Arquivo mensal junho 2020

porCIPERJ

CIPERJ e Dasa realizam Live nesta terça-feira, às 20h30

A CIPERJ e a Dasa realizam, nesta terça-feira, dia 30, às 20h30, Live que abordará Diagnóstico contemporâneo das doenças congênitas das vias urinárias, que terá a seguinte programação:

20h30 Abertura

20h35 Ressonância Magnética Nuclear funcional
Dra. Bianca Guedes Ribeiro

20h55 Ultrassonografia transperineal
Dra. Tatiana Fazecas

21h15 Cintilografia renal dinâmica
Dr. Luiz Machado

21h35 Debate

Moderação: Dra. Lisieux Eyer de Jesus e Dr. Pedro Daltro

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

porCIPERJ

CIPE divulga nota de esclarecimento sobre contratação de cirurgiões pediátricos para o Piauí

fonte: CIPE

São Paulo, 27 de junho de 2020

Chegou ao conhecimento da Diretoria da CIPE, por meio de envio de print de mensagem em grupo de WhatsApp, a oferta de contratação de Cirurgiões Pediátricos para trabalharem no Estado do Piauí, na cidade de Teresina.

Há pontos que devem ser destacados, para que os colegas, Cirurgiões Pediátricos, não sejam levados à falsa ilusão de ganho fácil.

Também – e de suma importância – ressalvar que a empresa contratante estava em negociação com Cirurgiões Pediátricos do Estado do Piauí e que, durante impasse nas conversações, decidiu por apresentar o convite profissional a especialistas de outros Estados.

O que, ao menos, se mostrou deselegante, pois antes de findadas as conversações, vendo que não houvera o aceite de sua proposta, a empresa decidiu pela oferta de valores – em muito superiores às negociações em curso – intentando demonstrar a sua força negocial.

Outros exemplos, em diferentes Estados, e levados a fim por várias empresas prestadoras de serviços de saúde, já se mostraram desastrosos aos médicos, de todas as especialidades, como também, na Cirurgia Pediátrica.

Dessas negociações, embasadas em falsas ilusões, decorreram transtornos e malefícios não somente aos médicos, mas, também, às crianças, aos adolescentes e seus familiares que, em sequência próxima, se viram privados dos serviços inicialmente oferecidos e não mantidos pelos grupos empresariais.

Nessas situações reais e de pretérito não longínquo, de início, extremamente atraentes, o avençado não foi mantido. Médicos que realizaram mudanças de Cidades e, muitas vezes de Estados e Regiões de nosso país continental, tiveram que retornar à sua origem, arcando com prejuízos morais, materiais e profissionais, além da frustração da desconstrução de um sonho profissional e de vida.

A CIPE preocupada com os Cirurgiões Pediátricos, lutando de forma incessante, pela defesa profissional de seus Associados, recomenda cautela na análise dessa e de outras propostas semelhantes.

Não quer, em nenhuma hipótese, denegrir a imagem dessa ou de qualquer outra empresa prestadora de serviços de saúde. Outrossim, em base a outros acontecimentos e dificuldades havidas decorrentes de situações e ofertas “imperdíveis”, a CIPE deseja alertar seus Associados, para que pensem e analisem todos os pontos envolvidos em uma decisão tão ampla, não deixando se seduzir, apenas, por propostas econômicas que, inicialmente, podem parecer irrecusáveis ou imperdíveis; mas que, ao final, podem levar a perdas materiais, morais, profissionais e a extremo desgaste psicológico daqueles que acreditaram no prometido.

Diretoria da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica – CIPE
Comissão de Defesa Profissional da CIPE

porCIPERJ

Prova para obtenção de Título de Especialista – Categoria Especial ocorre em novembro

A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) anunciou que será realizado em novembro, em São Paulo, exame de suficiência, Categoria Especial, para obtenção do Título de Especialista (TE) em Cirurgia Pediátrica.

Para se inscrever, o candidato deverá ter pelo menos 15 anos completos de formado em Medicina, comprovar que exerce a especialidade por, no mínimo, 10 anos completos e ser apresentado por dois sócios titulares quites da CIPE de sua região, que devem descrever as atividades profissionais do candidato.

