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Em quatro anos, SUS perde 14,7 mil leitos de internação

sus2fonte: CFM

Quase 15 mil leitos de internação, aqueles destinados a pacientes que precisam permanecer num hospital por mais de 24h horas – foram desativados na rede pública de saúde desde julho de 2010. Naquele mês, o país dispunha de 336,2 mil deles para uso exclusivo do Sistema Único de Saúde (SUS). Em julho deste ano, o número passou para 321,6 mil – uma queda de quase 10 leitos por dia. As informações foram apuradas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) junto ao Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), do Ministério da Saúde. O período escolhido levou em conta informação do próprio governo de que os números anteriores a 2010 poderiam não estar atualizados.

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os dados revelam uma realidade que, diariamente, aflige médicos e pacientes em unidades hospitalares de todo o país. “A insuficiência de leitos para internação ou realização de cirurgias é um dos fatores que aumenta o tempo de permanência dos pacientes nas emergências. Por falta desses leitos, os pacientes acabam ‘internados’ nas emergências à espera do devido encaminhamento ou referenciamento”. Segundo Vital, a falta de leitos para internação é considerada a principal causa da superlotação e do atraso no diagnóstico e no tratamento, que, por sua vez, aumentam a taxa de mortalidade.

Em números absolutos, os estados das regiões Sudeste são os que mais sofreram com redução no período, em grande parte pelos resultados do Rio de Janeiro, onde 5.977 leitos foram desativados desde julho de 2010. Na sequência, aparece o Nordeste, com 3.533 leitos desativados no período. Centro-Oeste e Norte sofreram cortes de 1.306 e 545 leitos, respectivamente. A região Sul é a única que apresenta ligeira alta de leitos (417 a mais).

 Dentre as especialidades mais afetadas no período, em nível nacional, constam pediatria cirúrgica (-7.492 leitos), psiquiatria (-6.968), obstetrícia (-3.926) e cirurgia geral (-2.359). Já os leitos destinados à clínica geral, ortopedia e traumatologia foram os únicos que sofreram acréscimo superior a mil leitos. Clique aqui para conferir a quantidade de leitos de internação por especialidade nos meses de julho de 2010 e 2014.

leitotiporegioLeitos de observação e UTI – O levantamento do CFM apurou ainda os leitos de repouso ou de observação, utilizados para suporte das ações ambulatoriais e de urgência, como administração de medicação endovenosa e pequenas cirurgias, com permanência de até 24 horas. Nesta categoria, houve um aumento de 15% na quantidade de leitos no período.

Também foram apurados na pesquisa os chamados leitos complementares (reservados às Unidades de Terapia Intensiva – UTI, isolamento e cuidados intermediários). Ao contrário dos leitos de internação, essa rede complementar apresentou alta de 12%, passando de 24.244 em julho de 2010 para 27.148 no mesmo mês de 2014. O maior acréscimo (1.312 leitos a mais) aconteceu nos estados do Nordeste, seguido pelo Sudeste (1.012). Nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul o aumento foi mais tímido, de aproximadamente 200 leitos a mais em cada uma delas.

Apesar desse acréscimo, há indícios de que a quantidade de leitos de UTI não seja suficiente para atender as demandas da população. No último dia 7 de outubro, por exemplo, médicos do Hospital de Urgência de Teresina e do Hospital Getúlio Vargas tiveram voz de prisão decretada após recusarem receber pacientes por falta de leitos na UTI. Após o episódio, representantes do Conselho Regional de Medicina do Piauí (CRM-PI) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) saíram em apoio aos profissionais do Estado e cobraram das autoridades de saúde local estratégias para evitar esse tipo de ocorrência, na qual o profissional é responsabilizado judicialmente por falta de leitos.

“Não se pode responsabilizar o médico pela falta de leitos. Sempre que um paciente não consegue um leito em UTI não é porque o médico recusa a internação, mas porque não há leitos disponíveis para esse atendimento e, em alguns casos, não há nem infraestrutura adequada para o atendimento de pacientes com essa complexidade”, disse o presidente da Amib durante reunião com entidades médicas locais.

