Autor CIPERJ

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SinMed-RJ retoma negociação com governo do Estado

fonte: SinMed-RJ

Diretores do SINMED-RJ se reuniram com o Secretário Estadual de Saúde, Felipe Peixoto, na última sexta-feira, para retomar as negociações a respeito das condições precárias da rede estadual de saúde e dos baixos salários pagos aos profissionais, entre outros assuntos. O secretário garantiu que o diálogo com o movimento sindical estará sempre aberto. “Quero ter presença física desta secretaria em cada região do estado para conhecer melhor as necessidades”, disse Felipe.
O presidente do SINMED-RJ, Jorge Darze, vai pedir uma audiência ao governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, para levar as demandas dos médicos estaduais. Felipe Peixoto se comprometeu em reforçar a necessidade junto a Pezão e informou que quer estimular programas de Residência Médica no estado, para que a juventude se interesse pelo serviço público.
“O pior salário médico do Brasil é o do estado do Rio. Se você não oferecer melhores condições de trabalho, os médicos jovens não vão se interessar”, rebateu Darze.
O diretor do SINMED-RJ, José Romano, cobrou ao secretário que seja criado um calendário de pagamento das bolsas de residentes.
“Cada mês eles recebem em um dia diferente. Quando chega ao ponto de um paciente sair do Rio para tratar de um câncer em Juiz de Fora (MG), como já ocorreu, é porque chegamos ao fundo do poço. Os médicos estão abandonando o Rio”, lamentou.
Felipe Peixoto informou que pretende criar uma Subsecretaria de Gestão de Trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar na capacitação de profissionais. Além disso, o secretário afirmou que vai realizar obras para colocar sistema de refrigeração nas enfermarias e recepções das principais emergências do estado. Segundo ele, o custo total disso será de R$ 4 milhões.
A diretora do SINMED-RJ, Monica de Paula Jung, também argumentou contra os baixos salários da rede. “As remunerações são irrisórias e colocam os profissionais em condições degradantes”.
“Nós, trabalhadores, estamos em desvantagem na briga contra a privatização da saúde no Rio”, finalizou o diretor do SINMED-RJ, Jorge Luiz do Amaral (Bigú).
O vice-presidente do Sindicato dos Médicos de Niterói e Região, Dínister Leite Alves, elogiou o interesse do SINMED-RJ e propôs que todos os sindicatos do estado do Rio participem de uma reunião com o secretário de Saúde e o governador.
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4 pilares em progresso depois do Obamacare

fonte: Saúde Business 365

Os frutos do Affordable Care Act (ACA), maior projeto de mudança do sistema de saúde americano, conhecido também como Obamacare, estão sendo colhidos e novos planos tanto governamentais quanto empresariais estão a todo vapor. Em seu último post, o economista André Medici comenta sobre a ampliação da cobertura de seguro-saúde nos EUA.

Estima-se que, no último ano, cerca de 10 milhões de pessoas foram adicionadas à lista dos que tem seguro de saúde. O cenário começa a ser encarado como oportuno para a remodelagem completa do modo de prestar assistência à sociedade, o que certamente serve de exemplo para os problemas estruturais que o Brasil também enfrenta.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (Department of Health and Human Services – HHS), principal órgão do governo de proteção à saúde, trabalha em torno de quatro importantes e interdependentes caminhos: uso de incentivos para motivar modelos de pagamentos alternativos baseados na entrega de valor ao paciente; mudança na maneira de prestar o cuidado construindo equipes integradas; informação estruturada para a tomada de decisões clínicas; e coordenação mais eficaz dos prestadores e maior atenção em torno da saúde populacional.
Alguns progressos em andamento, segundo HHS:

