Arquivo mensal janeiro 2020

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Demanda do paciente deve balizar serviços de saúde, aponta KPMG

fonte: Saúde Business

O paciente, nos dias atuais, não difere serviços de saúde de outros tipos de serviços e exige comodidade, conveniência e atendimento que reflitam suas preferências e condições. É um movimento quase incontrolável que transcende as gerações atuais. Essa é uma das conclusões da pesquisa “Saúde 2030 – Paciente como consumidor?”, realizada pela KPMG. O conteúdo destaca ainda que, nos próximos dez anos, impulsionado por diversos fatores, o setor de saúde enfrentará profundas transformações que impactarão drasticamente como os serviços serão entregues.

Segundo a pesquisa, um dos principais fatores está nas mudanças demográficas, pois ocorrerá um envelhecimento da população até 2030. No Brasil, estima-se que o quantitativo de idosos crescerá de 17,7 milhões para 30,9 milhões. Além disso, de acordo com a pesquisa, 45% dos brasileiros já têm pelo menos uma doença crônica, fator que atingirá pelo menos 101 milhões de pessoas até 2030.

“Com o aumento da população idosa, o sistema de saúde precisará gerenciar mais pacientes com doenças crônicas do que em décadas anteriores. Por isso, haverá uma urgência na criação de modelos assistenciais que coloquem o paciente no centro e garantam o cuidado na medida certa e no lugar certo, contribuindo para a sustentabilidade do sistema”, explica o sócio-líder de Saúde e Ciência da Vida da KPMG no Brasil, Leonardo Giusti.

De acordo com o estudo, os atendimentos por meio da telemedicina permitirão que o paciente receba um tratamento eficiente, gerando comodidade e acesso, pois não há necessidade de deslocar-se para um consultório médico. Quarenta por cento dos indivíduos da geração entendem a importância e utilizam esse tipo de serviço, enquanto apenas 19% dos maiores de 60 anos usam a telemedicina.

A pesquisa revelou ainda que com a entrada de novas tecnologias haverá melhores resultados clínicos, além das questões de atendimento. Esses avanços poderão gerar ferramentas genômicas calculadoras de estratificação de risco e algoritmos de detecção de doenças raras.

“Embora o conceito de paciente como consumidor seja controverso, o paciente não difere mais o que é serviço de saúde com o de outro setor, exigindo mais comodidade, conveniência e serviços que reflitam suas condições e preferência. Podemos atrelar isso as questões tecnológicas, pois certamente é uma ferramenta na transição para um sistema centrado no paciente. O desafio é aplicar tecnologia junto com uma estratégia digital, conectando a um modelo assistencial que honre pilares de uma boa experiência”, pondera o sócio-diretor de Saúde da KPMG no Brasil, Daniel Greca.

De acordo com a pesquisa, 54% dos adultos americanos com idade entre 20 e 30 anos, que fazem parte da geração millenium, adiam os cuidados com a saúde devido ao custo. Além disto, 45% das pessoas entre 18 e 29 anos não têm um médico de rotina. Segundo o levantamento, dentre os principais fatores para a baixa procura por médicos especialistas estão as questões relativas aos hábitos alimentares mais saudáveis e abertura para programas de tecnologia focados em bem-estar.

Para ter acesso a pesquisa na integra, acesse o site.

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IRCAD realiza curso em maio e associado CIPERJ tem desconto

O IRCAD Barretos realizará de 14 a 16 de maio (quinta-feira a sábado) nova edição do Curso Avançado de Cirurgia Pediátrica. O associado quite da CIPERJ conta com 15% de desconto. Para saber como usufruir do benefício, basta acessar a área restrita de nosso site.
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ARTIGO: Ares, águas e lugares

fonte: O Globo

por Lígia Bahia, médica da UFRJ

Florestas queimadas, contaminação da água e pessoas dormindo debaixo de marquises causam doenças que podem ser prevenidas. Desde o século V a.C., os escritos hipocráticos distinguiram ciência de religião e admitiram possibilidades de evitar elementos ambientais nocivos. O prognóstico, uma das principais conquistas da tradição hipocrática, baseia-se na compreensão dos encadeamentos e rupturas entre passado, presente e futuro, que também fundamentam os ideais da Pólis sem tirania. Uma compreensão abrangente da saúde permitiu prever, predizer e buscar alterar desfechos negativos.

Séculos depois, a experiência com a péssima qualidade da água no Rio de Janeiro dispensa o debate grego sobre as causas naturais ou religiosas das patologias. Qualquer pessoa de bom senso intui que as características predatórias das relações humanas e o extrativismo voraz dos recursos da natureza são responsáveis pela piora das condições de vida.