Somente os candidatos com registro definitivo no Conselho Regional de Medicina do respectivo Estado poderão se inscrever para esse exame de suficiência.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 1.850,00. Os sócios em dia com suas contribuições associativas (5 últimos anos: 2015-2016-2017-2018-2019) terão redução de R$ 800,00 no valor da taxa de inscrição.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO

porCIPERJ

Anuidade do CRM vence nesta terça-feira, dia 30

A anuidade de pessoas físicas do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ) vence nesta terça-feira, dia 30. Após a data serão acrescidos juros e multa, conforme determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM).

O vencimento da anuidade, previsto inicialmente para 30 de março, foi prorrogado devido à pandemia de coronavírus.

Caso não possua o seu boleto da anuidade, basta baixá-lo no site do CREMERJ:

SEGUNDA VIA DE ANUIDADE 2020 DO CRM

porCIPERJ

Coronavírus infectou 17% em favelas e em bairros pobres do Rio de Janeiro

fonte: Folha de SP

Uma pesquisa feita pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Ibope constatou que 17% dos moradores de seis áreas muito populosas e em situação de vulnerabilidade na capital fluminense foram infectados pelo novo coronavírus até o início de junho.

No total, 556 das 3.210 pessoas que fizeram os testes rápidos tiveram resultado positivo para o vírus. Essa porcentagem está bem acima das marcas atingidas a nível nacional, segundo o estudo mais abrangente que está sendo feito no Brasil, o Epicovid-19.

A segunda e mais recente fase desse levantamento indicou que 2,8% da população de 120 cidades brasileiras pesquisadas já haviam tido contato com o coronavírus até o dia 7 de junho. Na cidade do Rio, o número era de 7,5% de infectados.

Os novos dados divulgados pelo prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) na segunda (22) mostram que o complexo de favelas da Cidade de Deus teve a maior prevalência entre as seis regiões incluídas, com 28% dos moradores testando positivo.

Atrás dela vêm as comunidades de Rio das Pedras (25%), Rocinha (23%) e Maré (19%). Depois, os bairros da zona oeste de Realengo (9%) e Campo Grande (5%), locais conhecidos por serem dominados por milícias. As seis regiões abrigam 14% da população do município.

Apesar de terem os menores índices de infectados, essas duas últimas áreas têm as maiores taxas de letalidade. A porcentagem do total de infectados que acaba por morrer é de 1,8% em Campo Grande e 1,2% em Realengo, enquanto não passa de 0,4% nas outras favelas –a Epicovid-19 apontou uma média de 1% em parte do país.

Para a prefeitura, essas taxas mostraram que a letalidade não é tão alta quanto se tem divulgado. “Temos ouvido às vezes a mídia falar sobre níveis de letalidade [altos] no Rio, só que muitas vezes levaram em consideração o número de testes positivos naquela comunidade”, disse Flávio Graça, superintendente da Vigilância Sanitária municipal.

“Por exemplo, eram 250 infectados e 50 vieram a óbito. Isso dava 20% de letalidade, e esse trabalho vem mostrar uma realidade diferente que tem que ser falada”, afirmou ele à imprensa durante a divulgação dos números.

Os novos dados, porém, também dão uma ideia da subnotificação da Covid-19 que existe na cidade, já que em geral são contados apenas os casos sintomáticos e com complicações, dada a escassez de testes e outros problemas do sistema de saúde.

Com base no estudo, a prefeitura projeta haver 30 vezes mais contaminados do que o registrado oficialmente nessas seis áreas. Foram estimados quase 121 mil infectados, sendo que nos números oficiais há apenas 4.040 casos confirmados até o dia 22.

O caso da Cidade de Deus chama atenção: enquanto a projeção indica que 9.869 pessoas já devem ter pegado o vírus na favela, o painel de casos da prefeitura aponta só 184, uma quantidade 54 vezes menor.

Outra conclusão importante da pesquisa foi que cerca de metade dos moradores que tiveram contato com o vírus não tiveram sintomas, ou seja, nem sabiam que estavam infectados.

