Categoria Notícias

porCIPERJ

Reunião online da CIPESP nesta quinta, às 15h. Confira a programação!

A Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado de São Paulo realiza nesta quinta-feira, dia 22, às 15h, reunião científica. Confira a programação saiba como participar:

PROGRAMAÇÃO

15:00h -“Manejo clínico cirúrgico das complicações de lesões duodenais na criança”. Dra. Wellen Canesin / Dr. Fábio Antonio Perecim Volpe / Dr. Flávio Pileggi – Hospital das Clínicas – Faculdade Médica USP Ribeirão Preto-SP.

15h20 -“Incontinência urinária secundária em menino”. Dra Juliana Sanchez / Dr. Marcio Lopes Miranda – UNICAMP-SP.

15h40 – “Torcicolo congênito”. Dra. Maria Isabel Rodriguez Del Águla / Dr. Alcides Augusto Salzedas Netto – UNIFESP-SP.

16h00– “Hepatoblastoma com acometimento hepático extenso. Dr. Guilherme Freitas Paganoti / Dra. Ana Cristina Aoun Tannuri – USP – SP.

Link ativo durante a reuniãoconferencia.unifesp.br/wsl04

 

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Confira convidados internacionais confirmados do XXXV Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, que ocorre em novembro em Foz do Iguaçu

fonte: CIPE

De 5 a 9 de novembro, em Foz do Iguaçu (PR). Conheça os convidados internacionais com presença já confirmada.

Quatro convidados internacionais já confirmaram sua participação no XXXV Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, que será realizado de 5 a 9 de novembro de 2018, em Foz do Iguaçu (PR). São eles:

  • Dr. Antoine E. Koury, chefe da Urologia Pediátrica do CHOC Children’s e do UC Irvine Medical Center, de Orange, Califórnia (EUA);

 

  • Dr. Daniel G. da Justa, urologista pediátrico que, com outros 25 médicos, integra a Children’s Surgical Associates Corp Health, instalada em Columbus, em Ohio (EUA);

 

  • Dr. François Becmeur, cirurgião pediátrico e chefe do serviço médico cirúrgico de Pediatria do Hopital de Hautepierre, que que integra Les Hôpitaux Universitaires de Strasbourg (França);

 

  • Dr. Marc Levitt, cirurgião pediátrico e diretor do Centro de Reconstrução Colorretal e Pélvica do Nationwide Children’s Hospital de Columbus, em Ohio (EUA).

O evento será realizado no Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort, que ocupa uma área de 245 mil m2integrada à fauna e flora nativas, distante apenas 12 quilômetros das cataratas e 10 quilômetros do aeroporto local.

Para os congressistas, a CIPE negociou valores de hospedagem bastante convenientes, tanto nesse hotel quanto no Bourbon Foz do Iguaçu Business Hotel, que também permite fácil acesso às principais atrações da região e ao aeroporto.

Em breve, mais informações.

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Abertas inscrições para o XII Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança

fonte: CIPE

No dia 22 de janeiro a CIPE começou a convidar os serviços para participar do XII Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança, marcado para próximo dia 5 de maio. Quase que instantaneamente recebeu a confirmação de três tradicionais participantes:

  • Hospital Alcides Carneiro – Petrópolis – RJ;
  • Santa Casa de Misericórdia de Belém – Belém – PA;
  • Hospital São José – Criciúma – SC.

Na edição 2017 do mutirão, 242 crianças e adolescentes foram operados – sem o relato de intercorrências – nos 14 serviços participantes, de nove estados: Bahia (1), Pará (2), Paraíba (1), Paraná (1), Rio de Janeiro (3), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (2), São Paulo (1) e Tocantins (1).

Ao longo dos últimos 11 anos, essa iniciativa anual da CIPE possibilitou a milhares de crianças recuperar sua qualidade de vida com mais rapidez.

