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Anuidade da CIPERJ vence nesta sexta-feira

Nesta sexta-feira, dia 10, vence a anuidade 2020 da CIPERJ, que foi enviada aos associados em março para os e-mails e endereços cadastrados. O valor é de R$ 380 e caso você não tenha recebido seu boleto, entre em contato por telefone ou WhatsApp (21) 96988 8467 ou ainda pelo e-mail contato@ciperj.org. Lembrando que para associados remidos, com mais de 65 anos, e residentes o pagamento é opcional.
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Coronavírus: Um em cada cinco médicos no país está no grupo de risco

fonte: O Globo

Com o avanço do novo coronavírus, o Brasil vai precisar lidar com uma situação já enfrentada em outros países: o adoecimento dos profissionais de saúde durante a pandemia. O Ministério da Saúde projeta que 40% dos trabalhadores do setor terão de se afastar ao longo da crise. O Hospital Sírio-Libanês já afastou ao menos 104 funcionários com a doença. Um levantamento do GLOBO a partir dos dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), reunidos em 2018, mostra que ao menos um a cada cinco médicos no Brasil possui 60 anos ou mais. Dos 414.831 profissionais dessa categoria no país, 84.310, ou 20,3%, estão nessa faixa etária.

Em alguns estados do Nordeste a situação é mais crítica: em Alagoas, 28,7% dos médicos são idosos; na Paraíba, 25,8%. No Rio, são 24,8%. Não há dados sobre quantos médicos no Brasil possuem alguma doença que os coloca também no grupo de risco, assim como ocorre com os profissionais acima de 60 anos. Os dados do CFM não apontam se esses médicos estão no SUS ou na iniciativa privada, nem quantos, de fato, estarão na linha de frente. Contudo, dados do Ministério da Economia apontam que o percentual de médicos acima de 60 anos é similar nas redes pública e privada. Enfermeiros e técnicos de enfermagem, que também possuem alto grau de exposição, são categorias com menor proporção de idosos — 2,5% e 4,25%, respectivamente, de acordo com números do Ministério da Economia.

O vice-presidente do CFM, Donizetti Giamberardino, afirma que o risco de perder mão de obra durante a epidemia é um “grande problema” e também projeta um afastamento de 40% da força de trabalho por causa do Covid-19 e de outras doenças. O CFM recomenda que médicos com mais de 60 anos não atendam diretamente casos de coronavírus. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) faz a mesma recomendação.

Ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão avalia que o país não tem como abrir mão de um profissional de saúde sequer, mesmo os dos grupos de risco. Ele acredita que, se as medidas de isolamento social não forem cumpridas, a situação vai se agravar muito.

— Vamos precisar de todos. Vai faltar gente, como vamos abrir mão deles? — analisa Temporão, hoje pesquisador da Fiocruz, para quem é impossível afastar os médicos com mais de 60 anos do atendimento de casos relacionados ao Covid-19. — Isso seria possível se tivesse um número de profissionais para atender os casos graves, o que não temos e não teremos.

Mário Scheffer, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e líder do estudo sobre Demografia Médica do CFM, acredita que mesmo com os afastamentos o número de profissionais de saúde no Brasil é suficiente. Porém, ele ressalta que a distribuição das equipes é desigual.

— O Brasil vai precisar decidir qual é a participação do setor privado na epidemia. E, hoje, o setor privado concentra mais médicos e mais estruturas e leitos de UTI que o SUS proporcionalmente — afirma Scheffer. — Num momento de emergência sanitária, o que se espera é uma readequação disso. Um comando único para que toda a estrutura pública e privada estejam subordinadas a uma lógica única e isso precisa ter uma normatização.

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Coronavírus: UFRJ disponibiliza protótipos de protetores faciais

fonte: UFRJ

A Universidade está produzindo, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e membros da sociedade civil, protetores faciais (face shields) não descartáveis para uso hospitalar.

