Arquivo mensal março 2020

porCIPERJ

Ministro da Saúde pede que população não use hidroxicloroquina

fonte: Folha de SP

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediu neste domingo (22) que a população brasileira não use o medicamento cloroquina como medida de prevenção ao coronavírus e que tome cuidado com o uso de álcool líquido 70% para higienização.

A cloroquina e um derivado seu, a hidroxicloroquina, são medicamentos usados para outras doenças, como a malária, e estão em fase de testes para uso contra o novo vírus.

Neste sábado (21) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os hospitais do Exército irão intensificar a produção do medicamento, mesmo sem comprovação de eficácia.

A corrida de pessoas sem doenças que precisam de uso contínuo dos remédios, como lúpus e artrite, às farmácias fez com que a cloriquina sumisse das prateleiras. Neste domingo, o ministério alertou contra a automedicação e disse que não há benefícios de uso preventivo da medicação contra a Covid-19.

“Continuamos com indícios. Foram poucos pacientes, não sabemos se o medicamento foi decisivo ou não”, disse Mandetta. “Esse medicamento tem efeitos colaterais intensos e não devem ficar na casa para serem tomados sem orientação médica. Vão fazer uma série de lesões [se automedicando]. Leiam a bula, não é uma Dipirona”, afirmou o ministro.

Ele também afirmou que as farmácias do Brasil devem agir com responsabilidade.

“Cada farmácia deste país é obrigatório ter um farmacêutico responsável, ele deve ser responsável e deve organizar, pedir a receita e entender, interpretar. Porque não há ainda fundamento de uso preventivo”, disse.

O ministro também pediu que a população tome cuidado ao utilizar o álcool líquido 70%, que foi liberado para venda comercial diante da escassez de álcool gel.

“Muito cuidado com o álcool líquido, dê preferência à água e sabão dentro de casa”, pediu Mandetta. “Tudo que eu não preciso agora é de queimaduras e de fumaça, porque isso ocupa UTI e respirador”, afirmou.

O ministro recomendou que o líquido, altamente inflamável, não seja deixado perto de crianças e que não seja usado para outros fins, como acendedor ou para limpeza da casa. ​

porCIPERJ

Doação de sangue durante a pandemia do novo coronavírus

O Rio de Janeiro encontra-se em estado de emergência, devido à pandemia do novo coronavírus que requer isolamento social para diminuir o número de pessoas contaminadas pelo Covid-19. Porém, os estoques de sangue do Estado estão muito baixos, em condição crítica, e, nos próximos dias, muitas pessoas estarão doentes e sem condições de doar, o que irá piorar a situação. Sendo assim, caso você esteja saudável e possa realizar a doação, o isolamento não o impede de fazê-la e salvar vidas.

Os postos de coleta estão atentos aos cuidados que devem ser tomados para evitar qualquer tipo de contaminação.

Dêem preferência aos bancos públicos, mas na impossibilidade de doar nesses locais, doe na rede privada.

Qualquer grupo sanguíneo será muito importante!

LOCAIS

  • HEMORIO – HEMOCENTRO COORDENADOR

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Centro
Rua Frei Caneca, 8
Horário para Doações: diariamente de 07 as18 h (inclusive sábados, domingos e feriados)
Tel.: 21 – 2332-8611
Tel.: 0800-2820708 (Disque Sangue)
Setor de Captação de Doadores
Referência: Próximo ao Campo de Santana

  • NÚCLEO HEMOTERAPIA DE NOVA IGUAÇU – HOSPITAL GERAL DE NOVA IGUAÇU

Município: Nova Iguaçu
Bairro: Posse
Avenida Henrique Duque Estrada Mayer, 953
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 13h
Tel.: 21 – 3779-9900 Ramal: 117/175
Referência: Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse)

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA ZONA SUL – INSTITUTO NACIONAL DE CARDIOLOGIA

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Laranjeiras
Rua das Laranjeiras, 374
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 14h
Tel.: 21 – 3037-2215/2285-3344 Ramal: 2215
Referência: Próximo a Rua Alice

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL DA POLÍCIA MILITAR

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Estácio
Rua Estácio de Sá, 20
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h as 12h
Tel.: 21 – 2333-7632
Referência: Estação Metrô do Estácio

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PEDRO ERNESTO

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Vila Isabel
Avenida 28 de Setembro, 77
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 12h30min
Tel.: 21- 2868-8134/2868-8126
Referência: Próximo ao Campus da UERJ e ao lado do Hospital Universitário Pedro Ernesto