Atualmente, em virtude das limitações orçamentárias governamentais, ações como essa, no campo da Saúde, assumem um caráter de excepcional importância, já que em muitas unidades públicas a realização de cirurgias eletivas foi restringida, assim como o número de cirurgiões pediátricos e de leitos.

A CIPE gostaria de sensibilizar os responsáveis por hospitais e clínicas, especialmente os públicos e os que atendem ao SUS, bem como entidades filantrópicas, para a relevância do mutirão e convidá-los a participar da edição 2018.

As inscrições podem ser feitas através de secretaria@cipe.org.br ou (11) 3814-6947.

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Dmed deverá ser entregue até o próximo dia 28

fonte: APM

Para este ano, a Receita Federal antecipou o prazo de entrega da Declaração de Serviços Médicos (Dmed) para o último dia útil de fevereiro, 28 (quarta-feira). A declaração é regulamentada pela Instrução Normativa nº 985/2009 e nela devem constar as informações de pagamentos recebidos por pessoas jurídicas prestadoras de serviços de Saúde e operadoras de planos privados de assistência à saúde.

Para fins da Dmed, são considerados como serviços de saúde: os prestados por psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, dentistas, hospitais, laboratórios, serviços radiológicos, serviços de próteses ortopédicas e dentárias e clínicas médicas de qualquer especialidade. Assim como os serviços prestados por estabelecimentos geriátricos classificados como hospital pelo Ministério da Saúde e por entidades de ensino destinadas à instrução de deficiente físico ou mental.

Profissionais liberais só precisam realizar a declaração em caso de equiparação à pessoa jurídica. Não se qualificam assim, na entrega da Dmed, médicos de qualquer especialidade, dentistas, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais ou fonoaudiólogos que exerçam individualmente a profissão. Ou, ainda, que explorem atividades sem vínculo empregatício, prestando serviços profissionais, mesmo se possuem estabelecimento em que desenvolvam estas atividades, com auxiliares empregados em outras áreas.

A Dmed tem de ser apresentada pela matriz da pessoa jurídica, com informações de todos os estabelecimentos, pelo aplicativo da Secretaria da Receita Federal, que pode ser encontrado aqui. Segundo o poder público, o novo prazo proporcionará mais tempo para processamento das informações para fins de alimentação da base de dados da Receita Federal.

A declaração é obrigatória às pessoas jurídicas – ou equiparadas nos termos da legislação do imposto de renda – de prestadoras de serviços de Saúde e de operadoras de planos privados de assistência à saúde, das modalidades sociedade civil ou comercial, cooperativa, administradora de benefícios ou entidade de autogestão, autorizadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar.

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Jornal Medicina do CFM passa a ser exclusivamente online

fonte: CFM

Desde a edição de janeiro deste ano, o jornal Medicina, do Conselho Federal de Medicina (CFM), será oferecido somente em versão digital. “A medida tem motivação ambiental e orçamentária e visa modernizar a comunicação da autarquia com os médicos brasileiros”, explica o presidente do CFM, Carlos Vital. 

A medida vinha sendo estudada e amadurecida até que houvesse a estruturação e a estratégia adequada para esse passo, quando a autarquia se alinhou à tendência de migração das publicações em papel para os meios digitais, incorporando novas tecnologias de informação e comunicação. 

Entre as tecnologias e novos meios de divulgação incorporados esteve uma campanha para estimular os médicos a optarem pelo recebimento do jornal Medicina por e-mail em vez da publicação impressa (19.108 o fizeram). Também foi criada uma plataforma digital onde o CFM oferece acesso a várias publicações e houve o fortalecimento das redes sociais e criação de novas contas (além das principais contas, como Twitter e Facebook, existentes desde junho de 2009 e fevereiro de 2014, respectivamente, foi criado o perfil do CFM no LinkedIn e Instagram, em 2017). 

