Autor CIPERJ

porCIPERJ

Cremerj recebe doações para campanha de Natal

fonte: Cremerj

As doações serão destinadas a entidades totalmente voltadas para idosos até o dia 16 de dezembro.

Confira abaixo a lista dos itens e locais de arrecadação.

Material de limpeza

Detergente

Esponja

Sabão em pó

Água sanitária

Higiene pessoal

Pasta e escova de dente

Papel higiênico

Sabonete neutro

Aparelho de barbear descartável

Talco

Shampoo e condicionador

Farmácia

Fralda geriátrica M, G e GG
Álcool 70

Álcool gel

Luva de procedimento

Curativos: gaze; esparadrapo hipoalergênico largo

Pomada para assadura

Pontos de Coleta

Região metropolitana: Sede do CREMERJ | Delegacia Metropolitana da Barra da Tijuca | Delegacia Metropolitana da Ilha do Governador | Delegacia Metropolitana da Tijuca | Delegacia Metropolitana de Campo Grande | Delegacia Metropolitana Madureira | Delegacia de Duque de Caxias | Delegacia de Niterói | Delegacia de Nova Iguaçu

Região Serrana: Delegacia de Nova Friburgo | Delegacia de Petrópolis | Delegacia de Teresópolis |

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Sintomas de esgotamento emocional: o que fazer para evitar

fonte: BBC

Você tem se sentido muito nervoso? Nota sinais de fadiga e de estresse?

Sente que o trabalho te oprime e acredita isso não acontecia antes? Tem a sensação de estar preso em uma rotina sem fim e não vê uma luz no fim do túnel?

Se tiver respondido sim a estas perguntas, você pode estar a caminho do esgotamento emocional, também conhecida como síndrome de burnout. A boa notícia é que dá para fazer algo contra isso.

A médica britânica Radha Modgil compartilhou algumas dicas para que possamos reconhecer os sinais e agir antes que a exaustão emocional nos sobrecarregue completamente.

porCIPERJ

Uso desenfreado de antibióticos na pandemia pode levar a ‘apagão’ contra bactérias resistentes

fonte: BBC

Um problema declarado há anos como uma das maiores ameaças para a saúde global se depara agora com uma pandemia.

O resultado, como é de se imaginar, deverá ser altamente preocupante.

Pesquisadores e médicos atentos ao problema da resistência de bactérias e fungos acreditam que o uso desenfreado de antibióticos no tratamento de covid-19 tornará ainda mais drástico o cenário atual, em que já há falta de antibióticos capazes de combater certas doenças e micro-organismos — que, por vários fatores, têm se mostrado fortes e hábeis em driblar esses medicamentos.

Antes da pandemia, a situação já era preocupante: no cenário mais drástico, até 2050, a chamada resistência microbiana (doenças resistentes a antibióticos) poderá estar associada a 10 milhões de mortes anuais, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2019. Hoje, acredita-se que pelo menos 700 mil pessoas morrem por ano devido à essa resistência microbiana.

Muitos problemas comuns de saúde, como pneumonia e infecção urinária, já têm seus tratamentos dificultados por conta da resistência. Há também condições de saúde mais graves afetadas pelo problema, como a tuberculose multirresistente (com resistência a pelo menos dois antibióticos, isoniazida e rifampicina).

Mas inúmeros estudos pelo mundo têm mostrado que, mesmo sem eficácia e necessidade comprovadas para combater a covid-19, antibióticos foram amplamente usados durante a pandemia — e a “conta” poderá ser cobrada nos próximos anos com uma resistência microbiana ainda mais aumentada.

“Já tínhamos o problema da resistência microbiana antes. Em virtude da covid-19, muitos antibióticos foram receitados. Em um futuro não muito distante vamos ter um problema mais sério do que já teríamos”, resume Victor Augustus Marin, professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e pesquisador na área de ciências biológicas.