Modelo de pagamento
-Maioria do modelo “fee for service” aplicado no sistema Medicare já tem correlações com métricas de qualidade e valor. O objetivo é que 85% dos pagamentos “fee for service” sejam migrados para modelos alternativos baseados em qualidade e valor até 2016, e 90% até 2018.
Para isso, o HHS trabalha na construção de um ambiente em que os hospitais, médicos e outros prestadores possam ser recompensados pela qualidade do serviço prestado e tenham os recursos e a flexibilidade para fazê-lo. Estão sendo criados uma série de novas instituições e acordos de pagamentos destinados a conduzir o sistema nessa direção.
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Mudança na prestação
-Há um plano nacional para reduzir readmissões hospitalares no prazo de até 30 dias após a alta, para encorajar os hospitais a melhorar o cuidado de transição e coordenar melhor a prestação ambulatorial. Serão investidos mais de $800 milhões para suportar 150 mil médicos e outros profissionais para o desenvolvimento de habilidades e ferramentas para essa melhoria, tanto para o programa Medicare quanto para o Medicaid.
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Informação como suporte para decisões clínicas
-O Obama coordena a maior iniciativa de TI em Saúde dos EUA – com foco na adoção de Prontuário Eletrônico e nos incentivos para os registros eletrônicos de saúde certificados, preconizados pelo programa “Meaningful Use”. A proporção de médicos norte-americanos usando prontuário eletrônico (EHRs) aumentou de 18% para 78% entre 2001 e 2013, e 94% dos hospitais também relatam o uso de prontuários certificados.
Em curso ainda estão os esforços para a interoperabilidade através do alinhamento das normas e práticas de TI em Saúde com a política de pagamento de modo que os registros dos pacientes estejam disponíveis quando necessários para a tomada de decisões clínicas.
Transparência
HHS assumiu o compromisso de aumentar a transparência no mercado americano. Por exemplo, o site do Medicare permite aos consumidores comparar dados sobre custos e qualidade de serviços assistenciais, permitindo escolhas mais informadas por parte dos consumidores tanto em relação a prestadores quanto a planos de saúde.

Avanços em geral

  • Segurança Hospitalar aumentou entre 2010 e 2013, período do Obamacare: 1,3 milhão de eventos adversos a menos e 50 mil mortes evitadas
  • Crescimento dos custos com saúde atingiu o mínimo histórico de 2% ao ano por beneficiário, entre 2010 a 2014
  • Mais de 7 em cada 10 pessoas que se inscreveram no novo mercado de seguros de saúde disseram que a qualidade de sua cobertura está excelente ou bom

*Com informações do New England Journal of Medicine e agências internacionais

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Cirurgia bariátrica e reprodução assistida são reconhecidas como áreas de atuação

