Autor CIPERJ

porCIPERJ

Hospitais federais vivem verdadeira “asfixia”

8f9cb6fbd31745d9838e42be0722ab74fonte: FENAM

A crise vivida pelos hospitais federais. Esse foi do tema do debate ocorrido durante audiência pública nesta quarta-feira (4), na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal. “O que está embutido no projeto (EBSRH) é levar os hospitais à asfixia e só restar entregá-los à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, cuja Lei de criação está tendo a constitucionalidade questionada no STF”, alertou o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Jorge Darze, que na ocasião representava o presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM).
Darze também elencou os principais problemas sofridos tanto pelos profissionais de saúde como pelos  pacientes que dependem exclusivamente da rede do Sistema Único de Saúde, como o sucateamento e a destruição da rede hospitalar federal. Entre eles, está a suspensão do pagamento da gratificação aos médicos, que representa perda de R$ 1,3 mil nos contracheques com jornada de 20 horas de trabalho.
Contracheques exibidos na audiência revelaram “uma política discriminatória” contra os médicos, segundo o presidente do Sinmed/RJ. “Essa é a primeira vez na história da República que a categoria é a que menos recebe entre os servidores públicos federais. Ganhamos menos do que qualquer outro profissional de nível superior na administração pública federal.  Recebemos gratificações menores que os enfermeiros que nos auxiliam”, desabafou.
O procurador do Trabalho da Coordenação Nacional de Combate às Irregularidades Trabalhistas da Administração Pública (CONAP), Ruy Cavalheiro, divulgou o resultado de levantamento do MPT, que percorreu hospitais públicos “in loco” para averiguar as condições de trabalho e de atendimento. “Nós percebemos que, em muitos locais, não há condições de trabalho. Muitas normas não são observadas e isso gera consequências nefastas aos profissionais porque estão sujeitos a doenças e aos pacientes que receberão o tratamento. Existe o risco real tanto biológico, químico, físico ou psicológico”, concluiu.
O senador Paulo Davim (PV/RN), autor do requerimento para a realização da audiência pública, afirmou que a crise nos hospitais federais vem angustiando os parlamentares . Ele alertou sobre a angústia dos servidores da saúde de Natal, no qual 5% dos profissionais tentaram cometer suicídio. “Os hospitais se tornaram um local onde potencializa o estresse por falta de condições de trabalho que geram impotência diante do sofrimento do paciente. O Ministério Público esquece que os servidores  da saúde também são cidadãos. É preciso cuidar de quem cuida”, defendeu o senador.
Na ocasião,  o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Sidnei Ferreira, informou que existem oito mil pessoas aguardando cirurgia no município. Outras dificuldades apontadas são a falta de medicamentos e leitos nas emergências . O presidente do Cremerj também lamentou que leitos estejam sendo fechados, assim como salas cirúrgicas. “Diariamente cerca de 200 pacientes correm o risco de morrer em decorrência de falta de leitos ou de tratamento adequado no Rio”.
A audiência foi presidida pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS) que se comprometeu a acompanhar o assunto.
O OUTRO LADO:
O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Fausto Pereira, explicou que os hospitais federais são de grande porte e, por isso, são complexos na gestão.  Um dos problemas apontados foi a falta de integração entre as três esferas da administração – federal, estadual e municipal, que, segundo o secretário, compromete a gestão das unidades. “Praticamente todos os hospitais federais foram repassados para a gestão de estados e municípios nos anos 80 e 90, menos os do RJ pela particularidades da rede”, afirmou.
Segundo ele, já foram feitas diversas tentativas para “apadrinhamento desses hospitais” para conseguir uma melhor gestão. Na ocasião, ele se comprometeu a dar celeridade para a substituição dos equipamentos sucateados e finalização das obras iniciadas.
GREVE NOS HOSPITAIS FEDERAIS
Jorge Darze rebateu as críticas com relação à morte do fotógrafo que faleceu em um ônibus, na porta do Instituto Nacional de Cardiologia, erroneamente atribuída a paralisação dos médicos, que lutam diariamente por melhores condições de trabalho, desde maio.
“Pior que a greve do trabalhador é a greve do poder público. Quando morre um cidadão em decorrência do caos da saúde pública, ninguém responde criminalmente por isso. Não é possível aceitar a decisão de criminalizar uma greve de médicos e ao mesmo tempo deixar passar os problemas de gestão que levam cidadãos à morte”, lamentou  Darze.
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Permanecem as críticas sobre a forma de contratação de cubanos no Mais Médicos