“Vamos ver efeitos daqui a seis meses, daqui a um ou dois anos, quando pacientes com outras doenças chegarem ao hospital. O médico vai prescrever um antibiótico que pode não funcionar naquele paciente, ou vai aumentar a resistência (de micro-organismos presentes no grupo da pessoa)”, prevê Marin, responsável pelo Laboratório de Controle Microbiológico de Alimentos da Escola de Nutrição (Lacomen) da universidade.

Preocupada com esse futuro, a OMS publicou em maio um guia para tratamento de covid-19 que, entre outros pontos, recomendou expressamente a não utilização dos antibióticos no tratamento da nova doença em casos suspeitos ou leves. Mesmo para casos moderados, a entidade indicou que o uso só deve ser feito após indícios de uma infecção bacteriana.

“O uso generalizado de antibióticos deve ser desencorajado, uma vez que sua aplicação pode levar a taxas maiores de resistência bacteriana, o que vai impactar o volume de doenças e mortes durante a pandemia de covid-19 e além”, diz o documento da OMS.

Médico do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Luciano Cesar Pontes de Azevedo explica que o que se observa nos hospitais e tem sido documentado em pesquisas científicas pelo mundo é o uso de antibióticos com a justificativa não de tratar a infecção causada pelo coronavírus diretamente — mas sim uma eventual infecção concomitante por alguma bactéria.

“Isso (uso de antibióticos no tratamento de covid-19) vem muito do fato de que é uma doença nova, e ninguém conhecia a taxa de coinfecção (por bactérias). Para influenza, a gripe comum, pode ter coinfecção em 30 a 40% dos casos. Para covid-19, estudos têm sugerido de 5 a 7,5% de coinfecção”, explica Azevedo, que trabalha com medicina intensiva e medicina de emergência e tem doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca).

“Quando se sabe que a taxa de coinfecção é baixa, não precisa passar antibiótico para todo mundo com covid — como quem está em ambulatório, ou se tratando em casa.”

A conduta de médicos e hospitais deve ser receitar antibióticos apenas após uma infecção por bactérias ou fungos realmente ser constatada, preferencialmente por exame de cultura bacteriana e ainda exames que permitem detectar genes de resistência a certos antibióticos.

Diversas pesquisas mostram que essa prudência não foi adotada por muitos profissionais e hospitais.

Um estudo envolvendo 38 hospitais do Estado de Michigan, nos Estados Unidos, mostrou que 56,6% de 1.705 pacientes hospitalizados com covid-19 logo receberam antibióticos como terapia “empírica” — quando não há identificação de qual bactéria ou fungo está causando infecção. Dessas pessoas, apenas 3,5% tiveram uma coinfecção bacteriana confirmada por exames.

Outro estudo, com dados de 99 pacientes tratados no hospital Jinyintan de Wuhan (cidade chinesa onde começou a pandemia), mostrou que 71% deles receberam antibióticos, mas apenas 1% teve coinfecção por bactéria constatada por exames e 4% por fungos.

Com respostas de 166 médicos de 23 países, outra pesquisa constatou que apenas 29% dos profissionais escolheram não receitar antibióticos para pacientes com covid-19 hospitalizados em leitos (menos graves do que aqueles na UTI).

Já na UTI, o antibiótico mais prescrito foi a associação piperacilina/tazobactama. Esta combinação é um antibiótico do tipo inibidor de beta-lactamase, uma classe incluída pela OMS na categoria mais urgente (“criticamente importante”) na busca por medicamentos substitutos que consigam driblar a resistência.

Há diversas pesquisas pelo mundo mostrando que bactérias originalmente alvos deste antibiótico, como a Escherichia coli e a Klebsiella pneumoniae, estão ficando resistentes a ele. Um tipo da Klebsiella pneumoniae, a KPC — sigla para Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase — ficou conhecida como “superbactéria” por produzir uma enzima capaz de combater os medicamentos mais potentes para tratar de infecções graves, com destaque para os chamados carbapenêmicos.

Na pandemia de coronavírus, foi relatado um uso variado de antibióticos, incluindo também a moxifloxacina, medicamentos da classe dos carbapenemas, quinolonas, entre outros.

