Arquivo anual 2020

porCIPERJ

SUS sob pressão: em abril e maio, mais de 280 mil pessoas deixaram planos de saúde

fonte: O Globo

Em abril, dois meses depois do início da epidemia de Covid-19 no Brasil, 67.460 pessoas deixaram a saúde suplementar no país. Em maio, outros 216.217 brasileiros interromperam seus planos de saúde. São, em sua maioria, pessoas que perderam seus empregos ou sofreram quedas bruscas nos rendimentos. Agora, contam apenas com o Sistema Único de Saúde para seu atendimento médico e hospitalar. Mantida a tendência de fuga dos planos, o SUS pode ficar sobrecarregado, apontam especialistas.

Caso os dados de junho sigam os de maio e mais 200 mil usuários fiquem sem plano, esse terá sido o pior trimestre da História do país, de acordo com José Cechin, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

— De fato, estamos numa crise. Isso vem acontecendo de forma importante desde abril e acelerou em maio: 216 mil a menos em um mês só é uma variação importante. Ainda não temos os dados de junho, mas também deve haver perda de beneficiários, porque não houve retomada — afirma Cechin.

Em maio, 37,8 milhões de usuários (80,7% do total) tinham plano coletivo, dos quais 83% eram coletivos empresariais e 16,4%, coletivos por adesão, formados por sindicatos e entidades de classe, por exemplo. O restante são planos individuais.

O superintendente do IESS explica que a migração para o SUS pode não ser total, porque uma parcela, tentando agilizar o tratamento, vai procurar clínicas populares ou consultas particulares. No entanto, isso não é solução para atendimentos de emergência, cirurgias ou exames mais complexos: “Com a saída em massa dos planos, a maioria vai mesmo ter que ir para a fila do SUS e buscar atendimento em UPA”.

— O SUS já atende 160 milhões de pessoas e pode aumentar. Vamos ter uma enxurrada de pessoas que estavam na saúde complementar e vão para o SUS. Essa migração já está ocorrendo por conta da crise econômica — afirma o médico e deputado Hiran Golçalves (PP-RR). — Por isso precisamos, no ministério, de pessoas que conheçam o SUS e entendam de gestão de saúde pública.

O professor do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da USP Gonzalo Vecina Neto considera que, a depender do cenário econômico e da reposta das operadoras, esse número pode continuar crescendo para até 4 ou 5 milhões de pessoas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram empresas com estrutura de recursos humanos.

— Não tenho dúvidas de que teremos um impacto grande. Mas não tem o que fazer, vai ser assim. As pessoas estão saindo porque não conseguem pagar, a crise pegou todo mundo. Temos que melhorar o SUS, investir. É mais um fator num sistema que está estressado pela epidemia, pelas filas que pararam e não foram atendidas. Vai implicar em mais fila e exigir reestruturação.

Para o especialista, o primeiro passo seria reestruturar o sistema de agendamentos e consultas. Isso teria que ser encabeçado por estados e municípios, ao juntar as filas municipais e estaduais e gerenciar o agendamento para reduzir as faltas. As taxas de abstenção a consultas, exames e internações, de acordo com Vecina, chegam a 40%. A confirmação de presença no dia anterior ao atendimento, via SMS ou WhatsApp, poderia ser uma grande ajuda.

Para Lígia Bahia, especialista em saúde pública e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por enquanto o SUS é capaz de absorver os novos usuários. Caso a tendência de migração continue, porém, o sistema todo sentiria o impacto:

— O SUS tem que se preparar. Caso essa tendência se confirme, isso passa a ser um problema porque o sistema não se expandiu durante a pandemia para atender a essas pessoas, não houve esse planejamento — diz ela, que critica a posição das operadoras de planos. — Por que as empresas não diminuíram mensalidades? Nós, pesquisadores em saúde, fizemos um documento propondo que não suspendessem plano de quem ficasse inadimplente na pandemia e que reduzissem as mensalidades, como várias outras atividades fizeram, perdoando pagamento em atraso.

‘Todos têm acesso’

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirma, em nota, que “tem discutido e implementado medidas para viabilizar o equilíbrio do setor de forma que todos os atores (beneficiários, prestadores e operadoras) permaneçam no sistema durante a crise causada pela Covid-19. Num momento totalmente atípico como o que estamos vivendo, é essencial o engajamento de todos os segmentos para a mitigação das graves consequências da pandemia, e a reguladora tem envidado todos os esforços nesse sentido”.

