Arquivo mensal novembro 2020

porCIPERJ

INCA, UFRJ e hospitais das Forças Armadas abrem processo seletivo para Residência Médica nesta quinta-feira

O Instituto Nacional de Câncer junto com a Universidade Federal do Rio de Janeiro e hospitais das Forças Armadas abrem nesta quinta-feira, dia 19, processo seletivo para residência médica. A Cirurgia Pediátrica conta com uma vaga no Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG).

Os interessados têm até o dia 25 de novembro para se inscrever.

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Sete situações que mostram porque seu consultório não vive sem a nuvem

fonte: SaúdeBusiness

Até mesmo os médicos mais resistentes à tecnologia já devem ter utilizado alguma solução de computação em nuvem – ou, pelo menos, ouviu falar de suas vantagens. Este conceito avançou bastante dentro da área de saúde, resolvendo tanto as demandas antigas quanto as mais recentes, incluindo desde a gestão de consultórios até a realização de cirurgias e diagnósticos complexos.

A pandemia de COVID-19 apenas acelerou esse movimento digital dentro da rotina médica. O investimento em ferramentas deste tipo, que já estava em franco crescimento nos últimos anos, deve avançar exponencialmente. Dados da consultoria MarketsandMarkets estima que o mercado global de cloud em saúde vai saltar de US$ 23,4 bilhões em 2019 para US$ 51,9 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 17,2% no período. Mas quais benefícios esta tecnologia entrega à rotina médica? Confira sete situações que reforçam a importância da nuvem nas clínicas e consultórios:

1 – Gestão da informação

Sem dúvida, uma das principais vantagens da computação em nuvem está relacionada à gestão de todas as informações mais importantes à rotina médica. Se antes era preciso dispor os mais diferentes arquivos e dados em diversas pastas, agora é possível reunir tudo em uma única plataforma. Isso permite que ele possa cruzar informações e agilizar seu trabalho sem perder tempo realizando buscas em gavetas e prateleiras.

2 – Mobilidade no dia a dia

Uma solução em cloud tem uma vantagem primordial em relação a outros recursos tecnológicos que são instalados diretamente no computador do médico: a mobilidade no uso. Para acessar o conteúdo do software na nuvem, basta ter um dispositivo conectado à internet. Dessa forma, o médico consegue acessar qualquer informação de seu consultório e/ou de seus pacientes mesmo fora do local de trabalho – ideal para quem participa de congressos, seminários e eventos acadêmicos.

3 – Digitalização completa de processos

O principal desejo da maioria dos médicos pode ser alcançado com recursos na nuvem. Ou seja, a digitalização completa de seu consultório. Prontuários eletrônicos em cloud que possuem a Certificação SBIS-CFM com Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS-2) permitem que o profissional integre sua assinatura digital à solução, autorizando-o a substituir totalmente o papel por arquivos digitais no atendimento.

4 – Eficiência operacional

Poucos médicos têm esse cálculo na ponta da língua, mas o fato é que o expediente do profissional é prejudicado por questões burocráticas, como a análise de documentos financeiros, o preenchimento de papéis e recibos e até a busca de arquivos para aqueles que ainda usam uma estrutura física no consultório. Com soluções em cloud, é possível integrar as ferramentas, permitindo mais agilidade no andamento das informações.

5 – Redução de custos

Investir em tecnologia deixou de ser um diferencial e tornou-se em necessidade estratégica. Contudo, a infraestrutura de TI pode pesar no orçamento da clínica e consultório. A alternativa mais indicada é justamente apostar nas ferramentas na nuvem, que possuem um preço bem mais em conta sem perder a qualidade na prestação de serviço – uma vez que é possível pagar apenas pelos recursos utilizados. Além disso, a maior eficiência reduz os gastos desnecessários e aumenta a capacidade do médico de gerar novas receitas, potencializando a gestão financeira de seu trabalho.