Em agosto, um bebê de três meses morreu após esperar quatro dias por um leito de UTI na rede pública do Distrito Federal. Apesar de uma determinação da Justiça para internação da criança na UTI, a Secretaria de Saúde informou que não havia vagas disponíveis.

Abaixo da média mundial – Embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) não recomendem ou estabeleçam taxas ideais de número de leitos por habitante, é possível observar que, em relação a outros países com sistemas universais de saúde, o Brasil aparece com um dos piores indicadores.

De acordo com o último relatório de Estatísticas de Saúde Mundiais da OMS, o Brasil possuía 2,3 leitos hospitalares (públicos e privados) para cada grupo de mil habitantes no período de 2006 a 2012. A taxa é equivalente à média das Américas, mas inferior à média mundial (2,7) ou as taxas apuradas, por exemplo, na Argentina (4,7), Espanha (3,1) ou França (6,4).

Segundo o relatório, “a densidade de leitos pode ser utilizada para indicar a disponibilidade de serviços hospitalares e as estatísticas de leitos hospitalares são geralmente extraídas de registros administrativos de rotina”, como as bases do CNES, no caso do Brasil. Confira ao lado a proporção de leitos por mil habitantes em outros países:

leitohabitanteomsMenos 32 mil leitos no SUS desde 2005 – Em 2012, quando o CFM fez pela primeira vez esse tipo de levantamento sobre os recursos físicos disponíveis no SUS, identificou-se que 42 mil leitos haviam sido desativados entre outubro de 2005 e junho de 2012. Após a denúncia e sob cobrança de explicações por parte do Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério da Saúde justificou que a queda de leitos representa uma tendência mundial decorrente dos avanços em equipamentos e medicamentos que possibilitam o tratamento sem necessidade de internação do paciente. Em seguida, no entanto, chegou a tirar o banco de dados do ar, alegando que o sistema passava por atualização.

Segundo nota explicativa do Ministério da Saúde, as informações relativas aos leitos complementares (Unidades de Terapia Intensiva e Unidades Intermediárias) “compreendidas entre agosto/2005 a junho/2007 estavam publicadas de forma equivocada, contabilizando em duplicidade os quantitativos desses tipos de leitos”. A partir de outubro de 2012, no entanto, foram corrigidas as duplicidades identificadas nos totais dos leitos complementares.

Meses depois a consulta aos recursos físicos foi restaurada. Com a “atualização” e partir dos novos números, é possível observar que a quantidade de leitos de internação desativados nos últimos nove anos (outubro de 2005 a julho de 2014) chega a quase 32 mil. Quase metade desse total fechado apenas nos últimos quatro anos. O novo cálculo, no entanto, mostra também um aumento de 28% no número de leitos de UTI e de 114% naqueles destinados ao repouso e observação de pacientes.

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AMB repudia condenação do Cade

logoambfonte: SaúdeBusiness

A Associação Médica Brasileira (AMB) alega estar surpresa com multa aplicada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sob a justificativa de condutas anticompetitivas por meio da  fixação de preços de serviços médico-hospitalares no mercado de saúde suplementar.

De acordo com a AMB, os preços são baseados na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), documento originado da antiga Lista de Procedimentos Médicos.

“A denúncia de formação de cartel é absurda e um ato de violência contra uma categoria que tem como objetivo principal o cuidado com a saúde da população”, afirmou em comunicado ao mercado nesta sexta-feira (16).
Segundo a Associação, o documento é importante para balizar as atividades desenvolvidas pelos médicos brasileiros, por listar os procedimentos ética e cientificamente reconhecidos no País, bem como conhecimento dos atos que devem ser cobertos pelas operadoras de saúde.
Além da AMB, outras entidades médicas também foram condenadas: o Conselho Federal de Medicina (CFM), a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas). Ao todo, elas deverão pagar multas que somam R$ 638.460,00.
Em comunicado, a entidade dos médicos afirma que “estranhamente a decisão foi tomada no dia que a AMB havia programado reunião, já pré-agendada, de seu Conselho de Defesa Profissional para discutir os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais e seu posicionamento em relação ao segundo turno. O Cade na sua função repressiva pune os médicos brasileiros”, disse a AMB.
A entidade informou ainda que usará de todos os recursos previstos em Lei para responder às acusações do Cade.
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ANS faz consulta sobre medidas para reduzir número de cesarianas

gravidezfonte: Agência Brasil

A partir de amanhã (15), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) coloca em consulta pública duas resoluções que visam a reduzir o número de cesarianas desnecessárias na saúde suplementar brasileira.

