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Dr. Edmo Franco realiza palestra em aula da liga acadêmica

n1016A Liga Acadêmica de Cirurgia Pediátrica do Rio de Janeiro teve mais uma aula nesta quinta-feira, dia 10, quando cerca de 30 pessoas compareceram ao anfiteatro de Pediatria do Hospital Universitário Gafrèe e Guinle (HUGG), na Tijuca, para assistir a palestra Atendimento Pré-Hospitalar e ABCD do Trauma na Infância, que foi ministrada pelo Dr. Edmo Dutra Franco.

O evento teve início com o coordenador da liga, Dr. Marco Daiha, dando às boas vindas aos alunos e destacando a importância do tema abordado.

A próxima aula ocorre no dia 24 (quinta-feira), às 17h, no mesmo local e contará com o Dr. Gilberto Amaral falando sobre Trauma Genitourinário.

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Saiba como foi a 1ª reunião científica da CIPERJ em 2014

n1015Cerca de 20 pessoas estiveram presentes na noite desta terça-feira, dia 8, à primeira reunião científica de 2014 da CIPERJ, realizada no auditório do Hospital Copa D´Or, na Zona Sul da capital fluminense.

O evento teve início com o Dr. Kleber Moreira Anderson, vice presidente da associação, dando às boas vindas aos convidados e fazendo alguns anúncios relativos à Cirurgia Pediátrica e à CIPERJ.

Logo em seguida, o Dr. David Lanning, cirurgião chefe do Children’s Hospital of Richmond e da Virginia Commonwealth University Medical Center, fez a primeira apresentação da noite, abordando Xifópagos: dois casos e uma nova abordagem cirúrgica. Após a palestra, foi a vez do Dr. Claudio Oiticica, professor associado de Cirurgia e Pediatria da Virginia Commonwealth University Medical Center, falar sobre Cirurgia Robótica na Criança.

Finalizando a noite, os presentes fizeram algumas perguntas aos palestrantes e houve um breve debate sobre o evento.

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Corpos de bebês mal-acondicionados são ‘ponta’ do problema, diz promotora

fonte: Estadão

O acondicionamento inadequado de 40 corpos de bebês é apenas “a pontinha do problema” no Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), afirma a promotora de Infância e Juventude Ana Cristina Huth Macedo. Ela começou a investigar o armazenamento de corpos quando pediu informações sobre o enterro de um bebê morto no HUPE, em 2012. Foi informada que a criança ainda não havia sido sepultada. Como aquele menino, descobriu outros 39 corpos nas geladeiras do necrotério do hospital, ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

“Os corpos não estavam acondicionados de maneira correta. Uns estavam em sacos amarelos, outros em sacos pretos, outros enrolados com lençol. Era tudo absolutamente irregular. O que a gente viu lá é indescritível, assustador, estarrecedor. Não é forma digna de armazenar qualquer corpo”, afirmou Ana Cristina.

Além dos corpos dos bebês, ela contou que, durante a vistoria no hospital, encontrou duas gavetas com pernas e braços amputados que também não tiveram o descarte adequado. De acordo com a promotora, não há risco de contaminação por conta dos corpos armazenados. “A princípio, não (há risco). Peritos legistas que fizeram a vistoria comigo não relataram risco de contaminação para o hospital”, afirmou.

Ana Cristina disse que o diretor do hospital, Rodolfo Acatauassú Nunes, não a acompanhou na vistoria. “Não recebi explicação nenhuma para aquela situação. Na melhor das hipóteses, é um descaso, um desrespeito”, afirmou.

Descoberta. Os 40 corpos de bebês armazenados foram descobertos por acaso. Uma mulher deu à luz em junho de 2012 um bebê prematuro de 6 meses que pesava 800 gramas. Usuária de crack, ela abandonou o menino no hospital. A promotoria da Infância e Juventude foi comunicada, como é de praxe. A criança morreu em agosto daquele ano. Quando a promotoria enviou ofício, pedindo informações sobre o sepultamento do bebê, para encerrar o caso, foi informada que o corpo do menino continuava no necrotério do hospital.