ac98d71346fa8f9c8b28c7d1b7a96f5bfonte: FENAM

“É válido nos beneficiarmos da fragilidade de 13 mil cubanos que vivem sob a tutela de um regime ditatorial e comercializa seus médicos para tentar ganhar a eleição?” é a pergunta principal do deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), um dos autores do requerimento para a realização de audiência para falar sobre o Mais Médicos com o ministro da Saúde, Arthur Chioro. O parlamentar questiona o Ministério da Saúde alocar 13 mil profissionais cubanos e admitir que vivam no Brasil sem condições dignas de cidadania, regidos pela legislação brasileira.

O ministro foi convidado para abordar o tema “Esclarecimentos sobre os contratos de trabalho assinados entre médicos cubanos e o governo de Cuba”. O debate ocorreu na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (04) e contou com a presença de representantes da Federação Nacional dos Médicos (FENAM).

Além de Caiado, parlamentares como Luís Henrique Mandetta (DEM/MS) e Eleuses Paiva (DEM/SP), avaliaram a apresentação de Chioro uma “propaganda que na verdade é sonho de todo cidadão”. Eles deixaram claro que não são contra o aumento do número de médicos para atender os 49 milhões de brasileiros assistidos hoje, e sim pela forma de contratação diferenciada submetida aos profissionais de Cuba.

Foi ressaltado que o Ministério Público do Trabalho (MPT) já apontou relação de trabalho entre a União e os contratados pelo programa do governo, além de ter solicitado que o salário dos médicos cubanos deixasse de ser intermediado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). “Eles recebem só 20% dos que os outros médicos recebem, e os outros 80% ficam nos cofres da ditadura cubana. Isso é correto? É uma questão de consciência do governo brasileiro”, completou Caiado.

O deputado Osmar Terra (PMDB/RS) lembrou da criação de carreira que havia sido prometida em acordo feito com Alexandre Padilha. “O governo não ofereceu uma proposta permanente aos brasileiros antes de tentar soluções paliativas com os estrangeiros”, disse. Ele explicou que os municípios têm dificuldades de contratar profissionais e por isso, os prefeitos aceitam os profissionais do Mais Médicos, pagos pelo governo federal.

FUTURO E CONSEQUÊNCIAS

Ainda para os deputados, o futuro tratará de julgar a realidade vivida pelos cubanos hoje no Brasil. “A história ainda vai fazer, talvez uma comissão da verdade sobre exploração de pessoas e vai trazer à tona o verdadeiro comércio feito entre esses dois Estados”, declarou Mandetta.

Caiado espera que esses médicos tenham condições de chegar a outros países, principalmente aos Estados Unidos para buscar os seus direitos. “Eles vão recorrer dentro das Cortes Internacionais e mostrar que tiveram tratamento análogo ao trabalho escravo, com várias limitações. Acontecerá o que vemos hoje com a Venezuela. País e empresa envolvidos terão que pagar por essas custas trabalhistas”.

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Projeto aprovado sobre o Supersimples beneficia médicos

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O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta terça-feira (3) a votação do Projeto de Lei Complementar 221/12, que universaliza o acesso do setor de serviços ao Simples Nacional (Supersimples), o regime de tributação das micro e pequenas empresas.

O texto aprovado é do relator, deputado Cláudio Puty (PT-PA), que prevê a criação de uma nova tabela para serviços, com alíquotas que variam de 16,93% a 22,45%. Entre os serviços novos que entram nesse regime de tributação estão os relacionados a medicina, odontologia e psicologia.

Nas votações dos destaques nesta terça-feira, os deputados aprovaram três emendas incorporando mudanças no enquadramento de empresas. Podem participar do Supersimples as empresas com receita bruta anual de até R$ 3,6 milhões. O projeto segue para votação no Senado.

Uma das emendas, do autor do projeto original, deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), atribui ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) a função de disciplinar o acesso do microempreendedor individual (MEI) e das micro e pequenas empresas a documento fiscal eletrônico por meio do portal do Simples Nacional. A emenda foi aprovada com 313 votos.