As medidas preveem, por exemplo, que as beneficiárias de planos de saúde possam solicitar taxas de cesárea e partos normais por estabelecimento e por médico, independentemente de estarem grávidas.

Além da transparência de informações, as resoluções incluem a apresentação do partograma, que deverá conter anotações do desenvolvimento do trabalho de parto e das condições de saúde maternas e fetais. O documento será parte integrante do processo para pagamento do parto pelas operadoras.

Outra novidade é a distribuição, pelos planos de saúde, do Cartão da Gestante e da Carta de Informação à Gestante para registro de consultas de pré-natal, com orientações e dados de acompanhamento da gestação.

As novas normas estarão disponíveis para análise da população no site da ANS (www.ans.gov.br). O envio das contribuições poderá ser feito de 24 de outubro a 23 de novembro em formulário também disponível no portal da agência. A expectativa do governo é que as mudanças entrem em vigor em dezembro.

A gerente de Atenção à Saúde da ANS, Carla Coelho, lembrou que a cesariana, quando não há indicação médica, provoca riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê, uma vez que aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios paara o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe.

“A cesariana também é um procedimento que salva vidas. Ninguém está demonizando a cesariana. É um procedimento importante e, muitas vezes, tem que ser feito. Mas existem indicações específicas”, disse. Atualmente, no Brasil, o percentual de partos cesáreos chega a 84% na saúde suplementar.

Para o diretor-presidente da ANS, André Longo, o número de cesarianas desnecessárias no país é um problema complexo e que existe há bastante tempo. “É uma problemática que temos vivenciado, mas temos o firme propósito de tentar mudar essa realidade”, disse. “Não exitaremos em tomar todas as medidas necessárias”, completou.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, avaliou que é preciso enfrentar a dimensão cultural do parto cesáreo. Ele fez um comparativo com a situação enfrentada na década de 70, quando o aleitamento materno era visto como inadequado e substituído pelo artificial.

“Com muito esforço, conseguimos fazer a inversão dessa realidade”, explicou. “Entendemos que [essa transição] passa também por mudanças significativas no modelo de atenção à saúde, de remuneração aos serviços. Passa pela formação médica, pelo envolvimento dos profissionais de enfermagem. E passa por um estigma, um mito de que o parto normal é um parto com dor e sofrimento”, concluiu.

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Associado CIPERJ conta com cortesia em inscrição de fórum de Uropediatria da Jornada Carioca de Urologia

A Sociedade Brasileira de Urologia – Secção Rio de Janeiro (SBU-RJ) e a CIPERJ firmaram uma parceria, tendo em vista a XXI Jornada Carioca de Urologia, que ocorre entre os dias 19 e 22 (quarta-feira a sábado) de novembro, no hotel Royal Tulip, em Copacabana. A CIPERJ conta com cem cortesias para o Fórum de Uropediatria, que acontece no dia 21, sexta-feira, das 9h às 18h.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DO FÓRUM

Os interessados devem acessar a área restrita para associados do site da CIPERJ destinada á cursos e conferirem como proceder para realizar a inscrição como cortesia.

Para saber mais informações da jornada, basta visualizar o site do evento.

Caso não tenha ainda seu nome de usuário e senha para acesso à área restrita, basta nos enviar uma mensagem para contato@ciperj.org.

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Cade aplica R$ 2,7 milhões em multas por tabelamento de preços de serviços médicos

fonte: CADE

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade condenou, na sessão de julgamento desta quarta-feira (15/10), sete casos de fixação de preços de serviços médico-hospitalares no mercado de saúde suplementar. As condutas anticompetitivas foram praticadas por entidades representativas da classe médica nos estados da Paraíba, Santa Catarina, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Rondônia. Também foram condenados o Conselho Federal de Medicina – CFM, a Associação Médica Brasileira – AMB, a Federação Nacional dos Médicos – Fenam e a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde – Unidas. Ao todo, foram aplicados cerca de R$ 2,7 milhões em multas.

