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porCIPERJ

Novos gestores induzem serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Saracuruna ao fim

Após a transferência da gestão do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes do Governo do Estado do Rio de Janeiro para a Prefeitura Municipal de Duque de Caixas, a empresa Hygea assumiu o controle da gestão de RH do hospital, propondo inúmeras modificações na composição das equipes de assistência e especialidades médicas que, há muitos anos, trabalhavam e prestavam serviço na unidade.

Além disso, houve modificação dos vínculos trabalhistas e de prestação de serviços para um modelo societário, em que os médicos seriam obrigados a se associar a uma pessoa jurídica integrante do grupo econômico da Hygea, assumindo todos os ônus deste tipo de relação jurídica.

A proposta da Hygea para o serviço de Cirurgia Pediátrica reduzia radicalmente o quantitativo de profissionais, o que tornaria impossível manter o padrão de qualidade e segurança ao grande quantitativo de pacientes atendidos pela especialidade. Diversas tentativas de negociação foram feitas a fim de preservar o bom funcionamento do serviço, inclusive buscando-se amparo do CREMERJ, Ministério Público, Sociedade de Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE), da Sociedade de Cirurgia Pediátrica do Rio de Janeiro (CIPERJ) e das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde.

No entanto, a empresa Hygea se manteve inflexível em sua proposta, impondo um número de horas de trabalho equivalentes a um quantitativo limitado de profissionais, o que inviabilizaria a manutenção das atuais atividades do serviço de Cirurgia Pediátrica.

Prezando pela segurança dos pacientes pediátricos e pelo respeito à comunidade atendida pelo hospital, que merece um serviço com qualidade técnica e ética, a equipe de médicos que presta serviço na especialidade de Cirurgia Pediátrica se viu impelida a não compactuar com a atitude irresponsável da empresa Hygea. Infelizmente, chegará ao fim um serviço de Cirurgia Pediátrica que tanto produziu e beneficiou a população, como vemos nos dados estatísticos abaixo.

Estatísticas de produtividade do serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital Estadual Adão Pereira Nunes de fevereiro de 2014 a julho de 2020

Pareceres/ atendimentos: 23.523
Visitas médicas a pacientes internados: 21.701
Atendimentos de emergência: 8.932
Cirurgias realizadas: 3.901
Cirurgias neonatais: 312

Em agosto de 2018, foi iniciado o atendimento ambulatorial a pacientes que necessitam de cirurgias eletivas e encaminhados pelo SISREG e, desde então foram feitas:

6.587 consultas ambulatoriais
1.732 cirurgias eletivas
566 pacientes ainda aguardam cirurgia

Em 2019, o hospital obteve credenciamento de programa de residência médica de Cirurgia Pediátrica, contando com três residentes em formação, neste momento.

Com muita tristeza e pesar, assistimos ao desmonte de um serviço de Cirurgia Pediátrica produtivo, que impacta positivamente na vida de tantos pacientes pediátricos e suas famílias.

porCIPERJ

Webinar sobre adversidades para cirurgiões em formação ocorre no dia 29

O Colégio Americano de Cirurgiões da Argentina realiza no dia 29, terça-feira, webinar sobre Conselhos para os cirurgiões em formação: como superar adversidades.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO GRATUITA

porCIPERJ

Assembleia Geral Ordinária da CIPERJ acontece no dia 30

A Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro realizará no dia 30 de setembro, quarta-feira, Assembleia Geral Ordinária que irá eleger a diretoria da CIPERJ para o biênio 2020/2022.

A AGO terá primeira chamada às 19h e acontecerá no auditório Charles Damian, no Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, situado na Praia de Botafogo, 228, loja B, Botafogo.

CONFIRA O EDITAL DE ELEIÇÃO

porCIPERJ

CIPE realiza prova de TE e TE Categoria Especial em novembro em SP

fonte: CIPE

A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) realiza nos dias 21 e 22 de novembro (sábado e domingo), em São Paulo, exame de suficiência para obtenção do Título de Especialista (TE) em Cirurgia Pediátrica e do Título de Especialista em Cirurgia Pediátrica – Categoria Especial.

Nesta última categoria, para se inscrever o candidato deverá ter pelo menos 15 anos completos de formado em Medicina, comprovar que exerce a especialidade por, no mínimo, 10 anos completos e ser apresentado por dois sócios titulares quites da CIPE de sua região, que devem descrever as atividades profissionais do candidato.

Somente os candidatos com registro definitivo no Conselho Regional de Medicina do respectivo Estado poderão se inscrever para esse exame de suficiência.