Os protótipos de protetores faciais desenvolvidos pela UFRJ foram validados pelo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) e seguem as diretrizes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os modelos oferecidos têm sido desenvolvidos seguindo um protocolo de avaliação com base em recomendações e requisitos da Anvisa.  A obtenção de um modelo particular implica concordância e compromentimento em sua utilização, conforme os termos de licença  – usualmente seguindo os principios de inovacão aberta com base em Creative Commons.  Esses termos identificam, modelo a modelo, as instituições responsáveis por oferecê-los em prol do bem-estar de nossa sociedade e da evolução do conhecimento técnico-científico.

Clique aqui para fazer o download com as instruções para impressão em 3D.

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FAPERJ anuncia a liberação de R$ 30 milhões para pesquisa sobre o Covid-19

fonte: FAPERJ

A direção da FAPERJ anunciou nesta quinta-feira, dia 26 de março, o lançamento de chamada emergencial destinada apoiar a pesquisa de Covid-19. A iniciativa é uma parceria da Secretaria de Estado da Saúde (SES) com a FAPERJ. Poderão participar instituições de Ensino, Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro, startups, micro, pequenas e médias empresas. Intitulada Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 – Parceria FAPERJ/SES – 2020, a iniciativa lança simultaneamente (no mesmo documento), três chamadas: Apoio a Rede de Pesquisa em Vírus Emergentes e Reemergentes (Chamada A); Apoio a Projetos já concedidos e contratados em Editais da FAPERJ (Chamada B): e Apoio a Projetos em rede a serem financiados com recursos da FAPERJ em parceria com a SES (Chamada C). No total, serão disponibilizados R$ 30 milhões para os projetos aprovados.

De acordo com o presidente da FAPERJ, Jerson Lima Silva, o objetivo é dar continuidade aos trabalhos das redes de viroses emergentes e reemergentes, e financiar o estudo da Covid-19 e seu agente etiológico, o vírus da SARS-CoV-2 (síndrome respiratória aguda grave 2), abrangendo diversos aspectos: genômica do vírus, fisiopatologia da doença,  aspectos clínicos, diagnóstico da doença,  epidemiologia, interação vírus-hospedeiro, desenvolvimento de kits-diagnóstico, controle e enfrentamento da doença, soluções inovadoras para ampliar a obtenção de insumos como máscaras, álcool em gel, respiradores, entre outros.

Os recursos financeiros poderão ser utilizados para o estabelecimento e melhoria de infraestrutura e despesas de custeio previstas em projetos de pesquisa apresentados por pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário em instituições de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro e para desenvolvimento de novos equipamentos e insumos por startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

Chamadas contemplam três modalidades de apoio

As chamadas A e B darão continuidade ao financiamento de redes em viroses emergentes e reemergentes, através de projetos em andamento, científicos ou tecnológicos, projetos de startups, micro, pequena e média empresas. A Chamada A contemplará a rede de Arboviroses (que passará a estudar vírus emergentes e reemergentes, como o COVID-19); a Chamada B, para projetos já concedidos, e para o qual poderão ser solicitados novos recursos com a inclusão de novas linhas de pesquisa.

A Chamada C se destinará à formação de até seis redes de pesquisa: 1) Controle da Epidemia no Estado do Rio de Janeiro e Brasil; 2) Diagnóstico molecular e sorológico do SARS-CoV-2/desenvolvimentos de testes; 3) Apoio a adequação e melhoria das instalações de laboratórios nível 3 (NB3) no Estado do Rio de Janeiro; 4) Estudos clínicos prospectivos colaborativos em COVID-19; 5) Epidemiologia da infecção do SARS-CoV-2 no Estado do Rio de Janeiro; e 6) Projetos de startups, micro, pequenas e médias empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

São elegíveis como proponentes pesquisadores e/ou equipes formadas por um conjunto de pesquisadores com vínculo empregatício ou estatutário com Instituições de Ensino e Pesquisa e empresas sediadas no Estado do Rio de Janeiro. No caso de Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), os proponentes elegíveis são pessoas físicas, e deverão ser o responsável legal formalmente designado em seu estatuto ou algum outro funcionário da empresa designado pelo responsável legal da MPME ao qual o projeto esteja vinculado. Já no caso de startups que não tenham constituída sua personalidade jurídica, os proponentes elegíveis são pessoas físicas responsáveis pelo projeto.