6 – Maior relacionamento com pacientes

Engana-se quem pensa que os benefícios do cloud computing ficam restritos apenas à parte tecnológica. Pelo contrário, diversas funcionalidades dessas soluções permitem ao médico estreitar o relacionamento com seus pacientes. Esta possibilidade envolve desde coisas simples, como enviar uma mensagem pré-programada na data de seu aniversário, até coisas mais complexas, como envio de alertas por e-mail ou mensagem de celular para lembrar exames, consultas e retornos – além, é claro, de agendamento on-line e divulgação de resultados em plataformas na web.

7 – Atendimento mais humanizado

Por fim, a combinação de todas estas situações resulta na vantagem mais importante que o médico pode ter em seu trabalho, isto é, tempo para se dedicar ao melhor atendimento a seu paciente nas consultas. Sem preocupações com a gestão da informação, com os dados disponíveis a poucos toques na tela e sem ter que recorrer a arquivos físicos, o profissional consegue dedicar toda sua atenção às pessoas que estão em sua frente. Dessa forma, ele pode aprofundar seu diagnóstico e receitar o melhor tratamento, garantindo maior qualidade de vida à população.

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Cirurgia bariátrica é procedimento pouco acessível, diz associação

fonte: Agência Brasil

No ano passado, foram feitas no Brasil 68.530 cirurgias bariátricas, 7% a mais do que no ano anterior, que registrou 63.969 procedimentos desse tipo. Os dados foram divulgados hoje (27) pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que destacou a importância de ampliar o acesso a tais operações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e à cirurgia metabólica pelos planos de saúde.

Na saúde pública, houve 12.568 cirurgias bariátricas em 2019 – um crescimento de 10,2%, se comparado a 2018. Na saúde suplementar, por meio de planos de saúde, foram realizadas 52.699 cirurgias bariátricas, com aumento de 6,4% em relação a 2018. Já entre as cirurgias particulares, pagas integralmente pelos pacientes, foram feitos 3.263 procedimentos no país.

Até agora, os dados de 2020 foram divulgados apenas pela saúde pública. Entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas 2.859 cirurgias. Em 2019, no mesmo período, já tinham sido feitas 5.382 operações desse tipo pelo SUS. Segundo a SBCBM, a queda se deve à suspensão das cirurgias eletivas com o início da pandemia de covid-19.

O total de cirurgias feitas em 2019 atendeu a 0,5% da população de portadores de obesidade grave, que atinge cerca de 13,6 milhões de pessoas no país, informou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. “O único tratamento comprovadamente eficaz a longo prazo para a obesidade e doenças associadas a ela como, por exemplo, o diabetes e a hipertensão, é praticamente inacessível para pessoas que dependem do sistema público e dos planos de saúde”, avaliou o presidente da Sociedade, Marcos Leão Vilas Boas.

Segundo a entidade, os estados do Amazonas, de Roraima, do Amapá, de Rondônia e do Piauí não contam com serviços de cirurgia bariátrica habilitados no SUS. Atualmente, o SUS oferece 85 serviços de assistência de alta complexidade à atenção ao indivíduo com obesidade em 22 das 27 unidades federativas.

Cirurgia metabólica

A entidade defende a inclusão da cirurgia metabólica – indicada para portadores de diabetes que não conseguem o controle da doença com medicamentos – no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O procedimento, que já foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), atualmente está em consulta pública na ANS para obter a cobertura pelos planos de saúde.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica informou que, nos últimos anos, conduziu estudos de custo e efetividade e também estudos clínicos randomizados que comprovam a remissão do diabetes em pacientes que passam pela cirurgia metabólica. A entidade propõe que, a cirurgia, hoje oferecida aos pacientes com obesidade, seja coberta também para pacientes com diabetes tipo 2.

“Nós temos a cirurgia para o diabetes plenamente regulamentada por uma série de resoluções, mas essa tecnologia não está plenamente acessível no SUS e aos usuários dos planos de saúde. A cirurgia demonstra, tanto no Brasil quanto fora, que é extremamente custo-eficaz. O impacto orçamentário é adequado e capaz de ser absorvido pelo sistema de saúde. O setor seria impacto por apenas dez centavos por mês e por usuário”, afirmou Vilas Boas.