O texto também estende a outras empresas facilidades já previstas no Estatuto da Micro e Pequena Empresa (Lei Complementar 123/06, que criou o Supersimples).

Para o relator, as principais conquistas são a universalização do Supersimples para o setor de serviços e o fim da substituição tributária. “Cerca de 80% das microempresas terão benefício com o fim da substituição tributária para vários setores”, afirmou.

A regra, entretanto, valerá somente a partir de 1º de janeiro do segundo ano após a publicação da futura lei e tem várias exceções.

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Universidade do Porto oferece vagas para estudantes estrangeiros

fonte: CFM

Médicos brasileiros interessados em estudar no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, em Portugal, poderão fazer o pedido de inscrição online em plataforma criada pela instituição para atender estudantes estrangeiros. Não é preciso o envio de documentos e, caso seja aprovado, o estudante receberá as informações por email. O acesso à plataforma de inscrição pode ser feito aqui.

A Universidade do Porto é mais procurada pelos estudantes estrangeiros em Portugal, tendo recebido no ano acadêmico de 2012/2013 mais de 1789 estudantes, de 112 nacionalidades diferentes. O ano acadêmico 2014/2015 vai de 15 de setembro de 2014 a 31 de julho de 2015. Entre os cursos oferecidos pelo ICBAS estão o de “Ciências Médico-Legais” e “Assistência Integral em Urgências e Emergências”.
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Conselhos pedem fortalecimento das estruturas de fiscalização do SUS

fonte: CFM

Os Conselhos de Medicina cobraram do Ministério da Saúde o fortalecimento das estruturas de fiscalização, controle e avaliação do Sistema Único de Saúde (SUS) e medidas urgentes que garantam evitem a incompetência administrativa, os abusos e a corrupção na saúde pública. O pedido foi feito publicamente nesta sexta-feira (30), quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) avaliou as recentes denúncias no setor, exibidas em reportagens apresentadas em rede nacional.

Em nota de esclarecimento à sociedade, o CFM criticou a omissão do Estado em oferecer à população acesso à assistência médica com qualidade. Informou ainda que, com o apoio dos Conselhos Regionais, serão realizadas novas fiscalizações em caráter de urgência nas unidades citadas nas reportagens. Segundo os Conselhos, este e outros esforços estão alinhados com o engajamento das entidades médicas na identificação de gargalos que afetam o atendimento oferecido pelo SUS à população e na cobrança de respostas efetivas dos gestores.

Lei abaixo a íntegra da nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO À SOCIEDADE

Assunto: Fiscalização de hospitais denunciados pela imprensa

Diante da omissão do Estado em oferecer à população acesso à assistência médica com qualidade, desrespeitando os direitos humanos e até mesmo decisões judiciais, conforme tem sido apresentado em reportagens recentes apresentadas em rede nacional, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou a adoção de medidas para o enfrentamento desse quadro de crise que afeta, sobretudo, os mais de 150 milhões de brasileiros que dependem exclusivamente do SUS para ter acesso a consultas, exames, internações e cirurgias. Neste sentido, o CFM determinou que:

  •       Com o apoio dos CRMs locais, sejam realizadas novas fiscalizações em caráter de urgência nas seguintes unidades: Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (MT), Hospital Regional da Asa Norte (DF), Hospital Regional do Gama (DF), Hospital Regional de Ceilândia (DF), Hospital Geral de Salvador (BA), Hospital Cleriston Andrade (em Feira de Santana, BA) e Maternidade Dona Regina (TO);
  •      Os relatórios de vistoria com a descrição de todas as fragilidades encontradas em termos de infraestrutura e recursos humanos sejam encaminhados – em âmbito local – aos gestores do SUS e aos representantes dos Poder Legislativo, do Poder Judiciário, dos Tribunais de Contas, do Ministério Público e de outros instâncias de fiscalização e controle, bem como ao Ministério da Saúde;
  •      Os CRMs – em articulação com outras entidades locais – proponham aos gestores do SUS a adoção de medidas emergências para resolver os problemas detectados, garantindo aos pacientes melhor atendimento e aos profissionais condições de atuar adequadamente nas unidades;
  •    O mesmo procedimento deva acontecer em outras denúncias que, porventura, sejam divulgadas pela imprensa, assegurando o comprometimento do sistema conselhal com a melhora da assistência.