fonte: CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou no final de janeiro a Resolução nº 2.116/2015 reconhecendo a cirurgia bariátrica e a reprodução assistida como áreas de atuação. Elas ficarão vinculadas às especialidades cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia geral, no caso da cirurgia bariátrica; e ginecologia e obstetrícia para a reprodução assistida. No Brasil, são realizadas cerca de 80 mil cirurgias bariátricas por ano e 25 mil fertilizações in vitro.
Com essa Resolução, os médicos que atuam nessas duas áreas poderão buscar, via Associação Médica Brasileira (AMB), a sua certificação. A Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) também poderá credenciar programas de formação específicos para essas áreas. Tanto os documentos emitidos pela AMB, como pela CNRM, habilitam o médico a buscar o registro da área de atuação junto ao Conselho Regional de Medicina (CRM).
“Após a publicação da Resolução do CFM, a AMB vai elaborar e divulgar um edital estabelecendo as regras para a certificação dos médicos que já realizam cirurgias bariátricas e reproduções assistidas. Depois dessa fase, será dado um prazo para que os programas de formação nessas duas áreas de atuação possam se estruturar. Haverá um reposicionamento dos cursos de formação, que terão de ser regulamentados”, explica o conselheiro federal do CFM indicado pela AMB, Aldemir Humberto Soares, que foi o autor da Resolução 2.116/2015.
Aldemir Soares enfatiza que o fato de até agora as duas áreas de atuação não terem sido regulamentadas não significa que os médicos especializados nessas áreas estejam em discordância com a boa prática médica. “Quem procurou se aperfeiçoar e está atuando, deve continuar. Só precisa procurar a AMB para obter a certificação”, afirma.
Para o 1º vice-presidente do CFM, Mauro Ribeiro, é natural que periodicamente o CFM atualize as áreas de atuação e especialidades. “Como a medicina reinventa-se a cada dia, é importante que o CFM regulamente o que vai surgindo, pois desta forma estabelecemos parâmetros e aprimoramos a prática médica, dando mais segurança ao paciente”, argumenta. Atualmente existem 53 especialidades e 56 áreas de atuação reconhecidas pelo CFM.
Bariátrica – O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, Josemberg Campos, avalia como muito positiva a inclusão da cirurgia como área de atuação. “Haverá uma oficialização da cirurgia e os médicos serão melhor treinados, pois terão uma residência específica. O principal beneficiado será o paciente, que terá profissionais mais qualificados para atendê-lo”, avalia. Campos acredita que também aumentará o número de cirurgias bariátricas no país, principalmente no Sistema Único de Saúde, já que os cursos de residência oferecerão este tipo de procedimento.
A residência médica em cirurgia bariátrica deve durar dois anos, mas antes de cursá-la o médico terá de se especializar em cirurgia geral ou do aparelho digestivo. No caso da reprodução assistida, cuja residência durará um ano, o médico deve ser especialista em ginecologia e obstetrícia.
Atualização – A regulamentação de áreas de atuação e de especialidades da medicina é uma atividade rotineira do CFM, que periodicamente publica resoluções ampliando ou diminuindo esse escopo. “É natural que haja essa atualização, pois a medicina reinventa-se a cada dia. E é importante que o CFM regulamente o que vai surgindo, pois desta forma estabelecemos parâmetros e aprimoramos a prática médica, dando mais segurança ao paciente”, argumenta o 1º vice-presidente do CFM, Mauro Britto.
Apesar de menos freqüente, o CFM também pode acabar com uma área de atuação, ou uma especialidade, “que podem deixar de existir, ou perder importância”, explica o conselheiro federal Aldemir Soares. O mais comum é que áreas de atuação venham a se transformar em especialidades.
A atual formatação para o reconhecimento de áreas de atuação e de especialidades foi estabelecida na Resolução CFM nº 1.634/2002, que disciplinou o convênio de reconhecimento de especialidades médicas estabelecido entre o CFM, a Associação Médica Brasileira e a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). Esta Resolução criou a Comissão Mista de Especialidades (CME), que tem o papel de propor ao CFM os reconhecimentos.
De acordo com essa Resolução, especialidade é o núcleo de organização do trabalho médico que aprofunda verticalmente a abordagem teórica e prática de seguimentos da dimensão biológica, psicológica e social do indivíduo e da coletividade. Já a área de atuação é a modalidade de organização do trabalho médico exercida por profissionais capacitados para exercer ações médicas específicas, sendo derivada e relacionada com uma ou mais especialidades.
“É como se a especialidade fosse a raiz de onde derivam as áreas de atuação”, explica Mauro Britto. Uma área de atuação também pode ter interface com duas ou mais especialidades. A área da dor, por exemplo, está relacionada a acupuntura, anestesiologia, clínica médica, medicina física e de reabilitação, neurocirurgia, neurologia, ortopedia, pediatria e reumatologia.
Outras mudanças – Além de criar as áreas de atuação em cirurgia bariátrica e em reprodução assistida, a Resolução 2.116/2015 também estendeu para os especialistas em pediatria as áreas de atuação em Dor e em Medicina do Sono. A nova norma também restringiu aos especialistas em cirurgia torácica ou pneumologia a área de atuação em endoscopia respiratória.
Outra mudança foi a inclusão no Conselho Científico da AMB da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, que passará a ficar responsável pela especialidade Medicina Nuclear.
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Em reunião com o Ministério da Saúde, CFM reitera suas posições e autonomia

fonte: CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) reafirma que a discussão em torno de temas de interesse comuns à autarquia e ao Ministério da Saúde não interfere na manutenção de suas prerrogativas e autonomia. Esta posição foi reiterada em reunião realizada em fevereiro, em Brasília, a convite formal do MS. A mesma compreensão foi externada num primeiro encontro – ocorrido em dezembro, nas mesmas condições.

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, que representou a autarquia nas reuniões, juntamente com o 1º vice-presidente Mauro Ribeiro, as posições e princípios defendidos pelo Conselho permanecem, tendo sempre como foco a melhora da assistência à população e a valorização do trabalho médico.

No encontro de fevereiro, foram abordados vários temas relevantes para a sociedade e a medicina. Entre eles, o combate às irregularidades na venda de órteses, próteses e materiais especiais; a inserção da urgência e emergência numa agenda comum, que passa por correções nas condições de trabalho e adequações nos currículos de graduação e fluxos de atendimento; e a importância da presença do Conselho Federal na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS (Conitec), fórum responsável pela avaliação da inclusão de novos procedimentos, medicamentos e tecnologias no rol de produtos e serviços disponíveis na rede pública.

