Autor CIPERJ

porCIPERJ

Autoridades de saúde desmentem corrente que divulga dois casos de ebola no Rio

ministeriosaudefonte: O Globo

“Minha amiga que trabalha na UPA acabou de me mandar”. Assim começa a corrente que circula na internet com a falsa informação de dois casos de ebola nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Botafogo e de Marechal Hermes, que a Secretaria de Saúde se recusa a divulgar. A corrente diz ainda para as pessoas não frequentarem lugares muito fechados ou ficar perto de pessoas tossindo muito “porque o ebola já está no Brasil”.

Autoridades de saúde ouvidas pelo GLOBO desmentem a informação. A assessoria do Ministério da Saúde negou a informação e informou que casos suspeitos não seriam internados para exames na UPA nem em Marechal Hermes, e sim no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, unidade de referência no Rio. Até o momento não há caso suspeito ou confirmado da doença no Brasil, e o risco de transmissão para o país é considerado baixo.

Em nota divulgada no último dia 15, o Ministério da Saúde dizia que: “O Ministério da Saúde recebe, diariamente, informações da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a situação de circulação de vírus no mundo, inclusive o ebola, além de quaisquer outras situações que possam se caracterizar como emergência de saúde pública. Como a doença é transmitida pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável. A OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados”.

O Ministério da Saúde está fazendo uma ação nas redes sociais para alertar sobre falsos relatos.

A Fiocruz também negou a existência de casos de ebola no Rio e a Secretaria estadual de Saúde também negou a informação e encaminhou à redação uma nota à população publicada no último dia 18:

Indivíduos provenientes da Nigéria estão excluídos de casos suspeitos de ebola. Risco de disseminação para outros continentes segue sendo considerado baixo. Não há nenhum caso no Brasil

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro acaba de distribuir nesta segunda-feira (18) Nota Técnica às unidades de saúde, atualizando a lista de países que devem ter maior atenção a pacientes provenientes, sob risco de ebola. Atualmente, os casos de doença pelo vírus ebola foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné; tendo sido notificados, nestes países, 2.127 casos e 1.145 óbitos desde o início do ano de 2014. Este é o maior surto da doença no mundo, com letalidade de aproximadamente 68%. A possibilidade de disseminação para outros continentes continua sendo considerada baixa.

O Rio de Janeiro está trabalhando de acordo com determinações do Ministério da Saúde para manter as unidades de saúde em alerta para a possível identificação de sintomas relacionados ao vírus ebola. Um plano de contingência já foi elaborado em parceria com as secretarias municipais de saúde, Corpo de Bombeiros e Fiocruz. É importante ressaltar, no entanto, que, pelas características da transmissão do vírus, assim como pelo seu comportamento clínico, a possibilidade de disseminação para outros continentes no momento atual é baixa.

– A Nigéria apresentou apenas dez casos da doença, todos de pessoas que tiveram contato com o primeiro paciente, que havia chegado no país, saído da Libéria. Portanto, a OMS já considera que não há circulação do vírus na Nigéria e que todos os casos apresentados já foram isolados – esclarece Alexandre Chieppe, superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde.

Protocolo  Em caso de suspeita de paciente com o vírus, ele será encaminhado pela unidade de emergência em que for atendido para uma unidade de saúde de referência para isolamento e início dos cuidados médicos adequados. Trata-se de uma doença de notificação compulsória imediata e deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível, de acordo com a Portaria No 1.271, de 6 de junho de 2014. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às autoridades de saúde das Secretarias municipais, Estaduais e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

A doença e sintomas – O Ebola é causado por um vírus e está relacionado à ocorrência de surtos de Febre hemorrágica no continente africano desde 1976. Atualmente, seus casos foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria.

O período de incubação da doença pode variar de 1 a 21 dias e sua transmissão ocorre somente após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue e/ou secreções da pessoa infectada (incluindo cadáveres), assim como por contato com superfícies ou objetos contaminados.

São considerados suspeitos pessoas que estiveram em algum dos países citados acima nos últimos 21 dias e que apresente febre de início súbito, acompanhada de sinais de hemorragia.

Notificação – O Ministério da Saúde disponibilizou canais de contato para notificação imediata por parte dos profissionais de saúde de casos suspeitos: 0800.644.6645 / notifica@saude.gov.br.