A plataforma “CFM Publicações” pode ser acessada pelo computador ou por dispositivos móveis (o aplicativo está disponível para download pelos serviços Google Play ou Apple Store). Nela estão disponíveis uma série de livros, manuais, protocolos, cartilhas e boletins de caráter noticioso (jornal Medicina) e também publicações sobre os temas bioética e ética médica, normas de exercício profissional, gestão em saúde, trabalho e ensino médico, entre outros. 

Vital destaca ainda que o jornal continuará sendo produzido mensalmente e estará disponível na íntegra para leitura on-line e download. A autarquia oferece, ainda, segundo o conselheiro, outros modernos meios de levar informações e notícias à comunidade médica. Além das redes sociais, o Portal Médico (portal.cfm.org.br), o boletim quinzenal de notícias via e-mail, e-mail marketing e, eventualmente, SMS e WhatsApp (saiba mais abaixo).

Confira abaixo como acessar os principais canais de comunicação do CFM:

Instagram: instagram.com/medicina_cfm/

LinkedIn: linkedin.com/company/conselhofederaldemedicina

YouTube: youtube.com/cfmedicina

Flickr: flickr.com/cfmimprensa

Twitter: twitter.com/medicina_cfm

Facebook: facebook.com/conselhofederaldemedicina

Portal Médico: portal.cfm.org.br

CFM Publicações: portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=24161

Informes via e-mail, WhatsApp e SMS: Confira se os seus dados cadastrais, inclusive endereço de e-mail e número de telefone celular, estão atualizados para que o CFM pode se comunicar com você.

Acesse: https://sistemas.cfm.org.br/atualizacaoendereco/BR

Na tela do smartphone: Baixe gratuitamente o aplicativo “CFM Publicações” pelos serviços Google Play ou Apple Store.

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Encontrado o ‘grid de largada’ do câncer mais letal

fonte: El País Brasil

Se a vida é um passeio pela selva, o câncer de pâncreas é um tigre. É extremamente sigiloso e, quando a pessoa nota sua presença, geralmente já é tarde demais. Enquanto a sobrevivência ao câncer aumenta em todo o mundo, o golpe contra o pâncreas costuma ser letal. Menos de 5% dos pacientes sobrevivem ao tumor pancreático mais habitual, o adenocarcinoma ductal.

Paco Real, nascido em Barcelona em 1957, é um caçador de tigres. Sua equipe do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas (CNIO) de Madri procura sinais que alertem para a chegada desse inimigo invisível. “Cerca de 80% dos pacientes são diagnosticados quando a enfermidade já está muito avançada”, explica. “Portanto, só 20% podem ser tratados com cirurgia. E, por outro lado, é um tumor que responde insuficientemente ao tratamento”, lamenta o pesquisador.

Uma equipe internacional liderada por Real acaba de descobrir em ratos o “grid de largada” do câncer pancreático: um estado pré-inflamatório desse órgão com forma de pera alongada, localizado entre o estômago e a coluna vertebral. A descoberta, publicada nesta quinta-feira na revista Nature, poderia servir num futuro ainda longínquo para “identificar pessoas que têm um maior risco de desenvolver um câncer de pâncreas, para que sejam diagnosticadas antes”, segundo Real.

“A inflamação é uma faca de dois gumes. É um mecanismo protetor que foi selecionado durante a evolução para responder a agressões externas. Mas, quando a inflamação persiste, tem um efeito negativo sobre a saúde e pode favorecer o desenvolvimento de tumores”, aponta o oncologista.

Seu novo estudo revela que a inflamação não é uma resposta defensiva que começa do zero diante de um ataque, e sim uma ferramenta que está sempre em stand-by nos tecidos saudáveis do pâncreas, para o caso de precisar agir. Para Real, trata-se de “uma mudança de paradigma”. O interruptor da inflamação é um gene, o NR5A2, envolvido na atividade normal do pâncreas, mas que ao mesmo tempo reprime os fenômenos inflamatórios.

