Autor CIPERJ

porCIPERJ

A importância da análise de dados no combate à COVID-19

fonte: Saúde Business

A pandemia do novo coronavírus coloca-se como um desafio tão elaborado quanto o das provocações utópicas das discussões de saúde. É um sistema complexo que envolve biologia, comportamento humano, economia e política. Grandes conjuntos de dados estão sendo criados, os quais cientistas se esforçam para trazer significado, e assim encontrar respostas.

O trabalho de análise, rastreio e orientações pode parecer um tanto vago quando se tem muito mais pontos faltando na história do que peças encaixadas. Ainda mais para uma parcela da população que possui dificuldades em relacionar a ocorrência do surto com os resultados em sua comunidade – até que a doença esteja perto demais.

Não faltaram projeções que assustassem até os mais experientes cientistas, mas há alguns meses, não faltaram críticas ao isolamento social e o quanto a medida estava sendo precipitada. Afinal, eram somente alguns casos. Foi com o trabalho massivo dos grandes meios de comunicação, destacando a validade do meio científico e o poder dos dados, que conseguiu-se legitimação de fala para as análises.

O vírus expôs algumas das feridas mais fundamentais da saúde, a disparidade de acesso, o esgotamento clínico e a dificuldade na integração de informações e governança nos sistemas de saúde como um todo.

Uma publicação do Health IT Analytics provoca: “Embora o coronavírus tenha acentuado a promessa de ferramentas avançadas de análise, a pandemia também revelou a relativa imaturidade da tecnologia. Problemas relacionados ao acesso, compartilhamento e qualidade de dados ainda afetam a precisão dos algoritmos, bem como a capacidade de desenvolver algoritmos em primeiro lugar. Para um setor que passou anos com o EHR (electronic health records) e os dados digitais, é preciso se perguntar: por que tantos cuidados de saúde ainda são reativos em vez de proativos?”

Quando o setor de saúde formou a linha de frente contra o coronavírus, notou-se um padrão curioso, no qual organizações de diferentes setores e indivíduos de várias parte do mundo se juntaram para trazer o seu melhor e concentrar seus esforços para encontrar soluções. Essas informações coletadas de fontes extra setor de saúde, como dados de telecomunicação, estão ajudando aos governantes a tomarem decisões mais informadas. Por se tratar de uma nova doença, quanto mais dados houver, mais precisas serão as previsões de como a pandemia pode ser melhor gerenciada.

Os exemplos de utilização decorrem por todo o ciclo de vida do surto: da previsão, detecção até o tratamento. No final do ano passado, uma startup chamada BlueDot, de Toronto, já havia identificado anomalias em casos respiratórios em Wuhan através do cruzamento de análise de dados de passagens aéreas, avisos do governo e relatórios de saúde. Isso antes da Organização Mundial da Saúde emitir uma declaração alertando para um surto de uma nova doença semelhante à influenza no mesmo local.

No combate ao contágio e triagem em massa, câmeras de detecção equipadas com inteligência artificial fornecem relatórios em tempo real sobre a temperatura corporal de uma pessoa em uma determinada localização. Dados de telefone celular ajudam a identificar onde provavelmente a doença se espalhará e aconselhar a alocação de recursos de acordo com essa informação. A utilização de dados possibilitou que as autoridades da Coreia do Sul entrassem em contato com um usuário caso ele tivesse tido proximidade com um caso positivo.

As fontes de dados são infinitas, bem como os propósitos de uso. A Black Swan, empresa que utiliza dados para antecipar estratégias de negócio, está utilizando Processamento de Linguagem Natural para entender o comportamento humano durante a pandemia. Como estão reagindo aos decretos do governo, se há apoio ou repúdio, como está a saúde mental das pessoas, sobre o que elas estão falando?

Conversas sobre como ter um melhor sistema imune cresceram 560% em março, comparado a fevereiro, no Reino Unido, e o pico sobre estocagem de mantimentos se deu em 02/03. A movimentação em torno de comfort foods se equipara à de suplementos. Claro, a ferramenta de análise de texto também está sendo utilizada para vasculhar estudos científicos em torno da transmissão, incubação, estabilidade ambiental e intervenções médicas para o vírus.

A Harvard Medical School e o Dana Farber Cancer Institute fizeram uma parceria com o Google Cloud para o uso de tecnologias avançadas de analytics e assim acelerar a descoberta de possíveis terapias. Usando uma plataforma de código aberto os pesquisadores conseguem objetificar bilhões de fármacos contra a proteína da COVID-19, em questões de dias. Isso reduz drasticamente o tempo necessário para analisar possíveis tratamentos.

Outra iniciativa que vale destaque é o projeto da Sociedade Americana de Química, que divulgou de forma aberta a sua base de substâncias com potencial antiviral reconhecido para suporte à pesquisa, análise de dados e aplicações de machine learning. As ferramentas e parcerias em desenvolvimento podem ser muito úteis para descobertas futuras. Uma democratização de acesso e conhecimento que antes estava nas mãos de poucas empresas e, agora, é um recurso livre, independente de interesses comerciais.