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Dr. Javier Svetliza fala da técnica Símil-EXIT que mostrará em curso no Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica

dr_javierAqui no Brasil a divulgação da técnica Símil-EXIT, indicada para o tratamento das gastrosquises, tomou vulto no mês passado, quando dois recém-nascidos foram operados utilizando este recurso. Observando a discussão e o grande interesse despertado pelo novo procedimento contatamos o idealizador da técnica, Dr. Javier Svetliza, cirurgião argentino. Ele estará no Brasil em outubro, quando participará do Curso de Malformações da Parede Abdominal do XXX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, em São Paulo. Buscamos novas informações e esclarecimentos sobre a técnica, que surgiu há quase uma década:

“Em junho de 2005, estive atendendo uma paciente grávida, portando um bebê diagnosticado com gastrosquise. Pesquisando casos e resultados de outros pacientes com esta doença constatei que o diagnóstico pré-natal, por si só, não melhorou o prognóstico ou resultado nessas crianças. Partindo do princípio de que devíamos evitar danos intestinais na criança, pesquisei todas as variáveis e constatei deveríamos idealmente realizar a terapêutica das gastrosquises antes que ocorressem danos ao intestino do paciente. Nunca havia pensado em técnicas EXIT até este momento. A ideia original era interromper a gravidez antes do dano intestinal e introduzir o intestino no minuto zero de vida, antes da criança engolir ar, aproveitando o breve período do cordão não ligado e funcionante”, disse.

Dr. Javier ainda falou sobre como foi a preparação das equipes médicas quando realizou os primeiros procedimentos com a Simil-EXIT:

“Os marcadores de início de dano intestinal eram muito pobres em 2005 e foi acordado com os neonatologistas não interromper a gravidez antes das 34 semanas de gestação, salvo por alguma razão obstétrica. O processo mais longo foi a integração com os anestesiologistas, por causa dos primeiros casos, onde não usamos qualquer droga adicional: o único analgésico foi anestesia local aplicada para fechar o anel da gastrosquise. A partir daí começamos a estudar a questão de como resolver a dor no bebê, difícil de quantificar, com os anestesistas”, falou.

O cirurgião argentino ainda destacou o trabalho de profissionais de outra especialidade para o êxito da técnica:

“Com nove anos de experiência com a Símil-EXIT, acho que a tarefa mais difícil é do médico neonatologista, que deve mudar radicalmente a sua forma de receber um recém-nascido, tendo muito pouco tempo para colocar o oxímetro de pulso, monitorar a via aérea e aspirar secreções de vias aéreas, tudo isso sobre as coxas da mãe, enquanto os cirurgiões reduzem o intestino e os obstetras esperam com o útero aberto”, concluiu.

De acordo com Dr. Javier ele já participou – operando, auxiliando ou supervisionando – de cerca de 50 procedimentos com a Símil-EXIT e mais de 300 pacientes já foram beneficiados, em todo o mundo, com sua técnica.

A 3ª edição da Revista CIPERJ, prevista para novembro, mostrará a entrevista com o Dr. Javier Svetliza na íntegra.

Caso queira participar do Curso de Malformações da Parede Abdominal, basta se inscrever no curso, que fará parte do XXX Congresso Brasileiro de Cirurgia Pediátrica, através do site do evento.

Dr. Javier Svetliza é especialista em Cirurgia Pediátrica, chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital Dr. José Penna, em Bahía Blanca, na Argentina e diretor do Fetalgroup (www.fetalgroup.org).

porCIPERJ

Aula da Liga ocorre nesta quinta e terá aula com Dr. Carlos Roberto Cordeiro

ligaA Liga Acadêmica de Cirurgia Pediátrica do Rio de Janeiro tem nova aula nesta quinta-feira, dia 28. O evento contará com palestra do Dr. Carlos Roberto Cordeiro, chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital da Lagoa, que falará sobre Cisto do Mesentério e Duplicação do Trato GastrointestinalA atividade é aberta a médicos, residentes e acadêmicos, terá início às 17h e ocorrerá no anfiteatro de Pediatria do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG), na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Mais informações, como estacionamento e como chegar ao HUGG, além de aulas anteriores e a programação de 2014, você encontra em no hotsite da Liga.

O HUGG fica na Rua Mariz e Barros, 775.