Por outro lado, na esfera federal, o CFM solicita ao Ministério da Saúde a apresentação urgente de propostas que contemplem os seguintes pontos:

  •  Um plano detalhado e de longo prazo para melhoria efetiva da infraestrutura de toda a rede hospitalar que integra o SUS, com ênfase nos setores de urgência e emergência;
  •  A criação de uma carreira de Estado para os médicos e outros profissionais da saúde, como forma de estimular sua adesão e permanência na rede pública;
  • A reposição das perdas acumuladas dentro da Tabela SUS (em consultas e procedimentos), cuja defasagem tem contribuído para a redução da cobertura assistencial oferecida pela rede pública;
  •  O aumento imediato e significativo da oferta de leitos de internação e de UTI para atender a demanda crescente de internações e cirurgias de média e alta complexidade;
  •  A promoção de campanhas de esclarecimento à sociedade sobre os fluxos corretos de atendimento no âmbito do SUS, com consequente reforço e aperfeiçoamento da respectiva estrutura para absorver a demanda reprimida;
  •  O fortalecimento das estruturas de fiscalização, controle e avaliação – em todas as esferas de gestão do SUS – com a garantia de apoio para agirem com autonomia, rapidez e transparência no acompanhamento de ações, projetos e programas do SUS, evitando-se a incompetência administrativa, os abusos e a corrupção.

Finalmente, o CFM e os CRMs pedem à Câmara Federal a aprovação do Projeto de Lei nº 174/2011, que já recebeu aval terminativo do Senado e aguarda a deliberação dos deputados. O texto estabelece que ocupantes de cargos do Poder Executivo (presidente, governador ou prefeito, por exemplo) poderão ser cobrados e penalizados pelo descumprimento de compromissos e promessas feitos à população.

Estes esforços dos Conselhos de Medicina estão alinhados com seu engajamento na identificação de gargalos que afetam o atendimento oferecido pelo (SUS) à população e na cobrança de respostas efetivas dos gestores. Os resultados deste trabalho têm sido absorvidos por outros órgãos, como o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público e o Congresso Nacional, que os incorporaram em seus relatórios sobre o assunto, provando a pertinência das ações implementadas pelo sistema conselhal.

Brasília, 30 de maio de 2014.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA

CONSELHOS REGIONAIS DE MEDICINA

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Entidades médicas criticam Ebserh

82c9c569e96738ab5c8a5eac72f5099bfonte: SaúdeWeb

A crise vivida pelos hospitais federais foi tema de debate durante audiência pública nesta quarta-feira (4), na Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal. Na visão de entidades médicas, o projeto de entregar a gestão dos hospitais universitários para a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) leva os hospitais à asfixia.

Na ocasião, Jorge Darze, presidente do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed/RJ) e representante do presidente da Fenam, alertou sobre a suspensão do pagamento da gratificação aos médicos, que, segundo ele, equivale a perda de R$ 1,3 mil nos contracheques com jornada de 20 horas de trabalho.

“Essa é a primeira vez na história da República que a categoria é a que menos recebe entre os servidores públicos federais. Ganhamos menos do que qualquer outro profissional de nível superior na administração pública federal. Recebemos gratificações menores que os enfermeiros que nos auxiliam”, disse Darze.

“Os hospitais se tornaram um local onde potencializa o estresse por falta de condições de trabalho que geram impotência diante do sofrimento do paciente. O Ministério Público esquece que os servidores da saúde também são cidadãos. É preciso cuidar de quem cuida”, defendeu o senador Paulo Davim (PV/RN), autor do requerimento para a realização da audiência pública, que informou que 5% dos profissionais de Natal tentaram cometer suicídio.

Na ocasião, o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), Sidnei Ferreira, informou que existem oito mil pessoas aguardando cirurgia no município. Outras dificuldades apontadas são a falta de medicamentos e leitos nas emergências. “Diariamente cerca de 200 pacientes correm o risco de morrer em decorrência de falta de leitos ou de tratamento adequado no Rio”.

A audiência foi presidida pelo senador Waldemir Moka (PMDB-MS) que se comprometeu a acompanhar o assunto.