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO CLEMENTINO FRAGA FILHO

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Ilha do Governador
Rua Professor Rodolpho Paulo Rocco 255 3º andar
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h30min as 13h30min
Tel.: 21 – 2562-2305
Referência: Ilha do Fundão

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL CARDOSO FONTES

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Jacarepaguá
Avenida Menezes Cortes, 3245
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 12h
Tel.: 21 – 2425-2255 Ramal: 260/259
Referência: Estrada Grajaú Jacarepaguá

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL DOS SERVIDORES DO ESTADO

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Centro
Rua Sacadura Cabral, 178
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h30min as 12h30min
Tel.: 21 – 2291-3131 Ramal: 3287
Referência: Próximo a Praça Mauá

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO INSTITUTO DE BIOLOGIA DO EXÉRCITO

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Benfica
Rua Francisco Manoel, 102
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h as 11h30min
Tel.: 21 – 3890-2135 Ramal: 213
Referência: Ao lado do Hospital Central do Exército

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL DO CÂNCER I

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Centro
Praça da Cruz Vermelha, 23 – 2º andar
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h30min as 14h30min e Sábados: de 08h às 12h
Tel.: 21 – 3207-1580/3207-1021
Referência: Em frente à Praça da Cruz Vermelha

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DO HOSPITAL DE AERONÁUTICA DOS AFONSOS

Município: Rio de Janeiro
Bairro: Sulacap
Avenida Marechal Fontenelle, 1628
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h30min as11h30min
Tel.: 21 – 3289-6763
Referência: Campo dos Afonsos

  • HEMOCENTRO REGIONAL DE NITERÓI – HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ANTONIO PEDRO

Município: Niterói
Bairro: Centro
Rua Marques do Paraná, 330
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 12h
Tel.: 21 – 2629-9063
Referência: Próximo ao Corpo de Bombeiros

  • HEMONÚCLEO RIO BONITO

Município: Rio Bonito
Bairro: Mangueirinha
Avenida Martinho de Almeida, 222 – Praça Cruzeiro
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h30min as 12h
Tel.: 21 – 2734-9705
Referência: Anexo ao Ambulatório Municipal Manoel Loyola e SAMU

HEMONÚCLEO DE SÃO GONÇALO – COMPLEXO LUIZ PALMIER

Município: São Gonçalo
Bairro: Centro
Praça Estefânia de Carvalho, sem número
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h as 12h
Tel.: 21 – 2199-6105
Referência: Próximo ao Pronto Socorro Central
Entrada pelo Pólo Sanitário Dr. Washington Luiz Lopes

  • HEMONÚCLEO DA COSTA VERDE

Município: Angra dos Reis
Bairro: Centro
Rua Manuel do Rosário, 67
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 12h e 13h30min as 16h
Tel.: 24 – 3369-6133
Referência: Hospital Codrato de Vilhena

  1. NÚCLEO DE HEMOTERAPIA MUNICIPAL DE RESENDE

Município: Resende
Bairro: Jardim Jalisco
Avenida Marcílio Dias, 800
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h as11h e 13h as 15h
Tel.: 24 – 3381-4834/3381-2147/3354-8907
Referência: Hospital Municipal de Emergência Henrique Sérgio Gregori

  • HEMONÚCLEO DE BARRA MANSA

Município: Barra Mansa
Bairro: Centro
Rua Pinto Ribeiro, 205
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h as 12h
Tel.: 24 – 3322-8430
Referência: Próximo à Santa Casa da Misericórdia

  • NÚCLEO DE HEMOTERAPIA DE VOLTA REDONDA – HOSPITAL SÃO JOÃO BATISTA

Município: Volta Redonda
Bairro: São Geraldo
Rua Nossa Senhora das Graças, 235
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h as 13h
Tel.: 24 – 3339-4242 Ramal: 326
Referência: Hospital Municipal São João Batista

  • HEMOCENTRO REGIONAL DE VASSOURAS

Município: Vassouras
Bairro: Madruga
Rua Vicente Celestino, 201
Horário para Doações: 2ª a 4ª de 08h as 11h30min
Tel.: 24 – 2471-8141
Referência: Hospital Universitário Sul Fluminense

  • HEMOCENTRO REGIONAL DE NOVA FRIBURGO

Município: Nova Friburgo
Bairro: Centro
Rua General Osório, 324
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 14h
Tel.: 22 – 2523-9000 Ramal: 250
Referência: Hospital Municipal Raul Sertã