Água potável é um requisito para vida e fator-chave para a saúde. As crianças são particularmente vulneráveis aos efeitos da água insegura. Diarreias e exposição a poluentes inorgânicos, como arsênico, cobre, fluoreto, chumbo e nitrato, podem comprometer o desenvolvimento infantil. Existe algum consenso sobre o diagnóstico. O desafio é passar da constatação sobre o meio ambiente malsão e acusações entre governantes para o prognóstico. O que ocorrerá, caso essas tendências não sejam alteradas? Quais são as melhores estratégias para evitar mais danos à saúde? A geosmina tem mau cheiro, mas a causa da proliferação deste composto orgânico produzido por bactérias é a morte de rios pelo manejo inadequado de dejetos. Saber a origem do fedor da água e que o carvão ativado o atenua é importante, porém insuficiente para influenciar um prognóstico favorável sobre o acesso à água potável de boa qualidade.

Pesquisadores afirmam que a melhor solução seria a despoluição dos rios. Mas o governo estadual atacou, como se fosse um grande feito, apenas um dos sintomas do problema. Decidiu importar equipamento de São Paulo e carvão do Paraná para fornecer água inodora e anunciou a proposta de desviar o curso de rios. Não haverá mudança nos padrões de desigualdade do acesso à água e saneamento e na introdução de substâncias e resíduos em aquíferos, que tornam grandes quantidades de água inadequadas para vários usos.

Seria como se nos contentássemos em saber que o coronavírus do surto de Wuhan é novo e diferente do que causa SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), e não houvesse preocupação com a letalidade, velocidade de contágio, espalhamento dos novos casos e com as estratégias globais de prevenção e tratamento. Quando a atenção se desloca da população sob risco para os patógenos, para os microrganismos, o prognóstico é deixado para segundo plano.

Outra rota de fuga de soluções mais efetivas para os problemas ambientais se expressa na confusão entre fatos e valores. A água é considerada por instituições internacionais de distintos matizes ideológicos como um bem comum; deveria, portanto, ter uma distribuição equânime. Houve melhoria do acesso à água no Brasil e estagnação dos serviços básicos de saneamento. Sob a discussão sempre válida, a respeito da estatização ou privatização das empresas estaduais de água e saneamento, cresce a hiper apropriação privativa da água. O fato é que a água é comercializada por caminhões-pipa e empresas que a engarrafam.

O afastamento de atitudes hipocráticas, especialmente omissão de prognósticos, estimula previsões simplificadoras. As considerações sobre as mudanças dos fatores que determinam os problemas ao longo do tempo e seus resultados dinâmicos requerem o compartilhamento de informações preditivas e reavaliações periódicas. O famoso tratado hipocrático “Ares, águas e lugares” continua atual porque estimula a adoção de processos decisórios coletivos e democráticos e questiona a conversão da abundância de recursos naturais em escassez e doenças.

Causa da proliferação da geosmina é a morte de rios pelo manejo inadequado de dejetos.

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Manual de Manejo de Cólon encontra-se disponível

Já está disponível em nosso site o Manual de Manejo de Cólon, que é um guia prático para o tratamento do escape fecal na criança. A publicação é de autoria das Dras. Érika Veruska Paiva Ortolan, Giovana Tuccille Comes, Wellen Cristina Canesin e dos Drs. Fábio Antônio Perecim Volpe, Lourenço Sbragia Neto, Pedro Luiz Toledo de Arruda Lourenção.

CONFIRA!

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Inflação médica deve ser de 15% neste ano