O OUTRO LADO:

O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Fausto Pereira, explicou que os hospitais federais são de grande porte e, por isso, são complexos na gestão. Um dos problemas apontados foi a falta de integração entre as três esferas da administração – federal, estadual e municipal, que, segundo o secretário, compromete a gestão das unidades.

“Praticamente todos os hospitais federais foram repassados para a gestão de estados e municípios nos anos 80 e 90, menos os do RJ pelas particularidades da rede”, afirmou.

Segundo ele, já foram feitas diversas tentativas para “apadrinhamento desses hospitais” para conseguir uma melhor gestão. Na ocasião, ele se comprometeu a dar celeridade para a substituição dos equipamentos sucateados e finalização das obras iniciadas.

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Cubanos são minoria entre desistentes do Mais Médicos, diz ministro

chioro201402110001fonte: Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse hoje (6) que, dos cerca de 11 mil profissionais cubanos ligados ao Mais Médicos, 14 deixaram o programa (índice de desistência de 0,1%). Já entre os cerca de 1.500 profissionais brasileiros que aderiram à iniciativa, 131 deixaram o programa (índice de desistência de 8,4%).

Durante audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, Chioro argumentou que a maioria dos brasileiros que saíram do Mais Médicos o fez em razão do surgimento de vagas em programas de residência.

O ministro lembrou que o programa atingiu, em março deste ano, a meta de 14 mil médicos em atuação em todo o país. Segundo ele, os índices de desligamento são baixos em relação ao total de profissionais ligados ao programa.

Ainda durante a audiência, ele lembrou que o convênio com Cuba é estabelecido por meio de um termo de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). “Nossa relação se dá exclusivamente com a Opas e não com o governo cubano”, disse. “Esses médicos cubanos continuam mantendo vínculo com o governo cubano”, completou.

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“Éramos vigiados por um representante do governo de Cuba”, diz cubano que deixou o Mais Médicos

275ilmty6z_1yu0w0elf2_filefonte: R7

A baixa remuneração foi o principal motivo que levou os cubanos Raul Vargas, 51 anos, e Okanis Borrego, 29 anos, a abandonarem o programa Mais Médicos nesta terça-feira (3). Além disso, Vargas revelou que ele e todos os colegas precisavam pedir permissão para ir e vir.

— Éramos vigiados por um representante do governo e precisávamos pedir permissão para qualquer deslocamento, mesmo que fosse um passeio em alguma cidade próxima e fora do horário de trabalho. Além disso, tínhamos que comunicar ao chefe se iria receber visita de amigos ou familiares.

Desde novembro de 2013 no Brasil, Vargas e Okanis começaram a exercer a profissão um mês depois de sua chegada. Eles foram trabalhar em Senador José Porfírio [município de 13 mil habitantes], no Pará, e ganhavam US$ 400 (R$ 933), conta Vargas.

— O dinheiro só dava praticamente para a alimentação. Se a gente quisesse comprar alguma roupa, por exemplo, tinha que comer menos.

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Os dois médicos dividiam a mesma casa com outros dois cubanos e as despesas de aluguel e luz eram bancadas pela prefeitura da cidade. Eles também recebiam uma ajuda de alimentação no valor de R$ 500, mas, segundo eles, não era suficiente.

Vargas conta que quando chegou ao Brasil não sabia que iria ganhar menos do que os outros profissionais do Mais Médicos.

— Para nós, US$ 1.000 é muito dinheiro, por isso resolvemos nos inscrever para a missão no Brasil. Foi Ramona [cubana que largou o Mais Médicos em fevereiro] que abriu nossos olhos e mostrou a realidade: que os médicos do programa ganhavam R$ 10 mil. Até então, não sabíamos.

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Para o médico, eles são tratados como mercadoria em Cuba, já que o país forma muitos profissionais e exporta para outros países.

— Penso que Cuba forma muitos médicos com o objetivo mercantilista, para ganhar dinheiro.

Okanis, que deixou pai, mãe e irmão no país, conta que se engravidasse de um brasileiro teria que voltar para Cuba.

— Outra situação é que se eu casasse com brasileiro deveria cumprir as leis cubanas, mesmo morando aqui.

Ambos admitem ter muito medo do que possa acontecer com suas famílias. Vargas, que é casado e tem dois filhos, teme que o mais velho seja impedido de estudar.