  • HEMONÚCLEO MUNICIPAL DE TERESÓPOLIS

Município: Teresópolis
Bairro: Várzea
Rua Francisco Sá, nº 299
Horário para Doações: 2ª a 5ª de 8h as 12h e 6ª de 08h as 11h30min
Tel.: 21 – 3641-5872
Referência: Posto de saúde CES – Centro Estadual de Saúde

  • HEMOCENTRO DA REGIÃO DOS LAGOS DR. SERGIO DE ALMEIDA E SILVA – HEMOLAGOS

Município: Cabo Frio
Bairro: Passagem
Rua Barão do Rio Branco, 88
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 08h as 16h
Tel.: 22 – 2644-5076
Referência: Hospital Santa Isabel

  • HEMOCENTRO REGIONAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES

Município: Campos dos Goytacazes
Bairro: Caju
Rua Rocha Leão, 2
Horário para Doações: diariamente de 07h as 18h (inclusive sábados, domingos e feriados)
Tel.: 0800-2820250
Referência: Hospital Ferreira Machado

  • SERVIÇO MUNICIPAL DE HEMOTERAPIA DE MACAÉ

Município: Macaé
Bairro: Centro
Rua Dr. Bueno, 40
Horário para Doações: 2ª a 6ª de 07h30min as 12h30min
Tel.: 22 – 2772-5550
Referência: Anexo a Casa de Caridade de Macaé

Para mais informações: //www.hemorio.rj.gov.br/

porCIPERJ

CIPERJ envia anuidade 2020

A CIPERJ enviou para seus associados, pelos Correios e por e-mail, a anuidade 2020 da associação. O valor é de R$ 380 e o vencimento da cobrança é para o dia 10 de abril.

Caso você não receba seu boleto, entre em contato por telefone ou WhatsApp (21) 96988 8467 ou ainda pelo e-mail contato@ciperj.org.

Lembrando que para associados remidos, com mais de 65 anos, e residentes o pagamento é opcional.

porCIPERJ

Nota técnica: Novo Coronavírus

São Paulo, 16 de março de 2020.

Considerando o reconhecimento da Pandemia do vírus causador da COVID-19 e a necessária elaboração de planos de contingência em todo o território brasileiro, a CIPE comunica a seus associados suas orientações com relação ao exercício da cirurgia pediátrica durante este período, admitindo a priori que frente à evolução da epidemia e à obtenção de novos conhecimentos relativos a esta nova doença a revisão de alguns aspectos poderá vir a ser necessária. Solicitamos que nossos associados estejam atentos às diferenças regionais com relação aos acontecimentos, já que o Brasil apresenta dimensões continentais e uma enorme variedade cultural, que podem determinar evolução diversa e a necessidade de adotar estratégias locais específicas no enfrentamento da epidemia.

Sugerimos aos nossos associados que:

1. Os cirurgiões pediátricos, assim como todos os médicos do país, devem estar permanentemente informados quanto à atualização dos dados nacionais e internacionais quanto à pandemia COVID 19 e quanto às orientações operacionais do Ministério da Saúde e secretarias estaduais e municipais de saúde. A documentação pública emitida pelo Ministério da Saúde, assim como documentos científicos de acesso livre, serão inseridos, conforme possível, na home page da CIPE (www.cipe.org) e disponibilizados livremente aos associados.

2. Ao se manifestar publicamente, inclusive em redes sociais, profissionais médicos, ainda que fora do horário estrito do exercício profissional, têm responsabilidade na divulgação de idéias relacionadas à saúde para a população geral. Uma das funções do médico na sociedade é educá-la quanto à saúde e esta função é de grande responsabilidade: somos formadores de opinião. Qualquer pronunciamento, divulgação de textos ou gravuras e respostas a questionamentos a respeito da epidemia respeitará o estado da arte e as orientações técnicas da equipe de saúde pública/ Ministério da Saúde, sem causar pânico ou, no sentido oposto, uma falsa sensação de segurança que possa induzir ao não cumprimento de orientações de segurança ou tratamento.

3. Os profissionais devem se vacinar contra a Influenza em campanha pública a ser iniciada em breve, assim como estimular os pacientes pertencentes aos grupos-alvo a receber a vacinação. Esta iniciativa é necessária para evitar confusão diagnóstica com doença respiratória secundária ao COVID 19 e a proteger pacientes e profissionais de co-infecções.

4. Em nenhuma hipótese pacientes portadores ou suspeitos de COVID 19 deverão ser atendidos sem o uso correto de equipamento de proteção pelo pessoal de saúde, INCLUSIVE EM ATENDIMENTO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA. O fornecimento de equipamento de proteção conforme a necessidade e parâmetros técnicos é obrigação da instituição de saúde.