O valor da taxa de inscrição é de R$ 1.850,00. Os sócios em dia com suas contribuições associativas (5 últimos anos: 2015-2016-2017-2018-2019) terão redução de R$ 800,00 no valor da taxa de inscrição.

Edital, inscrições e mais informações no site da CIPE.

porCIPERJ

Desafios da Pediatria em tempo de covid-19 é tema de curso da Soperj nesta quarta-feira

A Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) realiza nesta quarta-feira, dia 16, às 20h, a 24º edição do Curso para Médicos Residentes de Pediatria. O evento abordará Desafios da Pediatria em tempo de covid-19.

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porCIPERJ

Consultórios médicos e as novidades tecnológicas

fonte: Saúde Business

Até mesmo os médicos mais resistentes à tecnologia já devem ter utilizado alguma solução de computação em nuvem – ou, pelo menos, ouviu falar de suas vantagens. Este conceito avançou bastante dentro da área de saúde, resolvendo tanto as demandas antigas quanto as mais recentes, incluindo desde a gestão de consultórios até a realização de cirurgias e diagnósticos complexos.

A pandemia de COVID-19 apenas acelerou esse movimento digital dentro da rotina médica. O investimento em ferramentas deste tipo, que já estava em franco crescimento nos últimos anos, deve avançar exponencialmente. Dados da consultoria MarketsandMarkets estima que o mercado global de cloud em saúde vai saltar de US$ 23,4 bilhões em 2019 para US$ 51,9 bilhões em 2024, com um crescimento médio anual de 17,2% no período. Mas quais benefícios esta tecnologia entrega à rotina médica? Confira sete situações que reforçam a importância da nuvem nas clínicas e consultórios:

1 – Gestão da informação

Sem dúvida, uma das principais vantagens da computação em nuvem está relacionada à gestão de todas as informações mais importantes à rotina médica. Se antes era preciso dispor os mais diferentes arquivos e dados em diversas pastas, agora é possível reunir tudo em uma única plataforma. Isso permite que ele possa cruzar informações e agilizar seu trabalho sem perder tempo realizando buscas em gavetas e prateleiras.

2 – Mobilidade no dia a dia

Uma solução em cloud tem uma vantagem primordial em relação a outros recursos tecnológicos que são instalados diretamente no computador do médico: a mobilidade no uso. Para acessar o conteúdo do software na nuvem, basta ter um dispositivo conectado à internet. Dessa forma, o médico consegue acessar qualquer informação de seu consultório e/ou de seus pacientes mesmo fora do local de trabalho – ideal para quem participa de congressos, seminários e eventos acadêmicos.

3 – Digitalização completa de processos

O principal desejo da maioria dos médicos pode ser alcançado com recursos na nuvem. Ou seja, a digitalização completa de seu consultório. Prontuários eletrônicos em cloud que possuem a Certificação SBIS-CFM com Nível de Garantia de Segurança 2 (NGS-2) permitem que o profissional integre sua assinatura digital à solução, autorizando-o a substituir totalmente o papel por arquivos digitais no atendimento.

4 – Eficiência operacional

Poucos médicos têm esse cálculo na ponta da língua, mas o fato é que o expediente do profissional é prejudicado por questões burocráticas, como a análise de documentos financeiros, o preenchimento de papéis e recibos e até a busca de arquivos para aqueles que ainda usam uma estrutura física no consultório. Com soluções em cloud, é possível integrar as ferramentas, permitindo mais agilidade no andamento das informações.

5 – Redução de custos

Investir em tecnologia deixou de ser um diferencial e tornou-se em necessidade estratégica. Contudo, a infraestrutura de TI pode pesar no orçamento da clínica e consultório. A alternativa mais indicada é justamente apostar nas ferramentas na nuvem, que possuem um preço bem mais em conta sem perder a qualidade na prestação de serviço – uma vez que é possível pagar apenas pelos recursos utilizados. Além disso, a maior eficiência reduz os gastos desnecessários e aumenta a capacidade do médico de gerar novas receitas, potencializando a gestão financeira de seu trabalho.

6 – Maior relacionamento com pacientes

Engana-se quem pensa que os benefícios do cloud computing ficam restritos apenas à parte tecnológica. Pelo contrário, diversas funcionalidades dessas soluções permitem ao médico estreitar o relacionamento com seus pacientes. Esta possibilidade envolve desde coisas simples, como enviar uma mensagem pré-programada na data de seu aniversário, até coisas mais complexas, como envio de alertas por e-mail ou mensagem de celular para lembrar exames, consultas e retornos – além, é claro, de agendamento on-line e divulgação de resultados em plataformas na web.