— Minha filha tem 17 anos e está prestes a entrar para a faculdade. O problema é que todas são públicas e o governo pode impedi-la de estudar.

Segundo os cubanos, as famílias ainda não sabem que eles abandonaram o programa. Por meio do departamento jurídico da AMB (Associação Médica Brasileira), os médicos entraram com o pedido de refúgio no Brasil, o que garante que eles não sejam deportados até serem julgados.

— Já queria deixar Cuba há muito tempo. Meu objetivo é exercer a profissão no Brasil e ser remunerado como os colegas brasileiros, não importa em qual cidade.

Segundo Florentino Cardoso, presidente da AMB, enquanto os profissionais não fazem o exame Revalida, devem trabalhar na área administrativa.

— Qualquer médico estrangeiro é bem-vindo em nosso País, desde que faça o Revalida. É o que qualquer país sério faz.

De acordo com Cardoso, cerca de 30 médicos procuraram a AMB para saber mais informações sobre o Programa de Apoio ao Médico Estrangeiro.

Outro lado

Em nota, o Ministério da Saúde informou que “assim como todos os participantes do programa Mais Médicos, os médicos cubanos também estão sujeitos às leis do Brasil. Eles são livres para viver sua vida privada, inclusive no que diz respeito a relacionamentos pessoais com cidadãos brasileiros. Os profissionais não sofrem qualquer tipo de coerção por parte do governo brasileiro, que respeita as liberdades individuais de brasileiros e de estrangeiros.”

De acordo com o ministério, dos 11.100 médicos cooperados que estão em atividade, sete foram desligados devido a ausência injustificada ao trabalho, cinco estão em processo de desligamento e dois estão sendo notificados nesta terça-feira (3), totalizando 14 casos (o equivalente a 0,1% do total de cooperados).

Em relação aos demais participantes, 131 brasileiros (o equivalente a 8,4%) e 9 intercambistas de outras nacionalidades (o equivalente a 0,8%) desistiram do programa. De um total de 13.700 médicos em atuação, 154 participantes (1,1% do total) estão nessas condições.

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O sucesso do VIII Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança

fonte: CIPE

O mutirão da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) para atendimento cirúrgico ambulatorial a crianças e adolescentes em todo o país teve importante adesão. Só para citar alguns exemplos, cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília realizaram cerca de 70 cirurgias de baixa complexidade, com rápida alta hospitalar. Nacionalmente foram assistidos 558 pacientes, em 27 serviços, sendo efetuadas cerca de 600 operações.

O Hospital da Criança e Maternidade de São José do Rio Preto (HCM) foi palco da solenidade de abertura do Mutirão. Com a presença do dr. José Roberto Baratella, estiveram presentes autoridades como os drs. Dulcimar Donizetti, diretor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, o deputado federal Eleuses Paiva (PSD) e Adriana Monteiro, representante da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, entre outros nomes.

“Nesta quarta participação de nosso serviço, realizamos 25 cirurgias. Contamos com mais de 35 profissionais que atuaram em quatro salas simultaneamente. À oportunidade, realizamos o 1º Encontro de Ex-Residentes de Cirurgia Pediátrica, uma confraternização para reunir colegas que hoje atuam em cidades como Piracicaba, Mogi das Cruzes e Dourados (MS)”, conta dr. Paulo Nakaoski, chefe do serviço de cirurgia pediátrica do HCM.

“Atingimos a expectativa de realizar, mais uma vez, um trabalho sério e de utilidade à população com o atendimento às crianças e adolescentes. Contamos com uma importante adesão de 27 serviços por todo o país, e a boa repercussão na mídia contribuiu para que o mutirão fosse bem sucedido”, destaca dr. José Roberto de Souza Baratella, presidente da CIPE.

De fato, a iniciativa teve interessante visibilidade em veículos regionais e nacionais, como rádios CBN e Globo, Portal G1, jornais A Tarde (BA), Correio do Estado (ES), Tribuna do Norte (RN) e Bem Paraná (PR), além de virar notícia nas emissoras de televisão Globo, SBT, Record e Bandeirantes de todo o país. A ampla divulgação deu abrangência ao serviço à comunidade, o que foi fundamental para a redução nas filas de espera para cirurgias de crianças e adolescentes.