5. O nível de prioridade e urgência do procedimento deve ser considerado na decisão de proceder com cirurgias eletivas durante este período, considerando que alguns procedimentos, ainda que não emergenciais, podem cursar com piora clínica em períodos prolongados de espera. A decisão quanto a proceder com a cirurgia deve ser decidida pelo profissional em conjunto com o responsável. O agendamento de cirurgias eletivas em instituições públicas ou privadas deverá obedecer às diretrizes traçadas pela autoridade local de saúde. Claro que pacientes agendados para cirurgia eletiva NÃO PODEM apresentar qualquer sintoma compatível com viroses respiratórias, inclusive a COVID 19. Para esta última, também deve ser excluído contato íntimo com portador conhecido dentro do período de incubação ou retorno recente de área epidêmica. O consentimento informado deve conter explicitamente que o responsável concorda com a realização da cirurgia durante o período da epidemia e está ciente do risco de adquirir a doença em período pós-operatório ou de cirurgia inadvertida em período prodrômico durante o período da epidemia, especialmente se é necessária anestesia geral com manipulação de vias aéreas.

6. A presença de visitas físicas ao paciente em pós-operatório deve ser minimizada, priorizando contatos on line de familiares e amigos. No caso de visitas presenciais a lavagem exaustiva de mãos do visitante por no mínimo 30 s é obrigatória antes de penetrar a área de internação, equipamento de proteção é aconselhado (capote de isolamento e máscara de proteção) e uma distância mínima de 1m com relação ao paciente deve ser mantida obrigatoriamente. No caso de crianças contatos próximos, beijos, colo e uso comum de brinquedos devem ser desaconselhados.

7. Visitas pós-operatórias presenciais devem ser minimizadas o quanto possível, para evitar deslocamentos dos pacientes e interações no trajeto e período de espera. No caso de consultórios devem ser evitados contatos na sala de espera, admitindo novos pacientes conforme o paciente anterior for liberado e mantendo distância mínima de 1m entre pessoas distintas. Uso de brinquedos comuns em consultórios pediátricos deve ser desencorajado
durante a pandemia.

8. Estão suspensos congressos e seminários públicos da especialidade durante a pandemia.

9. Profissionais de saúde são, antes de tudo, pessoas. Profissionais de saúde doentes, inclusive portadores ou suspeitos de COVID 19 NÃO devem se apresentar ao trabalho, cumprindo isolamento domiciliar ou hospitalar, conforme necessário, para sua segurança, dos colegas e dos pacientes, conforme orientações para todos os cidadãos.

Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – CIPE

porCIPERJ

CIPE adia Exame de Suficiência para Título de Especialista – Categoria Especial – em Cirurgia Pediátrica

fonte: CIPE

Devido às orientações do Ministério da Saúde (MS), em relação ao novo coronavírus e a Covid-19, MEDIDAS NÃO FARMACOLÓGICAS como a CONTENÇÃO, a fim de limitar a transmissão do vírus e a MITIGAÇÃO para evitar casos graves e obito são de grande importância.

Sem a adoção dessas medidas estima-se que a cada 3 dias o número de casos dobre.

Medidas de distanciamento social são maneiras de minimizar a transmissão do vírus. Isso significa minimizar o contato próximo com outras pessoas antes e durante o período de pico do surto. Como medida de distanciamento social (ideal maior que 2 metros) é necessário interromper atividades sociais que concentrem grande número de pessoas, principalmente em locais fechados.

Baseada nessas orientações do MS a diretoria da CIPE decide adiar a data da realização do Exame de Suficiência para Titulo de Especialista Especial em Cirurgia Pediátrica, que tinha data marcada para realizar-se em São Paulo nos dias 16 e 17 de maio do ano em curso. Porém as inscrições, no site, continuam abertas. Orientamos a todos os interessados que façam as suas inscrições a fim de que possamos nos organizar e programar uma outra data assim que o MS suspender o estado de ESN (emergência de saúde nacional). Caso isso ocorra antes da data programada para o Exame, a data será mantida

Contamos com a compreensão de todos.

Maria do Socorro Mendonça de Campos
Presidente da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – CIPE

porCIPERJ

CREMERJ divulga comunicado para médicos que anunciam ter kits contra o coronavírus

fonte: CREMERJ

Neste momento de atenção extrema, por causa de várias notícias falsas e/ou desencontradas sobre o coronavírus, cabe-nos ressaltar que o médico é o guardião do desempenho ético da Medicina.