Espera-se que novas maneiras de coletar, compartilhar e avaliar dados se estendam após a COVID-19. Um dos efeitos desejados do pós pandemia é o entendimento que os setores, sejam eles locais ou globais, precisam estar conectados. Outro é o comprometimento com a infraestrutura de saúde pública e investimento sério em tecnologia para prevenção e planejamento assistencial.

porCIPERJ

Dr. Walter Palis Ventura é o novo presidente do Cremerj

Dr. WALTER PALIS VENTURA assume a Presidência do CREMERJ, de acordo com o Regimento Interno, que prevê 3 gestões, durante os 5 anos de direção dos Conselheiros eleitos em 2018. Seu mandato vai de junho de 2020 a janeiro de 2022.

Ele é formado pela Universidade Gama Filho, Chefe da disciplina de Ginecologia da Escola de Medicina Souza Marques e atua no Serviço de Ginecologia do Hospital Federal dos Servidores do Estado. Tem MBA em Gestão Estratégica de Saúde. Foi Médico do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro.

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CREMERJ ingressa com medida judicial para garantir autonômia do médico

fonte: CREMERJ

O Médico convocado para trabalho compulsório, em hospital de campanha, na epidemia de COVID-19, tem o direito e o dever de não trabalhar em atividade, na qual não tenha treinamento formal, não se sinta em condições técnica e ética para atuação.  Tudo isto somado pode representar sobretudo, danos para a saúde do paciente.

Quando esta situação ocorrer, o Médico deve enviar comunicado formal para a sua chefia, com cópia para o CREMERJ para o e-mail portaldadefesamedica@crm-rj.gov.br

A fim de garantir a prerrogativa de autonomia do Médico, o CREMERJ ingressou, hoje, com mandado de segurança contra os atos de convocação compulsória.

porCIPERJ

Com coronavírus, cai o número de atendimentos médicos e cresce o de mortes por outras doenças

fonte: BBC Brasil

No dia 29 de abril, o empresário Miguel da Rocha Correia Lima, de 55 anos, deu entrada na emergência do hospital UMC (Uberlândia Medical Center), em Uberlândia, Minas Gerais, depois de desmaiar em casa.

Lá, passou por um procedimento cardíaco que durou cerca de uma hora, e, apesar dos esforços da equipe médica, acabou não resistindo. Ele teve um infarto do miocárdio do ventrículo direito.

“No dia anterior, meu pai sentiu uma dor no peito, mas, como foi fraca, não deu muita importância, e também achou que não valia o risco de ir ao hospital por causa do coronavírus”, conta a filha Anna Paula Graboski, de 31 anos.

“Os médicos disseram que se ele tivesse procurado ajuda logo, assim que a dor começou, provavelmente estaria vivo, mas, como esperou muito tempo, o coração dele não aguentou”, acrescenta.

Assim como Lima, muita gente tem evitado buscar atendimento neste momento, e isso está se tornando um dos efeitos colaterais mais preocupantes da pandemia no Brasil.

Todas as regiões do país têm registrado quedas brutais nos números de consultas, exames e cirurgias e, consequentemente, aumento de mortes por outras enfermidades que não a covid-19, como infarto do miocárdio, câncer e acidente vascular cerebral (AVC).

Para se ter uma ideia, segundo levantamento do epidemiologista Paulo Lotufo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em março, a capital paulista contabilizou 743 mortes – excluindo homicídios e acidentes em geral – a mais que a média para o mesmo mês dos últimos cinco anos.

“No período, tivemos 277 óbitos confirmados por covid-19 e 466 por não covid-19, e vários destes, mesmo não tendo sido causados diretamente pela doença, podem ser atribuídos a ela”, afirma o médico.

A explicação é que o vírus, além de agravar a condição de pessoas já debilitadas pelas mais diversas razões, tem feito muitas delas não apenas desmarcarem consultas e até cirurgias e desistirem de ir às clínicas ou pronto-socorros quando não estão se sentindo bem, mas também não serem atendidas por conta da superlotação e do foco no combate à pandemia.

“Soube do caso de uma moça com aneurisma que não conseguiu ser operada porque o centro cirúrgico do hospital que ela procurou foi transformado em UTI para receber pacientes com covid-19. A razão imediata da morte dela não foi o coronavírus, mas de forma indireta foi”, afirma Lotufo.

Situação parecida aconteceu com a dona de casa Isabel Zebelin Duarte, de 85 anos. No ano passado, ela sofreu um AVC. Em março deste ano, apresentou uma piora e ficou internada durante 12 dias em um hospital de Jacareí, no interior de São Paulo.

“Por causa do coronavírus, os médicos acharam melhor dar alta. Eles consideraram que o caso dela não era mais uma emergência, e também precisavam de leitos”, conta uma de suas filhas, a jornalista e radialista Andréa Duarte, de 50 anos.

No dia 7 de maio, Isabel passou mal e uma equipe foi chamada até sua casa. Os profissionais diagnosticaram pneumonia, resultante de estar acamada há tanto tempo, mas optaram por não interná-la novamente. Cinco dias depois, ela faleceu.