Serão alocados R$ 25 milhões, assim divididos: R$ 6,2 milhões para a CHAMADA A; R$ 9 milhões para a CHAMADA B; e R$ 9,8 milhões para a CHAMADA C. R$ 5 milhões são provenientes da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e o restante é proveniente da FAPERJ. Os recursos serão pagos em única parcela na CHAMADA B e 2 (duas) parcelas na CHAMADA C.  A critério da diretoria da Fundação, o total concedido pode chegar a R$ 32 milhões.

Prazos:
Lançamento da chamada: 26/03/2020
Submissão de propostas on-line
CHAMADA A – a partir de 26/03/2020 em fluxo contínuo
CHAMADA B – a partir de 26/03/2020 em fluxo contínuo
CHAMADA C – de 26/03/2020 a 14/04/2020
Divulgação dos resultados: a partir de 02/05/2020

Confira a íntegra da chamada abaixo:

Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 – Parceria Faperj/Ses – 2020

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CREMERJ regula telemedicina no Rio de Janeiro

fonte: CREMERJ

O CREMERJ divulga nesta sexta-feira, 27, a Resolução nº 305/2020, que dispõe sobre o atendimento médico por Telemedicina durante a pandemia de SARS-CoV2/COVID-19.

Os termos da resolução foram aprovados, na última quinta-feira, 26, durante plenária extraordinária, no CREMERJ.

Clique aqui e confira na íntegra os detalhes da Resolução CREMERJ nº 305/2020.

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Covid-19: CREMERJ divulga formas de atendimento durante pandemia

fonte: CREMERJ

AVISO PARA OS MÉDICOS E DEMAIS INTERESSADOS

  1. A Central de Relacionamento que atende pelo número (21) 3184-7050 está inoperante;
  2. Disponibilizamos para os Médicos os canais de comunicação especiais para este momento, devendo o profissional se identificar informando NOME COMPLETO/ NÚMERO DO CRM/ E-MAIL para resposta;
  3. Whatsapp: + 55 21 99387-6855 ou +55 21 98486-5425, para assuntos relacionados a COVID-19. As respostas serão posicionadas em até 48 horas;
  4. E-mail: duvidascovid19@crm-rj.gov.br para dúvidas e esclarecimentos pertinentes ao COVID-19. As respostas serão posicionadas em até 48 horas;
  5. O funcionamento deste atendimento será somente DAS 9 ÀS 18 H, NOS DIAS ÚTEIS. Fora deste horário e destes dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados, ele será processado no próximo dia útil; E
  6. Não será possível esclarecer, neste momento, informações sobre andamento dos Protocolos, devido ao trabalho dos funcionários em sistema de rodízio (mínimo de funcionários).
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Desinfecção de locais públicos: cheque os procedimentos

fonte: Anvisa

A fim de esclarecer os procedimentos de desinfecção em locais públicos das cidades brasileiras, a Anvisa elaborou a Nota Técnica (NT) 22/2020.O documento, que contém orientações e alertas, é destinado a estados e municípios.

A NT reúne informações sobre as medidas mais indicadas pelos organismos nacionais e internacionais no combate à pandemia do novo coronavírus e a função da desinfecção de áreas públicas. Ademais, faz recomendações sobre o uso de determinados produtos, com instruções específicas, e sobre os equipamentos de aplicação dos desinfetantes.

O documento trata também da proteção da saúde dos trabalhadores e da população em geral, que podem ser eventualmente expostos durante os procedimentos. Com relação à proteção da saúde dos trabalhadores, há orientações sobre os equipamentos de proteção individual (EPIs) que devem ser utilizados pelas equipes que realizam a desinfecção e os procedimentos a serem observados pelos empregadores dessas equipes.

Acesse a íntegra da Nota Técnica 22/2020.

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Doadores de sangue que superaram o coronavírus são a nova esperança contra a doença

fonte: El País

As autoridades sanitárias madrilenhas, em meio a um colapso dos hospitais por causa da peste do novo coronavírus, começaram a procurar pessoas que tenham superado a enfermidade para lhes pedir que doem seu sangue, a fim de obterem um “plasma hiperimune” que sirva para tratar os pacientes mais graves. O objetivo é começar as extrações o quanto antes, “em alguns dias ou semanas”, segundo uma porta-voz do Centro de Transfusão da Comunidade de Madri, a região espanhola onde fica a capital. Os doadores devem ser menores de 60 anos e ter um bom estado de saúde.