7 – Atendimento mais humanizado

Por fim, a combinação de todas estas situações resulta na vantagem mais importante que o médico pode ter em seu trabalho, isto é, tempo para se dedicar ao melhor atendimento a seu paciente nas consultas. Sem preocupações com a gestão da informação, com os dados disponíveis a poucos toques na tela e sem ter que recorrer a arquivos físicos, o profissional consegue dedicar toda sua atenção às pessoas que estão em sua frente. Dessa forma, ele pode aprofundar seu diagnóstico e receitar o melhor tratamento, garantindo maior qualidade de vida à população.

porCIPERJ

Estudo global vê queda no apoio à vacinação no Brasil

fonte: BBC Brasil

O mesmo mundo que vive em compasso de espera por uma vacina contra o novo coronavírus abriga também países onde o percentual de pessoas que concordam que imunizações são importantes pode variar dos 26% na Albânia a 95% no Iraque.

Estes e outros números sobre a confiança em vacinas em 149 países foram publicados nesta quinta-feira (10/9) no periódico científico The Lancet, com base em uma pesquisa com 284 mil adultos sobre a importância, segurança e eficácia das vacinas.

O trabalho lembra que, em 2019, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a hesitação sobre as vacinas como uma das dez maiores ameaças para a saúde global.

Ela se reflete no atraso ou recusa à imunização, muitas vezes motivados por boatos e notícias falsas. Esses comportamentos estão associados a surtos recentes de doenças que podem ser prevenidas com vacinas, como sarampo, poliomielite e meningite.

O Brasil aparece no grupo dos países em que o percentual de pessoas que acredita fortemente nestes três benefícios das vacinas (importância, segurança e eficácia) fica acima de 50%.

Entretanto, em todos esses indicadores, houve declínio na confiança entre 2015 e 2019, com queda de 73% para 63% na parcela da população brasileira que acredita fortemente que as vacinas são seguras; de 75% para 56% que elas são eficazes; de 92,8% para 88% que elas são importantes (neste caso, a pergunta aos entrevistados menciona especificamente a importância das vacinas para crianças).

Acompanhando o perfil da América Latina, o país historicamente apresenta níveis bastante altos de confiança nas vacinas na comparação com outras partes do mundo, explica Clarissa Simas, pesquisadora da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, uma das autoras da publicação no Lancet e brasileira. Entretanto, há sinais de que isto pode estar mudando, ela diz — ressaltando, porém, que são necessários mais dados para confirmar o que seria um aumento da desconfiança em vacinas no país.

“Para o Brasil, tivemos dados apenas de 2015 e 2019, então os modelos (matemáticos usados na pesquisa) ficam muito sensíveis (a variações). Não dá pra ter certeza estatística da queda. Mas os resultados sugerem, sim, que há um problema. É um sinal de que precisamos monitorar e coletar mais dados, inclusive qualitativos, sobre a confiança em vacinas no país”, diz Simas, graduada em psicologia na Universidade de Brasília (UnB) e mestre em antropologia médica na Universidade College London.

Ela acredita que no Brasil, particularmente, o acesso gratuito a uma ampla variedade de vacinas, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Programa Nacional de Imunizações (PNI), pode ter contribuído para a construção da confiança ao longo do tempo, que no entanto está agora sob alerta.

“A América Latina, e o Brasil inclusive, foi vista por muito tempo como tendo uma blindagem à desconfiança em vacinas. Mas sabemos que a confiança em vacinas é algo muito volátil, e esse perfil vem mudando”, explica a pesquisadora, que trabalha no Vaccine Confidence Project (“Projeto Confiança em Vacinas”, sigla VCP) na Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

“Se os responsáveis não prestarem atenção, isso pode se reverter em queda na cobertura vacinal.”

Problemas com vacina de dengue nas Filipinas e de HPV no Japão

Esta é uma preocupação que se estende a outras partes do mundo.

A pesquisa associa à instabilidade política e ao extremismo religioso a situação de seis países em particular com aumento significativo da parcela de pessoas que discordam fortemente da segurança das vacinas: Azerbaijão (2% em desacordo com a segurança em 2015 versus 17% em 2019); Afeganistão (2-3%); Indonésia (1-3%); Nigéria (1-2%); Paquistão (2-4%) e Sérvia (4-7%).