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País perde 65% dos leitos de UTI abertos desde o início da pandemia

fonte: Folha de SP

Com a queda no número de casos de Covid-19, leitos clínicos e de UTI do SUS abertos temporariamente durante a pandemia estão sendo fechados. Diante disso, cresce um movimento de secretários da Saúde reivindicando que parte dessas vagas seja incorporada em definitivo à rede pública para cobrir o déficit anterior.

Dos 14.843 leitos de UTI adultos e 249 pediátricos habilitados pelo Ministério da Saúde desde abril, resta pouco mais de um terço—5.233 de adultos e seis pediátricos, segundo a pasta.

O número restante, contudo, ainda seria um incremento significativo à rede pré-pandemia. Em janeiro de 2020, o SUS tinha um total de 22.841 leitos de UTI. Já o setor privado, que atende 22% da população, contava 22.586, segundo dados do Conselho Federal de Medicina.

Secretários estaduais e municipais tentam agora convencer o ministério a manter pelo menos 5.000 leitos de UTI nas regiões onde sempre houve falta desse serviço, com grandes desigualdades na distribuição, segundo fontes ouvidas pela reportagem e familiarizadas com as conversas. No Amapá, por exemplo, a proporção de leitos de UTI do SUS por 10 mil habitantes é de 0,5, enquanto em São Paulo, de 1,9.

O Conass (Conselho Nacional de Secretários da Saúde) diz que só se manifestará sobre o assunto quando concluir a análise oficial, o que deve acontecer nas próximas semanas.

Levantamento do CFM mostrou que 14 estados brasileiros, a maioria no Norte e no Nordeste, têm o total de leitos de UTI do SUS abaixo do patamar ideal (de 1 a 3 para cada 10 mil habitantes, segundo a Amib – Associação de Medicina Intensiva Brasileira).

Estados cujas redes de saúde entraram em colapso, como Amazonas e o Pará, têm hoje menos da metade de leitos hospitalares no SUS que tinham no fim de junho, auge da crise sanitária.

O Amazonas, que chegou a ter 1.209 leitos exclusivos para pacientes com Covid-19, contava no início do mês com cerca de 480, 60% a menos. O Pará tinha 703 leitos de UTI e 1.519 leitos clínicos para Covid-19. No final de setembro, eram 359 leitos de UTI e 926 leitos clínicos (49% e 39% menos, respectivamente).

Além de a pandemia ainda não ter terminado e de haver risco de um repique de casos —na Europa, embora a letalidade tenha caído, hospitais estão lotando —, começa a chegar ao SUS a demanda de pacientes de outras doenças, que não procuraram assistência no período de distanciamento social.

Segundo dados preliminares das secretarias estaduais de saúde, nem 10% das cerca de 500 mil cirurgias eletivas que são feitas anualmente na rede pública foram realizadas neste ano. A previsão é que em 2021 haja uma grande sobrecarga do sistema, o que, por si só, já justificaria manter parte dos leitos emergenciais.

“Estimamos que essa demanda reprimida deva chegar a 1 milhão [de cirurgias] até o final do ano. Será uma demanda altíssima de procedimentos ambulatoriais e hospitalares não realizados”, afirmou Mauro Junqueira, secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), em audiência no Congresso no início do mês.

Dados da Sociedades Brasileira Cirurgia Oncológica mostram que houve redução de 70% no número de cirurgias de câncer nos primeiros meses da pandemia.

Segundo Alexandre Oliveira, presidente da entidade, o reflexo disso é que agora começam a chegar pacientes com a doença em estágios mais avançados, o que encarece o tratamento e reduz as chances de cura. “Às vezes um paciente que ia precisar só de uma cirurgia, acaba tendo que ir para a radio e quimioterapia também porque o diagnóstico foi tardio ”, afirma Oliveira.

Na cardiologia, acontece situação parecida. Houve queda de 50% nos atendimentos de emergência em casos de infarto e de 40% nos casos de AVC (acidente vascular cerebral) entre março e julho deste ano.

Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, aponta que a pandemia fez com que os pacientes passassem a chegar às emergências com quadros mais graves de infarto e de AVC. Também aumentou em 32% o número de mortes cardiovasculares em casa.

“São pacientes que chegam com mais de dez horas de evolução de um infarto. É um problema sério [quanto mais tempo, mais danos ao músculo cardíaco e maiores as chances de complicações e morte].”