Também foram abordadas proposta do CFM para o melhoramento das diretrizes do ensino de Medicina; a definição de critérios de morte encefálica e seu impacto sobre o Sistema Nacional de Transplantes; a guarda e preservação dos prontuários médicos nos estabelecimentos públicos; e a definição de mecanismos para estímulo ao parto normal, sem desrespeito à autonomia de gestantes e médicos.

Grupos de trabalho com a participação de técnicos e representantes do CFM e do Ministério foram organizados para estudar os temas. Na entrevista a seguir, Carlos Vital e Mauro Ribeiro abordam aspectos do processo em andamento.

Portal Médico – Quem tomou a iniciativa para a realização desses encontros?
Carlos Vital – Em atenção ao convite formal do Ministério da Saúde, o CFM participou de duas reuniões. A primeira foi em 10 de dezembro do ano passado e a segunda em 4 de fevereiro de 2015. Nestes encontros, foram tratados assuntos pertinentes às competências institucionais, estabelecendo-se a compreensão e o respeito às respectivas competências, voltadas aos interesses de uma melhor assistência à saúde da população e aos legítimos direitos dos médicos brasileiros. Existe a necessidade de interações com o objetivo de alcançar harmonia e sinergia das normas emanadas pelo Ministério da Saúde e pelo Conselho Federal de Medicina, com a preservação das prerrogativas específicas e das autonomias de ambas as partes, de modo a se prevenir possíveis conflitos e litigâncias em detrimento de objetivos comuns e de bens absolutos, como a vida e a saúde do ser humano.

PM – Como foram definidos os temas dessa agenda de trabalho?
Mauro Ribeiro – A pauta foi construída com contribuições das duas partes. Os vários pontos discutidos serão detalhados em grupos de trabalho específicos. Na reunião foram definidos pontos de interesse comum e alguns encontros técnicos que deverão ser realizados, sempre dentro do prisma da preservação da autonomia do CFM e do Ministério. Em até 90 dias, uma nova reunião deverá ser realizada para medir os avanços em torno das propostas de trabalho.

PM– Durante a reunião de fevereiro, falou-se sobre o Mais Médicos?
CV – O programa Mais Médicos já foi alvo de exaustivos posicionamentos por parte do CFM, com base em princípios inarredáveis. Mantemos nossas concepções e este tema, certamente, será pauta futura, pois trata-se de questão relevante aos interesses institucionais do CFM e do Ministério da Saúde. Com relação ao Mais Especialistas, há declarações do próprio ministro Chioro, feitas à imprensa, de que não haverá a importação de médicos formados no estrangeiro e de que esse assunto será conduzido dentro de um grupo de trabalho e de estudos, do qual participará o CFM, inclusive com a busca de soluções a partir da contratação de médicos brasileiros.

PM– O CFM mantém suas posições frente ao Governo?
CV – Sim. Como já foi dito, tudo foi discutido num encontro formal, a convite do ministro Chioro, quando foram feitas considerações a respeito da importância dessas relações. Entendemos que não há, por parte do Conselho, nenhum interesse de criar dificuldades ou qualquer outro objetivo que não esteja inserido em seu papel institucional atribuído por lei, desenvolvido com apriorísticos esforços por uma melhor assistência à saúde da população brasileira e de valorização do trabalho médico.
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CGU investigará fluxo de insumos e medicamentos em hospitais federais do RJ

fonte: Agência Brasil

A Controladoria Geral da União (CGU) abrirá auditoria para analisar falhas dos sistemas de controle de medicamentos e insumos hospitalares dos seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Nesse domingo (1º), denúncia do programa Fantástico, da Rede Globo, revelou que próteses são retiradas do almoxarifado sem o registro da destinação do produto.

A denúncia registrou casos do período entre 2010 e 2012, quando, em nome de um paciente, foram retiradas mais próteses do que necessário para o procedimento. No caso do aposentado José Linhares, citado na matéria, foram 12 stents em seu nome, mas apenas um foi implantado em sua artéria. Cada stent custava aproximadamente R$11 mil.

A auditoria foi determinada pelo ministro Valdir Simão e, segundo a assessoria da CGU, a área técnica está definindo o escopo do trabalho. O objetivo da investigação é analisar como o sistema informatizado de cada hospital permite a saída de produtos sem informações sobre quem irá usá-lo.

Com a conclusão da auditoria, a CGU poderá enviar recomendações aos hospitais e iniciar processos administrativos contra funcionários e empresas.