Apenas 1% relataram todos os sintomas – febre, cansaço, dor no corpo, dor de garganta, tosse, falta de ar e diarreia.
Os domicílios e indivíduos que participaram do levantamento foram escolhidos por meio de sorteios, como no estudo de abrangência nacional.

“Nós sorteamos regiões, depois áreas, blocos, casas e pessoas [que seriam] examinadas, para haver a maior imparcialidade”, explicou Graça.

Só foram incluídos moradores com mais de 18 anos, e não mais que uma pessoa de cada casa. Os dados foram coletados na primeira semana de junho por equipes da vigilância de saúde e sanitária, vinculadas à Secretaria de Saúde do município.

Essa foi a primeira parte do estudo, que contará com mais quatro etapas iguais, nos mesmos locais, para acompanhar a velocidade de expansão do número de contaminados. A segunda fase começará em 1º de julho.

porCIPERJ

Pesquisa aponta falta de termômetros e proteção para tratar Covid-19 no SUS

fonte: Zero Hora

Porta de entrada do SUS (Sistema Único de Saúde), os serviços de atenção primária têm sofrido com falta de equipamentos básicos para o atendimento de infectados com a Covid-19, segundo pesquisa realizada com os profissionais da saúde. Eles relatam ausência de termômetros, testes para detectar o novo coronavírus e itens de proteção para quem trabalha em UBSs (unidades básicas de saúde).

A reportagem teve acesso aos resultados preliminares da pesquisa realizada pela USP (Universidade de São Paulo), UFBA (Universidade Federal da Bahia), UFPel (Universidade Federal de Pelotas) e Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em iniciativa da Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva) e com apoio da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

A situação é preocupante na atenção primária, segundo Aylene Bousquat, da Faculdade de Saúde Pública da USP. Ela coordena a pesquisa, realizada com questionários aplicados via internet a gestores e profissionais da atenção básica, sobre os desafios no enfrentamento à pandemia.

Entre os cerca de 2.200 entrevistados, espalhados por 750 municípios em todos os estados do Brasil, 83% relatam não ter ou ter em número insuficiente termômetros de infravermelho nas UBSs (unidades básicas de saúde), item primordial para aferir a temperatura do paciente sem precisar manter contato com a pele dele.

Faltam ainda outros itens fundamentais para lidar com casos suspeitos de Covid-19, como oxímetros, para averiguar a oxigenação de doentes, indisponível ou disponível em volume insuficiente na avaliação de 65% dos profissionais, além de medicamentos para síndrome gripal e cilindros de oxigênio, em baixa ou nenhuma quantidade para 60% e 67%, respectivamente.

Os trabalhadores reclamam ainda sobre a escassez de EPIs (equipamentos de proteção individual), como aventais impermeáveis (43% não têm ou têm em número insuficiente), protetores faciais com visor (37%) e máscaras descartáveis de proteção respiratória N95 ou similares (45%).

A situação pode ser mais grave em cidades do interior, que concentram mais da metade dos casos de Covid-19. Muitas contam apenas com UBSs para atendimento.

“Os gestores dos municípios citam a dificuldade de comprar esses insumos. Não foi algo tão fácil por conta do processo de distribuição”, explica Bousquat, que destaca o empenho dos profissionais até em aplicar recursos pessoais.

Segundo ela, 70% dos entrevistados afirmam usar o próprio celular para fazer acompanhamento à distância de pacientes e familiares, seja por WhatsApp, chamada de vídeo ou telefonema.

“As pessoas estão usando seus recursos pessoais, o que, por um lado, é muito bonito: mesmo com todos esses desafios, os profissionais do SUS estão comprometidos com a saúde da população.”

O questionário que baseia a pesquisa (acesse aqui) ainda seguirá disponível até a próxima segunda-feira (29). A coordenadora do estudo afirma, no entanto, que as respostas obtidas até aqui já são significativas para averiguar a situação do atendimento primário.