Enquanto muitos antibióticos foram usados para evitar coinfecções — independentemente se elas existiam de fato ou não —, houve um antibiótico específico muito usado na pandemia e que teria uma outra função, a de fortalecer o sistema imunológico no combate ao coronavírus.

A azitromicina foi o segundo medicamento mais receitado no tratamento da covid-19 por médicos de todo o mundo que participaram de um levantamento da Sermo, uma plataforma mundial usada por estes profissionais. O antibiótico foi prescrito por 41% dos 6,2 mil entrevistados contra o novo coronavírus, atrás apenas dos analgésicos.

O médico Luciano Cesar Pontes de Azevedo explica que, normalmente, a azitromicina é usada com antibiótico contra infecções bacterianas nas chamadas vias aéreas superiores, como no nariz e na garganta. Entretanto, para algumas doenças, já foi sugerido que o antibiótico poderia ter também efeito anti-inflamatório, controlando uma reação exagerada do sistema imunológico — que, na covid-19, é um dos principais caminhos para quadros mais preocupantes.

Para Azevedo, um grande impulsionador da azitromicina no tratamento de coronavírus foi um estudo da França que mostrou o que seriam resultados benéficos da associação deste antibiótico com a hidroxicloroquina, envolvendo cerca de 30 pacientes.

Divulgado em maio na plataforma medRxiv (em que são postados trabalhos sem a chamada revisão dos pares), o trabalho foi dias depois retirado do ar a pedido dos próprios pesquisadores, com a seguinte justificativa: “Por conta da controvérsia sobre a hidroxicloroquina e da natureza retrospectiva desse estudo, os autores pretendem revisar o manuscrito após a revisão dos pares”.

Em setembro, Azevedo fez parte de uma coalizão de cientistas brasileiros que publicou na prestigiada revista científica Lancet um estudo clínico refutando os benefícios da azitromicina para pacientes graves com covid-19. O mesmo grupo de pesquisadores já tinha afastado antes, com outro trabalho, a utilidade da hidroxicloroquina associada à azitromicina.

Esta faz parte da classe dos macrolídeos, que está na categoria de maior urgência na classificação da OMS. A resistência à azitromicina pode afetar o tratamento de doenças como otite e gonorreia.

Representando empresas nacionais e internacionais do setor, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) respondeu à BBC News Brasil por e-mail que o uso off label (diferente daquele que está documentado na bula) de medicamentos é “de inteira responsabilidade do médico, que pode achar necessário de acordo com as necessidades clínicas de seu paciente, mesmo sabendo que essa indicação ainda não foi aprovada”.

Entretanto, a associação reconheceu também a excepcionalidade da crise sanitária atual, afirmando que “não tendo vacina ou um tratamento eficaz contra a covid-19, alguns protocolos têm adotado o uso off label de antibióticos e outros medicamentos”.

A Interfarma não respondeu como avalia o uso empírico de antibióticos (sem constatação do micro-organismo causando infecção) e destacou que a OMS “promove o princípio do uso racional de medicamentos, ou seja, que o paciente receba tratamento apropriado para suas necessidades clínicas”.

Os pesquisadores entrevistados pela reportagem explicam que os efeitos preocupantes do amplo uso de antibióticos na pandemia poderiam se expressar tanto nos pacientes individualmente como a nível comunitário, como em hospitais e vizinhanças.

Segundo Victor Augustus Marin, receber um antibiótico sem um diagnóstico preciso pode acabar desestabilizando a comunidade de micro-organismos que existe naturalmente em nosso corpo, como na flora intestinal — formando uma “microbiota”.

“Em condições normais, nossa microbiota está em simbiose. Quando você ingere um antibiótico, o que causa? A disbiose: alguns micro-organismos são eliminados, enquanto outros crescem. Crescem aqueles que têm resistência, e antes estavam inibidos pelo resto da microbiota”, explica o pesquisador da Unirio.