Nestes termos, informamos que estamos atentos às denúncias de divulgação de tratamentos imunizantes ao COVID-19.

Ainda nada existe sobre isto!

Por isto, informamos que os responsáveis por tais práticas enganosas incorrem em tese no artigo 283, do Código Penal. Além disto, estes atos são violações claras aos artigos 13, 14, 21 e 111 do Código de Ética Médica.

Toda esta prática, maléfica à sociedade, pode levar o médico a ter seu registro profissional cassado.

porCIPERJ

Coronavírus: CREMERJ promove encontro com autoridades nesta segunda-feira

fonte: CREMERJ

Em função dos últimos acontecimentos envolvendo o agravamento da crise, em relação ao coronavírus, o CREMERJ está promovendo um encontro entre autoridades médicas. Será na sede do CREMERJ, Praia de Botafogo, 228, 119 B, no auditório Júlio Sanderson, às 15h30.

Estarão presentes, além do Presidente do Conselho, Dr. Sylvio Provenzano, o representante do Ministério da Saúde para o Rio de Janeiro, Dr. Marcelo Muniz Lamberti, o Secretário Estadual de Saúde, Dr. Edmar Santos, a Secretária Municipal de Saúde, Ana Beatriz Busch e diretores dos principais hospitais públicos e privados do Rio. Serão explicitadas todas as ações conjuntas no combate ao vírus. É um excelente momento para ajudarmos a todos, juntando esforços e  unindo ações para lidarmos com este vírus, salvando vidas!

Juntos, temos de minorarmos o efeito que aconteceu em outros lugares.

porCIPERJ

Pesquisa revela que 90% dos médicos acreditam nas tecnologias digitais como recurso para ajudar a reduzir as filas do SUS

fonte: Associação Paulista de Medicina

CONFIRA A ÍNTEGRA DA PESQUISA NESTE LINK

Desde o ano passado, quando ocorreu a revogação da nova regulamentação da Telemedicina pelo CFM – Conselho Federal de Medicina, o tema em torno da utilização de ferramentas digitais que aproximam médico e paciente ganhou destaque e movimentações entre diversos grupos e entidades.

Com esse desafio, o Global Summit Telemedicine & Digital Health 2020 trará experiências internacionais do uso da Telemedicina e da Saúde Digital, práticas exitosas no Brasil e o uso humanizado das tecnologias. “Queremos, também, desmistificar o receio de que as transformações digitais sejam prejudiciais ao relacionamento médico-paciente. Pelo contrário, elas aproximam mais os médicos dos pacientes”, ressalta o presidente do Conselho Curador do Global Summit Telemedicine & Digital Health, Jefferson Gomes Fernandes.

No esforço de elevar a discussão e ajudar na construção de uma Saúde Digital e Telemedicina baseadas nos mais elevados padrões éticos e legais, a Associação Paulista de Medicina, idealizadora do Global Summit, realizou uma pesquisa com o propósito de entender a percepção da classe médica com relação às questões em torno da temática, medindo o nível de receptividade sobre as novas tecnologias e a expectativa sobre a normatização do CFM.

Pesquisa
Intitulada “Conectividade e Saúde Digital na vida do médico brasileiro”, a pesquisa contou com a participação de 2.258 médicos brasileiros, dos quais 60,54% do sexo masculino e 39,46% do sexo feminino. As perguntas foram realizadas de forma on-line e restritas aos médicos com CRM ativo das 55 especialidades médicas.

Para 89,81% dos pesquisados, o sistema público de saúde brasileiro pode ser beneficiado com novas ferramentas tecnológicas digitais capazes de diminuir as filas de espera por um atendimento especializado.

Ferramentas de Comunicação
Em 2018, uma pesquisa similar, também realizada pela APM com o mesmo objetivo, revelou que 85% dos médicos aprovavam o uso de ferramentas de mensagens instantâneas e outros 57,90% eram favoráveis à realização de consultas a distância.

Este ano, os dados mostraram uma evolução no cenário, endossando muito mais do que uma aprovação na comunicação em tempo real, e sim uma interação com os pacientes. Sessenta e cinco porcento dos médicos já utilizam o WhatsApp ou outros aplicativos de mensagens por celular para falar com pacientes e familiares, fora do atendimento na clínica ou hospital. Apenas 11,51% dos especialistas ainda não interagem de nenhuma forma por meio dessas tecnologias com seus pacientes após a consulta.