Outro fator evidenciado pelo levantamento é a falta de recursos para testagem nas UBSs: 70% dos entrevistados dizem não ter ou ter em volume insuficiente acesso a testes RT-PCR, indicados para a detecção do vírus em pacientes sintomáticos. Também faltam testes rápidos, segundo 80% dos profissionais.

O dado corrobora protocolo anterior do Ministério da Saúde, que orientava apenas a aplicação de exames em casos graves, que exigiram internação. Nesta quarta (24), a pasta anunciou que passará a testar também pacientes com sintoma leves em centros de atendimento à Covid-19 —UBSs poderão se credenciar como tal.

“Hoje a testagem é concentrada em 100% de casos internados. Pensando na população, no avanço da doença e na oportunidade de testar pessoas no interior do país, estamos expandindo essa testagem”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, na ocasião.

Bousquat diz que a estratégia utilizada até então é falha, uma vez que levar a testagem também à atenção básica proporcionaria um retrato mais amplo e menos defasado da pandemia. Além disso, os agentes comunitários teriam embasamento técnico para rastrear doentes e isolar contatos, o que, somado aos cuidados de pacientes, ajudaria a controlar a Covid-19.

A pesquisadora cita a atuação exitosa de Portugal nesse sentido, que intensificou os trabalhos dos centros de saúde; no Brasil, segundo ela, a pesquisa elucidou outros bons exemplos, como Florianópolis (SC), entre as capitais, e a modesta Rurópolis (PA), com 50 mil habitantes.

“Algumas experiências no mundo –de outras epidemias, como foi o caso do ebola– demonstram que ter o serviço de atenção primária funcionando é algo que diminui a propagação do vírus, porque você consegue controlar e isolar os contatos, e alguns casos não precisam chegar ao hospital”, diz.

Segunda ela, a atenção das autoridades dada aos hospitais de referência, que concentram casos graves, é fundamental, mas deve se estender ao atendimento primário, também sob risco de colapso e responsável, ainda, por vacinação, assistência a doentes crônicos e gestantes, entre outros serviços.

“Imagine se a gente para, por exemplo, de fazer pré-natal, se não conseguimos fazer isso, imagine o problema que vai acontecer lá na frente”, questiona.

Uma vez concluído, o estudo deve propor a criação de um kit-UBS, com insumos pra serem distribuídos para as unidades básicas.

Questionado pela reportagem, o Ministério da Saúde não respondeu se o cenário de escassez de materiais relatado pelos profissionais no estudo corresponde à realidade da atenção básica. Também não apontou se considera ideal a disponibilidade atual de insumos ao atendimento primário.

Em nota, a pasta reforçou que a gestão do SUS compete tanto à União quanto aos estados e municípios. Disse também acompanhar por meio da Saps (Secretaria de Atenção Primária à Saúde) a quantidade de termômetros, oxímetros e cilindros de oxigênio disponíveis nas UBSs.

O Ministério da Saúde afirmou ter distribuído, desde o início da pandemia, 115,7 milhões de EPIs, 11,3 milhões de testes para Covid-19, 8,5 milhões de cápsulas de oseltamivir e 4,4 milhões de comprimidos de cloroquina para todo o país, sem especificar o que foi destinado às UBSs.

A pasta acrescentou que investe em serviços para acompanhamento remoto de pacientes, como o TeleSUS, que realizou 4,9 milhões de atendimentos, e financia o trabalho de 27.029 equipes de saúde informatizadas em meio à pandemia.

Disse, ainda, ter credenciado, nesta semana, 807 centros de atendimento à Covid-19 em 767 municípios. “Estes estabelecimentos temporários possibilitam que os demais serviços oferecidos nas unidades de saúde da Atenção Primária, como cuidados com a saúde da criança, consultas de pré-natal, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão, sejam mantidos e retornem à rotina habitual”, pontuou.

porCIPERJ

Pacientes retardam ida a hospital e chegam em estado crítico

fonte: Folha de SP

O medo de contaminação pelo novo coronavírus tem afastado a busca de pessoas pelo hospital, mesmo aquelas com comorbidades e necessidade de acompanhamento médico.