O imunologista Arturo Casadevall está desde o final de janeiro se desdobrando para recordar à comunidade científica internacional a opção do sangue das pessoas convalescentes. É uma estratégia tão velha que já foi usada na pandemia de gripe de 1918, quando um vírus desconhecido se propagou pelo planeta e matou 50 milhões de pessoas, mais que o dobro da Primeira Guerra Mundial, que acaba naquele ano. Os precários ensaios clínicos da época, com plasma sanguíneo de sobreviventes, conseguiram reduzir pela metade a letalidade do vírus.

Casadevall nasceu em Cuba, em 1957, e quando criança morou no centro de Madri antes de emigrar para os Estados Unidos, onde hoje é uma autoridade em doenças infecciosas na Universidade Johns Hopkins, em Baltimore. Em 27 de fevereiro, escreveu um artigo no diário The Wall Street Journal alertando que a vacina contra o novo coronavírus demoraria meses, mas que o plasma poderia ser preparado em semanas. Colegas de todo o país atenderam ao seu apelo. Nesta terça-feira, a FDA, órgão federal que regulamenta alimentos e medicamentos nos EUA, autorizou o uso destas transfusões experimentais em pacientes graves.

“Quando a situação começou a piorar, ficou claro que valia a pena tentar. Tudo foi muito rápido”, diz Casadevall por videoconferência. Nova York é o lugar do mundo com a tendência mais preocupante: o número de mortos pela Covid-19 dobra a cada dois dias. Dois hospitais nova-iorquinos ―o Mount Sinai e o da Escola de Medicina Albert Einstein― começarão a semana que vem a testar estas transfusões.

A multinacional espanhola Grifols, um dos grandes produtores mundiais de derivados do sangue, anunciou nesta quarta-feira um acordo de colaboração com a FDA para obter plasma de pacientes recuperados da Covid-19, processá-lo industrialmente e fabricar um medicamento experimental a partir das imunoglobulinas hiperimunes, as proteínas geradas pelo corpo humano para combater a infecção. “Se ficar demonstrada sua eficácia, poderia servir na luta contra esta pandemia”, informou a empresa, que entra assim na corrida internacional para encontrar fármacos contra a nova enfermidade.

A Grifols também ofereceu nos EUA sua colaboração para realizar as transfusões diretas de plasma de pacientes recuperados da infecção. O laboratório garante a limpeza do plasma com uma tecnologia baseada no azul de metileno, um corante com grande afinidade pelo código genético dos vírus. Quando se ilumina com luz visível, o azul de metileno desata uma série de reações que destroem os micro-organismos.

A multinacional afirmou no mesmo comunicado que está “trabalhando na Espanha em um ensaio clínico com plasma inativado por azul de metileno de pacientes recuperados, colaborando com determinados centros de doação e hospitais públicos”, mas não ofereceu mais detalhes nem esclareceu se se trata do projeto da Comunidade de Madri.

Casadevall está otimista. Em um artigo científico publicado na revista The Journal of Clinical Investigation, ele analisou os precedentes históricos como um estudo com 69 pacientes de ebola em Serra Leoa durante o surto de 2014. Os que receberam sangue de sobreviventes sofreram uma taxa de letalidade de 28%, frente aos 44% no grupo com o tratamento rotineiro. Outra pesquisa com 80 doentes durante o surto da síndrome respiratória aguda grave (SARS, na sigla em ingles) em Hong Kong, em 2003, mostrou que quanto antes ocorria a transfusão de plasma, melhor era o prognóstico dos pacientes.

“Embora promissor, o plasma de pessoas recuperadas não demonstrou ser efetivo em todas as doenças estudadas”, adverte a FDA. Casadevall acredita que alguns desses fracassos do passado se devem a que foram tratamentos experimentais, feitos de forma desesperada. “Quando se recorre ao plasma de pessoas convalescentes, frequentemente ele é utilizado muito tarde”, lamenta Casadevall, recordando que a China já anunciou há um mês que tinha começado um ensaio clínico com plasma de doadores que superaram a Covid-19. “Os chineses falam de bons resultados preliminares, mas ainda não há dados definitivos”, observa o imunologista.