Durante o julgamento, a conselheira Ana Frazão destacou que as entidades médicas buscavam fixar unilateralmente o valor mínimo de consultas e honorários médicos pagos pelas operadoras de planos de saúde. Em seis dos casos, essa fixação se dava por meio da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos – CBHPM, que foi considerada uma tabela de preços mínimos tanto para honorários médicos quanto para procedimentos hospitalares e exames. No outro caso não houve imposição da tabela, mas as entidades buscaram negociar preços mínimos com a justificativa de promover a recomposição da perda inflacionária dos valores dos serviços.

Além disso, algumas dessas entidades promoviam movimentos de paralisação e boicote aos atendimentos das operadoras que não aceitassem os valores estipulados. Na maioria dos casos, a não adesão a esses movimentos sujeitava os médicos a sanções ético-disciplinares.

“Busquei considerar a licitude de parte das condutas com base no exercício regular do poder compensatório, pois entendi que os médicos poderiam fixar unilateralmente valores mínimos de seus honorários, desde que razoáveis e com o objetivo de proteger exclusivamente os médicos (pessoas físicas) em razão da patente assimetria nas negociações entre estes e os operadores de saúde”, afirmou a conselheira.

Entretanto, o entendimento da conselheira não foi seguido pelos demais membros do Tribunal do Cade, que afastaram a tese do poder compensatório. A única exceção, contudo, diz respeito ao processo do Rio Grande Norte, no qual o Conselho Regional de Medicina do Estado foi absolvido diante da existência de lei estadual que expressamente lhe atribuía competência para fixar valores de honorários médicos e procedimentos hospitalares.

Por outro lado, o entendimento do Tribunal foi unânime no que diz respeito à impossibilidade de fixação unilateral de valores relacionados a exames e procedimentos hospitalares em favor de clínicas, hospitais e laboratórios. Os membros do Conselho também concordaram que as entidades representativas não podem coagir médicos, inclusive com ameaças de sanções ético-disciplinares, a aderirem aos termos da tabela ou negociação coletiva.

Além do pagamento de multas, o Tribunal do Cade determinou que as entidades abstenham-se de promover, apoiar ou fomentar movimentos de boicote, paralisação coletiva de atendimentos aos beneficiários de planos de saúde, bem como descredenciamentos em massa. As entidades também não poderão impedir a negociação direta e individual de honorários entre médicos e operadoras de planos de saúde ou hospitais.

Paraíba (PA 08012.005374/2002)
– Foram condenados ao pagamento de multas no valor total de R$ 617.178,00 o Sindicato dos Médicos da Paraíba, a Associação Médica da Paraíba, a Academia Paraibana de Medicina, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba e a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde – Unidas.

Santa Catarina (PA 08012.005374/2002-64)
– O Sindicato dos Médicos de Santa Catarina, a Associação Médica Catarinense e o Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina terão que pagar multas que somam R$ 367.114,50.

Bahia (PA 08012.004020/2004-64) – O Conselho Regional de Medicina da Bahia foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 212.820,00.

Rio Grande do Norte (PA 08012.005135/2005-57) – Foram condenados ao pagamento de multas no valor total de R$ 292.627,50 o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte, a Associação Médica do Rio Grande do Norte e a Unidas.

Mato Grosso (PA 08012.006552/2005-17) – O Sindicato dos Médicos de Mato Grosso, a Associação Médica de Mato Grosso e o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso deverão pagar multas que somam R$ 340.512,00.

Rondônia (PA 08012.007833/2006-78) – Foram condenados ao pagamento de multas no valor total de R$ 250.063,50 a Associação Médica de Rondônia e o Conselho Regional de Medicina do Estado de Rondônia.

CFM, AMB e Fenam (PA 08012.002866/2011-99) – O Conselho Federal de Medicina, a Associação Médica Brasileira e a Federação Nacional dos Médicos deverão pagar multas que somam R$ 638.460,00.