Percentual estimado da população que concorda fortemente que vacinas são importantes – 2015 vs. 2019
Novembro de 2015 Dezembro de 2019
Afeganistão 76.26 Afeganistão 73.51
Albânia 44.25 Albânia 26.06
Argélia 91.18 Argélia 87.71
Argentina 95.73 Argentina 91.29
Armênia 68.47 Armênia 57.69
Austrália 75.55 Austrália 78.31
Áustria 54.54 Áustria 57.07
Azerbaijão 45.95 Azerbaijão 49.97
Bangladesh 95.08 Bangladesh 88.35
Bielo-Rússia 49.14 Bielo-Rússia 50.78
Bélgica 62.37 Bélgica 61.71
Benin 78.91 Benin 82.18
Bolívia 74.53 Bolívia 78.58
Bósnia e Herzegovina 60.38 Bósnia e Herzegovina 65.84
Botswana 88.27 Botswana 85.34
Brasil 92.87 Brasil 88.19
Bulgária 50.55 Bulgária 46.32
Burkina Faso 76.78 Burkina Faso 67.72
Burundi 89.76 Burundi 88.38
Camboja 56.68 Camboja 62.22
Camarões 87.57 Camarões 88
Canadá 64.59 Canadá 69.43
Chade 68.98 Chade 69.90
Chile 76.17 Chile 85.01
China 43.13 China 84.54
Colômbia 88.49 Colômbia 87.07
Comores 90.07 Comores 78.79
Costa Rica 88.95 Costa Rica 89.2
Croácia 50.37 Croácia 65.19
Chipre 71.51 Chipre 69.48
República Checa 55.16 República Checa 47.27
República Democrática do Congo 81.81 República Democrática do Congo 90.72
Dinamarca 57.38 Dinamarca 61.85
República Dominicana 73.23 República Dominicana 73.18
Equador 84.14 Equador 80.53
Egito 83.13 Egito 81.40
El Salvador 87.47 El Salvador 81.5
Estônia 54.58 Estônia 70.45
Etiópia 96.3 Etiópia 91.49
Fiji 72.55 Fiji 63.96
Finlândia 76.02 Finlândia 83.59
França 35.45 França 51.45
Gabão 73.34 Gabão 75.36
Gâmbia 90.57 Gâmbia 77.16
Georgia 2.71 Georgia 46.19
Alemanha 66.11 Alemanha 69.2
Gana 86.62 Gana 82.95
Grécia 57.64 Grécia 51.47
Guatemala 78.97 Guatemala 78.08
Guiné 81.89 Guiné 89.52
Haiti 86.54 Haiti 85.18
Honduras 82.7 Honduras 85.37
Hong Kong 38.46 Hong Kong 35.69
Hungria 49.61 Hungria 65.41
Islândia 82.56 Islândia 85.74
Índia 88.19 Índia 90.97
Indonésia 74.69 Indonésia 59.96
Irã 90.01 Irã 81.48
Iraque 89.95 Iraque 95.17
Irlanda 61.58 Irlanda 64.89
Israel 43.36 Israel 45.54
Itália 40.92 Itália 58.99
Costa do Marfim 65.65 Costa do Marfim 78.68
Japão 41.76 Japão 48.14
Jordânia 81.8 Jordânia 82.77
Cazaquistão 63.65 Cazaquistão 56.67
Quênia 88.98 Quênia 81.02
Kosovo 82.46 Kosovo 77.61
Kuwait 83.38 Kuwait 79.23
Quirguistão 65.45 Quirguistão 62.45
Laos 61.31 Laos 54.21
Letônia 44.05 Letônia 64.98
Líbano 92 Líbano 87.99
Libéria 89.09 Libéria 93.47
Líbia 71.92 Líbia 73.59
Lituânia 48.33 Lituânia 72.91
Luxemburgo 56.35 Luxemburgo 61.65
Macedonia 51.42 Macedonia 51.98
Madagáscar 77.03 Madagáscar 78.48
Malawi 88.71 Malawi 89.49
Malásia 80.25 Malásia 57.28
Mali 82.45 Mali 90.83
Malta 53.12 Malta 61.8
Mauritânia 86.23 Mauritânia 92.18
Maurício 84.03 Maurício 81.3
México 56.79 México 78.16
Moldova 43.84 Moldova 54.68
Mongólia 38.69 Mongólia 74.59
Montenegro 43.87 Montenegro 51.34
Marrocos 15.77 Marrocos 62.06
Moçambique 73.59 Moçambique 76.45
Myanmar 82.69 Myanmar 75.11
Namibia 90.02 Namibia 89.7
Nepal 81.18 Nepal 79.63
Países Baixos 38.64 Países Baixos 66.37
Nova Zelândia 66.94 Nova Zelândia 67.45
Nicarágua 82.24 Nicarágua 85.54
Níger 88.4 Níger 84.44
Nigéria 83.38 Nigéria 80.3
Norte do Chipre 77.84 Norte do Chipre 79.45
Noruega 64.18 Noruega 72.84
Paquistão 77.37 Paquistão 67.22
Palestina 69.34 Palestina 84.58
Panamá 75.37 Panamá 83.64
Papua Nova Guiné 71.78 Papua Nova Guiné 80.29
Paraguai 78.20 Paraguai 83.55
Peru 81.22 Peru 72.33
Filipinas 92.29 Filipinas 70.06
Polônia 41.4 Polônia 62.83
Portugal 69.36 Portugal 69.03
República do Congo 79.88 República do Congo 72.61
Romênia 55.83 Romênia 80.75
Rússia 38.20 Rússia 34.01
Ruanda 76.45 Ruanda 90.13
Arábia Saudita 80.31 Arábia Saudita 84.33
Senegal 84.78 Senegal 92.35
Sérvia 43.45 Sérvia 48.42
Serra Leoa 88.77 Serra Leoa 79.66
Cingapura 51.51 Cingapura 59.57
Eslováquia 52.19 Eslováquia 59.51
Eslovênia 30.2 Eslovênia 60.86
África do Sul 69.72 África do Sul 72.55
Coreia do Sul 62.41 Coreia do Sul 40.22
Espanha 72.62 Espanha 71.17
Sri Lanka 79.68 Sri Lanka 80.67
Suazilândia 82.95 Suazilândia 81.69
Suécia 74.13 Suécia 43.64
Suíça 64.77 Suíça 53.28
Síria 82.86 Síria 91.27
Taiwan 60.6 Taiwan 65.93
Tajiquistão 73.38 Tajiquistão 87.08
Tanzânia 86.97 Tanzânia 87.45
Tailândia 67.09 Tailândia 79.79
Togo 77.68 Togo 77.26
Tunísia 90.05 Tunísia 91.85
Peru 22.08 Peru 45.71
Turcomenistão 69.56 Turcomenistão 79.73
Uganda 83.72 Uganda 80.87
Reino Unido 57.33 Reino Unido 59.27
Ucrânia 44.08 Ucrânia 57.13
Emirados Árabes Unidos 82.8 Emirados Árabes Unidos 84.4
Uruguai 77.87 Uruguai 57.93
EUA 63.09 EUA 74.72
Uzbequistão 73.95 Uzbequistão 83.58
Venezuela 86.41 Venezuela 85.97
Vietnã 83.01 Vietnã 51.44
Iémen 74.15 Iémen 87.55
Zâmbia 79.91 Zâmbia 79.76
Zimbábue 82.57 Zimbábue 91.22