Vazia durante boa parte da pandemia, a emergência cardiológica do Hospital Agamenon Magalhães, de Recife (PE), hoje tem o cenário clássico de pacientes em macas pelos corredores, segundo o médico intensivista Marcos Gallindo. “A esperança é que essa pandemia deixe um legado de mais leitos, que os equipamentos e o pessoal treinado sejam aproveitados.”

Para o intensivista Ederlon Rezende, membro do conselho consultivo da Amib, a pandemia evidenciou quais locais priorizar devido à falta de leitos de UTI. “A gente toma decisões estratégicas de saúde de maneira empírica, sem informação, sem inteligência. Mesmo durante pandemia, foram abertos leitos que, talvez, não fossem necessários. Foram abertos por pressão de prefeitos e governadores.”

Segundo ele, abrir um leito de UTI custa caro, mas mantê-lo custa muito mais. “Uma coisa é fazer uma conta de gastos de seis meses. A outra é de ter gastos continuamente com esses novos leitos.” Cada diária de leito para Covid-19 custou R$ 1.600 ao SUS.

Para Rezende, o momento oferece a oportunidade de corrigir falhas crônicas de má distribuição de leitos e também de ganhar eficiência. Isso também passa pela mudança do modelo de remuneração —tanto o SUS como o setor privado hoje compensam o tempo de internação.

Entre os gestores públicos, discute-se ainda o custeio da saúde em 2021. Após perdas com o ajuste fiscal, a previsão é que o orçamento da saúde tenha queda de R$ 35 bilhões em relação ao de 2020, segundo proposta orçamentária enviado pelo governo Jair Bolsonaro (sem partido) ao Congresso.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que, sob a emergência pública em decorrência da Covid-19, o foco será a continuidade de habilitações de leitos de UTI exclusivos para o tratamento de pacientes com a doença (ela dura 90 dias e pode ser prorrogada por 30). Até agora, informa ter gasto R$ 2,1 bilhões com isso.

O ministério não respondeu ao questionamento de quantos leitos hoje exclusivos para Covid-19 poderiam ser incorporados ao SUS para tratamento de outras doenças.

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Apesar de ter falhas, modelo de atenção primária do SUS é considerado um sucesso

fonte: Folha de SP

Há exatamente dois anos, a atenção primária à saúde (APS) do Brasil era aclamada em uma conferência da OMS (Organização Mundial da Saúde), em Astana, no Cazaquistão, por delegações de 194 países.

Inúmeras conquistas são atribuídas ao Estratégia Saúde da Família, como quedas históricas nas mortes infantis e maternas e redução de hospitalizações. O programa acaba de completar 25 anos e cobre 60% da população.

A atenção básica é a principal porta de entrada do SUS e está presente em todo o país. Durante a pandemia de Covid-19, nos municípios com uma APS organizada e fortalecida, houve não só um número menor de infectados e mortos, devido ao trabalho de vigilância e rastreamento dos casos, como os demais pacientes com outros problemas de saúde continuaram sendo cuidados.

No entanto, a cobertura ainda é considerada insuficiente e pouco resolutiva na maior parte dos municípios brasileiros. Nas regiões Norte e Nordeste, estima-se que cerca de 40% das internações são de condições que poderiam ter sido evitadas se tivessem sido mais bem cuidadas na atenção básica.

Há várias propostas para tentar melhorar esse cenário com mesmos recursos que se tem hoje. A mais recente é encabeçada pelo IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde) e traz dez sugestões para os novos prefeitos a partir de exemplos concretos de municípios que tornaram a APS mais efetiva.

Uma delas é a adoção de medidas capazes de reduzir as filas de espera, uma das principais queixas dos usuários do SUS. Por exemplo, equipar os postos com uma estrutura básica, como eletrocardiogramas e materiais para suturas, e apoio técnico remoto de especialistas para evitar encaminhamentos desnecessários e longo tempo de espera.

A despeito das falhas, muitas causadas por subfinanciamento e má gestão, o modelo de atenção primária do SUS é considerado um sucesso e inspirou operadoras de saúde a trilhar o mesmo caminho, com intuito de melhorar a eficiência e reduzir custos da assistência.

