Arquivo anual 2020

porCIPERJ

Estudo analisa a saúde mental dos profissionais em ambiente hospitalar durante a pandemia

fonte: Faperj

A pandemia causada pelo novo coronavírus impôs mudanças à rotina de toda a população, gerando uma onda de distúrbios psicológicos associados ao estresse, como depressão e ansiedade. No mês de março, cerca de 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo entraram em quarentena — o equivalente a aproximadamente um terço da população global. Até o momento, estima-se que houve 60.713 óbitos apenas no Brasil, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira, 1º de julho, fora os casos subnotificados. Para os profissionais da área de Saúde, que estão na linha de frente do combate à Covid-19, os impactos psicológicos podem ser ainda mais graves. Com o objetivo de analisar a ocorrência e predisposição desse grupo a desenvolver o transtorno de estresse pós-traumático, um grupo de pesquisa multidisciplinar coordenado pelas neurocientistas Leticia Oliveira e Mirtes Pereira, ambas da Universidade Federal Fluminense (UFF), está avaliando a saúde mental dos trabalhadores de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de todo o País, no projeto PSIcovidA (www.psicovida.org).

O contexto atual é especialmente difícil para os profissionais que lidam diretamente com a doença em ambiente hospitalar. “O testemunho de diversas mortes em um curto espaço de tempo, a dificuldade de acesso a Equipamentos para Proteção Individual (EPIs), o medo de contaminação pelo vírus e de sua transmissão aos familiares, o isolamento e o trabalho exaustivo fazem com que a saúde mental destes profissionais possa ser abalada de maneira grave e definitiva”, contextualiza Leticia. “Esse projeto de pesquisa propõe investigar, inicialmente por meio de um questionário disponível no site do projeto, a saúde mental dos profissionais que trabalham no ambiente hospitalar e nas UPAs, desde médicos, enfermeiros e técnicos, incluindo outras categorias, como recepcionistas e prestadores de serviço que vivem a rotina hospitalar”, acrescentou.

A partir da coleta de dados, a equipe do projeto — formada por neurocientistas, psiquiatras, epidemiologistas e psicólogos — espera gerar evidências científicas para auxiliar os gestores públicos na formulação de políticas de prevenção e acompanhamento da saúde mental dos profissionais de Saúde. “Precisamos elaborar políticas públicas que minimizem o sofrimento e reduzam o desenvolvimento de patologias graves nesse grupo de profissionais, especialmente o transtorno do estresse pós-traumático. Para isso, é importante termos um embasamento científico da situação”, justificou Mirtes, que coordena junto com as professoras Leticia e Isabel David o Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento (Labnec), do Instituto Biomédico da UFF. As três pesquisadoras receberam apoio da FAPERJ para a realização de suas pesquisas por meio do programa Cientista do Nosso Estado.

O trabalho envolve uma colaboração entre pesquisadores da UFF, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Antes da pandemia, o grupo já vinha há alguns anos trabalhando com a investigação dos sintomas do transtorno do estresse pós-traumático em decorrência de outras circunstâncias, como a violência urbana. “Esse transtorno pode ter como comorbidade a depressão, mas ele é diferente. Trata-se de uma doença psiquiátrica considerada uma sequela importante em pessoas expostas a situações de risco de vida, violência física ou sexual”, explicou o psiquiatra William Berger, coordenador na Pós-graduação em Psiquiatria e Saúde Mental do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub).

De acordo com Berger, o transtorno do estresse pós-traumático tem quatro grupos de sintomas: a Revivência (a pessoa tem flashbacks da situação que gerou trauma); o Comportamento evitativo (o paciente não consegue voltar ao local onde ocorreu a situação em questão e, no caso do profissional de saúde que sofre dessa doença durante a pandemia, ele não consegue voltar ao hospital, apresentando sintomas físicos como tremores e angústia quando se aproxima do local de trabalho); as Cognições negativas (são o sentimento de culpa pelo fato ocorrido e, no caso, o profissional de Saúde se culpa porque perdeu um paciente com Covid-19); e a Hiperexcitabilidade (episódios de raiva intensa, preocupação, insônia, dificuldade de concentração e hipervigilância, nos quais a pessoa apresenta uma resposta de sobressalto exagerada, tem sintomas de noradrenalina no corpo o tempo todo, como se estivesse sempre reagindo a uma situação de perigo).