“Não culpo o hospital, sei que, hoje, a preferência é para os casos de covid-19, e minha mãe, de um jeito ou de outro, estava recebendo acompanhamento. Mas fico pensando que lá, talvez, os médicos teriam conseguido reanimá-la”, desabafa Andréa.

Menos consultas, exames e cirurgias

Desde o início da pandemia no país, juntando o medo que as pessoas têm da contaminação pelo novo coronavírus, a falta de atendimento em determinados locais e ainda a recomendação dos órgãos de saúde de suspender os procedimentos eletivos (não urgentes), a queda no número de atendimentos, exames e cirurgias só tem aumentado.

Em se tratando das patologias do coração, as principais causas de morte no Brasil e no mundo, levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI) mostra diminuição de 50% na realização de angioplastia primária (procedimento feito em caráter de emergência durante o infarto) em março, e de 70%, em abril, na comparação com o mesmo período de 2019.

“Baseado nesses dados, soou o alerta de que os pacientes não estão procurando os serviços médicos para receber o tratamento. Essa hipótese é reforçada porque esse fenômeno tem sido identificado em outros locais. Nos Estados Unidos, por exemplo, o número de atendimentos de emergência de parada cardíaca domiciliar cresceu quatro vezes e o de mortes nessa situação, oito vezes”, relata Ricardo Costa, presidente da SBHCI.

O especialista pontua que o infarto é uma urgência médica e, portanto, necessita de intervenção imediata. “Se ele não for tratado, sua taxa de mortalidade pode chegar a 50%, e ainda há o risco de sequelas graves, como insuficiência cardíaca, comprometendo totalmente a qualidade de vida.”

No caso do câncer, pelos dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), de março para cá foram realizadas, nas redes pública e privada, 70% menos operações e entre 50% e 90%, dependendo do serviço, de biópsias para diagnóstico da doença.

Só do câncer de mama, a Sociedade Brasileira de Mastologia aponta diminuição de 75% nos atendimentos em hospitais públicos de pacientes em rastreamento e tratamento para a enfermidade nos meses de março e abril, em relação ao ano passado.

“Estamos assustados com o que temos observado e preocupados tanto com a diminuição nos diagnósticos primários quanto com o acompanhamento. Por causa da pandemia, as pessoas, inclusive as que têm sintomas, estão deixando de ir ao médico e de fazer o rastreamento da doença, e, as que estão em tratamento, de fazer o controle”, diz Alexandre Ferreira Oliveira, presidente da SBCO.

O especialista avalia que isso terá impacto humano e econômico enormes mais para frente. “Se essa situação se prolongar por muito mais tempo, haverá aumento no número de casos, de tumores em estágio avançado e de recidivas, comprometendo seriamente as chances de cura e a sobrevida dos pacientes.”

A pandemia ainda tem interferido nas internações hospitalares. De acordo com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), nos primeiros quatro meses do ano a queda foi de 18,1%, em relação aos meses de janeiro a abril de 2019.

Focando nas enfermidades crônicas, neoplasias e doenças do aparelho circulatório e nervoso – que incluem câncer, infarto e AVC, dentre outros problemas que exigem tratamento contínuo -, as reduções foram de 23,2%, 20,9% e 26,6%, respectivamente.

Emergências não podem ser negligenciadas

Diante de todo esse cenário, as entidades de saúde brasileiras destacam que, ao mesmo tempo em que o isolamento social é fundamental para minimizar o risco de contágio pelo novo coronavírus, a população não deve suspender o acompanhamento ambulatorial, sobretudo quem sofre de cardiopatias e enfermidades autoimunes, renais, vasculares, respiratórias e oncológicas, adiar exames, consultas e cirurgias sem orientação de um profissional e nem negligenciar quaisquer sintomas importantes.

Também ponderam que médicos, hospitais e clínicas precisam manter os atendimentos aos pacientes com doenças graves e casos emergenciais não relacionados à covid-19.

Por conta disso, a SBCO enviou ao Ministério da Saúde um documento que propõe a criação de vias livres de covid-19, ou seja, de ambientes seguros, para garantir a assistência durante a pandemia e sem riscos de contaminação.

“Inicialmente, não sabíamos quanto tempo a fase mais crítica da pandemia iria durar. Como agora a expectativa é de que teremos de três a quatro meses até passar o pico e começar um declínio de casos, precisamos adaptar os serviços para retomar os atendimentos suspensos”, destaca Oliveira.

A SBHCI, por sua vez, criou a campanha “O enfarte não respeita quarentena”, com o objetivo de conscientizar e incentivar os brasileiros a procurarem ajuda imediata ao apresentarem os sintomas da doença (dor ou aperto no peito que pode irradiar para o braço, acompanhada de mal estar, cansaço e suor excessivo).

“É imprescindível que se respeite a quarentena, o isolamento social e não haja exposição de maneira desnecessária, mas, diante de um quadro suspeito, o não atendimento ou o atendimento muito retardado, pode trazer sérios riscos”, informa o presidente da entidade.