Em nota, a diretora executiva da FenaSaúde (entidade que representa as maiores operadoras do setor), Vera Valente, afirma que foi apresentada proposta para ampliar as modalidades de planos, para maior acesso. Com a chegada da pandemia, “voluntariamente, as operadoras suspenderam por três meses todos os reajustes de contratos de planos individuais, coletivos por adesão e empresariais até 29 vidas. Além disso, as operadoras buscam, caso a caso, negociar com os contratantes em situação de adversidade”. Valente diz, no entanto, que “o setor não tem condições de suportar propostas que passem pela anistia à inadimplência”, pois são “responsáveis por cerca de 90% do faturamento dos hospitais privados e 80% das receitas de laboratório de medicina diagnóstica”.

O Ministério da Saúde declarou, em nota, que o “SUS é um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo”, com 160 milhões de brasileiros usando exclusivamente o SUS para ter acesso aos serviços. “Todos têm direito de acesso aos serviços de saúde, independente de possuir planos”, diz a nota, “Aqueles que não têm acesso à rede privada poderão recorrer, assim, à rede pública.”

porCIPERJ

App do SUS envia notificação para quem teve contato com infectados por Covid-19

fonte: CNN Brasil

O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de uma nova funcionalidade no aplicativo Coronavírus – SUS, que vai notificar usuários que tenham entrado em contato com alguém infectado por Covid-19 nos últimos 14 dias.

Para isso, o aplicativo utilizará o bluetooth dos aparelhos, em tecnologia disponibilizada por meio de parceria do governo com as gigantes de tecnologia Apple e Google, donas das maiores lojas de aplicativos para telefones celulares do mercado.

Segundo a pasta, o aplicativo seguirá sendo gratuito e as informações serão usados sem risco à privacidade dos usuários. “O Sistema de Notificações de Exposição foi construído para não expor a identidade dos usuários, como nome e localização, garantindo o máximo de segurança e privacidade de todos os dados”, diz o ministério.

De acordo com a nota do governo, o aplicativo Coronavírus – SUS já foi baixado em 10 milhões de dispositivos móveis. A pasta afirma que a versão disponível na Play Store, do sistema Android (Google), já conta com a nova funcionalidade, que estará disponível na App Store, do sistema iOS (Apple) nos próximos dias.

O objetivo do alerta é notificar antecipadamente usuários que possam ter contraído o vírus, contendo a disseminação. “O monitoramento é importante para controle da doença e retomada segura das atividades”, argumenta o ministério.

Como vai funcionar?

A pessoa que testar positivo para a Covid-19 vai informar, de forma voluntária e anônima, um código gerado para a validação do exame realizado, sendo válidos os testes tipo RT-PCR (feito com um cotonete) e sorológico (de sangue).

O exame será localizado na base de dados e-SUS Notifica e a notificação será disparada. O critério será usuários que ficaram a uma distância entre 1,5 metro e 2 metros por um intervalo mínimo de cinco minutos. A função de notificação de exposição.

“A notificação vai alertar que se trata de uma medida de prevenção e que não necessariamente a pessoa terá a doença, mas que é preciso ficar atenta aos sintomas, como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com ou sem falta de ar, e reforçar as medidas de higiene. Caso ela apresente algum sintoma nos próximos 14 dias, deve procurar imediatamente o serviço de saúde mais próximo, assim como prevê as orientações de conduta precoce do Ministério da Saúde. O usuário também será direcionado para obter mais informações”, explica o governo.

porCIPERJ

Universidades federais conduzem 1.260 pesquisas sobre covid-19

fonte: Agência Brasil

Levantamento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) indica que 1.260 pesquisas sobre covid-19 estão sendo conduzidas em universidades federais de todo o país. O número é bastante superior ao contabilizado em maio, de 823, salientando que o protagonismo da ciência tem ganhado força durante a pandemia do novo coronavírus. Para o cálculo, foram consideradas as respostas que 68 instituições encaminharam à entidade.

O empenho dos pesquisadores tem resultado também em outras ações, como a testagem para detecção da doença infecciosa. Já se contam 71 atividades desse tipo, que totalizaram 56.956 testes.

Outra contribuição das universidades federais é referente ao tratamento de pacientes. O total de leitos próprios das instituições, somado ao de leitos viabilizados em parcerias para a construção e a operacionalização de hospitais de campanha, é de 2.502, sendo 656 de unidade de terapia intensiva (UTI).

Para as universidades públicas, uma via escolhida para atender a população quanto às demandas próprias da pandemia consiste em formar redes com a participação de gestores locais. Ao todo, já foram firmadas 255 parcerias com prefeituras e 112 parcerias com governos estaduais.