Em uma vistoria, a promotora encontrou 40 corpos de bebês, 15 deles sem identificação nenhuma. Ela cobra do hospital a identificação dessas crianças por exame de DNA e “sepultamento digno” para os corpos. Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, o diretor do hospital reconheceu a falha e informou que abrirá sindicância para corrigir os problemas. “Há um problema social de as pessoas não buscarem os corpos dos seus filhos que evoluíram mal e vieram a falecer. Não se tem prazo máximo para sepultamento e você pode ter a expectativa de que o familiar vai vir pegar o corpo”, afirmou, ao programa. Procurada, a assessoria do HUPE ainda não se pronunciou.

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Repúdio ao perdão bilionário para planos de saúde

fonte: FENAM

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) apoia o Conselho Federal de Medicina (CFM) na nota, emitida nesta sexta-feira (11), a qual solicita a derrubada, pelo Senado Federal, de emenda à Medida Provisória 627 que perdoa uma dívida de aproximadamente R$ 2 bilhões das operadoras de planos de saúde. As entidades médicas compartilham do mesmo entendimento e possuem as mesmas reivindicações no que diz respeito à saúde suplementar do Brasil.

A anistia, já aprovada pela Câmara dos Deputados beneficia somente as empresas de saúde suplementar – privilegiando o lucro das operadoras em detrimento à assistência de mais de 50 milhões de brasileiros que têm plano de saúde. O montante passível de perdão seria útil, inclusive, para sanar problemas de hospitais e postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto apresentado pelo deputado Eduardo Cunha (PMBD/RJ) limita ainda o número de multas que as operadoras de planos poderão pagar, o que facilita a ocorrência de abusos que prejudicam pacientes, familiares e profissionais encarregados do atendimento. O suposto apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ao perdão da dívida bilionária também é repudiado pelo CFM, que solicita rigorosa apuração – visto que a agência é responsável pelo controle regulador do setor.

Há expectativa de que a emenda passe por votação no Senado Federal até o dia 21 de abril.

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CFM critica em nota Emenda que perdoa dívida de operadoras de planos de saúde

fonte: CFM

O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu, nesta sexta-feira (11), nota solicitando a derrubada, pelo Senado Federal, de emenda à Medida Provisória 627/2013, que perdoa uma dívida de aproximadamente R$ 2 bilhões das operadoras de planos de saúde.

A anistia já aprovada pela Câmara dos Deputados beneficia, de acordo com o CFM, somente as empresas de saúde suplementar – privilegiando o lucro das operadoras em detrimento à assistência de mais de 50 milhões de brasileiros que têm plano de saúde. O montante passível de perdão seria útil, inclusive, para sanar problemas de hospitais e postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

O texto apresentado pelo deputado Eduardo Cunha (PMBD/RJ) limita ainda o número de multas que as operadoras de planos poderão pagar, o que facilita a ocorrência de abusos que prejudicam pacientes, familiares e profissionais encarregados do atendimento. O suposto apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ao perdão da dívida bilionária também é repudiado pelo CFM, que solicita rigorosa apuração – visto que a agência é responsável pelo controle regulador do setor.

Há expectativa de que a emenda passe por votação no Senado Federal até o dia 21 de abril. Leia abaixo a íntegra da nota do CFM:

NOTA À IMPRENSA

Assunto: Críticas à emenda da MP 627 que beneficia planos de saúde

Brasília, 11 de abril de 2014.