E ele acrescenta: “Não é preciso ter medo de ir até o hospital. Muitos estão trabalhando com protocolos bastante rigorosos para dar assistência segura aos pacientes”.

Nas três unidades hospitalares do Grupo Leforte (duas em São Paulo e uma em Santo André, no ABC Paulista)., por exemplo, as equipes médicas e de enfermagem de outras áreas são separadas das que estão na linha de frente do combate à covid-19. O mesmo protocolo é adotado nos ambulatórios, salas de consultas, centros cirúrgicos, áreas de internação e UTIs.

“Também temos feito um controle rigoroso para não haver aglomeração. Espaçamos as consultas, que passaram a ser realizadas de 30 em 30 minutos, e limitamos a entrada nos elevadores”, relata Sérgio Gama, diretor clínico do Hospital e Maternidade Christóvão da Gama.

A rede também tem realizado o teste PCR para a detecção do novo coronavírus em todos que passarão por cirurgias de urgência e precisem ser entubados, ou conforme solicitação do médico.

“Neste momento, é fundamental que as pessoas saibam que, se precisarem de ajuda, encontrarão ambientes protegidos e preparados”, finaliza o especialista.

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EPI Solidário facilita integração na pandemia

fonte: Agência Brasil

Alunos de diferentes cursos de graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF) criaram o aplicativo EPI Solidário, para smartphones, que já está disponível nas lojas Apple. O objetivo é conectar profissionais que estão necessitando de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), trabalham na linha de frente de combate ao novo coronavírus e não estão encontrando esse material no mercado, com outras pessoas ou empresas que produzam equipamentos e queiram doar. O criador do aplicativo é Eduardo de Oliveira Camara, formado em ciência da computação e, atualmente, aluno de medicina da UFF.

O professor do Instituto de Computação da UFF responsável pelo projeto, Flávio Luiz Seixas, disse à Agência Brasil que o aplicativo aproxima o doador do receptor. “Ele vai ao aplicativo e vê se tem o registro de alguém que tem EPI para fazer alguma doação solidária. O mecanismo dele é esse”. As pessoas não pagam nada para ter acesso ao aplicativo, nem para receber as doações. Daí o nome EPI Solidário, afirmou Seixas. “O aplicativo pode facilitar esse intercâmbio de informação”.

O aplicativo foi disponibilizado em versão de testes numa plataforma da Microsoft (appcenter.ms), que permite fazer seu download para dispositivos Android. Para isso, basta a pessoa interessada fazer um cadastro e registrar uma senha. O primeiro contato é por e-mail. “Assim, a pessoa já está apta a usar o aplicativo”. O APP Center é uma plataforma de anúncio de aplicativos.

Flávio Seixas disse que os alunos da equipe já estão com ideia de implementar novas funcionalidades para o aplicativo, como identificar a localização do usuário e mandar informação de que há uma pessoa próxima querendo doar. “Há particularidades que a gente vai implementar nos próximos ciclos evolutivos. A ideia é ter ciclos evolutivos constantes a partir de agora, “muitos alimentados pelo que os usuários vão comentar com a gente”, completou o professor.

Eduardo Camara acredita que o aplicativo também poderia vir a servir, por exemplo, como facilitador para outros equipamentos, incluindo aparelhos produzidos por iniciativa das universidades, como face shield (protetor facial) e respiradores.

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InovaHC inicia projeto-piloto para monitorar à distância equipamentos de leitos

fonte: Saúde Business

Os cuidados à saúde e a busca por maior eficiência na administração hospitalar nunca foram tão necessários, considerando a crescente demanda por atendimentos intensivos exigidos por grande parcela da população contaminada pelo novo coronavírus (COVID-19). O objetivo é otimizar o atendimento e aumentar a segurança durante o tratamento de pacientes que necessitam de internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) e enfermarias no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo (HCFMUSP).

“A gente iniciou a fase de testes da plataforma, que poderá controlar, de forma remota, os ambientes hospitalares”, explica Marco Bego, diretor executivo do Instituto de Radiologia (InRad) e diretor do InovaHC. Trata-se de um projeto-piloto em fase final de testes no InovaHc – braço de tecnologia do HCFMUSP, o maior complexo hospitalar brasileiro. Bombas de infusão de fármacos, ventiladores e monitores multiparamétricos essenciais nos leitos de UTIs são os primeiros equipamentos monitorados à distância. Por meio das telas do software, os profissionais de saúde poderão operar estes equipamentos em salas adjacentes aos leitos onde são preparadas as medicações.

“O objetivo é reduzir os riscos de contaminação à COVID-19 por parte dos profissionais de saúde para que possam tratar dos pacientes em estado grave com mais segurança, qualidade e agilidade. Diversos procedimentos, a exemplo da dosagem dos fármacos nas bombas de infusão, antes realizados manualmente, agora poderão ser executadas de forma remota. Além disso, não sendo mais necessária a presença constante destes profissionais nos leitos, haverá também redução nos custos com os equipamentos de proteção individual (EPIs), como aventais, luvas, propés e máscaras”, aponta Fábio Correa, diretor de Engenharia do HCFMUSP e líder do projeto.