Quando somados todos os percentuais relativos às formas de diálogo entre médico e paciente via aplicativos de mensagem, e-mail ou chamadas de voz por telefone fixo ou celular, 88,49% dos médicos acompanham seus pacientes além do atendimento presencial.

Para 58,50% dos pesquisados, o uso de ferramentas de comunicação com pacientes é diário, enquanto 24,84% utilizam algumas vezes na semana.

Por outro lado, as horas dispensadas pelos médicos no contato extra consulta (independente da forma de contato) ainda deixam 99% dos profissionais sem saber como cobrar essas horas ou com o entendimento de que o custo já está embutido na consulta presencial.

Telemedicina
A Telerradiologia, com 76,75%, é a forma de Telemedicina mais conhecida entre a classe médica, seguida pela Telecardiologia (45,53%), segunda mais lembrada. Além dessas duas, os médicos citaram outras 20 áreas de atuação conhecidas da Telemedicina.

Entre todos os tipos citados pela classe médica, 30,69% afirmaram que já utilizam alguma forma de Telemedicina no seu cotidiano, contra 68,33% que afirmam não praticarem nenhum formato.

Questionados sobre a utilização das tecnologias da Telemedicina, que permitam a segurança dos dados e a privacidade entre médico e paciente, 70% dizem acreditar que é possível ampliar o atendimento médico além do consultório. Outros 21% afirmaram que talvez seja possível, e apenas 9% não acreditam na Telemedicina.

O medo de a Medicina ser banalizada por meio da Telemedicina aparece em 31,31% dos respondentes e outros 20,42% acreditam que o atendimento médico deva ser exclusivamente de forma presencial.

44,15% dos médicos entendem que a tecnologia digital faz parte de várias áreas da nossa vida e que a tendência é estarmos cada vez mais conectados, enxergando a Telemedicina como uma oportunidade às suas carreiras.

24,71% concordam que, a longo prazo, a Telemedicina pode ser uma oportunidade na carreira médica e 15,99% não têm opinião formada sobre o assunto. 8,28% dos entrevistados acreditam que a Telemedicina é uma ameaça para a profissão de forma imediata ou que, em um curto prazo de tempo, ela se transformará em ameaça (6,86%).

90,21% dos médicos acreditam que as novas tecnologias digitais, que possuam alto padrão de segurança e ética, podem ajudar a melhorar a saúde da população.

“Fazer Telemedicina não é uma obrigação, é um desejo, seja do médico que queira usar essa tecnologia ou do paciente, que gostaria de ser atendido dessa forma, então, não é uma obrigatoriedade”, lembra Fernandes.

Regulamentação CFM
A falta de regulamentação é, para 43,76% dos entrevistados, a grande barreira na utilização de ferramentas de comunicação on-line para assistir ao paciente. Outros 32,11% entendem que não existem barreiras e dizem que utilizariam as ferramentas.

28,81% dos médicos não estão acompanhando a discussão com relação à revogação da resolução CFM nº 2.227/2018; 22,5% não têm opinião formada sobre a questão; 15,7% não conhecem o teor da resolução; e 10,27% não concordam com a decisão da revogação. Apenas 10,45% dos entrevistados acompanham o tema e outros 18,64% concordam com a decisão do órgão regulador.

64,39% dos médicos querem uma regulamentação que permita a ampliação de serviços e atendimentos à população brasileira, incluindo a teleconsulta (médico direto com o paciente).

63,06% utilizariam a Telemedicina como uma ferramenta complementar ao atendimento da clínica/hospital, a partir do momento em que houver uma regulamentação oficial do CFM e com os recursos tecnológicos necessários para segurança e ética da Medicina. 25,16% talvez utilizariam, sem se opor, e apenas 11,78% não utilizariam.

“Entendemos que uma Medicina on-line, ética e de ponta só pode ser realizada se tivermos tecnologia e regras capazes de garantir a segurança entre médico e paciente”, ressalta o diretor de Tecnologia da Informação da APM e presidente da Comissão Organizadora do Global Summit Telemedicine & Digital Health, Antonio Carlos Endrigo.

Armazenamento de dados
60,98% dos médicos utilizam tecnologia em seus consultórios e/ou hospitais para o armazenamento de informações do paciente e 39,02% afirmam não usar nenhum tipo de tecnologia.