Giro pelos Estados

Em sua segunda participação, a capital de Mato Grosso realizou 23 cirurgias. A sede foi a Santa Casa de Cuiabá, que disponibilizou cinco salas para atendimentos simultâneos, entre 7h30 e 11h30 do sábado, 10 de maio, reunindo sete cirurgiões, cinco anestesistas, quatro residentes em anestesiologia e quatro alunos da Liga Acadêmica de Cirurgia Pediátrica.

“Foi um sucesso, tudo correu tranquilamente, não houve quaisquer intercorrências nas crianças. Nossa expectativa é repetir a dose em 2015 e aumentar o número de atendimentos”, comenta dr. Augusto Aurélio de Carvalho, presidente da Regional CIPE de Mato Grosso.

Vencendo imprevistos

A média de cirurgias realizadas no Hospital da Criança Conceição, em Porto Alegre, é de 300 mensais, com espera máxima de seis meses. O serviço, que participa assiduamente do Mutirão, dispôs de cinco cirurgiões, um anestesista, além da equipe de enfermagem.

Apesar de um imprevisto no centro cirúrgico, foi possível realizar oito cirurgias. “Não haverá prejuízo às crianças não atendidas, elas serão remarcadas para os próximos dias e terão atendimento normal. Tivemos a oportunidade de divulgar a especialidade com uma ação de extrema relevância, possibilitando o congraçamento dos especialistas”, avalia o dr. João Vicente Bassols, vice-presidente da CIPE.

Estreia bem sucedida

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, participou pela primeira vez do Mutirão, que aconteceu das 7h às 12h. Cinco salas foram liberadas para a realização dos atendimentos, que resultaram em 16 cirurgias executadas por cinco cirurgiões pediátricos, três residentes, quatro anestesistas, oito técnicos de enfermagem e um enfermeiro padrão.

“Contamos com a excelente estrutura do hospital, que resultou em uma ação bem organizada e com frutos positivos. Não houve qualquer intercorrência e as mães ficaram muito satisfeitas com os resultados de qualidade e a prontidão no atendimento cirúrgico”, comemora dra. Helena de Lima Chaves Castro, chefe da residência em cirurgia pediátrica do Hospital Regional.

Presença materna

Já em sua quarta participação, o Hospital Estadual de Botucatu, nesta edição, atendeu no dia 10 exclusivamente pacientes para o Mutirão. As equipes se distribuíram em três salas, cada qual com um residente, um cirurgião e professor de residência médica, um anestesista e uma enfermeira.

“Este ano tivemos uma novidade: permitimos a presença das mães nas salas de pré e pós-operatório, para que ficassem com suas crianças o máximo de tempo possível, deixando-as mais tranqüilas e confortáveis para o procedimento. Todas receberam alta hospitalar no mesmo dia”, destaca dra. Erika Paiva Ortolan, professora livre-docente e chefe da disciplina de cirurgia pediátrica da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/UNESP).

REPERCUSSÃO MAGNÍFICA

“O Mutirão reduziu em 10% as filas de espera em nosso serviço. É uma iniciativa indispensável e oferece atenção às cirurgias de baixa complexidade”
Carlos Emanuel Rocha de Melo, superintendente do Hospital Martagão Gesteira – Salvador (BA)

“O Mutirão é um incentivo para o aumento de procedimentos deste porte. Nossa proposta foi atender da melhor maneira possível. Pude participar de 12 intervenções neste dia, como hérnia, fimose e tumor no antebraço”
Luciano Martins Carvalho, cirurgião pediátrico do Hospital Municipal Esaú Matos – Vitória da Conquista (BA)

“É o terceiro mutirão que realizamos na cidade. Havia muitas queixas devido à demora na realização dos procedimentos. Com o sucesso da ação, o secretário municipal da Saúde, Marcelo Barreto Otero, se comprometeu a realizar outro Mutirão em breve, em parceria com a CIPE”
José Raimundo Bahia Sapucaia, cirurgião pediátrico do Hospital Octávio Pedreira – Santo Amaro da Purificação (BA)

“Apesar das críticas contra a saúde pública, o Mutirão demonstrou a união da equipe multidisciplinar, compromissada em prestar o melhor atendimento possível às crianças”
Roselle Bugarin Steenhouwer, cirurgiã pediátrica do Hospital Materno Infantil Brasília (HMIB) – Brasília (DF)

