Arquivo anual 2021

porCIPERJ

UFF abre concurso para professores

fonte: UFF

A Universidade Federal Fluminense (UFF) lançou, no início deste ano, o Edital nº 54/2020 de concurso público para 81 vagas de professores em departamentos de ensino da universidade para reposições onde ocorrerem vacâncias por aposentadoria ou falecimento de membros do quadro de servidores.

No certame, há um avanço muito importante na aplicação das políticas de ação afirmativa, previstas na Lei 8.112/90; Lei 12.990/2014 e Decreto 9.508/2018, reservando 16 vagas para negros e 5 para pessoas com deficiência.

As inscrições vão até o dia 11 de fevereiro. Mais informações sobre o calendário e a realização das provas podem ser obtidas no edital.

CONFIRA O EDITAL

porCIPERJ

Impulsionados pela pandemia, grupos hospitalares vivem onda de fusões e atraem investidores

fonte: O Globo

Impulsionado pela pandemia, o setor de saúde vive nova onda de consolidação. O objetivo é ganhar escala para fazer frente a uma revolução tecnológica antecipada pela crise do coronavírus, com expansão do atendimento por telemedicina e foco em procedimentos que buscam detectar o risco de o paciente desenvolver doenças graves — e, com isso, tratá-las antecipadamente.

Em um setor ainda fragmentado, multiplicam-se as operações de fusões e aquisições, que buscam enfrentar a pressão de custos no setor. Uma única consultoria relatou estar envolvida em nove operações do tipo.

Na avaliação de empresários e economistas, há espaço para ganhar mercado. Em um país com mais de 200 milhões de habitantes, apenas 47 milhões contam com a cobertura da saúde suplementar. Segundo Marco Novais, superintendente executivo da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), é possível alcançar 70 milhões.

Outro foco é melhorar os serviços hospitalares em cidades médias, mercado nem sempre contemplado por grandes grupos.

Existem sinais do apetite do investidor pelo segmento. A abertura de capital na Bolsa da Rede D’Or no ano passado foi a segunda maior da história. E neste começo de ano, a maior operadora de planos de saúde do Nordeste, a Hapvida, propôs união com o Grupo NotreDame Intermédica.

Se o negócio se concretizar, será criada uma empresa com valor de mercado de R$ 120 bilhões.

— As empresas têm total complementariedade geográfica. Há espaço para expansão dentro dos estados onde já existe presença, indo, por exemplo, ainda mais para o interior e outras cidades — afirmou Jorge Pinheiro, presidente da Hapvida.

Abertura a estrangeiros

As bases para esta expansão do setor de saúde têm origem em 2015, quando ele foi aberto ao capital estrangeiro, explica Saulo Sturaro, sócio da assessoria de fusões e aquisições JK Capital, que tratou, no ano passado, de cinco operações de aquisições de hospitais:

— Antes, o setor de saúde ficava blindado do avanço de grupos mais profissionalizados e eficientes. A mudança regulatória foi o importante.

Maior empresa de medicina diagnóstica e segunda maior rede de hospitais do país, a Dasa vem acelerando suas aquisições. Em dezembro, pagou R$ 1,8 bilhão pelo Grupo Leforte, que tem três hospitais e cinco clínicas em São Paulo.

Em setembro, assumiu o controle do Nossa Senhora do Carmo, que tem hospitais no Rio, além de uma empresa de tecnologia, parte da transformação digital do grupo iniciada há três anos.

— O setor de saúde, principalmente quando se sai dos grandes centros, ainda é bastante fragmentado. Há espaço para consolidação, o que gera ganhos de eficiência — afirmou Pedro Bueno, presidente do Grupo Dasa.

Ele completa:

— A medicina está no nosso DNA, mas a tecnologia também. Nos próximos anos vamos passar por uma transformação digital. Tecnologia e medicina não poderão ser dissociadas e nosso grupo poderá atuar com pró-atividade, prevendo, por exemplo, as chances de uma pessoa se tornar diabética ou ter uma internação, tendo a possibilidade de mudar esse trajeto e o fim dessa história.

As cidades intermediárias estão no radar da Rede D’Or, o maior grupo hospitalar privado do país. O projeto em cinco anos é crescer 1.400 leitos por ano. Como destaca fonte próxima ao grupo, a maioria dos hospitais no país tem até 50 leitos.

Nos EUA, a média é de 160 leitos. Ganhar escala é forma de sobrevivência em razão da alta de custos.

O grupo tem parceria com SulAmérica, Bradesco e Golden Cross, entre outras operadoras, na oferta de planos que privilegiam o uso da rede. E tem firmado um novo modelo de parceria com as Unimeds em que entra com a experiência de gestão hospitalar do grupo, para reduzir custos e tornar os planos regionais mais competitivos.

Em 2020, o grupo entrou em Fortaleza e Aracaju e está atento a outras oportunidades.