Para prover a comunicação do software com os equipamentos monitorados, as empresas responsáveis pela tecnologia têm desenvolvido drivers de comunicação para diversos equipamentos presentes em leitos hospitalares, com protocolos próprios (B.Braun, Philips Respironics e HL7). Por meio deles, a plataforma E3 consegue interagir e se conectar às bombas de infusão, ventiladores e respiradores, sendo capaz de monitorar dados do paciente, emitir alarmes e até mesmo modificar parâmetros remotamente. Importante salientar que as soluções são compatíveis ou adaptáveis a equipamentos de diferentes fabricantes, facilitando assim a expansão da aplicação para automação de diferentes sistemas hospitalares.

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Pesquisadoras temem que pandemia acentue diferenças de gênero na ciência

fonte: FAPERJ

Um grupo de pesquisadoras de instituições brasileiras publicou, no dia 15 de maio, uma carta na revista Science que faz um alerta sobre os impactos da pandemia na carreira acadêmica das mulheres. De acordo com o documento, a disseminação da Covid-19 afetou, principalmente, as pesquisadoras que são mães e que, em geral, são também as principais responsáveis pelo gerenciamento da casa, dos cuidados com os idosos e crianças. As autoras e um autor fazem parte do movimento “Parent in Science”. Entre as 14 pesquisadoras que assinam a carta, duas delas estão vinculadas a instituições fluminenses, Eugenia Zandonà, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), e Letícia de Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Tanto Letícia quanto Eugenia passaram a desenvolver projetos relacionados a gênero e ciência por incentivo de suas orientadoras. A primeira participa de um projeto de extensão para discutir o viés implícito de gênero na academia que tem participação da pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Eliane Volchan, que a orientou no doutorado, além de outras professoras da UFF e UFRJ. “A Eliane nos inspirou a estudar esta temática”, diz a pesquisadora. Por conta dessa iniciativa, Letícia participou dos simpósios sobre Maternidade e Ciência organizados pelo movimento “Parent in Science”, e acabou sendo convidada a integrá-lo. Foi ainda convidada pela reitoria da UFF para coordenar o grupo de trabalho “Mulheres na Ciência”, e ingressou em um grupo de trabalho sobre o tema na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “No estudo do ‘Parent in Science’ de 2018, metade das mulheres disseram não contar com ajuda ou apoio no cuidado com os filhos. Agora, nosso levantamento preliminar sobre trabalho da quarentena, aponta que apenas 10% das mães na pós-graduação estão conseguindo trabalhar na quarentena, contra 17% dos pais. Para os docentes nas universidades, os dados também estão preocupantes, mas ainda não finalizamos a coleta”, comenta a neurocientista. Pesquisadora honorária na University College London, ela recebe apoio da FAPERJ para a realização de suas pesquisas por meio do programa Cientista do Nosso Estado.

Doutora pela Drexel University, nos Estados Unidos, Eugenia adotou o hábito de sua orientadora Susan Kilham de verificar o percentual de mulheres entre os palestrantes principais em congressos e entrar em contato com o comitê científico quando esse número não alcançasse os 50%. “O que geralmente não ocorria”, relembra a pesquisadora da Uerj. Quando fez seu primeiro contato com um comitê científico, ela acabou convidada a coordenar uma mesa sobre o tema e passou a mapear a questão de gênero em sua área de atuação, a Ecologia. “Um resultado importante, que confirma dados encontrados em outros lugares do mundo, é que observamos uma perda de mulheres ao longo da carreira acadêmica. Na graduação e na pós-graduação, temos porcentagem alta de alunas, acima de 50%. Mas entre as docentes vai a 30%, e, se olharmos para quem progride dentro da carreira ou tem cargo de gestão, a porcentagem cai ainda mais”, diz a pesquisadora, contemplada em outro programa de fomento à pesquisa da FAPERJ, Jovem Cientista do Nosso Estado, e que também já recebeu apoio da Fundação por meio do edital Apoio a Grupos Emergentes de Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro. Ao apresentar estes dados no congresso do “Parent in Science”, Eugenia foi convidada a participar do grupo.

O viés de gênero ao longo da carreira acadêmica também se reflete no número de bolsas e financiamentos recebidos pelas mulheres. Nos dados obtidos pela ecóloga, o número de mulheres que submetem projetos é expressivamente menor que os homens, mas ainda assim, as propostas das mulheres são rejeitadas numa proporção maior do que os projetos assinados por homens.