De acordo com nota da CGU, investigações de 2012 mostram diversas irregularidades no manejo de insumos hospitalares nestes estabelecimentos. Segundo o órgão, verificação feita em 2014 mostrou que quatro dos seis hospitais investigados em 2012 não cumpriram as recomendações.

No Hospital Federal do Andaraí, por exemplo, não foram seguidas 76% das recomendações da CGU, que tratavam da necessidade de adequação do controle de estoque da farmácia, almoxarifado e laboratório, de modo a permitir rastreabilidade.

À época, foram encontrados nesses hospitais indícios de superfaturamento na aquisição de produtos, montagem de pesquisa de preços em pregão, fragilidades no planejamento e no gerenciamento das compras e falhas no gerenciamento das compras. Os hospitais federais de Ipanema, de Bonsucesso, dos Servidores do Estado e da Lagoa também são investigados.

Conforme o Ministério da Saúde, em 2014 foi iniciada a implantação de medidas para aprimorar o processo envolvendo o gerenciamento de material médico-hospitalar e medicamentos, desde a aquisição até a distribuição.

O ministério condenou as irregularidades e, por meio de nota, informou que haverá reforço nas recomendações após as denúncias do programa. Representantes da pasta acrescentaram que as denúncias serão encaminhada à Polícia Federal para investigação.

Depois das prmeiras denúncias do Fantástico, no início de janeiro, o Ministério da Justiça determinou que a Polícia Federal (PF), Receita Federal e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigassem irregularidades na prescrição de dispositivos médicos, como próteses ortopédicas. Foi criado, à época, um grupo de trabalho interministerial para aprimorar os procedimentos envolvendo órteses e próteses.

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ANS não cobra planos por atendimentos feitos no SUS

fonte: Folha de SP

O governo tem deixado de receber uma quantia bilionária dos planos de saúde privados por ineficiência da agência que regula o setor.

Uma lei aprovada em 1998 determinou à ANS (Agência Nacional de Saúde) a obrigação de cobrar das administradoras o pagamento de todos os procedimentos feitos por pacientes dos planos privados em hospitais públicos. A agência, porém, cobra só os mais simples, como partos, e deixa os mais caros, como quimioterapias, de fora.

A prática gera um rombo no SUS. No ano passado, a cobrança gerou quase R$ 400 milhões. Estimativas apontam, porém, que o SUS poderia faturar cerca de R$ 2 bilhões se todas as intervenções fossem pagas.

O TCU (Tribunal de Contas da União) pressionou a ANS em 2012, quando fixou prazo de 180 dias para que os procedimentos fossem ressarcidos. Alegando dificuldades técnicas e falta de funcionários, a agência conseguiu adiar no Tribunal o início da cobrança para julho de 2015.

Na semana passada, o TCU julgou mais um recurso da agência. O ministro responsável pelo caso, Raimundo Carreiro, manteve a determinação de cobrança dos custos, mas adiou para 31 de dezembro o início da operação.

Até 2010, os planos pagavam ao SUS uma quantia ínfima de ressarcimento por atendimento. A partir de 2011, os valores começaram a crescer. Em 2014, alcançaram o maior patamar já registrado e superou todo o gasto da agência previsto para aquele ano, de R$ 294 milhões.

Os procedimentos escolhidos pela ANS, contudo, continuam a ser os mais simples e mais baratos aos planos.

MAIS COMUM

O tipo de intervenção mais ressarcida é o parto normal, seguida do parto cesariano e dos atendimentos de urgência. No parto normal, o SUS recebe R$ 443. Esses atendimentos podem custar o equivalente a 15% de uma quimioterapia -no caso de leucemia crônica, o SUS paga R$ 2.939.

Em 2009, o TCU calculou que o valor a ser cobrado pelos procedimentos mais complexos seria até quatro vezes superior ao dos procedimentos menos complexos. Entre 2003 e 2007, por exemplo, os atendimentos mais caros teriam rendido cerca de R$ 2,6 bilhões aos cofres do SUS.

Além disso, quanto mais tempo demora para iniciar a cobrança, maior a probabilidade de não pagamento. Na Justiça, os planos têm conseguido decisões judiciais favoráveis ao não pagamento de dívidas passadas.

OUTRO LADO

A ANS disse, em nota, que se prepara “para dar início ao ressarcimento das autorizações para procedimentos de alta complexidade”.