Com relação à emenda à Medida Provisória 627, que determina teto para a aplicação de multas aos planos de saúde, aprovada na Câmara dos Deputados e que aguarda votação no Senado, o plenário do Conselho Federal de Medicina (CFM) vem a público se manifestar EM FAVOR dos seguintes pontos:

1) A defesa à derrubada pelo Senado da emenda apresentada pelo relator da MP na Câmara, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ), durante a votação da matéria prevista para acontecer até 21 de abril;

2) No caso de sua manutenção pelos senadores, solicita-se o veto integral da Presidência da República ao item, o qual pode representar um perdão às dívidas das operadoras de planos de saúde, num montante estimado de R$ 2 bilhões;

3) A derrubada desse ponto específico reforça direitos de mais de 50 milhões de brasileiros que têm plano de saúde e disciplina a atuação das operadoras, inibindo abusos que prejudicam pacientes, familiares e profissionais encarregados do atendimento;

4) Há necessidade de debate amplo sobre mecanismos de controle e de fiscalização das operadoras de planos de saúde, que têm aumentado significativamente o número de clientes, contudo, sem: garantir maior rede de cobertura, facilitar o acesso aos procedimentos contratados e respeitar os prestadores de serviços (médicos e outros profissionais de saúde), ignorando critérios mínimos de contratualização e interferindo na autonomia médica no diagnóstico e no tratamento de doenças.

O CFM reitera que a manutenção deste trecho na MP 627 beneficia apenas as operadoras de planos de saúde e fragiliza os mecanismos para evitar abusos decorrentes da lógica adotada por essas empresas, que privilegiam a cultura do lucro em detrimento da assistência aos pacientes.

O Conselho Federal de Medicina salienta que esta possibilidade de anistia às empresas de saúde suplementar não dialoga com a penúria imposta à rede pública, vítima de baixos investimentos e inúmeros problemas. Inclusive, o montante passível de perdão seria útil ao saneamento das dificuldades enfrentadas por hospitais e postos de saúde do SUS.

Finalmente, o CFM lamenta informações veiculadas pela imprensa de que a aprovação na Câmara dessa emenda prejudicial a sociedade tenha contato com o apoio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), fato que deve ser apurado com rigor. Se a suspeita for confirmada, coloca-se em xeque a idoneidade desta importante instituição reguladora e de seus dirigentes nas relações com o segmento econômico sobre o qual deveria exercer controle.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

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MP aprovada na Câmara pode reduzir multas aplicadas a planos de saúde

fonte: G1

Uma proposta que reduz o número de multas das operadoras de planos de saúde entrou numa medida provisória (MP) sobre outro assunto, aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, e foi aprovada.

As novas regras foram incluídas numa MP que trata de outro assunto, completamente diferente, a tributação de empresas brasileiras no exterior. O relator da medida foi o líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha.

A medida muda a forma de cobrança de multas das operadoras de planos de saúde. O texto reduz as punições, aplicadas hoje pelo órgão de fiscalização, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Atualmente, as operadoras pagam multas que variam de R$ 5 mil a R$ 1 milhão por infração cometida. O valor é multiplicado pelo número de ocorrências. A nova medida cria uma tabela, válida até o dia 31 de dezembro.

Se o plano de saúde cometer de 2 a 50 infrações do mesmo tipo, pagará multa por apenas duas infrações, considerando a de maior valor.

O último patamar é acima de 1.000 infrações. Neste caso, o plano pagará como se tivesse cometido apenas 20 infrações. Também serão cobradas pela de maior valor. Na prática, hoje, se uma operadora negar um procedimento, como uma cirurgia, pode pagar uma multa de R$ 80 mil. Se a negativa de cobertura ocorrer 50 vezes, teria que pagar R$ 4 milhões. Com a nova regra, a multa cairá para R$ 160 mil

O Instituto Brasileiro de Estudos e Defesa do Consumidor (Ibedec) criticou a proposta. “Você estimula a impunidade e faz com que o consumidor tenha um gasto maior com advogado para interpor uma ação”, comenta o diretor do Ibedec, Geraldo Tardin.

O relator da MP, Eduardo Cunha, não quis gravar entrevista. Mas disse, por telefone, que o objetivo é coibir abusos e possíveis casos de corrupção na fiscalização das empresas.