“Dar um antibiótico sem diagnóstico é como dar um tiro de bazuca em uma mosca — pode até matar a bactéria, mas pode criar resistência em outras que já estavam no organismo (naturalmente). É preciso dar um tiro de chumbinho primeiro para ver se funciona.”

Luciano Cesar Pontes de Azevedo diz que “com toda a certeza” esse amplo uso de antibióticos durante a pandemia terá também efeitos mais amplos na população.

“Esses antimicrobianos que estamos usando indiscriminadamente, como a azitromicina e a claritromicina, aumentam na comunidade a chance de bactérias resistentes, como as que causam pneumonias. Possivelmente, quando chegarem pneumonias de comunidade daqui a dois, três anos, vamos precisar começar usando antibióticos mais fortes”, prevê o médico.

Pesquisadores costumam falar em micro-organismos resistentes na “comunidade” para quando eles já são detectados fora dos hospitais.

Isso porque, dentro destes ambientes, bactérias e fungos resistentes são particularmente preocupantes.

Uso de antibióticos em casos graves de covid-19

Azevedo acrescenta que, além da coinfecção por uma bactéria ou fungo, existe também a possibilidade de uma superinfecção.

“É quando, em uma fase mais tardia da covid-19, o paciente é contaminado por germes hospitalares. Acontece fundamentalmente com pacientes de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), graves, que já têm um grau de deficiência do sistema imunológico”, explica o médico.

Ainda que um paciente no ambiente hospitalar possa estar sujeito a micro-organismos mais resistentes, Azevedo diz que mesmo assim o uso de antibióticos deve ser criterioso — sendo precedido por exames e modulado, se possível, para tempos mais curtos.

Uma equipe do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, publicou em agosto dados sobre 72 pacientes com covid-19 que foram internados em UTIs ou receberam cuidados intensivos — mostrando que 84,7% deles receberam antibióticos intravenosos durante a internação, sendo o tipo de medicamento mais usado neste grupo de pacientes.

Infectologista do hospital, Fernando Gatti aponta que, enquanto para pacientes com covid-19 em geral a coinfecção pode ser menor que 10%, para pacientes mais graves esse percentual sobe para cerca de 30%.

“O que acontece? O vírus tem ação inicialmente lesiva no pulmão. As bactérias que fazem parte da colonização do trato respiratório acabam tendo mais facilidade para invadir o tecido pulmonar”, explica Gatti.

“A pneumonia pode então ser complicada por uma infecção bacteriana, o que aumenta o tempo na ventilação mecânica, UTI, catéter…”

Assim, ele explica que no Albert Einstein o procedimento para pacientes graves com covid-19 é a administração de antibióticos venosos de “amplo espectro” (que atingem uma variedade de patógenos) mesmo sem exames detalhando uma possível coinfecção por bactéria — a chamada terapia “empírica”.

Depois, com os exames de cultura bacteriana em mãos, a equipe então usa antibióticos mais específicos considerando os micro-organismos e suas resistências.

É um cuidado tomado justamente para evitar a exposição longa a antibióticos que possam acabar fortalecendo as bactérias e fungos.

Luciano Cesar Pontes de Azevedo diz que, para pacientes que tiveram quadros mais graves de covid-19, a resistência se torna um problema ainda mais delicado porque doenças crônicas e sequelas podem deixar mais fraco o sistema respiratório — e, assim, mais vulnerável a novas infecções.

Se reconhece que para pacientes graves, a administração de antibióticos é mais “difícil de criticar” pois muitas vezes responde a uma questão de vida e morte, Azevedo diz que o uso generalizado de antibióticos na pandemia mostra que ainda falta adesão a um problema que é na verdade uma ameaça global.

“Acho que a pauta da resistência microbiana não foi incoporada por profissionais de saúde e pelos governos. E se trata também de uma pauta que envolve não só o ambiente hospitalar, mas também a agropecuária”, destaca o médico.