SAIBA COMO CHEGAR

porCIPERJ

Sabonete e outros bactericidas podem trazer risco à saúde

sabonetefonte: Exame

Um novo estudo divulgado pela Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês) indica que o triclosan e o triclocarban, dois assassinos de germe comumente empregados em sabonetes, detergentes e outros produtos antibacterianos de uso diário, representam um sério risco à saúde.

Fórmulas com essas substâncias podem interferir no sistema endócrino dos seres humanos e afetar o desenvolvimento de fetos, aponta o relatório que será apresentado na próxima quinta (14) durante evento nacional da Associação sobre temas emergentes na ciência.

Grávidas e crianças são os grupos mais vulneráveis. Os pesquisadores detectaram triclosan em todas as amostras de urina de mulheres grávidas que analisaram e em cerca de metade das amostras de sangue do cordão umbilical. Isso significa que a substância é transferida das mães para os fetos. Triclocarban também apareceu em muitas das amostras.

“Se você cortar a fonte de exposição, eventualmente, o triclosan e triclocarban seriam rapidamente eliminados pelo corpo humano, mas a verdade é que fazemos uso universal destes produtos químicos, e, portanto, também sofremos uma exposição universal”, diz o doutor Rolf Halden, principal investigador do estudo pela Universidade Estadual do Arizona.
Perigo oculto

Há um crescente corpo de evidências que mostram que os compostos podem levar a problemas de desenvolvimento e reprodutivos em animais e, potencialmente, em humanos.
Em estudos com animais foi demonstrado que essas substâncias atrapalham a regulação dos hormônios da tireóide (que afetam o metabolismo e o desenvolvimento do cérebro), a síntese de testosterona (diminuindo a contagem de espermatozóides) e ação do estrógeno (causando início precoce da puberdade).

A exposição ao triclosan também é associada ao enfraquecimento de músculo do coração e dos músculo esqueléticos. Em pesquisa da Universidade da Califórnia em Davis, peixes expostos ao triclosan no ambiente aquático eram incapazes de nadar corretamente. E ratos tiveram redução de 25% nas contrações dos músculos do coração 20 minutos após terem sido expostos a uma pequena dose.
Além disso, algumas pesquisas sugerem que os aditivos podem contribuir para a resistência aos antibióticos, um problema crescente de saúde pública.

Para piorar, a maioria destes produtos vai parar no esgoto, atingindo cursos de água e sendo transportados amplamente por todo o ambiente.

Triclosan é um dos produtos químicos mais frequentemente detectados em riachos em todo os EUA e ambos, triclosan e triclocarban, são encontrados em altas concentrações nos sedimentos de lodo de esgoto, onde podem persistir por décadas.

Regulação
Nos Estados Unidos, o Food and Drug Administration (FDA) e a Agência de Proteção Ambiental (EPA) estão revendo o uso e os efeitos desses compostos.

Recentemente, Minnesota se tornou o primeiro estado americano a aprovar uma proibição sobre o uso de triclosan em determinados produtos; a lei entrará em vigor em janeiro de 2017.
Algumas empresas, como a Johnson & Johnson e Procter & Gamble anunciaram que estão retirando o composto de alguns produtos.

No Brasil, o triclosan é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A concentração máxima permitida é de 0,3% em produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Não há, contudo, qualquer tipo de recomendação de limitação ou condições de uso.

Já o triclocarban consta na lista de substâncias que os produtos de higiene pessoal e cosméticos não devem ter, salvo algumas exceções – ele pode aparecer em produtos destinados a serem enxaguados em uma concentração máxima no produto final de 1,5%.

porCIPERJ

Nota da SES à população: vigilância da doença pelo vírus Ebola

fonte: SES-RJ

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro informa que está trabalhando de acordo com determinações do Ministério da Saúde para manter as unidades de saúde em alerta para a possível identificação de sintomas relacionados ao vírus Ebola.

Um plano de contingência já foi elaborado em parceria com as secretarias municipais de saúde, Corpo de Bombeiros e Fiocruz. É importante ressaltar, no entanto, que, pelas características da transmissão do vírus, assim como pelo seu comportamento clínico, a possibilidade de disseminação para outros continentes no momento atual é baixa.