Inovação digital

Para Carlos Marinelli, presidente do Grupo Fleury, de diagnósticos, a revolução digital do setor foi acelerada pela pandemia. O grupo iniciou atendimento por telemedicina durante a crise e, em pouco mais de um mês, realizou 150 mil consultas virtuais:

— A lógica de consumo da saúde mudou. A gente nasceu laboratório, se transformou em empresa de diagnóstico, e quer usar essa potência para atendimentos que vão muito além dos exames. Temos 250 unidades pelo Brasil, que, nos períodos de tarde e noite, eram ociosas. Podemos usar esses locais para outros atendimentos, como pequenas cirurgias ortopédicas, especialidades médicas. Tudo que não é hospital a gente pode entrar.

A Qualicorp, maior administradora de benefícios do país, com 2,5 milhões de usuários, investe em inovação para propor a operadoras produtos customizados e acessíveis.

— Até fevereiro, devemos lançar um produto voltado para uma região específica de São Paulo. Estamos investindo num canal de distribuição para fazer a oferta certa de plano para cada um. O primeiro passo é ampliar a presença com as operadoras regionais. Fizemos quatro aquisições em 2020 e continuamos olhando oportunidades — disse o vice-presidente Comercial da empresa, Elton Carluci, ressaltando que o foco são as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

Para Maurício Justo, sócio da gestora Alpha Key, a consolidação permite maior presença em camadas de menor renda, outra forma de expansão:

— NotreDame e Hapvida encontraram uma avenida de crescimento nos planos individuais de tíquetes menores, entre R$ 200 e R$ 300. Isso permite atender o cliente que está saindo do SUS e, na prática, cria nova linha de atuação.

A alta liquidez no mercado financeiro também funciona como um incentivo à consolidação.

— Existem mais de 700 operadoras de plano de saúde no Brasil, muitas delas com menos de 20 mil vidas. Para ser capaz de dar conta dos sinistros, uma operadora deveria ter pelo menos 40 mil, 50 mil vidas. Por isso, os grandes grupos, que estão capitalizados, fazem uma corrida de consolidação — resumiu Luís Fernando Joaquim, sócio-líder da área de saúde da Deloitte.

porCIPERJ

Projeto prevê dedução do imposto de renda para médicos que prestarem atendimento gratuito

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O Projeto de Lei 4757/20 permite a dedução do imposto de Renda para médicos e clínicas que prestarem serviços de saúde gratuitos. Pela proposta, o montante da dedução é limitado a 70% do valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para consulta ou exame semelhante realizado em hospital conveniado. O texto ressalva que não devem ser considerados, para o cálculo da dedução, os atendimentos ou exames pagos pelo SUS.

O projeto estabelece que a pessoa física ou pessoa jurídica de direito privado solicite o reconhecimento do direito à dedução ao Ministério da Saúde, em formulário próprio, com o número e o tipo de serviços gratuitos a serem realizados. Pela proposta, o médico ou a clínica deve apresentar, anualmente, até 30 de abril, relatório circunstanciado de suas atividades no exercício anterior.

Segundo o autor da proposta, deputado Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG), existe uma enorme demanda por serviços de saúde gratuitos no País, sobretudo, pelo fato de apenas um terço da população possuir plano de saúde.

“Desse modo, todas as partes envolvidas são beneficiadas. O Estado ganha com a economia de recursos, o médico recebe um estímulo para realização de trabalho voluntário na comunidade onde atua e o cidadão de baixa renda terá ampliada a oportunidade de usufruir serviços de saúde de qualidade”, explica Diniz

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

porCIPERJ

Inscrições abertas para programas de apoio científico da FAPERJ

fonte: FAPERJ

A FAPERJ lançou, no final de dezembro, a versão 2020 de dois de seus programas mais aguardados: Cientista do Nosso Estado e Jovem Cientista do Nosso Estado. Também conhecidos como Bolsas de Bancada para Projetos (BBP), ambos os programas concederão bolsas mensais, por até 36 meses, para que os pesquisadores possam executar seus projetos. No caso do Cientista do Nosso Estado, serão até 350 bolsas no valor de R$ 3 mil mensais; já para Jovem Cientista do Nosso Estado serão até 150 bolsas mensais de R$ 2,4 mil. Os dois editais somam um investimento de pouco mais de R$ 50 milhões para a C,T&I fluminense durante os próximos três anos.

Considerado um dos programas-símbolo da FAPERJ, o Cientista do Nosso Estado (CNE) é uma referência no apoio a projetos coordenados por pesquisadores de reconhecida liderança em sua área, vinculados a instituições de ensino e pesquisa sediadas no Estado do Rio de Janeiro. As bolsas CNE destinam-se a apoiar, por meio de concorrência pública, projetos coordenados por pesquisadores de reconhecida liderança em sua área, com vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

O programa CNE foi lançado em 1999, concedendo 340 bolsas a pesquisadores de todas as áreas de pesquisa, numa iniciativa pioneira que desburocratizou a forma de financiamento à pesquisa e inovação no estado e no País, representando uma reafirmação da importância dos cientistas no Estado do Rio de Janeiro. Em função do êxito do programa, o número de bolsas foi sendo aumentado ao longo dos anos. Atualmente, a FAPERJ apoia cerca de 399 pesquisadores com a bolsas de bancada CNE.

