2 milhões de beneficiários, a SulAmérica oferece desde janeiro serviços de triagem e orientação junto a pediatras — para usuários com até 12 anos de idade —via aplicativo.

— Vamos ampliar esse serviço aos beneficiários adultos, com clínicos gerais — explica Erika Fuga, diretora de Sinistro Saúde da SulAmérica.

Para Mario Scheffer, da Universidade de São Paulo (USP), a tecnologia é bem-vinda, mas não pode substituir a consulta presencial ou o contato entre médico e paciente.

— Sendo regulada, a teleconsulta não pode ser imposta ao paciente, que deve poder escolher.

No início deste mês, a Amil lançou um serviço de consultas médicas por videoconferência. O atendimento é restrito a 180 mil clientes da operadora cadastrados no plano de categoria premium Amil One. O CFM vai cobrar explicações da empresa. Procurada, a Amil não comentou.