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Mães criam página na web para denunciar mortes em maternidade no Rio

fonte: G1

Um momento que deveria ser de alegria se transformou em tristeza para mães que perderam seus filhos na maternidade do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte do Rio. Pelo menos duas páginas foram criadas com depoimentos sobre o que consideram descaso dos profissionais da unidade de saúde.

Uma das criadoras, Evelin Abreu dos Santos, diz que a ideia da página “Mamaes que perderam bebes na maternidade Ronaldo Gazolla” é que “mais mães não passem por descasos semelhantes”.

Segundo ela, ao chegar no hospital na manhã do dia 9 de abril deste ano, com contrações muito fortes, teve que esperar muito para ser atendida. “Esperei por uma hora, fui levada para tirarem minha pressão, fizeram isso e esperei mais três horas até ser levada para a sala de parto. Lá, disseram que o colo do meu útero estava fechado e eu não estava em trabalho de parto e, em seguida, colocaram Buscopan [remédio para cólicas e dores abdominais] na minha veia”, contou Evelin, que foi ao hospital com o marido e a mãe.

Após ser indicada a voltar para casa, ela retornou ao hospital na noite do mesmo dia. “Continuaram a insistir que eu teria que fazer parto normal. E eu dizendo que já tinha feito duas cesarianas e que não havia passagem para um bebê com parto normal, e eles se recusaram a me internar”, relata.

Após enfermeiras colocarem Evelin para receber soro, ela começou a sangrar muito por volta das 22h30. “Achei que finalmente poderia ver meu filho nascer, mas o sangramento era além do normal. Uma enfermeira me disse para tomar um banho, mas não se ofereceu para me ajudar. Após muita dor, me disseram que eu iria fazer a cesária, mas só às 8h30 do dia seguinte”, relata ela, que conta ainda que foi encaminhada para a mesa de cesariana pingando sangue pelo corredor da unidade.

Evelin conta que, após o parto, o filho sobreviveu por 45 minutos, mas já muito debilitado. “Ele já havia engolido muito sangue, estava muito roxo. O pior foi não terem avisado meu marido e minha mãe”, disse ela, emocionada. Ela diz que já recebeu mensagens de outras mães e que quer se reunir com elas para chamar a atenção da sociedade.

Jovem morta
Samanta Rodrigues, criadora de outra página na mesma rede social, a Mães do Hospital de Acari, diz que a sobrinha morreu em setembro após atendimento deficiente no Ronaldo Gazolla. O filho, Kaique, sobreviveu ao parto no dia 18 de setembro, mas sua parente, Juliana, que é menor de idade, teria ficado em uma sala de espera por horas antes do nascimento. “Houve sofrimento fetal por causa disso”, disse Samanta.

A criança foi transferida para o Hospital da Criança, em Vila Valqueire, na Zona Norte. Juliana se queixou de dor e muito cansaço, mas a família achou que não fosse nada demais. Dois dias após o parto, ela teve convulsões e foi levada para a unidade. Após um dia inteiro recebendo soro, os médicos diagnosticaram um ovário e uma trompa necrosados. Ela sofreu várias paradas cardíacos e morreu no dia 29 de setembro.

“A causa da morte, segundo o hospital, foi um choque séptico. O corpo não foi enviado ao IML. Como ainda estava com muito sangramento tivemos por nossa conta que enviar o corpo a um laboratório particular para ser preparado para o enterro”, contou Samanta.

Secretaria ainda apura casos
Procurada pelo G1, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio afirmou que está apurando o caso de Evelin, e que aguarda novidades dos outros casos.

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CIPERJ tem nova diretoria

A Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro (CIPERJ) realizou nesta quarta-feira, dia 15, Assembleia Geral Ordinária no auditório do hospital Copa D´Or, na Zona Sul, onde foram eleitos novos Departamento Profissional, Conselho Fiscal e Diretoria que comandarão a entidade no biênio 2014/16.

A assembleia teve início com a convocação dos associados Acyr Cunha e Edmo Dutra Franco para formarem a comissão eleitoral. Após a abertura dos envelopes, foram contados 42 para a chapa única inscrita, não havendo nenhum voto em branco ou nulo.