Em entrevista à Folha, Michelle Mello, diretora adjunta de desenvolvimento setorial da agência, afirmou que o órgão deve iniciar a cobrança em junho e que ela deverá ser retroativa a 2010.

O Ministério da Saúde, que controla o dinheiro do SUS e recebe o ressarcimento dos planos, mandou a mesma nota da agência reguladora.

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Impressão em 3D evita surpresas na mesa de cirurgia

fonte: NY Times

O cirurgião segurava em cada mão um globo ocular feito de plástico transparente. Afastando cuidadosamente um do outro, John Meara mostrou a distância entre os olhos de Violet Pietrok quando ela nasceu. Em seguida, aproximou os globos para demonstrar as suas posições 19 meses depois, após uma operação.

Violet, que hoje tem quase 2 anos, nasceu com uma malformação rara, chamada de fenda facial de Tessier. Seus olhos estavam tão afastados um do outro, segundo sua mãe, que a visão dela era mais comparável à de uma ave de rapina do que à de uma pessoa. Os ossos que normalmente se fundem no feto para formar o rosto não haviam se juntado adequadamente.

Os pais dela, Alicia Taylor e Matt Pietrok, procuraram Meara no Hospital Infantil de Boston após saberem que esse cirurgião plástico já havia feito quatro operações semelhantes.

Antes de operar Violet, Meara quis compreender a estrutura óssea da menina com mais precisão do que seria possível apenas com base em imagens. Ele então pediu ao seu colega Peter Weinstock que imprimisse um modelo tridimensional de seu crânio.

Esse primeiro modelo o ajudou a decidir o que poderia ser feito, facilitando também a discussão do plano de tratamento com a família dela. Outras três impressões em 3D permitiram que Meara girasse o modelo de crânio e então o cortasse e manipulasse de modo a definir a melhor maneira de aproximar em 2,5 centímetros os globos oculares de Violet.

Katherine C. Cohen/Boston Children’s Hospital
John Meara planejou a operação de Violet Pietrok cortando e manipulando modelos de plástico de seu crânio
John Meara planejou a operação de Violet Pietrok cortando modelos de plástico do crânio dela

Esses modelos impressos em 3D estão mudando a medicina ao oferecer aos cirurgiões novas perspectivas e oportunidades para treinar. Os pacientes e suas famílias, enquanto isso, ganham uma compreensão mais profunda sobre procedimentos complexos.

“Não há dúvida de que a impressão 3D será revolucionária para a medicina”, disse o médico Frank Rybicki, chefe do setor de diagnóstico por imagens do Hospital Ottawa, no Canadá. “Ela torna os procedimentos mais curtos e melhora a sua precisão”, afirmou.

Pela técnica atual, a impressora expele uma camada de plástico líquido, em vez de tinta. Ela então adiciona uma segunda camada, e depois outra, e mais outra, até que um crânio ou caixa torácica lentamente comecem a se formar.

O mesmo processo pode imprimir camadas de células humanas, vasos sanguíneos, órgãos simples e pedaços de osso. Um menino de Utah foi salvo da morte no ano passado graças a uma tala de plástico impressa em 3D que manteve sua traqueia aberta.

Weinstock, diretor do Programa Simulador Pediátrico do Hospital Infantil de Boston, vê os modelos em 3D como parte de um conjunto mais amplo de procedimentos destinados a melhorar a prática cirúrgica.

Nesse hospital e em uma dúzia de outros centros pediátricos mundo afora, segundo Weinstock, o programa de simulação cirúrgica que ele desenvolveu contribui para melhorar a comunicação e a confiança dentro das equipes, deixando os profissionais mais seguros antes de cirurgias extremamente complexas. Weinstock está convencido de que a impressora 3D, que custou US$ 400 mil, está impedindo muitos erros.

Os modelos do incomum crânio de Violet permitiram a Meara antever o que ele encontraria no centro cirúrgico. O médico já havia recebido anteriormente modelos impressos dos crânios de outros pacientes, mas precisava esperar semanas por uma única réplica, a um custo de milhares de dólares. Com a sua impressora, Weinstock gerou quatro cópias em poucos dias, cada uma custando cerca de US$ 1.200.

Meara notou que, em suas posições ideais, os ossos dos globos oculares de Violet iriam se chocar, o que limitaria a visão. Ele modificou as incisões para evitar esse encontro. “A possibilidade de mover fisicamente esses segmentos é enorme”, disse Meara. “Do contrário, você está fazendo isso pela primeira vez na sala de cirurgia”

No dia da operação de Violet, em outubro, Meara consultou um modelo na sala de operações. A cirurgia correu como planejado.