“É um estado de pré-inflamação genética”, descreve Isidoro Cobo (Cádiz, 1987), pesquisador do CNIO e primeiro signatário do estudo. “O patologista pode ver um pâncreas normal, quando não é normal”, alerta. Em ratos, quando há níveis normais da proteína NR5A2, codificada pelo gene, não há inflamação. Mas, quando os níveis de NR5A2 caem, os programas inflamatórios se ativam e aumenta o risco de desenvolver câncer de pâncreas. Além disso, observou-se que as pessoas com determinadas variantes deste gene são mais propensas a sofrer um tumor pancreático.

O patologista Michael Karin, da Universidade de Califórnia em San Diego (EUA), aplaude o novo estudo, “importante e inovador”, do qual não participou. Entretanto, salienta que o trabalho ainda “não nos diz como proteger ou tratar o câncer pancreático”, embora confirme que o tumor “é muito dependente de lesões crônicas”.

A oncologista italiana Paola Martinelli, pesquisadora da Universidade Médica de Viena e coautora do trabalho, é mais otimista: “Uma vez que sejam identificados pacientes com a mutação do gene NR5A2, talvez possam receber um tratamento com anti-inflamatórios para diminuir o risco de câncer. Agora se pode pensar em uma terapia preventiva”.

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STF manda plano de saúde reembolsar SUS por atendimento na rede pública

fonte: Estadão

Planos de saúde estão obrigados a reembolsar o Sistema Único de Saúde (SUS) todas as vezes que seus usuários forem atendidos na rede pública. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu no início do mês, por unanimidade, que a regra, prevista na lei que regulamenta a saúde suplementar, é constitucional, colocando fim a um impasse que já durava quase 20 anos. Segundo o Ministério da Saúde, os valores questionados na Justiça chegam a R$ 5,6 bilhões.

A decisão traz impacto não apenas para os cofres do Sistema Único de Saúde, mas também para aqueles que contratam os planos, na esperança de ter um atendimento que escolheram. “Ao declarar constitucional a cobrança, o STF inibe uma prática muito comum de planos de saúde que é empurrar seus clientes para o atendimento no SUS”, avalia o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Fmusp), Mário Scheffer.

A professora da Universidade Federal do Rio (UFRJ), Lígia Bahia, tem avaliação semelhante. “Deixa de ser vantajosa a recusa de atendimento porque mais cedo ou mais tarde o plano terá de arcar com os custos.”

A lei que regulamenta os planos de saúde entrou em vigor em 1998. Naquele mesmo ano, a Confederação Nacional de Saúde-Hospitais, Estabelecimentos e Serviços ingressou com ação, contestando o ressarcimento. Uma liminar foi concedida em 2003, impedindo que a cobrança fosse retroativa à norma. Tal entendimento foi mantido na decisão do STF. “Como o plenário já assentou, a vida democrática pressupõe segurança jurídica. É impróprio interferir nas relações contratuais”, afirmou o relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello.

Embora a permissão da cobrança do reembolso já estivesse em prática, restava ainda a esperança das operadoras de que a regra fosse derrubada pelo STF. Lígia disse ser impossível saber o prejuízo com tantos anos de impasse. “O sistema de acompanhamento é falho. Não sabemos ao certo quanto com planos de saúde foram atendidos no SUS sem reembolso.”

Além de acompanhamento deficiente, a cobrança, feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), até 2015 era parcial. Era pedido o reembolso só de internações hospitalares. Procedimentos ambulatoriais (como hemodiálises), muitas vezes caros, não entravam nessa conta. Com a decisão de ontem, fica claro que a cobrança é universal. Vale para todos os atendimentos feitos pelo SUS a usuários de planos, desde que no contrato tenha sido prevista tal cobertura.

Ministro. “É justo que haja ressarcimento”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao Estado. Para ele, a decisão poderá trazer um reforço para os cofres públicos. O ministro lembrou não ser raro o SUS prestar atendimento a pessoas que têm planos de saúde e, depois de feita a cobrança, operadoras questionarem na Justiça os valores cobrados. “Pelos cálculos, há R$ 5,6 bilhões em cobranças que ainda estão sendo avaliadas pela Justiça”, disse o ministro.