Além disso, as comunidades acadêmicas estão dedicando tempo à produção de equipamentos de proteção individual (EPI). Segundo o balanço da Andifes, já são 251.034 protetores faciais, 103.848 máscaras de pano, 12,5 mil viseiras de proteção, 29 mil pares de luvas, 20,2 mil unidades diversas, 6,6 mil aventais, 2 mil capuzes e 10 mil toucas, que se somam a 300 sacos de lixo de 100 litros de capacidade, 227 sondas nasotraqueais, 1.028.108 litros de álcool gel e 915 mil litros de álcool líquido.

O poder de mobilização das universidades também fica evidente ao se analisar a quantidade de campanhas educativas promovidas por essas instituições, que chegam a 1.226. Paralelamente, as instituições organizaram 482 ações solidárias.

porCIPERJ

Sancionada Lei sobre validade indeterminada de receitas

fonte: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei 848/2020, que determina que receitas médicas ou odontológicas sujeitas a prescrição e de uso contínuo tenham prazo de validade indeterminado. O projeto foi originário da Câmara dos Deputados e foi aprovado no Senado no início de julho.

As regras valem para o período da pandemia no país e não incluem medicamentos de uso controlado, como tarja preta e antibióticos. Bolsonaro vetou um trecho do projeto que autorizava a retirada do medicamento por terceiros, sem a presença do titular da receita, com a apresentação de uma declaração.

Na justificativa para o veto, a Secretaria-Geral da Presidência da República explicou que “o dispositivo cria uma exigência que poderá vir a ser estendida a todos os casos e, por consequência, burocratizar o atendimento nas farmácias”.

porCIPERJ

Cirurgias urgentes caíram 60% durante pandemia

fonte: Folha de SP

As cirurgias de urgência tiveram uma queda de 60% no país durante a pandemia de Covid-19, enquanto da taxa de mortalidade nesses procedimentos subiu de 5,2% para 6,9%, num salto de 30%.

Os dados, coletados entre fevereiro e maio deste ano em comparação ao mesmo período de 2019, foram divulgados nesta quinta-feira (30) em evento online da Academia Nacional de Medicina sobre cirurgias no contexto da pandemia de Covid.

Em Manaus, as cirurgias de urgência caíram 50%, com aumento de mortalidade de 70%. No Rio de Janeiro, a redução foi de 70%, com alta de mortes de 33%. E em São Paulo, houve 50% de queda cirúrgica e 20% de alta na mortalidade.

O quadro é explicado, principalmente, pelo colapso e sobrecarga do sistema de saúde de alguns estados, com pacientes de Covid-19. Há também o fato de que muitos doentes adiaram a ida aos serviços de saúde por medo de serem infectados.

“Muitos ficaram em casa tomando medicações e demoraram a procurar o pronto-socorro. Chegaram numa fase mais avançada da doença e com complicações”, afirmou o cirurgião Edivaldo Utiyama, professor titular da USP, que apresentou os dados.

Segundo ele, também houve casos de pacientes operados em situação de urgência que foram contaminados nas salas de emergência, quando de doentes Covid e não Covid ainda não estavam separados.

“O paciente era submetido ao tratamento e no segundo, terceiro, quinto dia do pós-operatório, acabava evoluindo com a Covid-19, que piora muito o prognóstico, aumentando as complicações e a mortalidade”, diz ele.

O Hospital das Clínicas de São Paulo se tornou referência em cirurgias de pacientes infectados com o novo coronavírus. Na cirurgia geral, por exemplo, em três meses, os profissionais avaliaram 118 doentes e desses, 31 foram operados na instituição. Entre as cirurgias, houve três colecistectomias (retirada da vesícula) guiadas por ultrassom no leito de UTI em pacientes muito graves.

“Com os doentes chocados [com quadro infeccioso grave] e com insuficiência respiratória muito intensa, não se permitia levá-los ao centro cirúrgico”, diz Utiyama.

A área de cirurgia plástica reparadora realizou 65 procedimentos, especialmente em pacientes com queimaduras, e a vascular, 23, durante a pandemia, que começou em março.

Segundo Utiyama, foi necessário todo um treinamento da equipe cirúrgica para reduzir os riscos de contágio na desparamentação dos EPIs (equipamentos de proteção individual).

“Primeiro, tira-se as luvas e o avental impermeável, depois lava-se a mão com álcool gel, tira-se o face shield, a touca, a máscara. E, depois, é preciso fazer a higiene das mãos.”