No Hospital Brigham and Women, perto de Hospital Infantil de Boston, uma impressora 3D ainda mais sofisticada reproduz a carne e também o osso, além de produzir os instrumentos necessários para incisões.

“Quando chega a hora de operar, você não precisa fuçar em nada, está tudo lá”, disse Rybicki. “Você tem um planejamento cirúrgico sem precedentes e uma precisão sem precedentes.”

À medida que as impressoras 3D forem sendo aperfeiçoadas, as cirurgias também passarão a ter melhores resultados, de acordo com o especialista. Em breve, os médicos poderão enfiar cateteres em réplicas de vasos sanguíneos, mapear formas de contornar aneurismas e sentir a diferença tátil entre tumores e tecidos saudáveis.

Saber de antemão cada movimento que deveria ser feito na cirurgia de Violet, disse Taylor, foi fundamental para que a intervenção desse certo.

porCIPERJ

Our Curse

fonte: NY Times

Four years ago, my newborn son, Leo, was given a diagnosis of a very rare and incurable disorder known as Ondine’s Curse. Also called Congenital Central Hypoventilation Syndrome (C.C.H.S.), the disorder prevents the thousand or so people known to have been born with it from breathing while asleep, and sometimes also while awake. Though the disorder is manageable when treated, our son is likely to need a ventilator for the rest of his life.

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VEJA O VÍDEO COM O DOCUMENTÁRIO

This documentary follows my first few months of parenthood — as my wife, Magda, and I confronted the realities of our new life. After Leo finally came home from the hospital, with a collection of medical equipment, we worked hard to tame our fears and slowly adapted to our circumstances. Gradually our perception of Leo changed, too: He evolved from a “curse” (a term we took from the disorder’s name), an alien creature with lots of medical noisy equipment, into our truly beloved son, without whom we could no longer function.

That period of our lives was depressing and devastating. But shooting this film helped us a great deal. It kept us going; instead of succumbing to depression, we could direct our energy into something creative. At the time, we were not sure if we were going to show this film to anyone – it felt much too intimate and private. However, after a few months I realized that we had gone through the universal process of coping with any obstacle, even one that seems impossible at first. It was then that I felt that we should share this experience with others. I decided to complete the film.

For me, the most important thing in editing this film was to trace our emotions as closely as possible and to present the whole story honestly, as we really experienced it. We wanted to show that that even the worst moments of life can be turned into something positive, provided you do not lose hope. For us, the story of our family is one of overcoming the worst, and ultimately, of being truly grateful for what we have.

In December, Leo turned 4 years old. He is a cheerful young boy with a wonderful sense of humor, and is doing very well in school. His speech is still a bit delayed, but we’re helping him with it and I’m sure he will overcome this too – because our son is a real fighter.

porCIPERJ

CREMERJ recorre ao MP e à Justiça para pedir reabertura de CTI de maternidade municipal

fonte: O Globo

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) entrará nos próximos dias com uma representação na Tutela Coletiva de Defesa da Saúde do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e com uma ação judicial pedindo a reabertura do serviço do CTI materno do Instituto Municipal da Mulher Fernando Magalhães, desativado no dia 29 de janeiro. Durante uma fiscalização realizada na sexta-feira passada, agentes do Cremerj constataram que o fechamento aconteceu porque o número de médicos intensivistas era insuficiente, conforme mostrou o Blog Emergência. Segundo a direção, não há previsão de reabertura. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que o fechamento foi necessário para a realização de obras de readequação física do prédio e garantiu que nenhum paciente está sendo prejudicado com falta de leitos.

O hospital, que é referência no atendimento de gestação alto risco, e onde são realizados cerca de 500 partos por mês, tem funcionado com apenas dois obstetras e três pediatras no plantão. O problema, informa o Cremerj, também atinge o serviço de anestesiologia da unidade, localizada em São Cristóvão. De acordo com a vistoria, o CTI materno estava funcionando provisoriamente em uma enfermaria no sétimo andar, enquanto o setor o oitavo pavimento passava por obras para atender às especificações dos órgãos fiscalizadores. Detalhe: a ala foi reinaugurada há um ano, mas ainda não foi aberta. O CTI em local improvisado tinha quatro leitos e funcionava só para atendimento de casos graves da própria unidade. Segundo o Cremerj, este também foi fechado por falta de recursos humanos.