Foi o que um levantamento feito pelo HCor (Hospital do Coração) mostrou. O hospital registrou uma queda de 71% de exames de diagnóstico e aumento de 30,8% de pacientes críticos –ou seja, aqueles que passaram pela UTI, em algum momento da internação– entre os meses de abril, maio e junho.

A conta engloba apenas pacientes não infectados pelo novo coronavírus e os dados são comparados com o mesmo período de 2019.

Referência em cardiologia, o hospital reforça a importância de pacientes seguirem seus tratamentos mesmo durante a pandemia.
Pedro Mathiasi, infectologista e superintendente de qualidade e segurança do HCor, afirma que o número reflete como, durante a pandemia, as pessoas não têm ido ao hospital para o acompanhamento médico e, por isso, quando chegam por lá, muitas precisam ser internadas na UTI.

Ele explica que, normalmente, cerca de 10% dos pacientes que procuram o hospital são internados –em outros, o número gira em torno de 3%. Mathiasi diz que o número é alto se comparado com outros hospitais e acredita que o dado deixa claro como a maioria dos pacientes que chegam ao HCor já tem alguma comorbidade.

Apesar das doenças preexistentes, o perfil dos pacientes era muito estável, pois a maioria mantinha acompanhamento e realizava regularmente os exames.

“Em 30 dias tivemos que rever tudo porque os doentes sumiram e os diagnósticos desapareceram”, diz.

O médico notou que as pessoas tinham medo de entrar em um ambiente com Covid-19, mas que, com o passar do tempo, perceberam que bastava o contato social para a transmissão, e o receio tem sido desmistificado.

“Ao ficar em casa, a pessoa tem dois problemas, chance de ter uma piora nas doenças e se infectar com o novo vírus”, afirma Mathiasi.

Aqueles que, depois de algum tempo em casa sentindo mal-estar procuravam o hospital, apresentavam problemas graves e avançado.

Cardiologista do HCor, Alexandre Abizaid diz que se esses pacientes tivessem procurado orientação médica antes, o atendimento seria mais simples. Prolongado a busca por ajuda, eles apresentam um estado crítico e muitos acabam internados na UTI.

“Ao invés de passar um dia no hospital fazendo exame e tomando as medidas necessárias, notamos que as pessoas chegam, por exemplo, com o músculo do coração muito sofrido ou com insuficiência renal, e acabam tendo que ficar uma semana internadas”, diz o médico.

Ele cita o dado da cidade de Nova York que registrou aumento de 800% de casos de morte por ataque cardíaco em casa. Para o médico, os números refletem da importância dos pacientes reconhecerem sinais e sintomas, para que não deixem de ir ao hospital.

Abizaid faz um alerta sobre as doenças cardiovasculares, que é a principal causa de morte no mundo.

“Ninguém deixou de ficar doente”, diz ele que compreende que no primeiro mês da pandemia no Brasil havia resistência pela procura de hospitais, já que a maioria não estava organizada para receber pacientes não relacionadas à Covid-19.

“Internava-se de forma bem mais misturada, hoje o contato de infectados pelo coronavírus com os outros é o mínimo possível”, afirma o médico.

Hoje, o HCor conseguiu evitar esse contato ao organizar entradas por lugares diferentes, assim como elevadores e até a parte administrativa. Também foi pedido que médicos tranquilizem seus pacientes sem Covid-19 que o hospital é um ambiente seguro.

Além disso, o hospital tem um total de 63 leitos de UTI. No início da pandemia, foram disponibilizados 38 para pacientes com Covid-19. Com um aumento de pacientes com problemas principalmente cardíacos, o número de leitos disponíveis foi reduzido para 25.

“Nada é 100% seguro, até porque a pessoa pode se infectar no caminho para cá, mas o benefício é maior ao nos procurar para evitar uma deterioração”, explica o médico, que também cita que para ser realizada uma cirurgia, o paciente precisa ser testado para o novo coronavírus e, caso o resultado seja positivo, a operação é adiada por 14 dias.