A mudança do sistema de cobrança de multas das empresas de plano de saúde foi incluída numa MP que trata de outro assunto, completamente diferente, a tributação de empresas brasileiras no exterior. O vice-líder do PPS na Câmara criticou a mistura de vários assuntos na mesma medida provisória que trata da tributação de empresas brasileiras no exterior. “Isso é uma deformação criminosa, um escândalo do processo legislativo que precisa ser corrigido imediatamente”, disse o deputado Arnaldo Jordy.

A medida provisória sobre as multas dos planos de saúde vai agora para o Senado. A ANS e as representantes das operadoras dos planos de saúde informaram que só vão se manifestar depois da decisão final sobre a medida.

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III Jornada Carioca de Cirurgia Pediátrica

CURSO PRÉ-JORNADA

Tiveram início as atividades científicas da III Jornada Carioca de Cirurgia Pediátrica. Nesta quinta-feira, dia 12, ocorreu o curso pré-jornada que abordou videocirurgia pediátrica.

A Drª Simone Simões fez a abertura do evento agradecendo a presença de todos e explicando um pouco do que seria abordado ao longo do dia. Sem mais delongas, ela apresentou o Dr. Elias Couto que fez uma exposição sobre os princípios gerais da videocirurgia: organização e conceitos gerais; boas práticas com equipamentos e instrumentais e acessos abdominais e conceitos seguros sobre punções.

Após um breve intervalo para o café, foi realizada oficina de instrumentais e equipamentos, onde os participantes puderam conhecer mais sobre os materiais utilizados em videocirurgias.

Depois do almoço, teve início a parte prática do curso onde os participantes trabalharam em simuladores fazendo nós, suturas e anastomoses.

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DIA 13

Teve início nesta sexta-feira, dia 13, a III Jornada Carioca de Cirurgia Pediátrica. Setenta e nove pessoas estiveram presentes ao auditório da Casa de Saúde São José neste 1º dia de atividades, que contou com o Dr. Kleber Moreira Anderson, presidente da CIPERJ, dando às boas vindas aos presentes e agradecendo o apoio dos associados se inscrevendo e participando do evento, assim como dos patrocinadores, da Casa de Saúde São José e da comissão organizadora da jornada.

Em seguida, ele deu a palavra ao Dr. André Cunha, presidente de conferência, que apresentou o primeiro palestrante do dia: o Dr. Adrian Bianchi, da Inglaterra, que falou sobre Estado da arte da Gastrosquise. Na sequência, a Dra. Stella Sabbatini abordou A experiência do Instituto Fernandes Figueira em redução à beira do leito, que teve como presidente de conferência o Dr. Paulo Tavares. Após uma breve pausa para o café, Dr. Kleber Anderson pediu desculpas mas o Dr. Jofre Amaral teve uma emergência e não pode comparecer ao evento. Assim, ele chamou Dr. Irnak Barbosa para coordenar a mesa-redonda sobre Enterecolite Necrotizante e Síndrome do Intestino Curto, que contou com a Dra. Karla Pinto como secretária de mesa e teve palestras sobre: Conduta agressiva e conservadora na Enterecolite Necrotizante (Dr. Adrian Bianchi), Reabilitação intestinal. Tratamento clínico (Drª Maria Carolina) e Opções cirúrgicas no tratamento do intestino curto (Dr. Adrian Bianchi).

Depois do almoço, houve uma pequena mudança na programação. As duas mesas-redondas da tarde, Tomada de decisões em Urologia Pediátrica e casos clínicos complexos em Urologia Pediátrica, foram mescladas, com a Dra. Patricia Ferraz sendo a coordenadora e os Drs. Kleber Anderson, Samuel Dekermacher, Lisieux Eyer de Jesus e Francisco Reed os debatedores. A mesa contou com palestras sobre Desafios na Estenose de JUP, Resultados tardios do tratamento endoscópico do Refluxo Vesicoureteral, Ureterocele ectópica: há consenso no tratamento?, com o Dr. Francisco Reed, e casos clínicos apresentados pela Dra. Lisieux Eyer de Jesus, Dra. Raquel Lameira Bernardo, Dra. Patrícia Ferraz e Dr. Marcelo Holanda.