Após a posse, a nova diretoria traçou planos para a gestão e debateu as ações a serem realizadas junto aos associados presentes.

CONFIRA A NOVA DIRETORIA DA CIPERJ

Diretoria

presidente Kleber Moreira Anderson;
vice-presidente Lisieux Eyer de Jesus;
secretário Marco Daiha;
tesoureiro Sandoval Lage da Silva Sobrinho.

Conselho Fiscal: Gilberto do Amaral Teixeira, Luciano Guimarães, Irnak Marcelo, Maria Aparecida Siqueira de Andrade.

Departamento Profissional: Patrícia Mortimer Ferraz, Ana Teresa Oliveira, Vinicius Alves Pinto e Raquel Lameira Bernardo

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AGO de eleição da CIPERJ ocorre nesta quarta-feira no Copa D´Or

logo_headerA presidente da Associação de Cirurgia Pediátrica do Estado do Rio de Janeiro (CIPERJ), Dra. Lisieux Eyer de Jesus, no uso das atribuições que lhe são conferidas, convoca os associados para Assembleia Geral Ordinária da entidade, a ser realizada nesta quarta-feira, dia 15, com primeira chamada às 19h30, no auditório do Hospital Copa D´Or, na Zona Sul da capital fluminense, quando ocorrerá a contagem dos votos da eleição e a posse de novos Conselho Fiscal, Departamento Profissional e Diretoria.

A CIPERJ ressalta a importância da presença dos associados na AGO para colaborar nas ações a serem tomadas pela futura gestão e nos processos que já estão em andamento.

O Hospital Copa D´Or fica na Rua Figueiredo de Magalhães, 875.

SAIBA COMO CHEGAR

porCIPERJ

CFM discute com estudantes formas de manter termo “médico” em diplomas

diploma-canudofonte: CFM

Representantes de estudantes de várias escolas médicas brasileiras estiveram reunidos nesta terça-feira (7) com o novo presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Carlos Vital. Durante o encontro, o grupo discutiu os problemas gerados pela publicação do parecer 25/2014, do Conselho Nacional de Educação (CNE), o qual expressa entendimento de que no diploma do egresso deve constar a nomenclatura “Bacharel em Medicina”. Ao fim do encontro, a Autarquia divulgou uma nota técnica (confira aqui) sobre o tema, com esclarecimentos à sociedade.

O presidente do CFM assegurou aos alunos que a Autarquia empreenderá todos os esforços para impedir que esta orientação traga prejuízos aos estudantes e aos egressos dos cursos de Medicina. Esta semana será encaminhado ofício ao Ministério da Educação e às 242 escolas médicas solicitando que seja mantido o termo “Diploma de Médico” em todos os documentos que atestam a capacitação legal obtida após a conclusão do curso de medicina.

Para o CFM, a manutenção deste termo não fere dispositivos legais que classificam a formação como atinente a de curso de bacharelado. De acordo com a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as universidades têm autonomia para conferir graus, diplomas e outros títulos. Para o enquadramento do médico nas categorias da graduação (bacharelado, licenciatura e tecnologia), o CFM sugere às escolas adotar um formato de redação onde seja usado o termo “Diploma de Médico” como resultado da conclusão de um curso de bacharelado em Medicina.

“Trata-se de uma medida simples, que não gera conflitos legais, e tem efeito altamente benéfico para profissionais que planejam frequentar cursos de pós-graduação ou programas de intercâmbio em outros países”, pontuou o presidente Carlos Vital. Segundo ele, os transtornos surgem no momento de se requerer a equivalência de títulos (medida corrente no universo acadêmico). Como o termo “Bacharel em Medicina” não existe em vários países, essa situação pode causar “desgastes e transtornos”.

Atento às questões que afetam o processo de formação e a atuação dos médicos brasileiros, o Conselho Federal de Medicina (CFM) também manifestou solidariedade aos estudantes, residentes e egressos das escolas médicas. “São manifestações legítimas e que devem ocorrer junto às universidades e ao Ministério da Educação como forma de defender a manutenção do termo “Médico” nos diplomas dos concluintes do curso de bacharelado em Medicina”, afirmou Carlos Vital.