Também são relatados episódios polêmicos envolvendo vacinas que foram depois sucedidos por queda em vacinações. Foi o que ocorreu nas Filipinas, quando a farmacêutica Sanofi anunciou em 2017 que sua recém-disponibilizada vacina Dengvaxia, contra a dengue, colocava em risco pessoas que não tinham tido contato com o vírus anteriormente.

Isto gerou pânico e revolta na população, levando o projeto VCP a acompanhar a situação mais de perto.

Foi constatado que o país asiático saiu do grupo dos dez países com maior confiança em geral nas vacinas (considerando tanto segurança, importância e eficácia) em 2015 para aparecer na 70ª posição mundial em 2019.

O Japão figura entre os países com a menor confiança em vacinas no mundo, o que, segundo os autores, pode ter sido impulsionado pelo medo da imunização contra o HPV que tomou conta do país em 2013.

Iniciado após relatos não confirmados de reações adversas em crianças, o temor levou o governo a suspender a vacinação, o que é criticado no relatório: “A forma como a crise da vacina contra o HPV foi abordada pelas autoridades de saúde, bem como um surto contínuo de rubéola no Japão, indicam problemas contínuos com o programa de vacinação japonês que precisam ser resolvidos”.

Por outro lado, em alguns países onde a confiança em vacinas tem sido persistentemente baixa, houve melhoras — como na França, onde o percentual de pessoas concordando fortemente com a segurança de vacinas passou de 22% em novembro de 2018 para para 30% em dezembro de 2019.

Clarissa Simas brinca que a confiança e desconfiança em vacinas são “democráticas”, ocorrendo em grupos e lugares com perfis sociais, econômicos e culturais distintos.

Ao mesmo tempo, a pesquisa constatou a partir de dados qualitativos que ser homem ou ter menos anos de escolaridade estão associados com chance menor de vacinação; enquanto a confiança em profissionais de saúde, mais do que na família ou amigos, foi associada à maior chance de vacinação.

Segundo os autores, o estudo publicado no Lancet é o maior de que se tem notícia sobre a confiança em vacinas a nível global, permitindo comparações entre diferentes países e alterações ao longo do tempo.