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DIA 14

Chegou ao fim neste sábado, dia 14, a III Jornada Carioca de Cirurgia Pediátrica. Foram dois dias que levaram 89 pessoas ao auditório da Casa de Saúde São José, no Humaitá. A diretoria da Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro (CIPERJ) e a comissão organizadora agradecem a presença de todos associados que prestigiaram a jornada e dos patrocinadores e da Casa de Saúde São José que deram apoio para a realização do evento.

O sábado teve início com o Dr. Kleber Anderson, presidente da CIPERJ, dando às boas-vindas aos presentes e chamando a Dra. Danielle Forny para coordenar a mesa-redonda sobre Distúrbio de deglutição do neuropata: novos paradigmas, que teve secretariado da Dra. Déborah Nunes Chagas e palestras abordando: Investigação de Distúrbios de Deglutição: papel do fonoaudiólogo (Drª Anatalia Jatobá)Avaliação radiológica do paciente encefalopata com indicação de gastrostomia (Drª Claudia Penna); Quando indicar fundoplicatura? (Dra. Danielle Forny); e Gastrostomia endoscópica (Drª Paula Peruzzi Elia).

Após um intervalo para o café a Dra. Lisieux Eyer de Jesus, vice-presidente da CIPERJ, coordenou a 2ª mesa-redonda do dia que tratou de Dissociação esôfago-gástrica e teve apresentações do Dr. Adrian Bianchi, Experiência Cirúrgica, e do Dr. Cláudio Oiticica, Experiência videolaparoscópica.

Finalizando as atividades da manhã, o Dr. Carlos Augusto Carvalho ministrou conferência sobre o Projeto Acerto em Cirurgia Pediátrica, cuja presidência ficou a cargo da Dra. Raquel Lameira Bernardo da Paz.

Depois do almoço teve início a mesa-redonda sobre Estado atual da Videolaparoscopia no Rio de Janeiro: o que é feito?. Os Drs. Luciano Guimarães, Carlos Eduardo Junqueira, André Cunha, Marco Daiha e Vinicius Pinto falaram um pouco sobre casos e técnicas realizadas nos seus serviços de Cirurgia Pediátrica. A mesa teve coordenação da Dra. Gladys Caussin e foi secretariada pelo Dr. Douglas Caetano.

Em seguida, foi a vez dos residentes de Cirurgia Pediátrica apresentarem casos clínicos. Realizaram palestras o Dr. Francisco Milanesi (IFF), Dra. Alana Bandeira (HFSE), Dr. Jéferson Tobias (IPPMG) e a Dra. Thiara Gallini (Hospital Federal da Lagoa) e a mesa-redonda teve coordenação da Dra. Danielle Forny e foi secretariada pela Dra. Simone Simões.

Finalizando as atividades científicas, os acadêmicos de Medicina da Liga de Pediatria e Cirurgia Pediátrica da Uni-Rio mostraram o que aprenderam ao longo do ano com as atividades em parceria com a CIPERJ. A mesa-redonda teve coordenação da Dra. Ana Teresa e contou com o Dr. Gilberto Amaral como secretário. Já as palestras ficaram a cargo das alunas Anna Letícia Araújo, Sarah Teixeira, Deborah Araújo, Mariana Zandoná e Luciana Mello.

Na Assembleia Geral Extraordinária ficou decidido que não haverá alteração no estatuto.

Ano que vem tem mais. Em breve informações sobre a IV Jornada Carioca de Cirurgia Pediátrica.

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Dia Mundial da Segurança do Paciente, comemorado em 17 de setembro, chama atenção para a importância da qualidade da assistência à saúde prestada.

fonte: Anvisa

Segurança do paciente: uma prioridade de saúde global. Esse é o tema da campanha deste ano do Dia Mundial da Segurança do Paciente, comemorado em 17 de setembro. O objetivo é mobilizar pacientes, profissionais de saúde, formuladores de políticas, pesquisadores, redes profissionais e o setor de saúde para defender a segurança do paciente.