Leticia explica que nem todas as pessoas submetidas a situações traumáticas vão desenvolver esse transtorno, mas que é importante conhecer os fatores que favorecem o seu desenvolvimento e também os fatores que podem contribuir para que elas não desenvolvam essa doença psiquiátrica. “Sabemos que, entre as pessoas que passam por situações de trauma, cerca de 10% desenvolve esse transtorno. A pesquisa vai ajudar a entendermos, dentro da realidade dos profissionais de Saúde, qual a média daqueles que a desenvolvem e que fatores geram mais vulnerabilidade ou não. Como o isolamento social, vivido mais intensamente pelos profissionais de Saúde, que já trabalham em longas escalas de plantão, por exemplo, pode ser uma variável que se relaciona ao desenvolvimento do transtorno? Ou ainda, as pessoas que apresentam imobilidade tônica, ou seja, que ficam com o corpo literalmente paralisado, sem ação, diante de uma situação de risco, têm mais propensão a desenvolver o transtorno? Verificaremos essas e outras variáveis”, detalhou.

Um dado que reforça a importância do estudo é a experiência chinesa durante a pandemia. “Em diversos estudos publicados por pesquisadores chineses, divulgou-se que 70% dos profissionais de Saúde em atividade na China durante a pandemia apresentaram sintomas compatíveis aos do transtorno de estresse pós-traumático. No Brasil, ainda não temos conhecimento dessa estatística”, justificou Berger. “Estamos passando por uma situação nova na história da humanidade. Mesmo após o fim da pandemia de coronavírus, ainda teremos uma epidemia paralela de doenças mentais, não só pela insegurança de adquirir a doença, mas pela perda de amigos, familiares e efeitos da quarentena. Essa pesquisa vai gerar indicadores de como isso está afetando a população que lida diretamente com pacientes com Covid-19 e que medidas devem ser tomadas de saúde pública, suporte farmacológico e atendimento psicoterápico, agindo também de maneira preventiva”, completou Mirtes.

O projeto é tema da tese de doutorado em desenvolvimento por Camila Gama, orientanda de Leticia e Mirtes na UFF. Também participam do grupo: o psiquiatra Mauro Mendlowicz, professor da UFF; a professora Eliane Volchan, chefe do Laboratório de Neurobiologia do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho da UFRJ (IBCCF) e membro do Laboratório Integrado de Pesquisa do Estresse (Linpes/UFRJ) do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub); o professor Ivan Figueira, da Faculdade de Medicina da UFRJ; a médica Mariana da Luz, assistente e preceptora da residência médica da UFRJ; a médica psiquiatra Liliane Vilete, da UFRJ; Fátima Erthal, coordenadora do Programa de Neurobiologia do IBCCF/UFRJ; a professora Izabela Mocaiber, da UFF, campus Rio das Ostras; a professora Gabriela Souza, do Departamento de Ciências Biológicas na Ufop; a professora Roberta Benitez, da UniRio; Liana Portugal, bolsista pelo programa de pós-graduação em Ciências Biomédicas (Fisiologia/Farmacologia) e Honorary Research Associate na University College London; a pós-doutoranda Raquel Gonçalves, do Laboratório de Neurofisiologia do Comportamento da UFF; a psicóloga Camila Gama, doutoranda do programa de pós-graduação em Neurologia e Neurociência do Hospital Universitário Antônio Pedro – Huap/UFF); a graduanda em Ciências Biológicas (Bacharelado) pela UFF Emmanuele Santos e o bolsista de Iniciação Científica Sérgio de Souza Júnior, graduando em Psicologia pela Faculdades Integradas Maria Thereza (Famath).

Pessoas que trabalham em ambiente hospitalar ou UPAs, independentemente da atividade que exerçam, e estejam interessadas em contribuir com informações para o projeto, podem preencher o formulário, disponível aqui.