Em 2017, de R$ 1,1 bilhão cobrado de operadoras por prestação de serviços a seus usuários, foram arrecadados só R$ 458 milhões. “Cerca de 60% do reembolso ficou retido, justamente por ações na Justiça”, afirmou Barros. Ele, porém, não acredita que esses recursos cheguem rápido aos cofres públicos por novas contestações judiciais, por exemplo, sobre os valores cobrados. “Algum tipo de discussão ainda permanecerá.”

Em seu voto, Marco Aurélio comparou a ausência do ressarcimento a enriquecimento ilícito. “A norma impede o enriquecimento ilícito das empresas e a perpetuação de modelo no qual o mercado de serviço de saúde se submeta unicamente à lógica do lucro, ainda que às custas do erário. Entendimento em sentido contrário resulta em situação em que os planos de saúde recebem pagamentos mensais dos segurados, mas os serviços continuam a ser fornecidos pelo Estado, sem contrapartida.”

Para Lígia Bahia, da UFRJ, o julgamento de ontem se soma a outras decisões do STF que fortalecem o direito de usuários e, ao mesmo tempo, endurecem regras aplicadas às operadoras.

Idosos. No julgamento, também foi analisada a variação de preço dos planos de saúde em razão da idade do cliente. O STF manteve a constitucionalidade do artigo que trata do tema. O texto define que a diferença de valores só pode ocorrer caso esteja prevista no contrato inicial, destacando as faixas etárias e os porcentuais de reajuste incidentes em cada uma delas, conforme normas da ANS.

Outro lado. A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) criticou a decisão, em nota, por entender “que todos os cidadãos brasileiros que tenham planos de saúde mantêm o direito de utilizar o sistema público de saúde, sem quaisquer ônus”. Disse ainda que o eventual ressarcimento ao SUS tem reflexo no cálculo da mensalidade.

“O fato de uma pessoa ou empresa decidir contratar um plano de saúde não as exime do pagamento dos seus impostos e contribuições sociais. O entendimento do STF acaba por penalizar justamente esta parcela da população, a partir do momento em que o eventual ressarcimento ao SUS passa a compor o custo atuarial da mensalidade do plano de saúde.”

Já Mário Scheffer, da USP, observa que as decisões ocorrem em um momento em que já se discute alterar a Lei de Planos na Câmara. Entre as propostas está a mudança no ressarcimento. Os recursos, em vez de serem destinados à União, iriam para os Estados. “Seria um passo para a dupla porta. Hospitais também teriam interesse em atender esses pacientes, uma vez que recursos em pouco tempo voltariam para seus cofres”

Mas a mudança é defendida pelo secretário adjunto de Saúde de São Paulo, Eduardo Ribeiro Adriano. “Nosso pleito é de que esse dinheiro volte de modo proporcional para quem prestou o atendimento ao paciente de saúde suplementar. São Paulo é fonte geradora, mas esse recurso do reembolso não volta para nossas unidades.”

Alternativa. Mesmo com plano, Priscila Torres, de 37 anos, já recorreu ao SUS. Ela faz tratamento para artrite reumatoide, doença crônica autoimune que causa inflamação das articulações. Na primeira vez, como o médico do convênio não indicava tratamento com um remédio específico, procurou o sistema público. “Fiz sete ciclos do rituximabe (que reduz o processo inflamatório) pelo SUS e o plano foi cobrado pelo remédio fornecido. Recebi até uma carta para conferir as dosagens”, diz ela.

porCIPERJ

Após imbróglio, hospitais comprarão diretamente droga para tratar câncer infantil

fonte: Folha de SP

O Ministério da Saúde informou que os hospitais oncológicos habilitados pelo SUS voltarão a ser responsáveis pela compra de L-asparaginase.