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Coronavírus: os robôs usados para eliminar vírus em hospitais

fonte: BBC Brasil

“Por favor, saia da sala, feche a porta e inicie uma desinfecção”, diz um robô.

“Agora, ele também fala em chinês”, diz Simon Ellison, vice-presidente da empresa UVD Robots, enquanto demonstra o funcionamento da máquina.

Através de uma janela de vidro, observamos como o robô navega por uma sala que imita um ambiente hospitalar e mata micro-organismos por meio de luz ultravioleta.

“O negócio já estava crescendo em um ritmo bastante alto, mas o novo coronavírus aumentou a demanda”, diz Per Juul Nielsen, executivo-chefe da companhia.

Ele afirma que “caminhões” de robôs foram enviados para a China, em particular a Wuhan, primeiro epicentro da epidemia. As vendas em outros lugares da Ásia e da Europa também estão crescendo.

“A Itália tem gerasdo uma demanda muito forte”, acrescenta Nielsen. “Eles realmente estão em uma situação desesperadora. É claro que queremos ajudá-los.”

Como a tecnologia funciona

A produção foi acelerada, e a empresa leva agora menos de um dia para fabricar um robô em suas instalações em Odense, a terceira maior cidade da Dinamarca e lar de um crescente centro de robótica.

Brilhando como sabres de luz, oito lâmpadas emitem luz ultravioleta UV-C concentrada. Isso destrói bactérias, vírus e outros micróbios nocivos, danificando seu material genético, para que não consigam se multiplicar.

Também é prejudicial para os seres humanos, por isso esperamos do lado de fora. O trabalho é realizado em 10 a 20 minutos. Depois, fica um cheiro parecido com o de cabelos queimados.

“Existem muitos organismos problemáticos que dão origem a infecções”, explica Hans Jørn Kolmos, professor de microbiologia clínica da Universidade do Sul da Dinamarca, que ajudou a desenvolver o robô.

“Se você aplicar uma dose adequada de luz ultravioleta em um período adequado de tempo, poderá ter certeza de que se livrará deles”.

Ele acrescenta: “Esse tipo de desinfecção também pode ser aplicado a situações epidêmicas, como a que vivemos agora”.

Robôs podem matar o novo coronavírus?

O robô foi lançado no início de 2019, após seis anos de colaboração entre a empresa Blue Ocean Robotics e o Odense University Hospital.

Ao custo de US$ 67 mil (R$ 340 mil) cada, o robô foi projetado para reduzir a probabilidade de infecções hospitalares, que podem ser difíceis de tratar e podem causar mortes.

Embora não tenha sido feito nenhum teste específico para provar a eficácia do robô contra o novo coronavírus, Nielsen está confiante de que funciona.

“Ele é muito semelhante a outros coronavírus, como os de Mers e Sars. E sabemos que eles estão sendo mortos pela luz UV-C”, diz.

Lena Ciric, professora associada da University College London e especialista em biologia molecular, concorda que os robôs de desinfecção por UV podem ajudar a combater o coronavírus.

Os robôs de desinfecção não são uma “bala de prata”, diz Ciric. Mas ela acrescenta: “Eles (as máquinas) fornecem uma linha extra de defesa”.

Para ser totalmente eficaz, o UV precisa incidir diretamente sobre uma superfície. Se as ondas de luz estiverem bloqueadas por sujeira ou obstáculos, essas áreas de sombra não serão desinfetadas. Portanto, primeiro é necessária a limpeza manual.

Robôs nos hospitais

A luz UV é usada há décadas na purificação de água e ar e usada em laboratórios. Mas combiná-las com robôs autônomos é algo recente.

A empresa americana Xenex possui o LightStrike, que deve ser ajustado manualmente e fornece luz UV de alta intensidade a partir de uma lâmpada em forma de U. A empresa teve um aumento nas encomendas da Itália, Japão, Tailândia e Coreia do Sul.