Em caso de suspeita de paciente com o vírus, ele será encaminhado pela unidade de emergência em que for atendido para uma unidade de saúde de referência para isolamento e início dos cuidados médicos adequados. Trata-se de uma doença de notificação compulsória imediata e deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível, de acordo com a Portaria No 1.271, de 6 de junho de 2014. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às autoridades de saúde das Secretarias municipais, Estaduais e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

A doença e sintomas – O Ebola é causado por um vírus e está relacionado à ocorrência de surtos de Febre hemorrágica no continente africano desde 1976. Atualmente, seus casos foram identificados em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria.
O período de incubação da doença pode variar de 1 a 21 dias e sua transmissão ocorre somente após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue e/ou secreções da pessoa infectada (incluindo cadáveres), assim como por contato com superfícies ou objetos contaminados.
São considerados suspeitos pessoas que estiveram em algum dos países citados acima nos últimos 21 dias e que apresente febre de início súbito, acompanhada de sinais de hemorragia.
porCIPERJ

A saúde não pode esperar

sidneiferreirafonte: O Globo, 12 de agosto de 2014

Há filas de espera de mais de 13 mil pacientes para cirurgias, dois mil deles, crianças. Há emergências apinhadas com doentes — muitos em estado grave

As notícias de repercussão nos últimos meses deixam uma certeza: a administração pública tem pressa para deixar a cidade pronta para os eventos (agora é a vez das Olimpíadas 2016), para construir estádios, viadutos, melhorar a mobilidade urbana e a segurança. Há pressa em consolidar o Rio de Janeiro como um dos principais destinos turísticos internacionais. Tudo isso é, sem dúvida, importante para o país e para a população. Os avanços sociais e econômicos são inquestionáveis. Mas um setor primordial parece ser relegado a um segundo plano por aqueles que têm a maior responsabilidade, as autoridades. A saúde é cada vez mais deixada de lado. Os investimentos, tão reivindicados por nós e essenciais para o setor, são encarados como dispensáveis.

Enfrentando, há tempos, uma série de dificuldades, a saúde aguarda sua vez, mas a verdade é que não pode esperar. As constantes fiscalizações do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro nos hospitais, clínicas e postos de saúde do estado comprovam a carência do setor e alertam para a urgência do tratamento. Há filas de espera de mais de 13 mil pacientes para cirurgias, dois mil deles, crianças. Há emergências apinhadas com doentes — muitos em estado grave — pelos corredores esperando horas por atendimento. Há um déficit diário de mais de uma centena de leitos de UTI. Serviços e hospitais estão sendo fechados por falta de recursos e infraestrutura. Os médicos enfrentam péssimas condições de trabalho, salários incompatíveis, vínculos trabalhistas precários. O que encontramos são equipes inteiras desfalcadas, cansadas, desmotivadas.

A situação é grave ainda por outros motivos. A preceptoria está prejudicada e a transição entre os profissionais experientes e os recém-formados não tem sido feita com o devido cuidado. Assim, novas equipes e serviços não se formam da maneira adequada para garantir um atendimento digno à população.

No momento, a “(des)culpa” são as eleições. Quando o Cremerj cobra as soluções da administração pública, a resposta é sempre a mesma: os prazos eleitorais. “Só podemos pensar nisso em janeiro de 2015” é o que ouvimos repetidas vezes. Já fomos incontáveis vezes ao Ministério Público denunciar os desmandos e o descaso e propor ações que levem o poder público a agir e permitam à saúde sair a tempo da UTI e ser capaz de atender com profissionalismo, eficiência, infraestrutura e remédios os que mais precisam: a população em geral e a do Rio de Janeiro, em particular.

Os prazos acabaram, a situação é de emergência. A saúde não pode esperar! Mortes e sequelas evitáveis estão acontecendo a cada minuto. Pacientes com câncer e outras doenças graves estão perdendo a chance de cura e tratamento. Os programas para controlar o caos nas unidades não funcionam. A prevenção e a promoção da saúde transformaram-se em devaneio. Enquanto pessoas morrem nas filas de espera de hospitais, pergunto: quem será responsabilizado por mais quatro anos de iniquidade com a população?

Sidnei Ferreira é presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj)

porCIPERJ

ANS anuncia nova suspensão de 123 planos de saúde de 28 operadoras

tribunalfonte: G1

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou nesta quinta-feira (14) a suspensão da venda, por três meses, de 123 planos de saúde, administrados por 28 operadoras. A medida foi tomada por descumprimento de prazos estabelecidos para atendimento médico, realização de exames e internações, além de negativas indevidas de cobertura. A medida vale a partir deste sábado (16).