O remédio contra câncer infantil está no centro de uma polêmica que se arrasta desde o início do ano passado, quando o governo importou um medicamento chinês contestado por entidades médicas e depois proibido pela Justiça.

A L-asparaginase é fundamental no tratamento de leucemia linfoide aguda, tipo de câncer mais comum entre crianças e adolescentes.

A justificativa da União para interromper a compra da droga é que agora o Brasil tem um remédio do tipo com registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e preço estipulado pelas autoridades, o Oncaspar que obteve registro ano passado. Por isso, os hospitais podem comprar diretamente de um fornecedor nacional, sem burocracias de importação.

Hoje, os hospitais já podem adquirir o remédio de onde quiserem, mas há empecilhos, e por isso o Ministério da Saúde compra e distribui o medicamento.

O governo federal vai fornecer L-asparaginase por mais seis meses e sob demanda, isso se o fabricante vencedor da última licitação, também chinês, conseguir comprovar, por estudos clínicos, a eficácia da droga.

O governo informou ainda que vai aumentar o valor do repasse aos hospitais no início do tratamento, quando os custos são maiores, e deve reduzi-lo no fim hoje, cada hospital recebe cerca de R$ 1.700 por criança durante todo o processo, que dura cerca de três anos.

O Ministério da Saúde começou a importar L-asparaginase e distribuí-la aos hospitais em 2013, por falta do remédio no mercado farmacêutico. O produto comprado entre 2013 e 2016 era o Aginasa, fabricado no Japão em parceria com a Alemanha.

No início de 2017, o governo passou a importar o LeugiNase, remédio chinês que custava menos de 1\4 do antecessor e era desconhecido da classe médica. Teve então início um embate entre entidades médicas, contrárias ao uso de um medicamento desconhecido, e o governo federal.

O caso foi parar na Justiça, que em setembro proibiu a União de comprar e distribuir o LeugiNase, sob a justificativa de que não havia provas que o remédio foi testado em humanos.

Em dezembro, o Ministério da Saúde realizou pregão eletrônico para compra de nova marca de L-asparaginase, e o menor preço foi oferecido por outro laboratório chinês, fabricante do Leucospar. Mas mesmo com o veto judicial, houve hospital que recebeu novos lotes do medicamento chinês pela rede.

O anúncio de que o Ministério da Saúde só vai comprar L-asparaginase por mais seis meses ocorreu em 8 de janeiro, justamente o dia em que uma reunião do órgão governamental com entidades médicas e farmacêuticas analisou documentação da fabricante do Leucospar. Entidades contestaram documentos apresentados pelo laboratório chinês e o governo pediu informações complementares ao fabricante sobre estudos clínicos e de farmacovigilância.

Agora, a compra só será efetivada, diz o Ministério da Saúde, quando as entidades médicas que participaram da reunião aprovarem estes documentos. Mesmo se efetuada, a aquisição do Ministério da Saúde só abastecerá hospitais por mais seis meses.

PROCESSO

Em janeiro, o Ministério Público Federal pediu a condenação de cinco funcionários do Ministério da Saúde e da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) por improbidade administrativa em virtude da compra do LeugiNase.

O MPF entendeu que, ao comprar um medicamento de eficácia não comprovada, os órgãos submeteram crianças brasileiras com câncer à condição de cobaias. A Anvisa informou que não foi notificada e que agiu de acordo com a legislação.


ENTENDA O CASO

O que é l-asparaginase

Princípio ativo de uma das drogas usadas na poliquimioterapia. Ela combate a leucemia linfoide aguda, tipo de câncer mais comum entre crianças. A aplicação adequada gera remissão da doença em cerca de 98% dos casos.

A doença

A leucemia linfoide aguda consiste no crescimento excessivo das células progenitoras da medula óssea (responsável pelos elementos do sangue como hemácias, leucócitos e plaquetas).

Histórico

Em 2017, o Ministério da Saúde comprou um novo remédio, o LeugiNase, cujo custo é 1/4 do que o usado antes, o Aginasa (japonês/alemão). Hospitais barraram o remédio. Teste apontou que só 60% do remédio chinês corresponde ao L-asparaginase. No japonês/alemão há 99,5% da substância.