Para ele, também é fundamental que os hospitais tenham equipes cirúrgicas exclusivas para atender pacientes com Covid-19.

“Não dá para sair de sala de operação e realizar em seguida um procedimento num doente sem Covid-19.”

Na opinião de Luiz Von Bahten, presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, ambientes cirúrgicos vão precisar ser revistos—com salas de pressão atmosférica negativa, por exemplo.

“Essas salas praticamente inexistem nos nossos ambientes do ensino médico. Vamos também ter que rever o ensinamentos dos alunos sobre paramentação e desparamentação”, afirma.

Segundo ele, esses equipamentos de proteção já deveriam estar sendo usados antes da pandemia.

“Quantas vezes nós, cirurgiões, não operamos com resfriados ou nós mesmos somos contaminados no centro cirúrgico?”, questiona.

A pandemia trouxe também uma nova classificação das cirurgias. Além das clássicas urgências/emergência e eletivas, surgiram agora as urgências eletivas (por exemplo, um tumor que causa obstrução ou sangramento) e as eletivas essenciais (caso de uma biopsia para um diagnóstico e tratamento de câncer).

Hospitais repensam fluxos para operar pacientes com Covid

Vários hospitais já redesenharam seus fluxos e processos para operar pacientes com suspeita e confirmação do novo coronavírus em áreas diferentes daquelas destinadas a pacientes sem a doença.

Segundo Fernando Torelly, superintendente corporativo do HCor (Hospital do Coração), com a redução do tempo de resultado dos testes de Covid-19, é possível direcionar pacientes positivos para salas cirúrgicas exclusivas, mantendo-os separados, inclusive, na recuperação pós-anestésica e na internação.

“Nos casos de emergência em que não se pode esperar o resultado do teste, como nos infartos e AVC, os pacientes são considerados suspeitos. Evitamos o contato deles com aqueles que testaram negativo”, afirma.

Durante a pandemia, 50 pacientes com suspeita e confirmação de Covid-19 foram operados no HCor.
No A.C. Camargo Cancer Center, de um total de 2.099 pacientes testados antes da cirurgia, 114 (5,4%) tiveram resultado positivo e receberam recomendação de adiar em 21 dias o procedimento.

Mas ao menos 20 infectados foram operados em situações em que o risco ao postergar a cirurgia era muito alto, como em pacientes como quados de sangramento e obstrução.

Segundo cirurgião oncologista Samuel Aguiar Junior, chefe do centro de tumores colorretais e sarcoma do hospital, adiar o início de um tratamento oncológico pode reduzir o potencial de cura e aumentar as sequelas.

No caso do câncer de cólon e reto, por exemplo, o número de óbitos de pacientes que iniciaram o tratamento depois dos 60 dias foi 22% maior em cinco anos, segundo estudo feito na instituição.

No entanto, diz ele, operar um paciente oncológico com Covid-19 é uma recomendação extrema e só deve se feita em casos muito urgentes e com medidas como uma sala de pressão negativa e uma equipe médica com grau máximo de EPIs.

De acordo com estudo publicado no Jama (periódico da Associação Médica Americana), o risco de mortalidade pós-operatória em cirurgias eletivas, entre pacientes positivos para Covid-19, ficou em torno de 19%. Em pacientes com câncer, essa taxa se aproximou de 30%.

porCIPERJ

Prova para obtenção de Título de Especialista em Cirurgia Pediátrica ocorre em novembro

fonte: CIPE

A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) realiza em novembro, em São Paulo, exame de suficiência para obtenção do Título de Especialista (TE) em Cirurgia Pediátrica.

Também haverá prova para a Categoria Especial, onde para se inscrever o candidato deverá ter pelo menos 15 anos completos de formado em Medicina, comprovar que exerce a especialidade por, no mínimo, 10 anos completos e ser apresentado por dois sócios titulares quites da CIPE de sua região, que devem descrever as atividades profissionais do candidato.

Somente os candidatos com registro definitivo no Conselho Regional de Medicina do respectivo Estado poderão se inscrever para esse exame de suficiência.

Em breve será divulgado edital.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 1.850,00. Os sócios em dia com suas contribuições associativas (5 últimos anos: 2015-2016-2017-2018-2019) terão redução de R$ 800,00 no valor da taxa de inscrição.