Esses são os motivos que levaram as pesquisadoras a demandarem algumas mudanças na avaliação por parte das agências de fomento. A primeira delas é aumentar o tempo de análise dos currículos para mulheres que são mães, uma vez que há uma pausa na produtividade durante a licença, além do aumento das responsabilidades. Se o edital prevê que a análise da produtividade se dará nos últimos cinco anos, as mães deveriam ter um prazo maior. Essa regra já é aplicada nos editais Cientista do Nosso Estado e Jovem Cientista do Nosso Estado, após proposta levada à FAPERJ por Letícia Oliveira, que é coordenadora na área de Biológicas na Fundação. Outras demandas são o adiamento dos prazos previstos para editais no período de pandemia, a criação de auxílio para as mães ou para os congressos criarem espaços de recreação, editais de fomento específicos para cientistas mães e a inclusão da maternidade dentro do Currículo Lattes, algo prometido, mas que ainda não foi efetivado por parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As pesquisadoras explicam que não se trata de opor a maternidade e carreira acadêmica, mas enfatizar a necessidade de apoio diante da sobrecarga colocada sobre as mulheres. “Às vezes parece que a gente está dizendo que ser mãe é um obstáculo para a carreira das mulheres. Não é isso. O que é um obstáculo é a falta de políticas de apoio”, diz Letícia. Em constante contato com pesquisadoras de universidades nos EUA, com as quais mantêm colaboração, Eugenia conta a dificuldade que suas colegas passam por não terem licença maternidade remunerada e as universidades não oferecerem um substituto para as aulas. “Além de poucas terem condições de ficar sem trabalhar por alguns meses, a ausência da mulher sobrecarrega os demais colegas que passam a assumir estas aulas”, explica. No Brasil, a possibilidade de contratação de docentes substitutos contribui para a segurança no afastamento, mas de acordo com as pesquisadoras, seria importante ter também recursos para a contratação de pesquisadores substitutos.

As duas dizem ter sorte por contarem com maridos que dividem com elas as tarefas domésticas e por terem colegas de trabalho compreensivos. “Para mim, ser mãe é um papel muito importante, mas as instituições não ajudam muito a conciliar essas duas atividades. Ainda que tenha conseguido tirar nove meses de licença maternidade na Uerj, são nove meses longe do laboratório em uma área que a pesquisa é quase toda no campo, e sem poder participar dos congressos, espaço muito importante de troca. O que contribui bastante para a produtividade não despencar completamente é ter um marido que divide as tarefas e compartilhar o laboratório com um pesquisador – Timothy Moulton – que me auxiliou no trabalho de orientação dos alunos enquanto estava de licença”, conta Eugenia.

“Meu caso foi atípico, porque fui mãe já professora, e por ter um marido com quem divido as tarefas e, pelo que a gente conversa, isso é ainda raro. No meu grupo de pesquisa, somos basicamente mulheres mães que se apoiam e trabalham juntas. E isso foi fundamental, pois uma apoia a outra e sabe as dificuldades. Se não fosse esse grupo, eu não teria sobrevivido academicamente”, diz Letícia.

Para o único representante masculino dentro do “Parent in Science”, Felipe Ricachenevsky, pesquisador na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ainda que as tarefas sejam divididas de forma igual, o peso das responsabilidades é diferente. “No mundo perfeito, a divisão seria igual entre nós dois, incluindo o cansaço. Mas a realidade se impôs, e eu percebi porque eu era, de nós dois, o que sempre estaria com a menor carga: porque espera-se pouco de mim. Mesmo que nós dois equilibrássemos a balança, eu sempre estaria em vantagem. Porque o pai não tem como errar”, escreveu em texto publicado no site do Instituto Serrapilheira. Eugenia acrescenta: “Enquanto ser pai é visto como uma qualidade para processos seletivos para os homens, para as mulheres é visto como negativo. Existe essa imagem de que a mulher não só consegue, mas deve fazer tudo. Não devemos necessariamente ser super-heroínas. Somos cientistas e precisamos de apoio”, diz.

Sobre a família das duas pesquisadoras, Letícia é mãe da Sofia, de 15 anos, e como pesquisadora se dedica a entender como o cérebro processa as emoções. Além disto, tem estudado como biomarcadores cerebrais podem indicar vulnerabilidade ao desenvolvimento de transtornos mentais especialmente aplicando machine learning (sub-área da inteligência artificial) em exames de neuroimagem funcional. Mais recentemente, está coordenando um projeto que estuda o impacto da Covid-19 na saúde mental dos trabalhadores em ambiente hospitalar. Já Eugenia é mãe de duas meninas, Olga com cinco e Anita com dois anos e meio. Ela se dedica a estudar como os organismos que vivem nos riachos regulam os processos ecológicos desses cursos d’água e como ações humanas, como desmatamento e introdução de espécies invasoras, alteram esses ecossistemas. Por exemplo, a espécie de peixe Poecilia reticulata, conhecido como barrigudinho, utilizada para combater mosquitos como o Aedes aegypti, é uma espécie invasora e altera muito a biodiversidade aquática, e é importante encontrar uma alternativa nativa para substituí-lo. Seu grupo de pesquisa também iniciou um trabalho com árvores isoladas de grande porte e sua importância na manutenção de processos ecossistêmicos e da biodiversidade em áreas de pastagens, especialmente dos sapos, fundamentais no controle de pragas.