A Xenex diz que estudos mostram que o produto é eficaz na redução de infecções adquiridas em hospitais e no combate às chamadas superbactérias. Em 2014, um hospital texano usou a máquina na limpeza após um caso de ebola.

Mais de 500 unidades de saúde, principalmente nos EUA, possuem a máquina. Na Califórnia e no Nebraska, ele já foi utilizado para desinfetar salas de hospitais onde pacientes com coronavírus receberam tratamento, segundo o fabricante.

Na China, onde o surto começou, houve a adoção de novas tecnologias para ajudar a combater a doença. O país já é o que mais gasta com sistemas de drones e robótica, de acordo com um relatório da empresa de pesquisa global IDC.

Leon Xiao, gerente de pesquisa da consultoria IDC China, diz que os robôs são usados ​​para uma série de tarefas, principalmente desinfecção, entrega de medicamentos, dispositivos médicos e remoção de resíduos e verificação de temperatura.

“Acho que isso é um avanço para um maior uso da robótica tanto em hospitais quanto em outros locais públicos”, diz Xiao. No entanto, o espaço nos hospitais para implantar robôs e a aceitação pela equipe são desafios, segundo ele.

Novo coronavírus levou a busca por inovações

O novo coronavírus levou as empresas chinesas de robótica a inovar. A YouiBot, com sede em Shenzhen, já estava fabricando robôs autônomos e rapidamente adaptou sua tecnologia para fabricar um dispositivo de desinfecção.

“Estamos tentando fazer algo (para ajudar), como todo mundo aqui na China”, diz Keyman Guan, da YouiBot.

startup adaptou sua base robótica e software existentes, adicionando câmeras térmicas e lâmpadas emissoras de UV-C. “Para nós, tecnicamente, não é tão difícil quanto você imagina… na verdade, é como Lego”, diz Guan.

Já foi usado em fábricas, escritórios, aeroporto e hospital em Wuhan. “Ele está atuando agora no armazém de bagagens, verificando a temperatura do corpo durante o dia e matando vírus durante a noite”, diz.

No entanto, a eficácia do robô ainda não foi avaliada. E, enquanto isso, o fechamento de fábricas e outras restrições para conter o novo coronavírus dificultam a obtenção de peças.

“A falta de um único componente nos impede de construir”, acrescenta Guan, embora ele observe que as coisas melhoraram nas últimas semanas.

“Não há muitas coisas boas a dizer sobre epidemias”, diz o professor Kolmus, mas ela forçou a indústria “a encontrar novas soluções”.

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Empresas e pesquisadores criam sistema de dados para combater coronavírus

fonte: Folha de SP

Um grupo de empresas, como Serasa Experian e Amazon, pesquisadores da USP e um braço da ONU lançará plataforma com novos dados para ajudar a combater o covid-19 no Brasil –e também auxiliar na retomada econômica.

Chamado de Covid Radar, a plataforma contará, por exemplo, com informações sobre os deslocamentos de pessoas no país, o que permite entender como a doença pode se espalhar. Nesse caso, a ideia é usar dados emitidos pelos telefones celulares.

Essas informações são anonimizadas, ou seja, não se sabe a identidade desses usuários. O que importa é entender o padrão de deslocamentos no Brasil. Quando identificada uma região crítica em número de casos, é possível saber para onde pessoas dessa área costumam ir, ajudando no combate à propagação da doença.

O sistema buscará também mostrar locais onde o sistema hospitalar está mais saturado ou quais regiões já estão liberadas (o que ajuda os empresários em tomadas de decisões).

“O que temos é um sistema para prover para as organizações de saúde, e organizações interessadas, meio de analisar e entender onde, como e quando a epidemia se propaga por bairros, cidades e municípios”, disse Marcelo Pimenta, líder do Data Lab do Serasa Experian, participante da iniciativa.

“Esta capacidade é fundamental para isolar casos, planejar quarentenas, avaliar a eficiência de confinamentos ou outras medidas de contenção.”

Os parceiros têm diferentes papéis no consórcio. Serasa Experian provê dados; Amazon, armazenamento e processamento de dados; Instituto de Matemática da USP, modelos epidemiológicos; Instituto de Biologia da USP, modelos de propagação; Pacto Global da ONU (Brasil), governança, entre outros.