Veja ao fim da reportagem a lista dos planos suspensos

Este é o 10º ciclo de monitoramento divulgado pela agência. Das 28 operadoras atingidas, 11 já haviam sido suspensas no ciclo anterior e vão permanecer por mais três meses com a venda de seus planos proibida por não terem alcançado a melhora determinada pela ANS.

A suspensão dos planos teve como base as 13.009 reclamações recebidas pela ANS entre 19 de março e 18 de junho. Esse volume de reclamações é praticamente o mesmo do verificado no ciclo anterior  (13.079). De acordo com a ANS, a suspensão anunciada nesta terça beneficia 1,1 milhão de clientes desses 123 planos de saúde, que devem ter um melhor atendimento.

A suspensão das vendas não afeta o atendimento aos atuais usuários desses planos de saúde, mas impede a inclusão de novos clientes.

Por outro lado, 104 planos de 34 operadoras conseguiram melhoraram a qualidade de seus serviços e, por isso, vão poder voltar a ser vendidos.

Como funciona

Uma resolução publicada em dezembro de 2011 estabeleceu tempo máximo para marcação de exames, consultas e cirurgias. O prazo para uma consulta com um clínico-geral, pediatra ou obstetra, por exemplo, não pode passar de sete dias.

Para verificar o cumprimento da resolução, a ANS vem monitorando os planos de saúde por meio de reclamações feitas em seus canais de relacionamento. E, a cada três meses, publica um relatório.

Depois, em janeiro de 2013, foi anunciada a inclusão de novos critérios para suspensão, entre eles os casos em que os planos se negam a liberar o atendimento ao cliente, irregularidade na exigência de carência e não pagamento de reembolsos.

São punidas com a suspensão da venda todas as operadoras que atingiram, por dois trimestres consecutivos, um índice de reclamação superior a 75% da mediana do setor apurada pela ANS. A punição dura três meses, até que um novo relatório seja divulgado.

Além da proibição, é aplicada multa de R$ 80 mil por descumprimento da norma para cada reclamação comprovada. Se for um caso de urgência ou emergência, a multa sobe para R$ 100 mil.

Empresas dizem que nº de reclamações caiu

Em nota, a Abramge, associação que representa os planos de saúde, disse que no primeiro semestre de 2014 o setor de saúde suplementar realizou mais de 550 milhões de procedimentos entre consultas, internações, terapias e exames, incluindo tratamentos de alta complexidade, emergências e doenças crônicas, o que contribui para colocar a medicina brasileira entre as mais avançadas do mundo.  “As reclamações representam menos do que 0,0047% do total de procedimentos, ou seja, aproximadamente uma reclamação para cada 21 mil atendimentos no trimestre”, afirmou.

Disse, ainda, que o total de queixas tem caído mesmo com o aumento do número de beneficiários. “Ao compararmos as reclamações com o mesmo período do ano passado (março a junho de 2013), houve uma drástica diminuição de 25% desse número, de 17.417 para 13.009 e, ao mesmo tempo, um aumento de aproximadamente 3,5% de beneficiários, ou seja, mais de 1,5 milhão de novos usuários de planos de saúde”, diz a associação.

Já Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) destacou que o índice de reclamações caiu pelo quinto mês consecutivo e defendeu a revisão de “critérios de medição que distorcem as realidades da prestação desse serviço e do desempenho de cada operadora avaliada”.

Lista dos planos suspensos:

ALLIANZ SAÚDE S/A
Registro ANS: 000515

410205993 EXCELLENCE 20

433380002 EXCELLENCE 20 PME

410208998 EXCELLENCE 50

410207990 EXCELLENCE 40

UNIMED PAULISTANA SOCIEDADE COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO
Registro ANS: 301337