“Contamos com uma equipe engajada e foi notável a satisfação pessoal com a boa recuperação das crianças. É emocionante saber que elas puderam ficar em casa no Dia das Mães, com suas famílias, e comemorar a resolutividade de seu problema”
Manoel Eduardo Amoras Gonçalves, cirurgião pediátrico da Santa Casa de Misericórdia – Belém (PA)

“Há uma demanda reprimida no Estado de Pernambuco e o Mutirão demonstrou essa necessidade claramente. Nós atendemos 75 crianças e, três dias depois, já agendamos 10 procedimentos”
Luciana Santana Lima, chefe do serviço de cirurgia pediátrica do Instituto Materno-Infantil Prof. Fernando Figueira (IMIP) – Recife (PE)

“O Hospital Regional é bem estruturado, embora sua localização seja na região da Amazônia, atende 15 municípios vizinhos. O mutirão cumpriu muito bem seus dois objetivos, o de chamar atenção do governo para a iniciativa e saciar parte da demanda por procedimentos ambulatoriais”
Ugo Bicego Queiroz, cirurgião pediátrico do Hospital Regional Público do Araguaia (HRPA) – Redenção (PA)

“Foi um êxito para o nosso serviço, tivemos cinco salas disponíveis e atendemos 19 crianças. É sempre recompensador participar de uma ação tão louvável”
Geraldo Marcos Faria, coordenador do Mutirão no Hospital Regional Rosa Pedrossian – Campo Grande (MS)

“Sabemos que é um trabalho árduo e não conseguiremos reduzir totalmente a fila de espera para os procedimentos, mas o Mutirão tem a capacidade de aliviar a demanda. Nosso serviço atendeu 17 crianças, resultando em uma ação bem sucedida”
Maria Aparecida Siqueira de Andrade, cirurgiã pediátrica do Hospital Federal Cardoso Fontes – Rio de Janeiro (RJ)

“O Mutirão é uma iniciativa que rende frutos positivos. Em nosso serviço, operamos 12 crianças sem quaisquer intercorrências. A expectativa é que a cada participação, possamos, cada vez mais, contribuir com a CIPE”
Elio Fernandes Campos Filho, cirurgião pediátrico do Hospital Regional Darcy Vargas – Rio Bonito (RJ)

“Tudo correu com tranqüilidade; pudemos atender 12 crianças e contribuímos da melhor forma possível. É uma oportunidade de chamar a atenção para a importância da cirurgia pediátrica como especialidade e, com isso, realizar ainda mais procedimentos”
Paulo Barroso Tavares, coordenador da Disciplina de Cirurgia Pediátrica do Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE – UERJ) – Rio de Janeiro (RJ)

“Todos festejamos o sucesso da empreitada. Tivemos 46 crianças operadas, contando com duas equipes. Nos próximos eventos, esperamos contar com mais uma equipe. Dessa forma, poderemos ampliar a nossa marca de atendimentos”
Sérgio Pacheco Ferreira de Melo, cirurgião pediátrico do Hospital Infantil Varela Santiago – Natal (RN)

“Sem dúvida, correspondemos à nossa expectativa no Mutirão. Não houve qualquer intercorrência e conseguimos antecipar pacientes que estavam na fila de espera. Com a ação, divulgamos ainda mais a especialidade, colocando-a em evidência”
Manoel Carlos Prieto Velhote, cirurgião pediátrico do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas (HCFMUSP)

“Somos o único serviço da região norte que participa do Mutirão, e toda a equipe multidisciplinar se envolveu com muita dedicação, acolhendo e orientando pais e pacientes. Havia crianças já há quatro anos na espera que puderam realizar suas cirurgias. As mães consideraram como seu melhor presente de Dia das Mães”
Lúcia Caetano Pereira, cirurgiã pediátrica do Hospital Infantil Público de Palmas (TO)

porCIPERJ

NOTA DE FALECIMENTO: Dra. Isabel Cunha

A diretoria da CIPERJ comunica, com pesar,  o falecimento de nossa associada Dra. Isabel Lima da Cunha, ocorrido na madrugada deste sábado.  O velório acontecerá neste sábado, das 14h às 17h, na capela 3 do Memorial do Carmo.