A data foi definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na 72ª Assembleia Mundial da Saúde. A Anvisa, que desenvolve ações nacionais voltadas para a segurança do paciente em serviços de saúde desde sua criação, em 1999, se une à iniciativa da OMS, contribuindo para assegurar cada vez mais qualidade na assistência prestada.

Não fique de fora dessa! Acesse o cartaz “Vamos lutar pela segurança do paciente!” e celebre o dia 17 de setembro em sua instituição. Dê visibilidade às iniciativas exitosas que você vem desenvolvendo para a implementação de práticas mais seguras em suas redes sociais e marque @anvisaoficial nas fotos e vídeos de até um minuto produzidos. Utilize as hashtags #17desetembro, #diamundialdasegurancadopaciente e #eulutopelasegurancadopaciente.

Seja um agente transformador!

Se você é paciente: 

– Envolva-se, ativamente, no seu próprio cuidado.

– Faça perguntas! Cuidados de saúde seguros começam com uma boa comunicação.

– Certifique-se de fornecer informações precisas aos profissionais sobre seu histórico de saúde.

Se você é profissional de saúde ou líder de serviços de saúde: 

– Faça do paciente um parceiro, de modo a envolvê-lo em seu próprio cuidado.

– Garanta o desenvolvimento profissional contínuo para melhorar suas habilidades e conhecimentos em segurança do paciente.

– Crie uma cultura de segurança aberta e transparente.

– Notifique à Anvisa e investigue os eventos adversos que ocorreram no seu serviço de saúde. É importante aprender com as falhas.

Materiais da Anvisa para consulta

Relatório da Autoavaliação das práticas de segurança do paciente – 2018 

Relatórios e boletins sobre eventos adversos em serviços de saúde 

Manuais da série Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde 

Guia: Como posso contribuir para aumentar a segurança do paciente? Orientações aos pacientes, familiares e acompanhantes 

Hotsite Segurança do Paciente 

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Inteligência artificial deixa ressonância magnética mais rápida

fonte: Folha de SP

Usando IA (inteligência artificial), um grupo de pesquisadores criou um mecanismo que promete acelerar exames de ressonância magnética em até quatro vezes. Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (18) e constam em artigo ainda não publicado, mas já aceito para publicação, pelo “American Journal of Roentgenology”.

A nova técnica é fruto de uma iniciativa batizada de “FastMRI” (“ressonância magnética rápida”, em tradução livre). Ela une especialistas do Facebook e do NYU Langone Medical Center, hospital universitário ligado à Universidade de Nova York.

Segundo os pesquisadores, a ressonância mais rápida pode aumentar a capacidade de atendimentos nos hospitais e, com isso, baratear o procedimento.

Ela também torna a experiência menos desconfortável para os pacientes, que precisam ficar menos tempo dentro do tubo que faz os exames —a depender da complexidade, pode ser necessário que a pessoa fique imóvel por até uma hora dentro da máquina.

Além disso, a modalidade pode ampliar o leque de aplicações da ressonância magnética, possibilitando o uso em emergências, por exemplo.

“Se alguém está tendo um derrame, normalmente fazemos uma tomografia. Uma ressonância traria imagens mais detalhadas, mas demora demais. Se conseguirmos fazê-la em cinco minutos, no entanto, abrimos uma nova área para a qual podemos usar a ressonância magnética”, diz Michael Recht, chefe do departamento de radiologia do NYU Langone Medical Center.

A pesquisa analisou os joelhos de 108 pacientes de diferentes gêneros e faixas etárias. Cada um deles foi examinado tanto pelo sistema tradicional quanto pelo método acelerado por IA.

Seis radiologistas compararam os exames, sem saber qual era qual, e registraram seus diagnósticos. Para evitar que os especialistas se lembrassem de algo que tinham visto na análise anterior, as imagens tradicionais e as geradas por IA foram exibidas para eles separadas por um intervalo de um mês.