fonte: Saúde Business

A inflação médica é um dos fatores determinantes para o reajuste dos planos de saúde. No ano passado, o aumento foi de 17%, proporcional à inflação da área registrada no período. Para este ano, a estimativa é que a inflação dos serviços de saúde chegue a 15%, o que não deve ser muito diferente para o índice de reajuste dos planos.
Mesmo diante da expetativa de redução em dois pontos percentuais, a inflação médica brasileira ainda é uma das mais altas do mundo. Dados do Instituto de Estudo de Saúde Suplementar (IESS) mostram que os planos coletivos, que representam a maior parte dos contratos, tiveram aumento superior a 17% em 2018. Isso corresponde a quase três vezes o valor de aumento em países como a China e o Canadá, por exemplo.
Segundo Hugo Casini Mello, coordenador de benefícios da Implus Care, o aumento contínuo da assistência médica é uma tendência, pois diversos fatores influenciam os custos. “Os avanços tecnológicos da área da saúde são bastante significativos e representam investimentos em novas terapias, assim como também deve se considerar os padrões de atendimento. Tudo isso vai implicar na margem de negociação das empresas”, explica o coordenador.
Outro fator que influencia diretamente no reajuste é a frequência do uso do plano, número que também aumenta a cada ano. Conforme pesquisa da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o registro de procedimentos médicos aumentou cerca de 4% entre 2017 e 2018.
Em termos de custos, somente no ano de 2018, as despesas chegaram a R$ 160 bilhões. “Esses valores estão diretamente relacionados ao aumento no número médio de procedimentos e tipos de serviços realizados pelos beneficiários”, avalia Mello.
Por isso, é importante que a empresa conheça o perfil da sua população de beneficiários para adotar práticas que visem reduzir custos e que promovam a prevenção de doenças. “Uma boa alternativa é fazer o mapeamento dos grupos de risco e elaborar um programa de acompanhamento para pessoas que tenham doenças crônicas. Agir de maneira preventiva sempre vai trazer resultados mais positivos”, enfatiza o coordenador.
A médica Aline Pasiani, gestora da Implus Care, ainda indica o desenvolvimento de um Núcleo de Atenção Primária que visa integrar os cuidados com ações de prevenção, tratamento e cura, além de programas de saúde voltados a populações específicas (gestantes, crônicos, tabagismo, obesidade, entre outros). “A atenção primária está centrada no acompanhamento contínuo do funcionário, que vai envolver diversas ações como programas de qualidade de vida e de gerenciamento da saúde. A base de apoio será o médico de família que, além de estabelecer protocolos contínuos de atendimento, também vai ter uma relação muito mais próxima com o paciente”, esclarece Aline.
Porém, em alguns casos, mesmo estabelecendo ações e programas de saúde, a empresa precisa repensar o tipo de produto contratado, a abrangência do plano e a contrapartida cobrada dos colaboradores. “Também é importante estabelecer campanhas de uso consciente, orientando a maneira mais eficaz de utilizar o plano. Afinal, o custo vai acabar sendo revertido para o próprio funcionário”, finaliza Mello.
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Cerca de 150 pessoas são monitoradas após caso de febre hemorrágica brasileira

fonte: Folha de SP

O Ministério da Saúde informou na terça-feira (21) que entre 100 e 150 pessoas estão sendo monitoradas por terem tido contato com o paciente que morreu por febre hemorrágica brasileira, doença que não era registrada no país desde 1999.

Segundo a pasta, a medida ocorre como precaução. Entre o grupo, estão familiares e profissionais de saúde. Nenhum deles apresentou sintomas até o momento.

A previsão é que esse acompanhamento ocorra até o dia 3 de fevereiro, quando completam 21 dias desde o último contato com o paciente ou material de exames.

Nesse período, são adotadas medidas preventivas, mas sem necessidade de isolamento, o que só ocorrerá em caso de sintomas como febre, dor de cabeça ou muscular, informa o diretor do departamento de vigilância de doenças transmissíveis no ministério, Julio Croda.

O risco é considerado maior para profissionais de saúde que podem ter tido contato com secreções do paciente e material biológico e não tenham usado equipamentos de proteção. Nos demais, o risco é tido como baixo, mas ainda passível de monitoramento.

“Não existe risco para a população geral. O que existe é o alerta para os profissionais de saúde que atenderam o paciente ou manipularam alguma amostra, e que devem ser observados até 3 de fevereiro”, diz.

A confirmação de um novo caso de febre hemorrágica brasileira, após mais de 20 anos sem registros, foi divulgada nesta segunda-feira (20). O paciente tinha 50 anos e morava em Sorocaba, no interior de São Paulo, mas passou por diferentes cidades do estado.

No dia 30 de dezembro, ele procurou a rede de saúde em Eldorado, com sintomas como dor de garganta, náuseas e dores musculares. O quadro evoluiu para outros sintomas, como febre alta, confusão mental e hemorragia. Durante o atendimento, o paciente passou por mais dois hospitais, e morreu no dia 11 de janeiro.

Segundo Croda, o quadro chegou a ser analisado inicialmente como suspeito de febre amarela, mas exames descartaram a doença.

Análises feitas em laboratório do Hospital Albert Einstein apontaram para um arenavírus, com cerca de 90% de similaridade com o vírus sabiá, o que aponta para uma variação do vírus que causa a febre hemorrágica brasileira.