FICHA DE INSCRIÇÃO

[contact-form-7 404 "Not Found"]

Após o envio, preencha o documento abaixo, assine e envie junto com as documentações exigidas para a CIPE.

porCIPERJ

O cenário europeu da telessaúde

fonte: Saúde Business

Um estudo feito pela HIMSS e-Health Trendbarometer, com apoio da Siemens Healthineers, publicado agora em julho, revela o nível de maturidade em telessaúde da Europa imediatamente antes do surto de COVID-19. Ele ressalta o impacto que a pandemia teve na adoção da telemedicina e fornece lições em como a crise remodelou o ambiente de saúde digital europeu. A pesquisa foi realizada em janeiro e fevereiro de 2020 com mais de 350 profissionais de saúde digital de 27 países europeus.

De acordo com o estudo, 93% das instituições de saúde implementaram pelo menos 1 tipo de serviço ou solução de telessaúde. A mais prevalente são aplicações não clínicas lideradas por serviços de saúde mobile (em celulares), oferecidas por 54% das instituições.

Antes da crise da COVID-19, os modelos de telessaúde adotados tinham perfis diferentes entre os países: Espanha e Itália usando majoritariamente para manejo de condições crônicas, enquanto Alemanha e Suíça para situações agudas. Os países nórdicos são os campeões em uso de saúde digital para prevenção e saúde mental e comportamental. Sete de 10 stakeholders ajustam suas aplicações em saúde digital para a população idosa com o objetivo de manter independência e melhorar qualidade de vida, reconhecendo as oportunidades da economia prateada.

O “barômetro de tendências” da HIMSS e-Health nota que a telessaúde enfrenta obstáculos similares a saúde digital no geral, que são basicamente de investimento, eficiência, políticas e regulamentação. São problemas especialmente preocupantes para quem vende estas tecnologias. A COVID-19 pode catalisar a mudança de pensamento e reduzir as preocupações em relação a segurança da informação e privacidade de dados, por exemplo.

Dinamarca, Países Baixos e Reino Unido foram os locais mais otimistas em relação à oportunidade de negócios. Quando perguntados como seria o desenvolvimento nos próximos 12 meses do ambiente de inovação eHealth e dos investimentos, 74% dos stakeholders responderam que melhorará.

A adoção da telessaúde será sustentável?

A pandemia mostrou o enorme valor da telessaúde em construir sistemas de saúde resilientes e adaptáveis a novos desafios. A crescente aceitação social da saúde digital é uma excelente oportunidade para traduzir essa capacidade em uma transformação inteligente da saúde, com benefícios para os pacientes e todas as partes interessadas.

“Agora é o melhor momento para superar desafios culturais, atualizar a regulamentação e melhorar a interoperabilidade que reteve a adoção da telessaúde, especialmente em casos de uso clínico, por muitos anos”, conclui Jörg Studzinski, Diretor de Serviços de Pesquisa e Consultoria da HIMSS.

“A necessidade de métodos de comunicação para fornecer serviços como monitoramento e consultas – sem que o paciente tenha que estar fisicamente presente ou passar horas na sala de espera – ficou clara praticamente da noite para o dia. E essa evolução foi rapidamente aceita por muitos fornecedores e pacientes como o novo normal”, diz Rahma Samow, Vice-Presidente Sênior e Vice-Presidente Global de Marketing, Vendas e Comunicações de Digital Health da Siemens Healthineers.

O estudo fornece ideias únicas sobre a adoção de serviços e soluções de telessaúde por provedores de saúde europeus, fornecedores de tecnologia e outros importantes stakeholders em eHealth, pouco antes da pandemia do COVID-19 chegar ao continente. Os resultados incluem diretrizes para o planejamento e implementação sustentáveis de serviços de telessaúde hoje e no futuro.

Você pode baixar o estudo completo através deste link.

porCIPERJ

Covid-19 e Doenças Respiratórias é tema de Live da Soperj nesta quinta-feira

A Soperj realizada nesta quinta-feira, dia 30, a partir das 18h, Live em seu Instagram que abordará Covid-19 e Doenças Respiratórias.

Não perca!

ACESSE O EVENTO

porCIPERJ

Medicina fetal é tema de webinar gratuito nesta terça-feira

A Philips em parceria com o Instituto de Estudos em Tecnologia da Saúde (IETECS) promove nesta terça-feira, dia 28, webinar sobre Medicina Fetal: malformação renal. A apresentação será do Dr. Paulo Roberto Nassar de Carvalho e o evento tem início às 18h. A palestra tratará de condutas, técnicas e melhores praticas do uso do ultrassom a partir de casos práticos do cotidiano.

Inscrições gratuitas em:

//event.on24.com/wcc/r/2513483/E87821556EBB46CE564AF01D6F504667