Todos os seis acharam melhores as imagens geradas pela inteligência artificial, e cinco não sabiam diferenciar qual era qual. Comparados, os diagnósticos tiveram discrepâncias em 4% dos casos, valor considerado irrelevante pelos pesquisadores.

Para montar o sistema, os cientistas usaram “deep learning” (“aprendizagem profunda”), uma técnica de IA que se popularizou na última década, com diferentes aplicações pipocando particularmente na medicina.

A diferença é que os usos na área da saúde normalmente atuam em outra parte do processo: o diagnóstico em si. No começo deste ano, por exemplo, houve grande repercussão e polêmica no setor após um sistema feito por pesquisadores do Google e da universidade Imperial College London, da Inglaterra, conseguir resultados melhores do que médicos para detectar câncer de mama em imagens de raios-X.

No caso da FastMRI, a inteligência artificial é empregada para criar imagens em alta resolução a partir dos dados coletados pelas máquinas de ressonância magnética. O diagnóstico fica por conta do médico.

Funciona assim: antes de gerar as imagens, as máquinas de ressonância primeiro usam magnetismo para coletar dados da localização dos átomos da região examinada. Essa informação é depois repassada para um segundo sistema, para só então ser a convertida em pixels, os pontinhos coloridos que formam o conteúdo das telas de computador e celular.

A IA entra no meio desse caminho. Com dados parciais, vindos de toda a área a ser examinada, ela consegue gerar uma imagem completa. Por precisar de menos informação —aproximadamente 25% do que é usado normalmente—, o processo é mais rápido.

Segundo Recht, o estudo agora se volta para ampliar a análise para imagens em parceria com outros hospitais, nos EUA e no exterior, e de outras partes do corpo, começando por cabeça abdômen.

“Já temos tido bons resultados. No cérebro, acreditamos que pode ser até 10 vezes mais rápido que o tradicional”, afirma.

O sistema criado pelo grupo é distribuído gratuitamente e funciona com diferentes tipos de máquinas. Agora, aponta Recht, é uma questão de tempo para que ganhe a confiança da comunidade médica, passe por regulação e seja implementado pelas fabricantes dos equipamentos. Tudo deve levar cerca de dois anos, prevê o especialista.

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Nota oficial: Hospital Adão Pereira Nunes

A administração do Hospital Adão Pereira Nunes, após problemas da administração estadual com a gestão pela OS previamente responsável pela administração da unidade (conforme amplamente divulgado pelos veículos de imprensa), foi recentemente delegada à prefeitura da cidade de Duque de Caxias.

O HEAPN congrega o maior serviço público de urgência cirúrgica pediátrica do Estado do Rio de Janeiro, atendendo também cirurgias eletivas, seguimento pós operatório em enfermaria e ambulatório e formação de residentes. Toda esta estrutura vêm sendo mantida há quase uma década através do trabalho de uma mesma equipe.

Há apenas três serviços públicos que dispõem de plantonistas diários por 24h com atendimento cirúrgico pediátrico no Grande Rio, incluindo o HEAPN, o que faz deste serviço um centro estratégico de atendimento à saúde da criança, inclusive emergencial. Por todos estes fatores, a diretoria da Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro (CIPERJ) vêm acompanhando com muita atenção e preocupação os acontecimentos referentes à mudança de gestão.

Em virtude das modificações administrativas, o grupo de cirurgiões pediátricos que atua no hospital está obrigatoriamente renegociando o seu contrato de prestação de serviços para a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. Segundo relatos de associados envolvidos na negociação, a empresa privada (OS) que será doravante responsável pela gestão do hospital oferece um contrato em que os médicos prestadores de serviço se tornarão associados à empresa, contratados individualmente no papel de pessoa jurídica, passando a ser pagos por hora de trabalho e não pela jornada de trabalho (como plantonistas, em cirurgias eletivas e para atendimento clínico em enfermarias e ambulatórios), contrapondo-se à forma atual de relação trabalhista, mediante contratos CLT.