A hipótese é que tenha havido uma série de mutações do vírus, daí a diferença em relação ao vírus original, que já havia sido identificado na década de 1990.

O modo de transmissão, porém, é considerado restrito. Em geral, esse tipo de vírus é transmitido após contato com partículas de poeira de urina e fezes de roedores contaminados, ou pelo contato com a secreção de pacientes.

“Nossa hipótese é que foi uma exposição ambiental a urina de roedores”, afirma Croda, sobre o que pode ter levado à infecção do paciente.

Segundo o diretor, equipes de vigilância devem visitar os locais por onde passou o paciente em busca de possíveis indícios da contaminação, mas é baixa a probabilidade de que seja possível identificar quais os roedores que possuem o vírus.

A descoberta gerou um alerta na rede de saúde, por se tratar de um doença de alta letalidade e que não era registrada há mais de 20 anos.

Apesar disso, a avaliação do ministério é que se trata de um caso raro, pontual e de transmissão restrita.

Esse é o quarto caso de febre hemorrágica brasileira registrado no país. Outros dois foram registrados em São Paulo, ambos de pacientes que passaram por áreas silvestres, e um no Pará, por um técnico de laboratório que analisou amostras de um dos casos —daí o monitoramento daqueles que tiveram contato o caso agora confirmado.

“Pela frequência de casos, entendemos que é um evento raro. Mais rara ainda é a transmissão de pessoa a pessoa, porque precisaria de contato com a secreção”, afirma. “Provavelmente não vamos ter grandes epidemias desse vírus se tivermos esse controle dos contactantes”, diz.

De acordo com o diretor, por se tratar de um caso raro, não há um alerta específico à população sobre cuidados específicos que devem ser adotados. A Secretaria de Saúde de São Paulo, porém, tem recomendado de forma geral que as pessoas evitem contato com roedores em áreas silvestres, medida que também ajudaria a evitar a transmissão de outras doenças. ​

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Ritmo de novas infecções pelo coronavírus na China é alarmante, dizem autoridades

fonte: Folha de SP

Um oficial de saúde de alto escalão da China alertou no domingo (26) que o avanço do letal novo vírus coronavírus, já extraordinariamente rápido, poderia se acelerar ainda mais, aprofundando temores globais sobre uma doença que já contaminou mais de 2.000 pessoas pelo mundo e matou ao menos 80 na China.

Além disso, o oficial, Ma Xiaowei, diretor da Comissão Nacional de Saúde da China, disse que pessoas que carregam o vírus, mas não apresentam sintomas poderiam mesmo assim infectar outras pessoas. O período de incubação, ele acrescentou, pode variar de 1 a 14 dias, com uma duração típica de cerca de 10 dias.

Essa transmissão assintomática representaria uma enorme diferença entre a nova doença respiratória e a Sars, que matou quase 800 pessoas na China e ao redor do mundo há quase duas décadas.

“A epidemia está agora entrando em um período mais sério e complexo”, disse Ma durante uma entrevista à imprensa em Pequim. “Parece que ela continuará por algum tempo, e o número de casos pode crescer.”

Na China, o final de semana foi de novos alertas sombrios sobre o vírus ainda quase incompreendido e uma contagem crescente de infecções e mortes. O número oficial de infecções confirmadas por toda a China saltou em cerca de 50% em um período de 24 horas, chegando a 1.975 no domingo. Na manhã de sábado, eram cerca de 1.300.

Entre as mortes pelo coronavírus anunciadas mais recentemente estão a de um homem de 88 anos em Xangai —a primeira a ser registrada nesse centro comercial, que é uma das cidades mais populosas da China. Um dos últimos casos confirmados é o de uma menina de nove meses em Pequim.

Novos casos surgiram em Hong Kong, Taiwan, e nos Estados Unidos, onde os Centros de Controle e Prevenção de Doenças anunciaram que tanto a Califórnia quanto o Arizona tinham pacientes, levando o total do país a cinco. O vírus já havia sido encontrado na Tailândia, na França, no Japão, na Coreia do Sul, na Austrália, e mais.

Em Wuhan, a cidade chinesa no centro da epidemia, o prefeito disse no domingo que oficiais de saúde poderiam confirmar ainda mais mil casos da doença na cidade.

O prefeito, Zhou Xianwang, disse que a estimativa era baseada na suposição de que cerca de metade dos quase 3.000 casos suspeitos da cidade teriam resultados positivos para a doença.