A ferramenta tecnológica mais utilizada no cotidiano das clínicas e hospitais ainda é o prontuário eletrônico, com 48,10%; softwares de gestão de consultórios para agendamento de consultas vêm em seguida, com 18,4%; e armazenamento de dados em HD ou nuvem soma 17,5%.

porCIPERJ

ARTIGO: Lesão moral e burnout na medicina: um ano de lições aprendidas

fonte: Stat News

por Wendy Dean, psiquiatra e vice-presidente sênior de operações do programa na Fundação Henry M. Jackson para o Avanço da Medicina Militar; Simon G. Talbot, cirurgião plástico reconstrutivo no Brigham and Women’s Hospital e professor associado de cirurgia na Harvard Medical School.

Quando começamos a explorar o conceito de dano moral para explicar a profunda angústia que os profissionais de saúde dos EUA sentem hoje em dia, foi uma espécie de experimento mental destinado a apagar as noções preconcebidas do que estava motivando a desilusão de tantos colegas em um campo eles haviam trabalhado tanto para se juntar.

Como médicos, suspeitávamos que o “esgotamento” de clínicos individuais, embora real e epidêmico, fosse na verdade um sintoma de alguma disfunção estrutural mais profunda no sistema de saúde. O conceito de “dano moral” parecia encapsular o princípio organizador por trás de inúmeros fatores de angústia: o crescente número de razões pelas quais não podíamos cumprir o juramento que fizemos para sempre colocar nossos pacientes em primeiro lugar.

A lesão moral descreve as angústias mentais, emocionais e espirituais que as pessoas sentem depois de “perpetuar, deixar de impedir ou testemunhar atos que transgridem crenças e expectativas morais profundamente arraigadas”. Foi descrito originalmente pelos clínicos da VA para explicar a maneira como o sofrimento de alguns veteranos militares não respondeu ao tratamento padrão para o transtorno de estresse pós-traumático. Essa maneira de conceituar o sofrimento dos soldados parecia profundamente familiar para nós, e pensamos que poderia fornecer um relato convincente da causa do esgotamento que testemunhamos em nossos colegas e em nós mesmos.

Colocando uma nova pergunta na conversa sobre esgotamento médico, publicamos uma Primeira Opinião sobre lesão moral nesta data do ano passado. Ficamos surpresos com a resposta. Esse artigo iniciou uma conversa internacional entre profissionais de saúde e outros sobre os fundamentos morais da medicina e começou a mudar o idioma em torno do sofrimento clínico.

Por que a lesão moral ressoa

Desde que nosso artigo apareceu no STAT, discutimos, debatemos e reconsideramos nossos pensamentos sobre danos morais com o público em toda a extensão da assistência médica – pessoalmente, em podcasts, por telefone e e-mail, nas redes sociais e em pods em todo o país. . No processo, aprendemos que o conceito de dano moral ressoa poderosamente, não apenas com médicos, mas com todo tipo de profissional de saúde que conhecemos, de enfermeiros e assistentes sociais a administradores de hospitais, assistentes de cuidados pessoais, socorristas , e outros.

O conceito de dano moral permite que os médicos expressem o que o rótulo de burnout não conseguiu descrever: a agonia de estar constantemente trancado em vínculos duplos quando toda escolha que fazemos produz um resultado comprometido e quando cada decisão contraria a razão dos anos de sacrifício. Todos nós, que trabalhamos na área da saúde, compartilhamos, pelo menos em resumo, uma única missão: promover a saúde e cuidar dos doentes e feridos. É para isso que somos treinados.

Mas o negócio de assistência médica – o gigantesco sistema de maquinário administrativo no qual a assistência médica é prestada, documentada e reembolsada – nos impede de perseguir essa missão sem angústia ou conflito. Fazemos o possível para colocar os pacientes em primeiro lugar, mas constantemente observamos os imperativos dos negócios superando o imperativo da cura.

Dia após dia, os profissionais de saúde não têm escolha viável, mas agem de maneira que transgridem suas crenças profundamente arraigadas no primado do cuidado. Como resultado, muitos experimentam os sintomas bem entendidos de burnout – e continuam se esgotando, desafiando as muitas e bem-intencionadas intervenções projetadas para combatê-lo. A epidemia de burnout continua inabalável porque o dano moral na raiz do problema permanece sem solução. O esgotamento pode ser o sintoma, mas em muitos casos a lesão moral é a causa.

De nossas conversas no ano passado, aprendemos que a lesão moral ressoa porque sugere uma causa amplamente compartilhada para a experiência aparentemente solitária do esgotamento. Em outras palavras, a lesão moral nos permite entender que estamos esgotados como indivíduos, porque cada um de nós está tentando, em vão, compensar a maneira disfuncional de estruturar os cuidados de saúde para todos.