Fundado há uma década, o projeto Vaccine Confidence Project (VCP) monitora as opiniões e comportamentos do público sobre vacinas — no caso desta pesquisa publicada, usando entrevistas com amostras da população e depois modelos estatísticos. Assinam o artigo no Lancet pesquisadores da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres e do Imperial College London, no Reino Unido; Universidade de Washington, nos EUA; e Universidade da Antuérpia, na Bélgica.

Expectativa de vacina contra a covid-19

Diante da pandemia de coronavírus, a pesquisadora lembra que já há grupos antivacinas se mobilizando contra uma eventual imunização para covid-19.

Nos últimos dias, o próprio presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, manifestou ressalvas a vacinas em potencial.

Ele defendeu que pessoas possam escolher se imunizar ou não e afirmou, na terça-feira (8), que “a gente não pode injetar qualquer coisa nas pessoas e muito menos obrigar”.

O relatório publicado no Lancet aponta para a importância da divulgação, por governos, empresas e profissionais de saúde, de informações sobre a segurança das vacinas.

Na atual corrida por uma imunização contra a covid-19, Clarissa Simas destaca a iniciativa de nove diretores de farmacêuticas que publicaram, também na terça-feira, uma carta aberta se comprometendo a solicitar registro de uma vacina a órgãos sanitários apenas “após a demonstração de segurança e eficácia em estudo clínico de fase 3”.

porCIPERJ

Pandemia faz transplantes de órgãos registrarem queda de 61%

fonte: Folha de SP

O Brasil realizou, entre abril e junho deste ano, menos da metade dos transplantes de órgãos e tecidos do início do ano. Com a diminuição de 61% dos procedimentos, cresceram 44,5% as mortes de pacientes cadastrados na fila de espera entre os dois períodos em todo o país.

Os números levaram a Associação Brasileira de Transplantes (ABTO) a projetar no ano uma queda de doações e transplantes nunca vista antes –em contraste ao cenário promissor que se apresentava até então. Na conta, estão os procedimentos de coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim, córnea e medula.

Quando comparados o primeiro semestre de 2020 e o de 2019, a diminuição no total de transplantes foi de 32%, e o aumento de mortes foi de 34%. Se o país seguir nesse ritmo, o ano pode trazer queda de 20,5% nos procedimentos, o que faria o país regredir à marca de nove anos atrás.

O número de doadores efetivos (que exames detectaram morte encefálica, a família autorizou a doação e os órgãos são viáveis) também teve baixa relevante. Atualmente, o indicador é de 15,8 doadores por milhão de população (PMP). O número é 6,5% menor que a marca de junho de 2019 (16,9 doações PMP).

A taxa idealizada pela ABTO para o ano é de 20 doadores PMP e esteve perto de ser alcançada no primeiro trimestre, quando o país teve 18,4 doadores PMP. A Covid-19, que ganhou força no país no segundo trimestre do ano, é o motivo das quedas abruptas.

A pandemia causou descarte de órgãos infectados, aumento da negação familiar para que os entes fossem sepultados rapidamente, contraindicação para a realização do procedimento nos casos em que o receptor pudesse esperar com tratamentos paliativos e até falta de logística aérea para que órgãos viajassem para outras cidades.

Na tentativa de minimizar os riscos para os profissionais, também caiu a busca ativa de doadores. O trabalho é feito por comissões intra-hospitalares (Cihdott) presentes em unidades com mais de 80 leitos e responsáveis por viabilizar o diagnóstico de morte encefálica e oferecer às famílias a possibilidade de doação.

E com a dedicação massiva dos leitos de UTI para os doentes graves de Covid-19, vítimas de trauma não tiveram chance de evoluir para morte cerebral, tornando-se doadores potenciais, e diminuíram também as vagas para acolher os recém-transplantados.

“Isso aconteceu de forma heterogênea, mas foi no Brasil inteiro. Foi uma queda inédita. Mesmo que a gente considere o que foi feito no primeiro trimestre, é uma perda grande”, diz José Huygens Garcia, presidente da ABTO.

Outro efeito da pandemia foi a diminuição do ritmo de ingresso de pacientes em fila de espera. No primeiro semestre, o número de novos cadastros foi 28,4% menor que o do mesmo período de 2019.

Segundo Huygens, houve menor procura dos serviços de saúde eletivos. Assim, menos indicações de transplantes. Mesmo com isso, a lista de espera não deixou de crescer. Ao final de junho, mais de 40 mil pessoas aguardavam um órgão ou tecido, 3.000 a mais que no fim de 2019.