Para melhor compreender o impacto na pandemia na produtividade das mães e pais durante a pandemia, o “Parent in Science” está recrutando respondentes para sua pesquisa. Podem participar pesquisadores com ou sem filhos, homens e mulheres. Os formulários estão aqui.

porCIPERJ

Cientistas enfrentam desinformação sobre COVID-19

fonte: AFP

Com suas fotos de gatos e ironia mordaz, Mathieu Rebeaud, um pesquisador de bioquímica da Suíça, praticamente triplicou seus assinantes no Twitter durante a pandemia de coronavírus, graças a seus conselhos para lidar com o excesso de informações e, principalmente, desinformação.

Como Rebeaud, muitos médicos, professores universitários e instituições de todo mundo se voltaram para as redes sociais para explicar, detalhar e desmontar erros, informações falsas e teorias conspiratórias sobre a COVID-19.

E a maioria deles com uma estratégia semelhante: em vez de afirmar seu papel de autoridade, apostam na linha pedagógica.

Especialistas consultados pela AFP estimam que a onipresença das redes sociais e a superabundância de informações os obrigam a agir rapidamente para alcançar o maior número possível de pessoas com dados científicos e mensagens simples de prevenção.

Na pandemia, “as teorias conspiratórias fornecem explicações completas, simples, de aparência racional e sólidas” e, portanto, “completamente opostas ao conhecimento científico disponível, que é complexo, fragmentado, mutável e cheio de controvérsias”, resume a pesquisadora Kinga Polynczuk-Alenius, da Universidade de Helsinque.

“Nesse período de incerteza, é particularmente necessário espalhar informações confiáveis rapidamente”, alertou em fevereiro a revista médica britânica “The Lancet”.

Mas como conciliar o longo tempo das publicações científicas rigorosas e o público, acostumado à instantaneidade das redes sociais e muitas vezes exigindo respostas firmes e definitivas?

– Desmentir –

De qualquer modo, “não temos escolha”, afirma o presidente do comitê de ética do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, Jean-Gabriel Ganascia.

“Temos que agir com as ferramentas à nossa disposição”, acrescenta Jean-François Chambon, médico e diretor de comunicação do Instituto Pasteur, que em março teve de desmentir vídeo viral que acusava a instituição de ter “criado” o SARS-CoV-2.

A pandemia levou a comunidade científica a ampliar seu uso das redes sociais e se fazer mais visível nelas.

“Antes da COVID-19, estava menos presente no Twitter”, confirma Mathieu Rebeaud, da Universidade de Lausanne, Suíça.

Para seus quase 14.000 assinantes no Twitter, Rebeaud detalha os estudos científicos por meio de “threads”, que permitem que as mensagens sejam encadeadas.

Entre outros médicos e pesquisadores que entraram no ringue, destacam-se o francês “Apothicaire amoureux” e a microbiologista holandesa Elisabeth Bik.

Em 22 de maio, horas após a publicação de um grande estudo sobre os efeitos da cloroquina e da hidroxicloroquina entre os pacientes com COVID-19, Bik resumiu suas conclusões em uma frase: “Menos sobrevida e mais arritmias ventriculares”.

A maioria dos governos e agências de saúde também dedica páginas específicas em seus sites oficiais para combater ideias falsas.

Para esta crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou a um acordo com o Facebook para difundir diretamente mensagens no WhatsApp e no Messenger.

Na mídia, cientistas e médicos aparecem diariamente para desmontar ideias preconcebidas sobre o vírus.

Em relação à desinformação, “não tínhamos nenhum dispositivo específico, mas rapidamente criamos um site especial, pois (…) percebemos que havia muita” fake news sobre a COVID-19, segundo Chambon, do Instituto Pasteur, que registra 16.000 novos assinantes mensais em todas as redes sociais, em comparação com 4.000 antes da pandemia.

– Educação –

A mudança não é apenas quantitativa, explica Mikaël Chambru, especialista em comunicação científica da Universidade de Grenoble-Alpes (sudeste da França).

Os cientistas envolvidos no debate “procuram compartilhar o conhecimento atual para criar uma cultura científica entre o público, explicando como funciona e dando as chaves para a compreensão”, segundo Chambru.

E é que “uma posição de autoridade seria muito mal recebida pela população”, aponta Jean-Gabriel Ganascia.

Os cientistas também passam um tempo lembrando com tuítes as regras que tornam um estudo mais ou menos sério – entre elas, se ele foi, ou não, revisado por outros colegas (“peer-to-peer”).

A luta é, no entanto, muitas vezes desigual.

“Desmontar uma ‘estupidez’ requer dez vezes mais energia” do que espalhá-la, de acordo com Rebeaud, corroborando um estudo da revista “Science” de 2018, que mostrou que “as mentiras se espalham mais rapidamente do que a verdade”.

Portanto, é importante agir com antecedência.

Uma comunicação científica adaptada “não pode ser o único antídoto” contra as “fake news”, destaca a pesquisadora italiana em comunicação Mafalda Sandrini, para quem a educação científica deve ser revista para que o público seja menos permeável a esse tipo de informação.

porCIPERJ

Planos de saúde terão que cobrir seis tipos de exames que podem auxiliar no diagnóstico do coronavírus

fonte: O Globo

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quinta-feira a inclusão de seis exames que auxiliam na detecção do novo coronavírus na lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde.