Conforme mostrou a BBC News Brasil em 2019, pesquisadores têm mostrado cada vez mais como micro-organismos e resquícios de antibióticos não têm fronteiras — possivelmente se alastrando pelos alimentos, lixo hospitalar, rios e canais de esgotos.

“Infelizmente, a covid-19 não veio para ajudar nisso, pelo contrário”, lamenta Azevedo.

porCIPERJ

Metade das vacinas infantis não bate meta há cinco anos, diz Ministério da Saúde

fonte: Folha de SP

Entre as 15 vacinas do calendário infantil brasileiro, que inclui a imunização contra a poliomielite, metade não bate as metas desde 2015.

Em 2018, apenas duas únicas atingiram a cobertura esperada: a BCG, com 99,72% de imunização do público-alvo, e a vacina contra o rotavírus humano, com 91,33%. Para ambas, a meta é superar os 90%. Ano passado, nenhuma das 15 vacinas atingiram a meta.

Neste ano, até 2 de outubro de 2020, a taxa de imunização para a BCG chegou a 63,88%, e para o rotavírus, a 68,46%. A maior cobertura atingida foi da vacina pneumocócica, com taxa de 71,98%. Em 2019, chegou a 88,59% do público-alvo.

As informações foram divulgadas nesta sexta (16) pela coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, durante a Jornada Nacional de Imunizações.

Apesar de ainda não existir uma avaliação real do impacto da pandemia de Covid-19 nas coberturas vacinais, a crise sanitária deve piorar ainda esse cenário, um fenômeno já sentido globalmente, segundo Fontana.

Os números parciais divulgados neste sábado (17), durante o Dia “D” de vacinação, mostram que, em relação à vacina contra a poliomielite, as taxas estão ainda bem abaixo da meta.

Na capital paulista, mais de 33 mil doses da vacina foram aplicadas, além de 67 mil doses de outras vacinas para atualização de cadernetas de menores de 1 ano, e de crianças e adolescentes de 5 a 14 anos de idade.

Desde o dia 5 de outubro, foram vacinadas contra a poliomielite 47.343 crianças de 1 a 4 anos, o que representa uma cobertura vacinal de 8% durante a campanha, segundo dados parciais da Secretaria Municipal de Saúde.

No estado de São Paulo, foram aplicadas mais de 268 mil doses da vacina contra pólio, o que corresponde a 12,1% de cobertura do público desejado (95%, equivalente a 2,1 milhões de crianças).

Quanto às outras vacinas, 113,6 mil bebês com menos de 1 ano compareceram aos postos, sendo que 69% precisaram atualizar a carteirinha de vacinação (78,4 mil).

Na faixa de 5 a 14 anos, 171,4 mil procuraram serviços de vacinação, com vacina aplicada em 77,6 mil delas (45,3% do total).

Os dados preliminares indicam que pelo menos metade do público que está indo aos postos tem alguma pendência na caderneta, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A campanha vai até o dia 30.

Na tarde deste sábado, a Folha visitou três unidades de saúde da zona leste e não observou grandes filas. Mas as crianças não eram liberadas antes de aguardar pelo menos 20 minutos.

Na UBS Vila Bertioga, a empresária Egle Santos, 26, esperou cerca de 30 minutos para conseguir vacinar a filha Manuela, de 2 anos 4 meses, contra sarampo e poliomielite. Havia sete pessoas à espera.

Na UBS Água Rasa, 20 pessoas estavam na fila. “Vi muita gente desistindo e indo embora, porque não tem paciência”, disse a autônoma Andréa Moseli, 40, após vacinar a filha Bruna, 4, contra poliomielite.

No Ambulatório de Especialidades Dr. Ítalo Domingos Le Vocci, na Mooca, por volta de 16h30, apenas duas crianças aguardavam na sala de espera.

porCIPERJ

Pandemia da Covid-19 deixou legados para a Medicina, como uso amplo de EPIs, telemedicina e a valorização da ciência

fonte: O Globo

A pandemia de Covid-19 trouxe grandes transformações para o cotidiano médico, e algumas deixaram legados que devem ser incorporado permanentemente à prática, dizem os próprios profissionais ouvidos pelo GLOBO.

O uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) em todas as etapas de atendimento é um deles. A necessidade de proteção contra o novo vírus fez com que fosse adotado um protocolo rígido de paramentação que incluía a retirada quase cirúrgica dos equipamentos para evitar o contágio. Pós-pandemia, o procedimento deverá continuar, sobretudo em prontos-socorros, para proteger os profissionais não apenas do coronavírus, mas também de outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar.

A rotina da lavagem das mãos entre um atendimento e outro dentro do hospital também foi amplamente incorporada não só pelos médicos na linha de frente da Covid-19, mas pelas equipes que dão assistência a outros pacientes.

— A prática traz segurança também ao paciente, que passa a correr menos risco de ser contaminado. É um protocolo que não poderá deixar de ser feito mesmo quando a pandemia acabar — explica Robson Moura, segundo vice-presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), que destaca que a higienização constante das mãos também entrou na rotina da sociedade em geral.

Além disso, durante a crise da Covid-19, também ocorreu a consolidação da telemedicina, autorizada no país em caráter emergencial no começo da crise. A consulta remota foi aliada, inclusive, na triagem de quem, diante dos sintomas da Covid, deveria ou não procurar um pronto-socorro no auge da pandemia.

— Embora não substitua a medicina presencial, a telemedicina complementa e facilita o acesso, resolvendo muitas coisas e direcionando de maneira muito mais racional aquilo que precisa ir para a consulta presencial — destaca Rubens Belfort Junior, presidente da Academia Nacional de Medicina, que lembra ainda que a modalidade pode economizar tempo e dinheiro tanto de profissionais quanto de pacientes.

Presidente do Cremesp, Irene Abramovich faz um alerta sobre excessos na prática:

— A medicina não pode ser exercida o tempo todo via internet, porque é uma relação humana, de ouvir e examinar o paciente.

A confiança e busca por orientação da ciência, com suas descobertas quase em tempo real, foram destacadas pelo patologista Helio Magarinos Torres Filho, diretor médico do laboratório Richet, como outro grande avanço nos últimos meses:

— Nunca se teve tão rápido uma descrição de uma doença como tivemos sobre a Covid. Toda a comunidade científica, dos laboratórios e das pesquisas trabalharam bastante.

Por não se ter uma terapia definida, a Covid-19 fez com que médicos tivessem que adaptar tratamentos de outras doenças à realidade dos pacientes com coronavírus. Esta experiência deu mais autoconfiança aos médicos à medida que seus pacientes se recuperavam.

— Desde o começo, falo para os meus colegas que temos que fazer a terapia intensiva que nós sabemos, que é a de cuidar de pacientes graves. Na Covid-19, cada paciente tem que ser ventilado de forma individual. Não existe receita de bolo, a resposta é a personalização. Usamos nossos conhecimentos sobre outras doenças respiratórias para ventilar o paciente de uma maneira que se evitasse mais lesões em um pulmão muito impactado pela doença — conta Felipe Saddy, médico intensivista chefe da UTI respiratória do Hospital Copa D’Or.

A relação médico-paciente também foi transformada nos últimos meses. Os profissionais de saúde se tornaram o apoio emocional dos pacientes internados em isolamento e a ponte com as famílias, que não podiam estar presentes. Muitos são os relatos de pacientes que ficaram próximos de seus médicos após superarem grandes dificuldades.

Por sim, outro grande legado foi a valorização do trabalho em equipe. Não apenas dos profissionais de saúde que atuam nos CTIs ou ambulatórios, mas de toda a organização hospitalar.