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Soperj realiza evento online nesta terça-feira abordando Eular 2020

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) realiza nesta terça-feira, dia 7, evento online que tratará de highlights do Eular 2020. O evento ocorre a partir das 19h30.

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Alergia alimentar é tema de evento online da Soperj nesta quinta-feira

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) realiza nesta quinta-feira, dia 2, evento online sobre Alergia Alimentar. O evento ocorre a partir das 18h e pode ser acompanhado pelo perfil da sociedade no Instagram (@soperjrj).

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Soperj realiza evento online nesta sexta-feira sobre estilo, imagem e comportamento na Pediatria

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) realiza nesta sexta-feira, dia 3, evento online que tratará de Estilo, Imagem e Comportamento na Pediatria. O evento ocorre a partir das 18h e as inscrições são gratuitas.

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Soperj realiza videoconferência sobre uso de telas em tempos de pandemia

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) realiza nesta quinta-feira, dia 2, videoconferência abordando o uso de telas em tempos de pandemia. O evento ocorre a partir das 19h e as inscrições são gratuitas.

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porComunicação CIPERJ

CIPERJ e Dasa realizam Live sobre diagnóstico contemporâneo de doenças congênitas das vias urinárias

A importância da parceria entre a CIPERJ e a Dasa foi destacada na abertura da live, que conectou cerca de 140 participantes, na noite desta terça-feira, dia 30.

A presidente da CIPERJ, Dra. Lisieux Eyer de Jesus, e o diretor médico do CDPI e Alta RJ, Dr. Pedro Daltro, foram os moderadores do evento que teve como tema Diagnóstico contemporâneo de doenças congênitas das vias urinárias.

A primeira palestrante foi a Dra. Bianca Guedes Ribeiro, que falou sobre Ressonância Magnética Nuclear funcional. Ela é radiologista pediátrica das clínicas CDPI e Alta, e também do IFF, Hospital Municipal Jesus, Perinatal e Hospital das Américas.

Na sequência, Dra. Tatiana Fazecas abordou Ultrassonografia transperineal. Ela é radiologista pediátrica, Mestre em saúde materno infantil pela UFF, Chefe do Serviço de Imagem do Hospital Municipal Jesus, Membro titular do Colégio Brasileiro de Radiologia e da Sociedade Latino-americana de Radiologia Pediátrica e Vice-presidente da Sociedade Latino-americana de Radiologia Pediátrica.

O terceiro e último palestrante foi o Dr. Luiz Machado que falou sobre Cintilografia renal dinâmica. Ele é Médico do INCA e Chefe do Serviço de medicina nuclear do Hospital Federal dos Servidores do Estado e também preceptor da Residência Médica (Medicina Nuclear) do INCA.

Após as apresentações, houve amplo debate entre os palestrantes, moderadores e foram respondidas perguntas do público.

Para o Dr. Pedro Daltro é válida a realização de mais lives que apresentem temas relevantes para a cirurgia e a medicina diagnóstica.

Ao encerrar a sessão, Dra. Lisieux agradeceu ao Dr. Kleber Moreira Anderson, ex-presidente da CIPERJ, e membro do Departamento Profissional da atual diretoria, que colaborou de forma significativa para realização do encontro.

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CIPERJ e Dasa realizam Live nesta terça-feira, às 20h30

A CIPERJ e a Dasa realizam, nesta terça-feira, dia 30, às 20h30, Live que abordará Diagnóstico contemporâneo das doenças congênitas das vias urinárias, que terá a seguinte programação:

20h30 Abertura

20h35 Ressonância Magnética Nuclear funcional
Dra. Bianca Guedes Ribeiro

20h55 Ultrassonografia transperineal
Dra. Tatiana Fazecas

21h15 Cintilografia renal dinâmica
Dr. Luiz Machado

21h35 Debate

Moderação: Dra. Lisieux Eyer de Jesus e Dr. Pedro Daltro

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porCIPERJ

CIPE divulga nota de esclarecimento sobre contratação de cirurgiões pediátricos para o Piauí

fonte: CIPE

São Paulo, 27 de junho de 2020

Chegou ao conhecimento da Diretoria da CIPE, por meio de envio de print de mensagem em grupo de WhatsApp, a oferta de contratação de Cirurgiões Pediátricos para trabalharem no Estado do Piauí, na cidade de Teresina.