Durante a fiscalização, uma paciente diagnosticada com Síndrome Hellp, patologia hipertensiva que se manifesta durante a gravidez, aguardava transferência para um CTI materno em outro hospital pelo sistema de regulação de vagas. De acordo com a denúncia do Cremerj, os médicos do plantão tentavam um leito desde o início da manhã, mas até o meio-dia não haviam conseguido.

Segundo a presidência do Cremerj, a direção do hospital informou que a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro foi comunicada sobre o fechamento do CTI e tem conhecimento da situação crítica provocada pelo falta de médicos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que nos últimos anos “ampliou expressivamente a rede de assistência com a inauguração de três novas maternidades o que permite nestes próximos anos reformar os serviços atuais. A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Maternidade Fernando Magalhães apresentava dificuldades de funcionamento pela idade do prédio, mudanças das normas sanitárias e necessita de adequação para garantir a segurança das pacientes. Por isso, foi fechada para obras de readequação física. A unidade, como todas as demais maternidades, trabalha em articulação com a rede de assistência, transferindo as mulheres que precisam de internação em UTI. No momento, não temos gestantes ou puérperas aguardando enfermaria obstétrica ou leito de CTI.”

porCIPERJ

Entidades médicas participam de reunião com ministro da Saúde

fonte: CREMERJ

O CREMERJ, a Federação Nacional dos Médicos (Fenam), o Sinmed-RJ e outras entidades médicas participaram de uma audiência com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em Brasília, nessa quarta-feira, 28. O assunto principal foi a situação da gratificação por desempenho dos médicos federais, que é paga indevidamente desde 2012. O representante do Núcleo Estadual do Rio de Janeiro (Nerj) do Ministério da Saúde, José Carlos de Moraes, também compareceu à reunião.
Segundo Chioro, o assunto precisa ser levado novamente aos Ministérios do Planejamento e da Fazenda para apurar qual encaminhamento será dado à questão do reajuste, até porque recentemente novos ministros assumiram as pastas.
O ministro também informou que não há intenção em estender a carga horária de médicos federais que desejam as 40 horas semanais. Além disso, de acordo com ele, não deverá haver concurso público em âmbito nacional para os médicos, mas concursos regionais poderão ocorrer este ano.
As entidades médicas também questionaram o sucateamento dos hospitais federais e a falta de recursos humanos. O ministro, por sua vez, afirmou que mudanças serão feitas com a redefinição do perfil de cada unidade.
“O perfil dos hospitais federais devem ser avaliados, pois há serviços especializados sem produtividade necessária. Isso tem acontecido, por exemplo, com a cirurgia cardíaca”, disse.
Arthur Chioro explicou ainda que os médicos federais que trabalharem em unidades com a atuação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) deverão negociar a sua atualização salarial com a própria. Já os colegas da rede federal que atuarem em hospitais estaduais ou municipais deverão procurar o Estado ou a prefeitura, respectivamente.
As entidades médicas, por sua vez, propuseram a criação de um grupo de trabalho para discutir a questão de negociação salarial. No entanto, o ministro informou que debaterá separadamente com as entidades, sendo questões éticas com o Conselho Federal de Medicina, de salário, com a Fenam, e de especialidades, com a Associação Médica Brasileira (AMB).
Os conselheiros Carlos Enaldo de Araújo e Márcia Rosa de Araujo, que representaram o Conselho, discordaram dessa forma de negociação.
“Essa negociação separada não fortalece a unidade das entidades médicas. Além disso, o Ministério da Saúde tem o compromisso de garantir um serviço de qualidade e, para isso, é preciso reformar a infraestrutura de algumas unidades. A reunião transcorreu em clima cordial, mas não foi confirmada a criação do grupo de trabalho que foi sugerido por nós”, completou Márcia Rosa.
O presidente da Fenam, Geraldo Ferreira, também informou ao Ministério a atualização do piso salarial para a categoria médica que, agora, é de R$ 11.675,94 para 20 horas semanais.
Ao sair, o ministro da Saúde mencionou não concordar com as taxas de cesarianas e pediu o apoio das entidades para estimular o parto normal. Márcia Rosa, por sua vez, sugeriu um debate com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) para uma discussão técnica e pertinente