Ação coletiva para desafios estruturais

Aqueles que sofrem danos morais nos cuidados de saúde estão desesperados por cura. Como fazemos isso? Cada um de nós tem tentado consertar o sistema por conta própria, de maneira individual. Agora é hora de trabalharmos juntos para esse fim. Os médicos se esgotam porque os cuidados de saúde estão repletos de ligações duplas e situações sem vitória para os médicos e os pacientes com os quais cuidamos. Mudar esse sistema para torná-lo menos prejudicial exigirá uma ação coletiva de todos os que são chamados pela consciência para melhorar.

Quando um indivíduo adoece, o médico procura a causa do problema e a solução médica correspondente. Precisamos abordar a lesão moral da mesma maneira, sabendo muito bem que as soluções não são médicas, mas são sociais, econômicas e políticas.

A conversa sobre ferimentos morais, então, convoca os médicos a procurarem fora de seus próprios conhecimentos para curar o sistema que está prejudicando a si mesmos, seus colegas e pacientes. As soluções para curar lesões morais não se parecem muito com as intervenções médicas a que estamos acostumados. É mais provável que venham dos kits de ferramentas de epidemiologia e saúde pública, políticas e leis públicas e organização de base.

Para fazer mudanças reais, precisaremos envolver “ativistas” de todos os aspectos do sistema de saúde – clínicos, administradores de saúde, formuladores de políticas e, acima de tudo, pacientes e suas famílias – a fim de abordar as causas estruturais de dano moral nos cuidados de saúde.

Aqui estão algumas maneiras que surgiram para levar os EUA a cuidados de saúde moral:

Valorize os profissionais de saúde. Quando as políticas clínicas ou hospitalares e as restrições de seguro forçam os profissionais de saúde a oferecer cuidados abaixo do ideal para seus pacientes, os prestadores sentem-se impotentes.

Os administradores devem reconhecer a experiência de seus médicos, adquirida por anos de treinamento exaustivo, e buscar sua opinião antes de implementar políticas que possam afetar o atendimento ao paciente. A formação de grupos focais de profissionais de saúde para aconselhar sobre as consequências de mudanças nas políticas é um primeiro passo importante para garantir que suas vozes sejam ouvidas. Responsabilizar os administradores pelo ambiente de trabalho em saúde é um forte segundo passo.

Privilegie a relação paciente-médico. Os médicos estão posicionados na linha de frente dos cuidados de saúde e são os únicos responsáveis ​​por personalizar os planos de tratamento para atender às necessidades de cada paciente. As seguradoras e os sistemas de saúde devem permitir que os médicos tenham liberdade para tratar pacientes de acordo com suas necessidades específicas, sem restringir os testes que podem solicitar, os medicamentos que podem prescrever ou os encaminhamentos que podem fazer sem incorrer em encargos indevidos. Os profissionais de saúde cumprem um juramento de não causar danos ao fazer tudo o que estiver ao seu alcance para curar doentes e feridos – eles devem ser confiáveis ​​para sustentar esse juramento da forma como são treinados.

Restabeleça um senso de comunidade. O ambiente de assistência médica hipercompetitivo, perfeccionista e escasso de recursos corroeu um senso de comunidade entre os profissionais de saúde. Cada um de nós guarda instintivamente nosso próprio território, temendo a invasão de outros como uma ameaça aos nossos recursos já escassos e à nossa sobrevivência profissional. Os enfermeiros são confrontados com médicos, os prestadores de serviços avançados são confrontados com ambos, e todos nós somos confrontados com pacientes (pesquisas de satisfação, alguém?). Ninguém vence nesse cenário, e os pacientes perdem mais.

Advogar efetivamente para as mudanças radicais que são desesperadamente necessárias nos cuidados de saúde exige que os profissionais de saúde procurem em outros lugares inspiração e trabalhem juntos em direção a um objetivo comum. As restrições do setor afetam todos os profissionais de saúde de alguma forma, e devemos estar unidos – uns com os outros e com os pacientes – para conduzir as mudanças que acreditamos serem necessárias.

Quando resumimos o oceano dos cuidados de saúde a seu único princípio organizador, todos os profissionais de saúde – enfermeiros, médicos, socorristas, fisioterapeutas, fisioterapeutas, respiradores, flebotomistas, tecnólogos e muito mais – estão nisso juntos, com um único objetivo: prestar o melhor atendimento aos pacientes. Quando voltamos a isso, todos vencemos.