Muitos médicos de família que antes atuavam no SUS estão hoje em programas de atenção básica dos planos, aplicando os conhecimentos que acumularam na rede pública.

A avaliação é que a saúde privada oferece uma assistência fragmentada, com pacientes passando por vários especialistas, fazendo inúmeros exames desnecessários.

Uma equipe de atenção primária bem capacitada e com uma boa estrutura física disponível é capaz de resolver até 80% das queixas dos pacientes, como mostra a literatura internacional.

Para os planos, isso passou a ser um bom negócio não só para sua clientela, mas também visando eventuais parcerias com o setor público.

É nesse contexto que está inserido o decreto 10.530, publicado no Diário Oficial desta terça (27), que coloca atenção primária na mira do programa de concessões e privatizações, que foi revogado menos de 24 horas depois.

Do ponto de vista administrativo e jurídico, a terceirização da saúde pública existe e hoje já acontece no SUS por meio das Organizações Sociais e PPPs (Parcerias Público Privadas), onde o poder público repassa os recursos e o setor privado executa os serviços.

A primeira experiência com PPP na saúde pública data de 2010 com a construção do Hospital do Subúrbio, em Salvador (BA). É um hospital geral público estadual, de gestão privada, e que acumula vários prêmios pela qualidade da assistência.

Mas quando se trata de toda a atenção primária, a questão é muito mais complexa. Equipes de saúde da família estão hoje nos rincões empobrecidos do país, têm articulação com as comunidades, estabelecem vínculos com os pacientes.

Só assim há de fato promoção de saúde e prevenção de doenças. São competências muito distantes do escopo da saúde privada. E que não vão acontecer por meio de um decreto.

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Site da CIPERJ conta com espaço para associados divulgarem seus consultórios

O site da Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro (CIPERJ) possui um espaço exclusivo para os associados quites da entidade. A seção Ache seu cirurgião pediátrico é destinada ao público em geral que acessa o nosso site e quer ter referências de especialistas para tratarem se seus filhos (as).

Caso você seja um associado quite e ainda não tenha seu cadastrado seu consultório, basta acessar o link abaixo:

CADASTRO DE CONSULTÓRIO

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CIPERJ começa campanha para divulgação da Cirurgia Pediátrica

Como foi informado na última semana, a CIPERJ deu início à uma campanha objetivando valorizar a Cirurgia Pediátrica com ações mostrando o que é a especialidade médica, como é a formação do cirurgião pediátrico e os casos mais frequentes.

Através da imagem acima, a população poderá a partir da leitura do QR Code ter acesso a essas informações e ao longo dos próximos meses iremos detalhar diversas patologias com relatos de nossos associados.

Ajude-nos em nossa campanha, compartilhe a imagem e valorize a Cirurgia Pediátrica.

Juntos somos mais fortes.

porCIPERJ

FAPERJ anuncia lançamento da 7ª edição do PPSUS

fonte: Faperj

A FAPERJ lançou a sétima edição do programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS, fruto de uma parceria que une o Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) do Ministério da Saúde, a Secretaria da Saúde do Estado do Rio de Janeiro (SES) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O PPSUS tem por finalidade apoiar financeiramente o desenvolvimento de pesquisas cientificas que objetivam contribuir para a resolução dos problemas prioritários de saúde da população brasileira, para o aprimoramento do Serviço Único de Saúde (SUS), e promover a aproximação dos sistemas de saúde e de ciência, tecnologia e inovação em saúde no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela, um dos diferencias dessa edição é a possibilidade de financiar propostas que envolvam grupos de pesquisadores cujos estudos tenham como tema Inovação em Arboviroses com ênfase em SARS-CoV2. “No contexto atual que estamos passando, é imperativo que a Fundação possibilite que a pesquisa fluminense desenvolva estudos no combate à pandemia de covid-19”, disse.