— O cuidado em saúde é complexo e depende de uma equipe multiprofissional, de uma rede organizada funcionando e do planejamento bem feito das ações. Isso ficou mais claro na pandemia porque o quadro do paciente piorava muito rápido, e era preciso de rapidez em conseguir uma vaga de UTI, por exemplo, função que não é do médico. Assim, ele percebeu quando isso funciona, o trabalho dele vai ficar mais fácil, porque ele vai poder atuar exclusivamente no cuidado do paciente  — afirma Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

porCIPERJ

Soperj realiza Live! nesta quarta-feira sobre transplante cardíaco em Pediatria

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) organiza nesta quarta-feira, dia 21, às 19h30, Live! abordando Transplante Cardíaco em Cardiologia Pediátrica.

O evento gratuito será transmitido pela plataforma Teams.

Não perca!

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porCIPERJ

Presidente da CIPERJ recebe homenagem do Journal of Pediatric Urology

A Dra. Lisieux Eyer de Jesus, presidente da CIPERJ, recebeu nesta sexta-feira, dia 16, homenagem do Journal of Pediatric Urology por ser uma das dez maiores revisoras da publicação. A premiação veio com uma carta personalizada pelo editor-chefe da JPU, o Dr. Anthony A. Caldamone.

Trabalhar em prol da ciência é uma das características da Dra. Lisieux. Além de conciliar as cirurgias e escala de trabalho no Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) e no Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP/UFF), onde é chefe de serviço, ela dedica boa parte do seu tempo livre em produção de artigos e material científico. A cirurgiã pediatra foi também a idealizadora da Revista CIPERJ, publicação científica oficial da entidade, que está em seu 8º ano.

Confira depoimento da Dra. Lisieux sobre a importância do trabalho de pesquisa científica e da homenagem feita pela JPU

Vivemos um momento bastante confuso da história humana. Ao mesmo tempo que precisamos de verdades, vemos pessoas tripudiando da transitoriedade das verdades em ciência, o que é fato inquestionável: pesquisa e pensamento questionador não acabam, o que se sabe hoje é só um degrau para o que se vai saber amanhã. As coisas não duram mesmo, o que era inquestionável quando eu me formei pode ser ridicularizado agora. Só que foi de onde se partiu. O passado gera o futuro, e o presente vai ser passado amanhã.

Ao mesmo tempo, neste momento, algumas pessoas escolhem suas verdades favoritas ou que estejam mais de acordo com suas convicções.  Como diz a expressão idiomática em inglês, colhem só as cerejas de informação que escolhem (cherry-picking).

Pesquisa séria é a forma de progredir com bom senso, com segurança, com responsabilidade. É o jeito de provar para onde se pode ir e de descobrir como se pode melhorar.

A reavaliação de estudos por pares (o famoso peer review) é um instrumento para julgar, validar e aperfeiçoar os dados de pesquisas que serão publicados e então vão ser usados como instrumento de aprendizado para a comunidade médica. Tudo começa com a pesquisa, mas não termina com os resultados. Eles são propostos, julgados e aperfeiçoados durante a revisão por colegas anônimos. Raramente a pesquisa tem problemas insuperáveis, e não é aceita para publicação. Depois de tudo isso as informações são divulgadas e a comunidade médica as usa em benefício das pessoas em geral.

Temos visto o que acontece quando pesquisas que não passam por este processo (porque são publicadas em portais que dispensam este mecanismo) ou que são validadas de forma açodada, com pressa ou com vieses, são adotadas como verdades, durante a pandemia de covid-19.

Os revisores trabalham de forma gratuita. Posso garantir que é muito trabalho, quase sempre esquecido e muito delicado. Exige respeito para com o esforço dos autores, imparcialidade que pode ir contra suas próprias convicções e convencimentos e uma responsabilidade enorme, porque ratificar pesquisa é ser co-responsável. Precisa ser um processo construtivo e generoso. É uma concessão de autoridade, mas parte do princípio da humildade.

Fico muito grata pelo reconhecimento do J Pediatr Urol. É uma honra muito grande ser revisora para eles, que são responsáveis pela revista mais importante sobre urologia pediátrica do mundo.

Aproveito para agradecer de novo a turma de revisores da Revista CIPERJ, que faz um esforço fundamental para nós. Sem eles a Revista não existiria, não poderia continuar. Eles são importantíssimos.