A maioria dos testes já é de cobertura obrigatória mas alguns dos exames são destinados à atenção de pacientes graves com suspeita de outras doenças. Nestes casos, os exames não contemplavam pacientes com quadro suspeito ou confirmado da Covid-19. A medida passa a valer a partir da publicação da Resolução Normativa no Diário Oficial da União.

De acordo com a ANS, a medida busca ampliar as possibilidades de diagnóstico da Covid-19, especialmente em pacientes graves com quadro suspeito ou confirmado. Os testes, segundo a agência reguladora, auxiliam no diagnóstico diferencial e no acompanhamento de situações clínicas que podem representar gravidade, como por exemplo, a presença de um quadro trombótico ou de uma infecção bacteriana causada pelo vírus.

Esta é a segunda inclusão extraordinária de procedimentos relacionados ao novo Coronavírus no Rol de Procedimentos da ANS. Desde o dia 13 de março, os planos de saúde são obrigados a cobrir o exame Pesquisa por RT-PCR, teste laboratorial considerado padrão ouro para o diagnóstico da infecção pela Covid-19.

Conheça os testes

Passam a ser de cobertura obrigatória para os beneficiários de planos de saúde nas segmentações ambulatorial, hospitalar e referência os seguintes testes:

  • Dímero D (dosagem): O procedimento já é de cobertura obrigatória pelos planos de saúde, porém, ainda não era utilizado para casos relacionados à Covid-19. É um exame fundamental para diagnóstico e acompanhamento do quadro trombótico e tem papel importante na avaliação prognóstica na evolução dos pacientes com Covid-19.
  • Procalcitonina (dosagem): O procedimento é recomendado entre as investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves de Covid-19, auxiliando na distinção entre situações de maior severidade e quadros mais brandos da doença.
  • Pesquisa rápida para Influenza A e B e PCR em tempo real para os vírus Influenza A e B: Esses testes são indicados para diagnóstico da Influenza. A proposta consiste na incorporação dos dois procedimentos para minimizar questões de disponibilidade e para otimizar o arsenal diagnóstico disponível. A pesquisa rápida é recomendada para investigações clínico-laboratoriais em pacientes graves. O diagnóstico diferencial é importante, pois a influenza também pode ser causa de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).
  • Pesquisa rápida para Vírus Sincicial Respiratório e PCR em tempo real para Vírus Sincicial Respiratório: Esses testes são indicados para diagnóstico da infeção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A proposta consiste na incorporação dos dois procedimentos para minimizar questões de disponibilidade e para aprimorar as possibilidades. O teste rápido para o VSR é útil no diagnóstico diferencial de Covid-19 em crianças com infecção viral grave respiratória.
porCIPERJ

CIPE promove webinars através de sua página no Facebook

A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) realiza uma série de webinars desde o início de maio. Confira a programação com os próximos webinars.

As transmissões serão feitas pela plataforma Zoom e pela página da CIPE no Facebook.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

  • 25 de maio, segunda-feira, às 20h

Dissociação Laringo-Traqueal
Palestrante: Sylvio Avilla
Moderador: Paschoal Napolitano Neto

  • 30 de maio, sábado, 16h

Videocirurgia em Tempo de Covid-19
Palestrante: Edward Esteves
Moderadora: Elisângela Mattos e Silva

  • 2 de junho, terça-feira, 20h

Cirurgia Pediátrica Oncológica em Tempos de Covid-19
Palestrante: Simone Abib
Moderador: Antonio Aldo Melo

  • 5 de junho, sexta-feira, 20h

Atualização no diagnóstico e tratamento das anomalias vasculares – hemangiomas e linfangiomas
Palestrante: Heloisa Campos
Moderador: Antonio Paulo Durante

  • 6 de junho, sábado, 16h

Hérnia Diafragmática
Palestrante: Jorge Correia-Pinto
Moderadora: Conceição Salgado

  • 8 de junho, segunda-feira, 20h

Transplante hepático no Brasil
Palestrante: Ana Tannuri
Moderador: Uenis Tannuri

  • 12 de junho, sexta-feira, 20h

Tratamento dos Linfangiomas e malformações vasculares
Palestrante: Heloisa Campos
Moderador: Sperandio Del Caro

  • 15 de junho, segunda-feira, 20h

Tratamento dos hemangiomas e tumores vasculares
Palestrante: Karimy Mehanna
Moderadora: Heloisa Campos

  • 19 de junho, sexta-feira, 20h

Cirurgia Pediátrica Assistida por Robótica : Realidade ou Utopia?

Palestrante: Antonio Aldo Melo
Moderador: Joaquim Bustorff

  • 22 de junho, segunda-feira, 20h

Manejo clínico cirúrgico da incontinência fecal na infância
Palestrante: Fabio Volpi
Moderador: Jose Bahia Filho