467981124 UP BRONZE ENFERMARIA INDIVIDUAL

455236069 Padrão Uniplan Empresarial

701003996 MASTER

467990123 UP PLATINA I UNIPLAN INDIVIDUAL

459389098 Padrão Apartamento Uniplan Adesão

455244060 Supremo Uniplan Empresarial

445901036 PADRÃO

455215066 Supremo Uniplan Adesão

455209061 Integral Uniplan Adesão

467998129 UP BRONZE ENFERMARIA UNIPLAN EMPRESARIAL

455204061 Absoluto I Uniplan Individual

467995124 UP BRONZE APARTAMENTO UNIPLAN ADESAO

467976128 UP PRATA UNIPLAN INDIVIDUAL

455229066 Original Apartamento Individual

455235061 Padrão Apartamento Individual

455234062 Padrão Apartamento Empresarial

445917032 SUPREMO

468685133 Padrão UP Enfermaria Uniplan Empresarial

445915036 PADRÃO

459378092 Padrão Apartamento Uniplan Empresarial

461082092 Padrão Enfermaria Uniplan Empresarial c/ Co-Participação

455211063 Padrão Uniplan Adesão

455212061 Padrão Uniplan Individual

467992120 UP PRATA UNIPLAN ADESAO

467977126 UP BRONZE ENFERMARIA COPARTICIPACAO EMPRESARIAL

401047997 MASTER

455213060 Referência Uniplan Adesão

461092090 Integral Uniplan Empresarial c/ Co-Participação

455210065 Integral Uniplan Individual

467980126 UP BRONZE APARTAMENTO INDIVIDUAL

445902034 INTEGRAL

401044992 MASTER

445916034 INTEGRAL

455216064 Supremo Uniplan Individual

467991121 UP OURO UNIPLAN INDIVIDUAL

CENTRO TRASMONTANO DE SAO PAULO Registro ANS: 303623

440264022 Gold I – Apto. Ambulatorial/Hospitalar

467144129 GOLD I 712  Apartamento

469628130 PLENO I

SAÚDE MEDICOL S/A. Registro ANS: 309231

467794123 PLENO PLUS 320 (E)

457430083 SPECIAL 10 I/F

435363013 EMP.AMB+HOSP.SEM OBST.EXECUTIVO

467494124 Master Plus Enfermaria Com Obstetrícia

GREEN LINE SISTEMA DE SAÚDE S.A Registro ANS: 325074

400307991 Standard Global

400308990 Special Global

444361036 SPECIAL PREMIUM

469450133 GREEN MAX 201

469434131 GREEN MAX 101

UNIMED MACEIO COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO Registro ANS: 327689

406634991 univida  especial plus I

430341005 plano estadual especial amb.+hosp.+obstetricia

460399091 Estadual Especial Plus Coletivo Empresarial – Coparticipação

430325003 plano estadual básico amb. + hosp.+obstetricia

UNIMED ARARUAMA COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO LTDA Registro ANS: 335215

 410004992 Uniplan-NR-Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrícia Básico

UNIMED SERGIPE – COOPERATIVA DE TRABALHO MÉDICO Registro ANS: 337668

704574993 UNIMED CIDADE BASICO

703794995 UNIVIDA BÁSICO EMPRESARIAL PARTICIPATIVO

703792999 UNIVIDA ESPECIAL ADESÃO PARTICIPATIVO

SEISA SERVIÇOS INTEGRADOS DE SAÚDE LTDA. Registro ANS: 338362

415436993 PLANO PREMIUM BLUE GR

456496071 STANDARD BLUE GR – CE

700616991 ÔNIX

416330993 PLANO STANDARD BLUE GR

434204006 PREMIUM BLUE GR – CA

467746123 STYLLUS – CE

456501071 STANDARD BLUE GSP – CE

456389071 SAFIRA

ASSOCIAÇÃO AUXILIADORA DAS CLASSES LABORIOSAS Registro ANS: 340146

466021118 LINE

PLAMED PLANO DE ASSISTENCIA MEDICA LTDA
Registro ANS: 343463

412785994 PLAMED EMPRESARIAL BÁSICO II

469053132 PLAMED PRATA EMPRESARIAL II C/P

427155996 PLAMED GOLD I

427159999 Plano Básico BA Co-Participação

FUNDAÇÃO ASSISTENCIAL DOS SERVIDORES DO MINISTÉRIO DA FAZENDA Registro ANS: 346926

466490126 ASSEFAZ RUBI APARTAMENTO EMPRESARIAL

466497123 ASSEFAZ SAFIRA APARTAMENTO

466491124 ASSEFAZ SAFIRA ENFERMARIA EMPRESARIAL

PROMED ASSISTENCIA MEDICA LTDA Registro ANS: 348805

458868081 PROMED GOLD APART

457960087 Promed Premium Enfermaria

CASA DE SAÚDE SÃO BERNARDO S/A Registro ANS: 363766

448959044 Capixaba Total Empresarial Executivo

NOSSA SAÚDE – OPERADORA PLANOS PRIVADOS DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE LTDA.
Registro ANS: 372609