 

porCIPERJ

Profissionais de saúde investem em marca pessoal e se destacam em meio à concorrência

fonte: Saúde Business

Nas mais diversas especialidades, médicos com pouco conhecimento digital costumam ter dúvidas sobre como chamar atenção de seu público-alvo. A capacidade de gerir a própria reputação é um fator que tem ganhado cada vez mais importância no mercado de trabalho, o que não é diferente para os profissionais da saúde. Levantamento do Google, de 2019, aponta que 26% dos brasileiros recorrem ao buscador para pesquisar temas relacionados à saúde, o que reforça a preponderância dos resultados online no processo de decisão. Diante da presença e da demanda crescente no ambiente digital, os médicos também estão investindo em personal branding para se destacar no mercado.

Trabalhar a marca pessoal não significa fazer propaganda mas, sim, se posicionar perante o público de forma que ele compreenda quem é o profissional e o que ele tem a oferecer. O objetivo é construir uma imagem que se destaque e crie uma boa percepção sobre a sua identidade e a sua capacidade por meio de boas práticas, tais como planejamento estratégico, relação pós-consulta, marketing de conteúdo, dentre outras. Sendo assim, há diversas maneiras de divulgar o profissional com um trabalho ético e responsável.

Estratégias aproximam médicos e pacientes

Para o médico ginecologista Pedro Leopoldo Doria, de São Paulo (SP), as ferramentas digitais possuem grande capacidade de fazer com que o profissional se consolide como referência em sua área de atuação. “Eu prefiro uma comunicação mais transparente, em que o paciente possa acompanhar o nosso dia a dia, saber mais sobre doenças específicas ou conhecer o trabalho e o foco do médico ginecológico”, observa. Doria completa, ainda, que isso ajuda a reduzir a distância entre médico e paciente, principalmente em redes sociais, como o Instagram. “Além disso, o compartilhamento de informação de qualidade e de conhecimento científico também traz grandes benefícios, fazendo com que os pacientes vejam em você um profissional em quem podem confiar”, ressalta.

Como o comportamento dos pacientes se transformou no ambiente digital, passando a percorrer uma série de etapas até a escolha da clínica e do profissional, a presença digital e a gestão da reputação são essenciais para gerar credibilidade ao profissional. É o que explica o fisioterapeuta osteopata Weslei Lima, de São Paulo (SP), o qual revela que a chegada de pacientes por buscadores, como o Google, faz toda a diferença para a sua clínica atualmente.

“A maior parte dos nossos pacientes chegou pelos anúncios do Google. Isso acontece por causa da boa reputação que temos: o usuário pesquisa pela clínica e, além do nosso conteúdo, pode ver avaliações, comentários e experiências de outros pacientes. Tudo isso ajuda a dar visibilidade e confiança nos serviços que prestamos”, comenta Weslei Lima. “As pessoas pesquisam todos os detalhes, querem saber quem atende bem e o que dá resultado. E, quando você se posiciona de forma clara, gera credibilidade perante os pacientes e a comunidade científica, além de influenciar de forma positiva a escolha final da pessoa”, completa.

porCIPERJ

Soperj realiza Live! nesta quinta-feira sobre Ensino Médico

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) organiza nesta quinta-feira, dia 15, às 17h, Live! abordando Desafios na implantação do Ensino da Medicina em Momento de Quarentena.

O evento gratuito será transmitido pelo Instagram da entidade.

Não perca!

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porCIPERJ

Observatório da Saúde faz pesquisa sobre telemedicina. Participe!

O Observatório da Saúde do Rio de Janeiro é uma organização civil, que tem por objetivo acompanhar as iniciativas sobre acesso e cuidados com a saúde. Com a autorização do uso de ferramentas de Telemedicina durante a pandemia, pacientes e médicos tiveram suas dinâmicas de atendimento alteradas, de uma forma ou de outra.
Por isso a entidade que ouvir sua opinião, como médico, sobre o tema.

PARTICIPE DA PESQUISA