Na tentativa de manter a realização dos transplantes com a maior segurança possível, o Ministério da Saúde emitiu em março uma nota técnica indicando os critérios para a triagem clínica de coronavírus nos candidatos à doação. A realização do exame RT-PCR passou a ser obrigatória, junto a outras testagens.

Em São Paulo, segundo Francisco Monteiro, coordenador da central de transplantes estadual, cerca de 8% dos doadores potenciais foram descartados porque estavam infectados com o vírus, apesar de a Covid-19 não ter sido a causa da morte.

A retirada dos órgãos só acontece com o diagnóstico negativo. “Essa foi a primeira medida que fez com que a gente tivesse um doador que incorresse em risco mínimo para o receptor e para a equipe transplantadora”, afirma.

Como o protocolo de morte cerebral demanda algumas horas, diz o coordenador, o tempo para o exame não causou perda de órgãos. “O órgão que é viabilizado é efetivamente transplantado.” Pacientes receptores também realizam testagem da doença para minimizar os riscos.

Há especificidades relativas à diminuição de cada órgão. Para pacientes renais, como há uma metodologia alternativa —a hemodiálise— só foram realizados transplantes em caso de emergência.
E esses procedimentos ficaram praticamente restritos aos doadores mortos: enquanto no primeiro trimestre os doadores vivos foram 193 (12,5% do total), no segundo foram apenas 25 (3%) em todo o Brasil. Essa também foi uma medida par a preservar a saúde dos doadores.

No Hospital do Rim, referência no país, os transplantes de doadores vivos passaram de um por dia para um por semana, segundo José Medina Pestana, superintendente da unidade. Ainda assim, o local teve apenas cinco procedimentos a menos que no ano passado por não receber pacientes de Covid-19.
A mortalidade de pacientes que aguardam um novo rim aumentou 44% em um ano, o maior crescimento entre os que estão em fila de espera.

De acordo com Medina, a presença de diabetes e obesidade, comorbidades comuns a pacientes que precisam do transplante e complicadoras para a Covid-19, além de uma eventual diminuição das sessões de diálise por medo de se expor, podem ter contribuído para isso.

Córnea seguiu o mesmo preceito, e somente os pacientes com risco de perda do olho receberam um novo tecido. Os procedimentos despencaram de 3.409 entre janeiro e março para 554 entre abril e junho. A queda, de 83,7%, foi a maior entre os transplantes.

Na contramão do país está a realização de transplantes de fígado em São Paulo, que aumentou 5%. Para os que precisam do procedimento, não há tratamento alternativo. No Hospital das Clínicas da USP, a projeção é de que 2020 termine com 130 transplantes de fígado realizados, quando a média anual é de 114, afirma Luiz D’Albuquerque, professor da Divisão de Transplantes da faculdade.

D’Albuquerque diz que a transferência dos transplantes para o prédio do Instituto do Coração, longe de pacientes com coronavírus, que ficaram no Instituto Central do HC, ajudou no aumento.
“Estávamos num hospital livre de Covid-19, enquanto os outros tiveram uma diminuição porque não podiam dividir UTI.” De acordo com ele, ainda assim, dez pessoas contraíram a doença após o transplante. Duas morreram.

Em abril, o chefe de Transplante Renal do HC, Elias David Neto, afirmou que o setor, também transferido para o Incor, teve que suspender as atividades porque “quase 100%” dos pacientes internados contraíram coronavírus. A Folha questionou o HC sobre a paralisação e seu impacto, mas não teve resposta.

Para o restante do ano, os especialistas afirmam que há poucas chances de alcançar o ritmo de anos anteriores. Um ponto que pode ajudar na retomada, segundo o presidente da ABTO, é o aumento dos leitos de UTI pelo país.

“Teremos mais UTI, mais respiradores, e eles podem atender a demanda que já existia antes da pandemia. Estamos apostando muito que, a partir de setembro, com a retomada das atividades, vamos melhorar, mas não sei se vamos conseguir chegar ao nível do ano passado.”

Monteiro, coordenador dos transplantes de SP, concorda: “Agora, com a flexibilização das restrições, conseguimos respirar um pouco mais, mas já passamos por maus lençóis. Estamos relaxados, mas não dá para baixar a guarda.”

A retomada das equipes, especialmente das Cihdott, além da conscientização da população, com a ajuda da campanha Setembro Verde, podem ser fatores que ajudem nesta questão.

A retomada das equipes, especialmente das Cihdott, pode ajudar nesta questão. Há também a campanha Setembro Verde, que incentiva a ampliar a conscientização da população sobre o tema.

O Ministério da Saúde afirmou, por nota, que os transplantes estão sendo retomados “gradativamente”, mas não especificou quais medidas serão tomadas para mitigar o impacto da pandemia nos procedimentos.