Nesta 7ª Edição do Programa serão apoiados os seguintes eixos temáticos: Inovação para Sistematização de Dados em Saúde no Estado do Rio de Janeiro; Rede de Atenção Oncológica no Estado do Rio de Janeiro; Adesão às Linhas de Cuidado de Doenças Crônicas não Transmissíveis e Transmissíveis; Saúde Materno-infantil, da Mulher, Criança e do Adolescente; Inovação em Arbovirosescom ênfase em SARS-CoV2.

O Programa terá o valor global de R$ 6.125.000,00, sendo que R$ 3,5 milhões virão do Ministério da Saúde, repassados ao CNPq; e R$ 2.625.000,00 da FAPERJ. Os recursos desta Chamada serão destinados à aquisição de itens de capital e custeio.

O Rio de Janeiro é um dos pioneiros na implantação do programa, que está presente em vários outros estados brasileiros. Para candidatar-se ao Programa, os interessados devem ser pesquisadores com grau de doutor, com vínculo em instituições de ensino e pesquisa fluminenses. As propostas também precisam ser encaminhadas pelo coordenador da equipe, com anuência de sua instituição de origem.

O prazo para submissão de propostas vai até 14 de dezembro de 2020. Confira a íntegra da chamada e seus anexos no endereço a seguir:

7ª edição do Programa Pesquisa para o SUS: gestão compartilhada em saúde – PPSUS

porCIPERJ

CIPERJ dá início à campanha para divulgação da Cirurgia Pediátrica

A Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro (CIPERJ) desenvolveu o projeto CLAREZA, cujo principal objetivo é promover a Cirurgia Pediátrica junto à população em geral.

Ao longo dos próximos meses, a CIPERJ divulgará em suas redes sociais o que faz um cirurgião pediátrico, quanto tempo e qual a formação do especialista, além de abordar as patologias frequentes.

Contamos com o apoio de nossos associados na divulgação junto à sociedade.

Aguarde que na próxima semana serão iniciadas as ações.

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ARTIGO: Reforma da gestão pública

fonte: Folha de SP

por Ricardo de Oliveira, secretário estadual de gestão e recursos humanos do ES, no período de 2005/2010, e secretário estadual de saúde do ES em 2015/2018.

Uma das questões mais importantes da agenda política é a reforma da gestão pública.  Isso porque é preciso garantir que a população exerça os direitos estabelecidos na constituição e, essa garantia só é possível com uma gestão pública de qualidade, que assegure que os recursos disponíveis para a administração pública (financeiros, patrimoniais, materiais, poder e pessoal) sejam aplicados, da melhor maneira possível, no interesse da população.

A criação de direitos sem que a população possa exercê-los, na sua plenitude, tem um enorme potencial de desqualificar o Estado democrático de direito. Os nossos legisladores têm priorizado a criação de direitos sem a devida preocupação com a garantia do seu exercício. Essa prática prejudica, principalmente, a parte da população mais pobre e, portanto, mais dependente dos serviços públicos, agravando a desigualdade social, que já é absurdamente alta no nosso país.

A reforma da gestão pública tem que ser pensada em toda sua complexidade, nas dimensões técnica e política. Ao contrário da gestão privada, a gestão pública age em um ambiente com fortes interações com a disputa política na sociedade, seja por interesses clientelistas, corporativos, econômicos ou institucionais, além de conviver com uma legislação de controle muito restritiva ao desempenho gerencial.

O objetivo da administração pública é prestar serviços à população com transparência, eficiência, sustentabilidade e qualidade. A reforma da gestão pública precisa, inicialmente, fazer um diagnóstico dos problemas políticos e técnicos que restringem o alcance desse objetivo. Esse passo é fundamental para que sejam procuradas soluções adequadas aos reais problemas que afetam o desempenho gerencial da administração pública. O debate é sobre o conjunto das regras de gestão e controle do setor público e sua interação com o ambiente político e institucional. É preciso identificar, com clareza, as restrições provenientes desse ambiente no desempenho gerencial da administração pública, sob pena de propor soluções parciais, com alcance limitado, na melhoria da prestação de serviços públicos à população.

Por fim, a reforma tem que ser pensada como um processo que envolve muitos atores, públicos e privados, com interesse no desenvolvimento da gestão pública como forma de promover a igualdade de oportunidades. Essa é uma obra coletiva. Não há salvadores da pátria.