No Rio de Janeiro, o laborátorio Med-Rio Check-Up alerta para uma possível explosão de doenças crônicas após a pandemia. Ou seja, pela falta de consultas médicas e exames de rotina, pessoas perdem o controle da própria saúde.

A clínica fez uma comparação entre pacientes que fizeram check-up antes da pandemia e outros que fizeram em maio e registrou que a taxa de diabetes passou de 7% para 10% e a de hipertensão foi de 18% para 31%.

Outros dados que preocupam são os de sobrepeso, que costumam girar em torno de 65% e tiveram um salto para 75%. Além disso, foi registrada uma grande parcela de clientes com alta da taxa de colesterol, que normalmente é de 50% e foi para 70%.

porCIPERJ

OMS diz que vacina de Oxford testada no Brasil é a melhor candidata contra Covid-19

fonte: O Globo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira que a vacina ChAdOx1 nCoV-19, produzida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, é a “mais avançada” do mundo “em termos de desenvolvimento” e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19. A fórmula está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem sucedidos no Reino Unido.

As declarações foram feitas pela cientista-chefe da entidade, Soumya Swaminathan. Ela ponderou que a pesquisa da americana Moderna também “não fica muito atrás” dos trabalhos da AstraZeneca. Mais de 200 vacinas candidatas contra o coronavírus Sars-CoV-2 são testadas ao redor do mundo, das quais 15 já entraram fases clínicas. A OMS afirmou, ainda, que está em contato com diversas fabricantes chinesas para acompanhar o desenvolvimento de seus trabalhos.

Swaminathan pediu ainda que seja considerada uma colaboração entre os testes com potenciais vacinas contra a Covid-19, similar aos ensaios solidários que a OMS tem feito com possíveis medicamentos para tratar a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

Segundo a entidade, sediada em Genebra, serão necessários US$ 31,3 bilhões (cerca de R$ 171 bilhões) para desenvolver testes, vacinas e tratamentos para a Covid-19.

Espera-se que os fundos permitam o desenvolvimento e distribuição de 500 milhões de testes e 245 milhões de tratamentos em países de baixa e média renda até meados de 2021 e 2 bilhões de doses de vacina em todo o mundo, metade dos quais em países de baixa e média renda até o final de 2021.

O braço das Nações Unidas para a saúde trabalha junto a uma grande coalizão de organizações para o desenvolvimento, financiamento e distribuição de medicamentos chamada “ACT-Accelerator Hub”. No entanto, a OMS afirma que apenas US$ 3,4 bilhões (R$ 18,6 bilhões) foram assegurados. Para tanto, ainda faltariam US$ 27,9 bilhões (R$ 152,8 bilhões) adicionais, dos quais US$ 13,7 bilhões (R$ 75 bilhões) são urgentes “para cobrir necessidades imediatas”, afirmou a OMS.

— É um investimento que vale a pena fazer. Se não nos mobilizarmos agora, os custos humanos e as repercussões econômicas vão piorar — disse Ngozi Okonjo-Iweala, enviado especial para a iniciativa internacional, durante uma conferência de imprensa virtual. — Embora esses números pareçam importantes, não são quando pensamos na alternativa. Se gastarmos bilhões agora, podemos evitar gastar milhares de bilhões depois. Precisamos agir agora e juntos.

O diretor-executivo da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a importância de acelerar os procedimentos para frear a pandemia.

— Está claro que, para controlar a Covid-19 e salvar vidas, precisamos de vacinas, diagnósticos e terapias eficazes, em volumes sem precedentes e em uma velocidade sem precedentes — declarou Adhanom. — E está claro que, como todos podem ser afetados pela Covid-19, todos devem ter acesso a todas as ferramentas de prevenção, detecção e tratamento, e não apenas àqueles que podem pagar por elas.

Brasil

Os testes em voluntários brasileiros da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra, contra a Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, tiveram início na semana passada na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A informação foi divulgada na noite da última segunda-feira pela Fundação Lemann, que financia o projeto, em nota.