Quando Ariadne Meneguzzo, 37, saiu do hospital, após receber um transplante de rim, precisou se isolar para fugir do coronavírus. Os cuidados precisaram ser redobrados devido aos remédios que toma para não rejeitar o órgão e deprimem seu sistema imunológico.

“Fiquei com muito medo porque o meu primeiro pensamento foi que eu esperei tanto pelo rim e ele chega no meio da pandemia. O que será que vai acontecer?” Até o transplante, foram três anos de hemodiálise em razão de uma insuficiência renal crônica. “A sensação era de que eu recebi a vida, mas ainda estava ameaçada de alguém me tirar.”

Seis meses depois, a rotina de Ariadne segue restrita, mas começa a dar sinais de alguma liberdade: já pode ir a consultas presenciais e ao laboratório fazer exames. Mas sempre de máscara, álcool em gel e todos os protocolos.

Do outro lado está Rochelle Benites, 43. Há três anos, ela depende de suplementação de oxigênio 24 horas por dia para conseguir respirar e sobreviver. Para se curar de uma doença autoimune que lhe causou fibrose pulmonar, precisa de um par de novos pulmões.

Convivendo com o cansaço, as limitações e a falta de ar decorrente de mínimos esforços, ela agora passou a se preocupar também com a Covid-19. “É uma situação muito complicada, porque o número de doações diminuiu muito.”

Enquanto aguarda o transplante, ela espera que aumente a conscientização sobre a importância de ser doador: “Um ‘sim’ salva a vida de muitas pessoas.”

Para ser um doador, basta conversar com a família sobre o desejo e deixar claro que devem autorizar a doação de órgãos, conforme a legislação brasileira. Os órgãos vão para pacientes que estão aguardando em lista única.

porCIPERJ

CIPE divulga nota oficial sobre CBHPM

São Paulo, 07 de setembro de 2020

A Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (CIPE) gostaria de comunicar a seus associados uma vitória da especialidade no Brasil no que concerne a luta, já longa, pela valorização dos atos cirúrgicos no atendimento às crianças e atualização das políticas de remuneração aos cirurgiões pediátricos.

A resolução normativa da Associação Médica Brasileira (CNHN 043/2020, publicada em 03 e 04/09/2020, www.amb.org.br/cbhpm) aprovou as seguintes alterações, relevantes para a especialidade de Cirurgia Pediátrica:

  1. Inclusão da cirurgia para tratamento das hérnias diafragmáticas congênitas na CBHPM, tanto na modalidade aberta (porte 12C, porte anestésico 6, 2 auxiliares, código 3.08.06.06-2) quanto na modalidade de tratamento por videocirurgia (porte 13C, porte anestésico 6, 1 auxiliar, código 3.08.06.07-0).
  2. Inclusão da cirurgia pieloplastia na criança na CBHPM, tanto na modalidade aberta (porte 10B, porte anestésico 5, 2 auxiliares, código 3.11.01.60-7) quanto na modalidade tratamento por videocirurgia: pieloplastia unilateral na criança por videocirurgia (porte 12A, porte anestésico 6, 2 auxiliares, código 3.11.01.61-5).
  3. Inclusão da cirurgia para tratamento cirúrgico de tumores testiculares da criança (porte 6C, porte anestésico 5, auxiliar, código 3.12.03.16-7).

Adicionalmente, outros procedimentos em Cirurgia Pediátrica também tiveram modificações para melhor no porte cirúrgico e os serviços prestados pelos cirurgiões auxiliares teve valoração de 30 para 40% do porte do ato praticado pelo cirurgião. Assim como, os acessos vasculares, com implante de cateter venoso central ecoguiado deverão ser acrescidos do código 4.09.01.21-1 referente ao uso do US

A CIPE persiste, como sempre, buscando melhorias para a especialidade, em especial com relação à remuneração específica de atos médicos no atendimento de crianças, com compensação financeira para as especificidades devidas a cirurgias em crianças, em especial as mais jovens, que exigem requisitos técnicos mais sofisticados e períodos de tempo dedicado maiores. Persistimos propondo que às cirurgias sobre neonatos (crianças até 28 dias de vida) e lactentes (crianças entre 29 dias e 24 meses de vida) sejam acrescentados 50% sobre o porte das cirurgias eletivas, baseados na complexidade técnica adicional dos procedimentos nestas faixas etárias. Para cirurgias em crianças maiores que 24 meses até 12 anos de idade o acréscimo proposto é de 30%.

Sem mais, com o orgulho de sempre em sermos Cirurgiões Pediátricos

DIRETORIA DA CIPE 2018-2020