416612994 LUMEN LÍDER 100 – ENF COM CO-PARTICIPAÇÃO

COOPUS – COOPERATIVA DE USUÁRIOS DO SISTEMA DE SAÚDE DE CAMPINAS
Registro ANS: 384356

461511105 134.1.22 CE

461505101 134.1.33 CA

461454102 130.2.30 CA

SANTO ANDRÉ PLANOS DE ASSISTENCIA MÉDICA LTDA. Registro ANS: 400190

456407073 RUBI

456479071 DIAMANTE

ASSIMÉDICA SISTEMA DE SAÚDE LTDA. Registro ANS: 401846

448970045 PLANO GLOBAL PLENO ADESÃO

401069988 Master Basic

412173992 GLOBAL PLENO

SOSAUDE ASSISTÊNCIA MÉDICO HOSPITALAR LTDA
Registro ANS: 410926

453350040 STANDARD ENFERMARIA SEM OBSTETRICIA

453351048 VIP APARTAMENTO SEM OBSTETRICIA

467555120 Só Saúde Apartamento sem Obstetrícia Empresarial

467558124 Só Saúde Coparticipativo sem Obstetrícia Enf. Ind./Fam.

467556128 Só Saúde Enfermaria sem Obstetrícia Empresarial

455751074 SoSaude Flex Standart

porCIPERJ

CFM publica nota de pesar pelo falecimento de Eduardo Campos

Eduardo-Camposfonte: CFM

Em nome dos 400 mil médicos brasileiros, o Conselho Federal de Medicina (CFM) expressa publicamente seu pesar pela morte do governador Eduardo Campos, candidato à Presidência da República. Aos familiares, amigos e admiradores, a entidade manifesta sua solidariedade neste momento trágico.

Aos 49 anos, Campos era inegavelmente um dos políticos mais promissores do país, dono de grande capacidade de liderança e articulador de um projeto consistente para o desenvolvimento brasileiro.

A perda deste grande homem deixa enorme lacuna no cenário político nacional, contudo, esperamos que seu desejo de luta por mudanças para o País sobreviva, com a formulação de políticas estruturantes para a Saúde, a Educação e o Desenvolvimento Social, entre outras áreas.

Como ele mesmo disse, em entrevista, um dia antes dessa tragédia, os brasileiros não devem desistir do Brasil e de expressar “a sua indignação, o seu sonho, o seu desejo de ter um Brasil melhor” com o objetivo de criar uma sociedade mais justa.

Brasília, 13 de agosto de 2014.

Conselho Federal de Medicina (CFM)

porCIPERJ

Hospitais universitários recebem R$ 31,4 milhões para reestruturação

fila-hospital-servidoresfonte: Agência Brasil

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), vinculada ao Ministério da Educação, autorizou na terça-feira, dia 12, a liberação de R$ 31.441.490 para 26 unidades do Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais.

Os recursos serão destinados à aquisição de medicamentos, materiais médico-hospitalares, produtos e insumos para exames, equipamentos, mobiliários e material permanente, visando a melhorias no desempenho das funções de ensino, pesquisa e extensão e na assistência à saúde pública.

Serão destinados R$ 19.950.000 para custeio e R$ 11.491.490 para investimentos. O montante destinado a cada instituição está descrito em portaria publicada no Diário Oficial da União.

As ações da Ebserh, criada em 2011, integram um conjunto de medidas adotadas pelo governo federal para recuperar os hospitais vinculados às universidades federais.

porCIPERJ

Reunião científica de setembro será no dia 4 e abordará Escroto Agudo

logo_riosdorA diretoria da CIPERJ convida seus associados, residentes, acadêmicos e médicos em geral para a reunião científica de setembro da entidade, a ser realizada na quinta-feira, dia 4, às 19h30, no auditório do Hospital Rios D´Or, em Jacarepaguá.

O evento contará com palestra sobre Escroto Agudo, a ser ministrada pela Dra. Daniela Miranda.

A entrada é aberta a profissionais da Saúde e acadêmicos de Medicina.

O Rios D´Or fica na Estrada dos Três Rios, 1.366, Freguesia, Jacarepaguá.

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