Os testes da vacina ChAdOx1 nCoV-19 no Brasil foram anunciados no início do mês e deverão contar, de acordo com a Unifesp, com 2 mil voluntários em São Paulo, e com outros mil no Rio de Janeiro, onde serão realizados pela Rede D’Or. Os resultados devem ser concluídos até setembro, segundo informou a AstraZeneca, farmacêutica que conduz o desenvolvimento da vacina em parceria com Oxford, no início deste mês.

“No último final de semana (20 e 21 de junho), a Fundação Lemann teve a oportunidade de celebrar com os parceiros envolvidos e especialistas responsáveis, o início dos testes em São Paulo para a vacina ChAdOx1 nCoV-19, liderada globalmente pela Universidade de Oxford”, informou a Fundação Lemann, do bilionário empresário Jorge Paulo Lemann. Ontem, a coluna do jornalista Lauro Jardim, do GLOBO, publicou que a entidade pretende construir uma fábrica para a vacina de Covid-19 no país.

Outra vacina contra a Covid-19, desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac, deverá começar a ser testada no Brasil no mês que vem em parceria com o Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Este teste, de acordo com o instituto, será financiado pelo governo paulista e deverá contar com 9 mil voluntários. Caso a vacina seja bem-sucedida, o acordo prevê a possibilidade ser produzida localmente pelo Butantan.

Dose dupla

A AstraZeneca informou na última terça-feira que testes realizados no Reino Unido indicaram que a aplicação de uma dose dupla da vacina gerou uma resposta imunológica melhor em porcos. Os resultados foram divulgados pelo Instituto Pirbright (Reino Unido). A descoberta sugere que a abordagem pode ser mais efetiva na imunização contra o coronavírus Sars-CoV-2, mas a organização britânica ponderou que ainda não se sabe o nível de resposta imunológica que será exigido para proteger seres humanos.

— Os resultados parecem encorajadores ao indicarem que duas injeções potencializam as respostas dos anticorpos capazes de neutralizar o vírus. Mas é a resposta em humanos que importa — afirmou Bryan Charleston, diretor do Instituto Pirbright.

porCIPERJ

‘Assumimos um risco para ter a vacina no Brasil’, diz presidente da Fiocruz

fonte: O Globo

Otimista, mas cautelosa. A socióloga Nísia Trindade Lima comemora a futura produção de vacinas contra a Covid-19, que estão sendo desenvolvidas pela Universidade de Oxford, na Bio-Manguinhos, laboratório da Fiocruz, instituição presidida por ela. Trata-se de um investimento de R$ 693,4 milhões, e não há garantias de que o produto será eficaz. Nísia, porém, defende a parceria, destacando a importância da transferência de tecnologia, que pode contribuir até para o país superar outras enfermidades, como a gripe H1N1.

Em entrevista ao GLOBO, a presidente da Fiocruz indica a necessidade de investimento no sistema de saúde público e de organização das campanhas de vacinação. Convoca municípios, estados e governo federal a atuarem juntos no combate à Covid-19 e adverte que a população não deve esperar pelos milagres de uma vacina. Como os resultados dos ensaios clínicos não serão conhecidos antes de outubro, as medidas de proteção contra a pandemia, como a higienização e o uso de máscaras, não devem ser abandonadas.

O Ministério da Saúde vai produzir, na Bio-Manguinhos (laboratório da Fiocruz) até 100 milhões de doses de uma vacina contra a Covid-19 que ainda está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford. Trata-se de um investimento de R$ 693,4 milhões do governo, mesmo sem a certeza de sua eficácia. É um procedimento comum?

Assumimos um risco de natureza econômica para ter a vacina no Brasil, um compromisso financeiro, esperando que o produto seja bem sucedido, mas claro que ele pode não se provar eficaz. Há muitas pesquisas sem resposta sobre o coronavírus, e acredito que a escolha desta vacina foi muito bem pensada. Não somos o único país a tomar esta iniciativa. Outros também estão conciliando ensaios clínicos e produção de lotes sem ter certeza sobre o resultado final.

Por que estamos fazendo isso?