Este tipo de contratação desvaloriza o médico em geral e o cirurgião pediátrico em especial, retirando dos profissionais qualquer garantia trabalhista, estabilidade funcional e planejamento de carreira. Em troca de agilidade e economia para o gestor o profissional médico não tem qualquer direito trabalhista ou estabilidade. Não pode assumir uma prestação para compra de um objeto (não tem estabilidade que o permita). Pode (e tem sido) demitido sumariamente através de mensagens em mídias sociais sem aviso prévio nenhum, às vezes seguindo caprichos de seus superiores. Não pode adoecer ou engravidar (porque então não é remunerado). Nem considera reclamar com seus superiores, sob pena de se tornar inconveniente e dispensável imediatamente (ainda que a reclamação diga respeito à segurança do paciente). Depende de ser cordato para manter empregabilidade.

Duvidamos muito que a sociedade queira profissionais médicos tornados mascates de suas habilidades duramente conquistadas com treinamento diuturno e compromisso eterno. Duvidamos muito que a sociedade queira médicos para quem o trabalho se encerre numa troca de serviço por dinheiro, contabilizado nos ponteiros de um relógio, pura e simples. Duvidamos que a sociedade queira médicos que não podem defender ativamente a segurança e a excelência do que fazem, para ter chances de emprego.

Estes são problemas extremamente sérios, em se considerando uma profissão em que o amadurecimento e aperfeiçoamento profissional dependem de educação continuada e assimilação organizada de experiência profissional. Para isso é necessária uma carreira. Um médico, em especial um cirurgião pediátrico, é um profissional exaustiva e permanentemente treinado. Seu trabalho não é uma simples prestação de serviço: o trabalho de um médico tem requisitos éticos e de advocacia dos direitos do paciente, que não se esgotam no ato cirúrgico. Seu treinamento não se encerra ao final do período de residência médica. Qualquer pessoa concorda que a relação de um paciente com seu cirurgião não se esgota nas duas horas em que é realizado o procedimento cirúrgico, da mesma forma que a relação do profissional com seus colegas é maior e mais plena do que o cumprimento de um horário de trabalho.

O jornalista Rubem Berta, em matéria de fevereiro deste ano sobre a contratação de médicos por algumas Organizações de Saúde, escreveu um texto com informações muito úteis para nossa reflexão. Estas empresas, para maximizar a agilidade de contratações e demissões e evitar responsabilidade e custo com direitos trabalhistas, têm “quarteirizado” sistematicamente a contratação de profissionais. A contratação de profissionais em regime CLT é substituída pela “associação” de profissionais individuais como pessoas jurídicas. A relação é permanente e trabalhista de fato, com cumprimento de escalas de trabalho semanais, mas não há direitos correspondentes. Documentos enviados ao Ministério Público comprovam que para as OSs não existem mais obrigações trabalhistas, apesar da contratação em grande número de trabalhadores da área da saúde. Considerando que a tendência óbvia no momento é tornar as OSs os maiores responsáveis por contratações na área de saúde, e, portanto, os detentores e reguladores deste enorme mercado de contratações, nossa preocupação é enorme.

Talvez estas operações sejam legais, mas não são éticas, certamente não são morais e terão consequências devastadoras não apenas para a profissão médica, mas também, em última instância, para a população, que precisa de um atendimento com qualidade e responsabilidade.

Conforme já publicado em nosso site e nas redes sociais da CIPERJ, por uma questão de ética, solicitamos, como sempre, aos cirurgiões pediátricos, vinculados ou não à CIPERJ, que se chamados para qualquer tipo de negociação com o HEAPN para prestação do serviço em questão, entrem em contato com a CIPERJ para ter certeza que as negociações com o grupo que presta serviço ao hospital neste momento foram encerradas.

Precisamos, mais do que nunca, estar atentos.

Precisamos, mais do que nunca, defender a nossa profissão e, com ela, nossos pacientes.

Juntos somos mais fortes.

DIRETORIA DA CIPERJ