Justiça

O Ministério Público Federal moveu ação civil pública para interromper o uso do medicamento. A Justiça Federal concedeu liminar proibindo a União de comprar e distribuir novos lotes do remédio

Outubro e novembro

O Centro Infantil Boldrini recebeu remessas do LeugiNase. Governo diz que não encaminhou, mas admite que enviou a Estados e hospitais nota para que não interrompessem o tratamento com o remédio

Dezembro

Ministério da Saúde abre novo pregão para compra de asparaginase. Menor preço é da Xetley, mesma distribuidora do LeugiNase. A licitação ainda não foi concluída.

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Últimos dias para envio de artigos para a edição 10 da Revista CIPERJ

Os interessados em enviar material para publicação na próxima edição da Revista CIPERJ, número 10, prevista para abril, têm até o dia 28 (quarta-feira) para fazer o mesmo através de artigos@ciperj.org.

Serão aceitos artigos em temas de cirurgia e urologia pediátrica, temas correlatos em especialidades afins (pediatria, anestesiologia, radiologia e medicina de imagem, saúde mental, terapia ocupacional, nutrição e fonoaudiologia pediátricas) e temas de interesse geral para a atividade profissional dos cirurgiões pediátricos (material de trabalho, planejamento financeiro profissional, questões médico-legais). Casos clínicos, cartas ao editor e trabalhos selecionados de revisão temática são aceitos, além de trabalhos de pesquisa original, em português, inglês e espanhol. Todos os trabalhos serão submetidos à revisão por pares por no mínimo dois profissionais de área, em caráter duplo-cego e estão sujeitos à aprovação do comitê editorial. Qualificações éticas conforme as normas nacionais e internacionais serão exigidas, e eventuais conflitos de interesse deverão ser declarados pelos autores.

REGRAS PARA ENVIO DE ARTIGOS

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Para usuários do SUS, profissionais de saúde não sabem lidar com moradores de favela

fonte: MedScape

“Quando ampliamos a rede privada com planos de saúde populares, estamos retirando recursos do SUS para investir no setor privado. Uma camada maior da população vai ter acesso aos planos privados, mas esse serviço vai continuar sem dar resposta a certas enfermidades”, afirma ela, apontando que é possível que a percepção dos usuários do SUS sobre o atendimento possa ser ainda mais prejudicada, pois aqueles que continuarem usando a rede pública experimentarão um SUS ainda com menos recursos. A pesquisadora entende que, em um país como o Brasil, onde já há um sistema de saúde público e universal, a forma mais indicada de ampliar acesso é aumentar o investimento financeiro na melhora e ampliação desse sistema.

“A expansão de planos de saúde mais acessíveis pode contribuir para ampliar o acesso aos serviços de saúde principalmente em locais onde não há um sistema público e universal, tal como nos EUA. No caso do Brasil, o melhor seria otimizar o SUS”, considera.

Problemas vão além das dificuldades financeiras

A necessidade de ampliar o investimento em saúde pública e melhorar a estrutura do SUS é, para a autora, uma questão urgente. Mas, a melhora da experiência do usuário com relação ao atendimento recebido também envolve outros aspectos.

“Tenho acompanhado debates que estão ocorrendo em Portugal, país que tem um dos melhores sistemas de saúde do mundo, e que também é público e universal. Nos últimos anos, com uma série de tentativas de privatizar o sistema, a percepção das pessoas foi piorando, embora a qualidade técnica tenha se mantido essencialmente igual”, considera, ressaltando que ainda não há evidências publicadas sobre essa mudança, mas ela tem sido apontada por diversos especialistas portugueses.

“Dessa forma, creio que melhorar a estrutura do SUS não vai levar necessariamente a uma melhora da experiência do usuário quanto à relação médico-paciente”, destaca.