Porque o país está sofrendo. Veja quantas vidas estamos perdendo no SUS devido à baixa capacidade de atendimento à população. Enfrentamos dois riscos. O primeiro é ter uma vacina que não demonstra grande capacidade de produção. O segundo é ver o Brasil excluído de qualquer busca pela produção de vacinas. Hoje, seguindo a fórmula como trabalhamos, não há qualquer ameaça clínica à população, porque as doses já serão introduzidas no SUS depois de terem sua eficácia comprovada em pesquisas e exames da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

A Fiocruz terá capacidade para produzir vacinas para toda a população?

Sim. Na verdade, mesmo agora, os insumos farmacêuticos virão de Oxford, mas a produção da vacina será finalizada aqui. Isso requer instalações adequadas e experiência, e a Fiocruz já fabrica vacinas há 120 anos. Podemos contar com o apoio dos pesquisadores de Oxford até chegar a 100 milhões de doses. Quando o processo de transferência de tecnologia for concluído, teremos autonomia para fabricar, a partir do ano que vem, 40 milhões de doses por mês.

Em testes com macacos, pesquisadores viram que a vacina protegia os animais da pneumonia, mas não eliminava o vírus nas mucosas. É possível corrigir esta e outras falhas?

Isso deverá ser avaliado na fase 3, que é a última, das pesquisas. A Covid-19 tem uma série de perguntas sem respostas. Teremos uma comissão de especialistas acompanhando a produção das vacinas.

Uma eventual vacina eficaz contra o coronavírus pode ajudar o Brasil a se preparar para outras epidemias?

Sim. Teremos tecnologia para combater uma série de doenças, especialmente os vírus respiratórios, entre eles o H1N1. Há muitas pesquisas que estão usando um vetor viral, como a que estamos trazendo agora, para combater doenças. A própria Universidade de Oxford está recorrendo a esse método para desenvolver vacinas contra o ebola e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (Mers).

Há uma expectativa de ter os primeiros lotes da vacina disponíveis já em janeiro. A senhora teme que o otimismo faça o brasileiro relaxar nas medidas contra o coronavírus?

Sim. Muitas vezes as pessoas não seguem orientações médicas por falta de consciência do problema ou por achar que a doença não afetará o seu grupo. Sabemos que a pandemia é um fenômeno multicausal, que tem efeito biológico, social e até de saúde mental. E, também, que parte da população precisa sair de casa atrás de seu ganha-pão. Mas ninguém pode contar com uma mágica. Há décadas as pessoas acreditam que doenças infecciosas são coisa do passado e que logo a ciência responderá com novos antibióticos. Na verdade, vemos que velhas enfermidades insistem em continuar entre nós, às vezes até emergem.

Na falta de um medicamento eficaz contra a Covid-19, qual a solução?

São cuidados individuais e coletivos. Intensificar a higienização e usar máscaras. Temos na Fiocruz um laboratório dedicado a vírus respiratórios que acompanhará as possíveis mutações do Sars-CoV-2. Também é muito importante ter um sistema de vigilância em saúde e o SUS fortalecidos, integrando a atenção primária à hospitalar, o que ajuda em diagnósticos.

O Brasil tem lacunas em campanhas de vacinação. No ano passado, perdemos o selo de erradicação do sarampo. Como o sistema de saúde terá que se organizar para imunizar contra a Covid-19?

O programa de imunizações, a comunicação na área de saúde e as campanhas de vacinação devem ser olhados em conjunto. O coronavírus nos fez ver como é hora de fortalecer esse sistema. O SUS precisa ser financiado e valorizado e, para isso, estamos trabalhando com secretarias municipais e estaduais, além do próprio Ministério da Saúde. A pandemia é um problema de característica tripartite.

porCIPERJ

CIPERJ e Dasa realizam Live nesta terça-feira, às 20h30

A CIPERJ e a Dasa realizam, nesta terça-feira, dia 30, às 20h30, Live que abordará Diagnóstico contemporâneo das doenças congênitas das vias urinárias, que terá a seguinte programação:

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20h35 Ressonância Magnética Nuclear funcional
Dra. Bianca Guedes Ribeiro

20h55 Ultrassonografia transperineal
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