A fim de ampliar o alcance do Cientista do Nosso Estado a pesquisadores em estágio inicial de suas carreiras, a FAPERJ lançou, em 2002, o Programa Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE), concedendo 46 bolsas em sua primeira edição. Atualmente, a FAPERJ conta com 314 pesquisadores apoiados com bolsas de bancada JCNE.

Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Serginho, a concretização do lançamento desses dois importantes programas simboliza uma grande conquista para a produção científica fluminense, que recebe aporte para a sua continuidade.  “Com esses programas, estabelecemos um ciclo virtuoso, no qual estimulamos que nossos pesquisadores continuem no estado exercendo seus trabalhos e contribuindo significativamente para o desenvolvimento científico, social e econômico local”, ressaltou o secretário.

Segundo o presidente da Fundação, Jerson Lima Silva, esses programas garantiram a sobrevivência da pesquisa e da inovação no estado nos anos de crise financeira, em especial entre 2015 e 2019. “Sem o pagamento consistente das bolsas de bancada aos pesquisadores que são Cientista e Jovem Cientista do Nosso Estado, muitos centros e grupos de pesquisa teriam deixado de existir, sem falar dos pesquisadores que teriam deixado o estado ou mesmo o País em busca de melhores condições para continuarem com seus projetos. Principalmente, não teríamos tido condições de enfrentar de forma eficaz epidemias como a da Dengue e da Zika, e mais recentemente a pandemia do COVID-19. CNE e JCNE consolidados como programas anuais tornam o estado mais bem preparado para lidar com os desafios não apenas na área da saúde, mas também no que diz respeito ao urbanismo, economia, ecologia, energia limpa, entre outros.”

Elegibilidade

Os proponentes ao programa Cientista do Nosso Estado devem possuir vínculo empregatício ou funcional com centros de pesquisas, universidades ou instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro. Pesquisadores eméritos ou aposentados poderão concorrer ao edital, desde que o vínculo seja comprovado por documento oficial da instituição, atestando efetiva participação na pesquisa a ser desenvolvida; grau de doutor e reconhecida liderança em sua área, com produção científica e/ou tecnológica de alta qualidade no período entre 2015 a 2020, compatível com o nível de pesquisador 1 do CNPq, segundo critérios da área a qual o pesquisador está vinculado. O candidato deve demonstrar capacidade de orientação de alunos de pós-graduação através da comprovação de, no mínimo, uma orientação de doutorado concluída, estar orientando alunos de pós-graduação (mestrado e/ou doutorado) no momento da solicitação e capacidade de captação de recursos financeiros para financiamento à pesquisa por meio de agências de fomento nacionais, estaduais ou internacionais, pró-reitorias, fundações e empresas públicas ou privadas.

Para o programa Jovem Cientista do Nosso Estado será necessário ter obtido grau de doutor — com data de defesa do doutoramento a partir de 1º de agosto de 2009 — e  possuir liderança em sua área, com produção científica e/ou tecnológica de alta qualidade nos últimos cinco anos, segundo critérios de sua respectiva área; vínculo empregatício ou funcional com centros de pesquisas, universidades ou instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro. O candidato deve demonstrar capacidade de orientação de alunos de pós-graduação através da comprovação de, no mínimo, uma orientação de mestrado em andamento e de captação de recursos financeiros para financiamento à pesquisa de agências de fomento nacionais, estaduais ou internacionais, pró-reitorias, fundações e empresas públicas ou privadas

Pesquisadores contemplados nos editais Cientista do Nosso Estado 2017 ou Jovem Cientista do Nosso Estado 2017 que apresentarem propostas nesta edição deverão comprovar, obrigatoriamente, uma das três atividades científicas / tecnológicas (palestra, curso, exposição etc.) realizadas em escolas públicas (níveis fundamental ou médio) sediadas no estado do Rio de Janeiro, dentro dos anos de vigência da bolsa de bancada.

A avaliação dos projetos caberá a um Comitê Especial de Julgamento, designado pela diretoria da FAPERJ, que analisará as propostas considerando o mérito técnico e/ou científico, o potencial de inovação e viabilidade da proposta, a adequação dos métodos e do cronograma de atividades, a qualificação do proponente em relação às atividades previstas, entre outros.

Os recursos obtidos deverão ser aplicados em itens ou rubricas relativas ao projeto, desde que sejam observadas as regras constantes no Manual de Prestação de Contas da FAPERJ, além de orientações complementares expedidas para esse fim pelo setor de Auditoria Interna ou pela diretoria da Fundação.

A submissão de projetos para o programa Cientista do Nosso Estado e Jovem Cientista do Nosso Estado poderá ser feita até o dia 04 de fevereiro de 2021. A divulgação dos resultados para ambos os editais está prevista para ser realizada a partir de 20 de maio de 2021.

Confira a íntegra do programa Cientista do Nosso Estado (CNE)-2020

Confira a íntegra do programa Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE)-2020