Há pontos que devem ser destacados, para que os colegas, Cirurgiões Pediátricos, não sejam levados à falsa ilusão de ganho fácil.

Também – e de suma importância – ressalvar que a empresa contratante estava em negociação com Cirurgiões Pediátricos do Estado do Piauí e que, durante impasse nas conversações, decidiu por apresentar o convite profissional a especialistas de outros Estados.

O que, ao menos, se mostrou deselegante, pois antes de findadas as conversações, vendo que não houvera o aceite de sua proposta, a empresa decidiu pela oferta de valores – em muito superiores às negociações em curso – intentando demonstrar a sua força negocial.

Outros exemplos, em diferentes Estados, e levados a fim por várias empresas prestadoras de serviços de saúde, já se mostraram desastrosos aos médicos, de todas as especialidades, como também, na Cirurgia Pediátrica.

Dessas negociações, embasadas em falsas ilusões, decorreram transtornos e malefícios não somente aos médicos, mas, também, às crianças, aos adolescentes e seus familiares que, em sequência próxima, se viram privados dos serviços inicialmente oferecidos e não mantidos pelos grupos empresariais.

Nessas situações reais e de pretérito não longínquo, de início, extremamente atraentes, o avençado não foi mantido. Médicos que realizaram mudanças de Cidades e, muitas vezes de Estados e Regiões de nosso país continental, tiveram que retornar à sua origem, arcando com prejuízos morais, materiais e profissionais, além da frustração da desconstrução de um sonho profissional e de vida.

A CIPE preocupada com os Cirurgiões Pediátricos, lutando de forma incessante, pela defesa profissional de seus Associados, recomenda cautela na análise dessa e de outras propostas semelhantes.

Não quer, em nenhuma hipótese, denegrir a imagem dessa ou de qualquer outra empresa prestadora de serviços de saúde. Outrossim, em base a outros acontecimentos e dificuldades havidas decorrentes de situações e ofertas “imperdíveis”, a CIPE deseja alertar seus Associados, para que pensem e analisem todos os pontos envolvidos em uma decisão tão ampla, não deixando se seduzir, apenas, por propostas econômicas que, inicialmente, podem parecer irrecusáveis ou imperdíveis; mas que, ao final, podem levar a perdas materiais, morais, profissionais e a extremo desgaste psicológico daqueles que acreditaram no prometido.

Diretoria da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – CIPE
Comissão de Defesa Profissional da CIPE

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Prova para obtenção de Título de Especialista – Categoria Especial ocorre em novembro

A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) anunciou que será realizado em novembro, em São Paulo, exame de suficiência, Categoria Especial, para obtenção do Título de Especialista (TE) em Cirurgia Pediátrica.

Para se inscrever, o candidato deverá ter pelo menos 15 anos completos de formado em Medicina, comprovar que exerce a especialidade por, no mínimo, 10 anos completos e ser apresentado por dois sócios titulares quites da CIPE de sua região, que devem descrever as atividades profissionais do candidato.

Somente os candidatos com registro definitivo no Conselho Regional de Medicina do respectivo Estado poderão se inscrever para esse exame de suficiência.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 1.850,00. Os sócios em dia com suas contribuições associativas (5 últimos anos: 2015-2016-2017-2018-2019) terão redução de R$ 800,00 no valor da taxa de inscrição.

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Anuidade do CRM vence nesta terça-feira, dia 30

A anuidade de pessoas físicas do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) vence nesta terça-feira, dia 30. Após a data serão acrescidos juros e multa, conforme determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O vencimento da anuidade, previsto inicialmente para 30 de março, foi prorrogado devido à pandemia de coronavírus.

Caso não possua o seu boleto da anuidade, basta baixá-lo no site do CREMERJ:

SEGUNDA VIA DE ANUIDADE 2020 DO CRM