Zhou disse ainda que 5 milhões de pessoas deixaram Wuhan antes da restrição a viagens para fora da cidade, deixando 9 milhões ainda lá. Isso poderia levar a muitos novos casos em outras partes da China nas próximas duas semanas.

O líder chinês, Xi Jinping, prometeu medidas drásticas para conter o vírus. O governo nacional baniu no sábado a venda de animais selvagens até o fim da epidemia. A irrupção da doença atraiu renovada atenção aos mercados de animais chineses, onde a venda de criaturas exóticas esteve ligada a riscos epidemiológicos.

As 50 milhões de pessoas da província de Hubei, da qual Wuhan é a capital, se encontraram em um bloqueio quase total no domingo. Oficiais chineses consideravam estender o feriado do ano novo lunar, o que adiaria a reabertura de escolas e escritórios e encorajaria mais pessoas a ficarem em casa. Eles também limitaram as viagens de ônibus intermunicipais e ordenaram que grupos de turismo chineses cessassem suas operações na segunda (27).

Mas temores persistem sobre se o governo conseguiria conter a expansão do vírus. Epidemiologistas do Imperial College, em Londres, estimaram que cada caso infectou uma média de 2,6 outras pessoas nas etapas iniciais da crise.

Esse número pode baixar conforme as autoridades tomem medidas mais rigorosas. Mas, se não cair, o número de infectados pode subir acentuadamente.

Mesmo enquanto os altos níveis do governo chinês se mobilizam para lutar contra a doença, muito do trabalho de prevenção do contágio ainda recai sobre oficiais locais, que podem estar inseguros sobre como responder à crise e agir de maneira desigual no cumprimento de políticas públicas.

No domingo, em Wuhan, por exemplo, policiais estavam confusos com as novas restrições ao trânsito dentro dos limites da cidade.

Primeiro, as autoridades municipais disseram que a maioria dos carros deveriam ficar fora das ruas, e que uma frota de 6.000 táxis estaria de plantão para entregar comida e remédios. Depois, as autoridades disseram que motoristas seriam avisados por mensagem de texto se eles tivessem que ficar fora das ruas. Ninguém parecia ter recebido as mensagens no domingo.

“Meu entendimento”, disse um policial, “é que você pode dirigir no seu distrito se você não receber uma mensagem de texto dizendo que não deve. Mas você deve checar isso com as autoridades de transporte.”

No fim, a maior parte dos motoristas ficou fora das ruas. Mas conforme as horas passaram, mais e mais saíram de casa, e a polícia não parecia fazer muito quanto a isso.

Para alguns moradores, era mais uma confusão desesperadora por parte dos oficiais de Wuhan, que muitos acreditam ter lidado mal com a epidemia. Mas as restrições pareciam ter sido aceitas com a mesma força estoica que muitos demonstraram nos últimos dias, conforme a cidade impôs banimentos às viagens para fora de Wuhan para quase todos.

Esse clima pode mudar, no entanto, caso as medidas afetem as reservas de comida e piorem a escassez do serviço médico.

“Agora não é o momento para recriminações”, disse Li Xiandu, um administrador de empresas aposentado. “O governo local não foi transparente com as informações e não tomou medidas vigorosas o suficiente. Mas é preciso superar esta situação primeiro, e depois apontamos os culpados.”

A sensação de confusão e incerteza se estendeu até o esforço do governo dos Estados Unidos para evacuar diplomatas e cidadãos americanos da China.

O Departamento de Estado disse no domingo que estava preparando um voo que deixaria Wuhan na terça, rumo a San Francisco. Além da equipe diplomática, o avião também levaria um número limitado de cidadãos privados, disse o departamento.

Mas o órgão não disse quem teria prioridade no voo, se não há assentos o suficiente para todos que querem deixar o país.

Isso não ajudou muito pessoas como Jonny Dangerfield, 30, um americano que foi a Wuhan para celebrar o Ano Novo Lunar com sua esposa e filhos.

Dangerfield, que trabalha com finanças em Phoenix, disse que esperava que sua família pudesse ser considerada como sob grande risco do vírus, já que seus filhos têm todos menos de cinco anos. Por hora, ele simplesmente não sabe.

“Só para nos mantermos sãos, acho, devemos ter baixas expectativas sobre conseguir entrar naquele avião”, disse Dangerfield, em uma entrevista por telefone.

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Envio de artigos para próxima edição da Revista CIPERJ: prazo é até 29 de fevereiro

O conselho editorial da Revista CIPERJ aceita até o dia 29 de fevereiro, artigos para a próxima edição da publicação, prevista para abril. O envio deve ser feito para artigos@ciperj.org.

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